Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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01 de novembro – Monsenhor André Sampaio

“Mesmo diante de situações complicadas necessitamos ter serenidade, calma. De nada adianta nos desesperarmos, xingarmos, esbravejarmos, pois tudo isso só fará mal a nós mesmos. Claro que você deve estar pensando: mas não é fácil agir assim sempre! Claro que não é fácil, mas depende de cada um de nós começar a agir e ter mais calma em nossas atitudes até para que não nos arrependamos mais tarde. Amigos lembrem-se: Procurai viver com serenidade, ocupando-vos das vossas próprias coisas e trabalhando com vossas mãos, como vô-lo temos recomendado (I Tessalonicenses 4, 11).”

Monsenhor André Sampaio

01 de novembro – Todos os Santos

Todos os Santos, de Fra Angelico

Esta importante solenidade, chamada, por alguns, “Páscoa de outono,” é celebrada como membros ativos de uma Igreja, que, mais uma vez, não olha para si mesma, mas olha e aspira pelo céu. De fato, a santidade é um caminho que todos somos chamados a trilhar, sob o exemplo desses nossos “irmãos mais velhos”, que nos são propostos como modelos, porque aceitaram ser encontrados por Jesus, rumo ao qual se encaminharam com confiança, com seus desejos, fraquezas e sofrimentos.

Significado da Solenidade

A memória litúrgica dedica um dia especial a todos aqueles que uniram com Cristo em sua glória. Eles não nos são indicados apenas como arquétipos, mas invocados também como protetores das nossas ações.

Os Santos são os filhos de Deus que atingiram a meta da salvação e que vivem, na eternidade, aquela condição de bem-aventurança expressa por Jesus no discurso da Montanha, narrado no Evangelho de Mateus (5,1-12). Os Santos são aqueles que também nos acompanham no nosso percurso de imitação de Jesus, que nos leva a ser pedra angular na construção do Reino de Deus.

Comunhão dos Santos

Em nossa profissão de fé, afirmamos acreditar na Comunhão dos Santos. Sabemos que esta expressão significa a vida e a contemplação eterna de Deus, razão e finalidade da mesma Comunhão, mas também a comunhão com as “coisas” sagradas. De fato, se os bens terrenos, enquanto limitados, dividem os homens no espaço e no tempo, as graças e os dons, que Deus nos proporciona, são infinitos e deles todos podem participar.

O dom da Eucaristia, de modo particular, nos permite, desde já, viver a antecipação daquela liturgia que o Senhor celebra no santuário celestial com todos os Santos.

A grandeza da redenção mede-se pelos frutos, ou seja, por aqueles que foram redimidos e amadureceram em santidade. Através deles, a Igreja contempla a sua vocação e condição de uma humanidade transfigurada em caminho rumo ao Reino.

Origem e história desta festa

Esta festa de esperança, que nos recorda o objetivo da nossa vida, tem raízes antigas: no século IV, começou a celebração dos mártires, comuns para as diferentes Igrejas. Os primeiros sinais desta celebração foram encontrados em Antioquia, no domingo após o dia de Pentecostes, sobre a qual já falava São João Crisóstomo.

Entre os séculos VIII e IX, esta festa começou a difundir-se também na Europa, e, em Roma, de modo particular, no século IX. Ali, o Papa Gregório III (731-741) quis que esta festa fosse comemorada no dia 1º de novembro, que coincidia com a consagração de uma Capela, na Basílica de São Pedro, dedicada às relíquias “dos santos Apóstolos, dos Santos mártires e confessores e de todos os Justos, que chegaram à perfeição e descansam em paz no mundo inteiro”.

Na época de Carlos Magno, esta festa já era muito conhecida como ocasião para a Igreja, que vagueia e sofre na Terra, mas que olha para o céu, onde estão seus irmãos mais gloriosos.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 30 out. 2023.

31 de outubro – Santo Afonso Rodrigues

O irmão leigo Afonso Rodrigues, natural de Segóvia, Espanha, nasceu em 25 de julho de 1532, e pertencia a uma família pobre e profundamente cristã. Após viver uma sucessão de fatalidades pessoais, Afonso encontrou seu caminho na fé.

Tudo começou quando Afonso tinha dezesseis anos. Seu pai, um simples comerciante de tecidos, morreu de repente. Vendo a difícil situação de sua mãe, sozinha para sustentar os onze filhos, parou de estudar. Para manter a casa, passou a vender tecidos, aproveitando a clientela que seu pai deixara.

