Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 144 de 168)

Bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT) realiza batizados de crianças Boe Bororo em aldeia do Córrego Grande

Em uma visita marcante à aldeia do Córrego Grande, localizada no coração de Mato Grosso, Dom Maurício Jardim, bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, conduziu uma emocionante cerimônia de batismo de 29 crianças pertencentes à etnia Boe Bororo. A presença de Dom Maurício Jardim, conhecido por seu compromisso com as comunidades indígenas e sua busca por promover a evangelização, foi recebida com grande entusiasmo pelos moradores da aldeia do Córrego Grande.

A cerimônia de batismo foi repleta de simbolismo e significado para a comunidade Boe Bororo. O bispo tem sido um defensor ativo dos direitos dos povos originários, buscando criar parcerias e promover ações que valorizem a cultura e os valores dessas comunidades. O evento, além de marcar um importante momento de fé para as crianças Boe Bororo, também serviu como um encontro significativo para promover a compreensão mútua e o diálogo intercultural. A presença de Dom Maurício Jardim e sua iniciativa de realizar os batismos na aldeia demonstra a importância de se reconhecer e celebrar a diversidade cultural do Brasil.

Com a cerimônia de batismo concluída, Dom Maurício Jardim deixou a aldeia do Córrego Grande, levando consigo a gratidão e os votos de prosperidade e união da comunidade Boe Bororo. Sua visita ficará marcada como um momento de fortalecimento dos laços entre a Igreja Católica e os povos indígenas, reafirmando o compromisso da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga com a promoção da justiça e o respeito à diversidade.

Mauro Nascimento

 

 

A responsabilidade individual na proteção dos direitos dos animais

“Não me importa saber se um animal pode raciocinar. Sei que é capaz de sofrer e por isso o considero meu próximo” (Albert Schweitzer).

A frase de Albert Schweitzer é um lembrete poderoso de que a empatia e a compaixão não devem ser limitadas à nossa própria espécie. Como seres humanos, muitas vezes nos vemos como superiores a outras formas de vida e nos esquecemos de que os animais também têm sentimentos e podem sentir dor e sofrimento.

Ao longo da história, os seres humanos têm usado os animais para seus próprios fins, seja para alimentação, vestuário, experimentação ou entretenimento. Embora muitos argumentem que essas práticas são justificadas porque os animais não têm a mesma capacidade de raciocínio que os seres humanos, essa justificativa ignora a realidade do sofrimento que esses animais enfrentam.

A ciência tem demonstrado que muitos animais são capazes de experimentar uma ampla gama de emoções, incluindo alegria, tristeza, medo e dor. Estudos mostram que os animais têm sistemas nervosos complexos e sofisticados que lhes permitem sentir dor física e emocional.

Então, se sabemos que os animais podem sofrer, por que continuamos a tratá-los de maneira tão cruel? Talvez seja porque é mais fácil para nós ignorar sua dor e considerá-los como simples recursos em vez de seres sencientes com suas próprias vidas e necessidades.

No entanto, se aceitarmos que os animais são capazes de sofrer, então é nosso dever protegê-los e garantir que não sofram desnecessariamente. Isso pode significar escolher uma dieta vegetariana ou vegana, evitar produtos testados em animais ou simplesmente tratar os animais com respeito e compaixão.

Como seres humanos, temos o poder de influenciar o mundo ao nosso redor e escolher como tratamos outras formas de vida. E a escolha de tratar os animais com compaixão e empatia não é apenas uma questão de ética, mas também de empatia e respeito pela vida em todas as suas formas.

Mauro Nascimento

16 de maio – Santo Alexandre, bispo de Jerusalém e mártir

Santo Alexandre de Jerusalém, Século 15

De família pagã, Alexandre recebeu uma formação cultural diligente. Frequentou vários movimentos religiosos e filosóficos da época e converteu-se ao cristianismo.

Deixou a Capadócia e transferiu-se para Alexandria, no Egito, onde prosperava a escola Didaskaleion, dirigida por Panteno siciliano, e, depois, por Clemente alexandrino. A seguir, foi para Jerusalém, em 212, onde foi coadjutor do Bispo, de quem, mais tarde, foi sucessor.

O “caso” Orígenes

Alexandre guiou Jerusalém como pastor atencioso, sobretudo, com as necessidades culturais das suas ovelhas. Na Cidade Santa, fundou uma biblioteca e uma escola, inspirando-se no modelo daquela Alexandrina.

Durante seu episcopado, teve que se ocupar com a rivalidade entre o teólogo Orígenes – que já conhecia em Alexandria – e seus superiores. De fato, Orígenes recebeu do Bispo de Alexandria o encargo de dirigir uma escola de catecismo. Porém, o teólogo começou a ensinar também ciências profanas – sobretudo filosofia – ciente de que, especialmente, o ensino da religião precisava de um maior aprofundamento cultural.

Não obstante fosse leigo, Orígenes começou a fazer pregações nas igrejas. Este seu comportamento irritou o Bispo, que o impediu de falar publicamente sobre as Escrituras, a não ser na presença de um pastor.

Impressionado com a profundidade de pensamento do teólogo, Alexandre o defendeu e até o ordenou sacerdote, em 230. Desta forma, ele pôde continuar, sem dificuldade, suas pregações, que eram tão preciosas, a ponto de ser requisitado até em Cesareia e na própria Cidade de Jerusalém.

Perseguições e martírio

Entretanto, em Roma, entre 202 e 203, Septímio Severo retomava a perseguição aos cristãos. Alexandre encontrava-se ainda em Alexandria, onde ficou preso até 211. Com a segunda onda de perseguições, por parte de Décio, ele não teve escapatória: foi preso em Cesareia e passou por muitas torturas, mas em vão: “A glória dos seus cabelos brancos e a sua grande santidade formaram uma dupla coroa para o seu cativeiro”, escreveram os historiadores.

Esgotado por tantos sofrimentos, Alexandre morreu na prisão, em 250, e é venerado como mártir da fé. Dos seus numerosos escritos, permaneceram apenas fragmentos de quatro Cartas, propagadas por Eusébio e São Jerônimo.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 15 mai. 2023.

16 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Há muitas pessoas que procuram ajuda em Igrejas, templos religiosos, nos consultórios médicos, alegando que sentem tristeza e um vazio profundo na alma. Sentem-se tristes e infelizes, embora tenham uma vida financeira boa, gozem de boa saúde física, vivam relativamente bem com os outros. Dizem que o vazio as leva ao desespero a tal ponto de pensarem em não ver sentido na vida e a passarem a ter a ideia de que a morte é o único alívio para elas. Essas pessoas não descobriram ainda, que estamos aqui para aprendermos a cultivar o amor, a solidariedade e a fraternidade. A forma que temos de colocar os bons pensamentos, os bons sentimentos e principalmente o amor em ação é a caridade. ‘Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta’ (Tg 2,26). Esse vazio existencial é a falta de amor ao próximo, o amor do qual Jesus tanto falou e exemplificou.”

Monsenhor André Sampaio

 

15 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, enfim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você.

Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável. Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.

Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.

Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido. Desejo que você não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo. Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la. Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência. Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina, Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas. Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.”

Monsenhor André Sampaio

 

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Por Mauro Nascimento