Em 1555, aconselhado por sua mãe, casou e teve dois filhos. Mas novamente a fatalidade fez-se presente no seu lar. Primeiro, foi a jovem esposa que adoeceu e logo morreu; em seguida, faleceram os dois filhos, um após o outro. Abatido pelas perdas, descuidou dos negócios, perdeu o pouco que tinha e, para piorar, ficou sem crédito.

Sem rumo, tentou voltar aos estudos, mas não se saiu bem nas provas e não pôde cursar a Faculdade de Valência.

Afonso entrou, então, numa profunda crise espiritual. Retirado na própria casa, rezou, meditou muito e resolveu dedicar sua vida completamente a serviço de Deus, servindo aos semelhantes. Ingressou como irmão leigo na Companhia de Jesus em 1571. E foi um noviciado de sucesso, pois foi enviado para trabalhar no colégio de formação de padres jesuítas em Palma, na ilha de Maiorca, onde encontrou a plena realização da vida e terminou seus dias.

No colégio, exerceu somente a simples e humilde função de porteiro, por quarenta e seis anos. Se materialmente não ocupava posição de destaque, espiritualmente era dos mais engrandecidos entre os irmãos. Recebera dons especiais e muitas manifestações místicas o cercavam, como visões, previsões, prodígios e cura.

E assim, apesar de porteiro, foi orientador espiritual de muitos religiosos e leigos, que buscavam sua sabedoria e conselho. Mas um se destacava. Era Pedro Claver, um dos maiores missionários da Ordem, que jamais abandonou os seus ensinamentos e também ganhou a santidade. Outro foi o missionário Jerônimo Moranto, martirizado no México, que seguiu, sempre, sua orientação.

Afonso sofreu de fortes dores físicas durante dois anos, antes de morrer em 31 de outubro de 1617, lá mesmo no colégio. Foi canonizado em 1888, pelo papa Leão XIII, junto com são Pedro Claver, seu discípulo, conhecido como o Apostolo dos Escravos. Santo Afonso Rodrigues deixou uma obra escrita resumida em três volumes, mas de grande valor teológico, onde relatou com detalhes a riqueza de sua espiritualidade mística. A sua festa litúrgica é comemorada no dia de sua morte.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 27 out. 2023.

31 de outubro – Monsenhor André Sampaio

“O amor é a semente que bem regada nos proporciona a felicidade e a paz. Regar diariamente o amor em nosso coração, significa uma colheita cheia de boas intenções, boas ações e boas lições de vida. Sem o amor não construiremos nada sólido em nossa vida, porque tudo que fazemos com amor cresce e torna-se solidificado em nosso coração e no coração do outro. Por isso cuide do amor e o faça crescer em você, dê a ele a atenção necessária não esquecendo que todos os dias precisa ser regado com muita paciência, tolerância e bondade. Tenhamos em mente que sem o amor em nossa vida, não chegaremos às mudanças necessárias que precisamos realizar em nós. Lembremos que o amor modifica, o amor contamina, o amor traz a paz e principalmente o amor traz a união de todos. Não podemos esquecer de levar conosco onde quer que formos o amor para ser doado aos que ainda não o conhecem, poderemos fazer isso através do exemplo que deixarmos por onde passarmos, assim seremos multiplicadores da semente do amor.”

Monsenhor André Sampaio

30 de outubro – Monsenhor André Sampaio

“A vida na terra é uma passagem, o amor é doação e a amizade é um ‘fio de ouro’ que não se quebra nem com a morte. Você sabia disto? A infância passa, a juventude a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe.

A mais bela flor do mundo perde sua beleza, mas uma amizade fiel dura para a eternidade. Viver sem amigos é morrer sem deixar lembranças. Você pode até ter poucos amigos, mas uma boa amizade está acima de qualquer relacionamento. Nunca se esqueça que uma boa amizade vale ouro.

A amizade é uma ferramenta que Deus criou para que os homens cultivassem o Amor um dentro do outro, e com ela é possível transformar a dor em crescimento, a alegria em felicidade, a distância em proximidade, o medo em vitória.

A amizade é um elixir pra vida humana, os amigos são a família que escolhemos, suas mãos, palavras e atos, moldam o coração para um futuro melhor. Aos amigos tudo… sem esquecer que com o tempo nos tornamos parte deles.

Feliz quem pode enxergar e valorizar a amizade que tem, porque ela é o seu próprio combustível para a felicidade.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento