Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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22 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Quando a raiva te procurar, resista firme em seus propósitos no bem, não dando a ela a chance de tomar conta do seu coração.

Quando a raiva te procurar, mostre a ela o quanto és forte para conseguir superar os momentos difíceis.

Quando a raiva te procurar, não demonstre fraqueza. Quando a raiva te procurar, coloque muito mais amor em seu coração.

Quando a raiva te procurar, diga a ela que você é capaz de transformá-la em Amor.

Quando a raiva te procurar, dê a ela os melhores sentimentos que há em você.

Quando a raiva te procurar, reaja sempre com bons pensamentos.

Quando a raiva te procurar, faça uma prece a Jesus para aliviar seu coração pois desta forma ela, não vai ter mais como encontrar o seu coração.”

Monsenhor André Sampaio

22 de abril – São Sotero, papa

De origem grega, mas nascido em Fondi, Sotero foi Papa do ano 166 a 175. Atento às necessidades dos cristãos do Oriente, seu Pontificado foi caracterizado por obras de caridade e assistência aos pobres. Instituiu uma ordem diaconal feminina e teve que enfrentar muitas heresias como a de Montano.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 abr. 2023.

21 de abril – Santo Anselmo, arcebispo de Cantuária e doutor da Igreja

A força de um sonho

Quanta força tem um sonho? Folheando as páginas da vida de Santo Anselmo, poder-se-ia dizer: muita força.

Uma noite, quando Anselmo ainda era criança, sonhou que Deus que o convidava para ir sobre os cumes dos altos Alpes, onde lhe daria “um pão puríssimo” para comer. Desde então, a vida do futuro Santo foi toda voltada a “elevar a mente à contemplação de Deus”. Este objetivo foi levado adiante com absoluta abnegação, apesar das adversidades.

Nascido em Aosta, em 1033, no seio de uma família nobre, Anselmo sofreu fortes contrastes com o pai, um homem rude e envolvido com os prazeres da vida, que o impediu, com todos os meios, de entrar para a Ordem Beneditina, para evitar a dispersão do patrimônio familiar. Diante da oposição paterna, Anselmo, com apenas 15 anos, adoeceu por tamanha decepção. Ao recuperar a saúde, decidiu partir para a França, onde se deixou levar pela dissipação moral, tornando-se surdo ao chamado de Deus.

Um grande educador

Após três anos, teve um encontro providencial com Lanfranco de Pavia, prior da Abadia Beneditina de Bec, na Normandia, que reanimou a sua vocação. Finalmente, aos 27 anos, Anselmo pôde entrar para a Ordem monacal e ser ordenado sacerdote.

Em 1063, tornou-se prior do mesmo mosteiro de Bec, onde demonstrou ser um educador dócil, mas também determinado. Não gostava de métodos autoritários. Por isso, preferiu o princípio de persuasão, que fazia os estudantes crescer com sabedoria, ensinando-lhes o valor inviolável da retidão e a adesão livre e responsável da verdade e da bondade.

Seu gênio educacional expressou-se com a “via discretionis” , que abrangia compreensão, misericórdia e firmeza. Os jovens, dizia Anselmo, são como pequenas plantas que florescem, não fechadas em uma estufa, mas graças a uma “liberdade saudável”.

Em defesa da liberdade da Igreja

No entanto, tornando-se arcebispo de Cantuária, Lanfranco de Pavia pediu ajuda ao seu discípulo para reformar a comunidade eclesial local, devastada pela passagem dos invasores Normandos.

Assim, Anselmo transferiu-se para a Inglaterra, onde se dedicou, com paixão, à nova missão, tanto que – com a morte de Lanfranco – foi seu sucessor na sede de Cantuária, recebendo a ordenação episcopal em 1093.

Precisamente naquele período, o futuro Santo trabalha, sem cessar, pela “libertas Ecclesiae“: apoiou, com inesgotável energia e intrépida coragem, a independência do poder espiritual do poder temporal, defendendo a Igreja das ingerências das autoridades políticas. Todavia, esta sua atitude custou-lhe dois exílios da sede de Cantuária, para a qual retorna, definitivamente, apenas em 1106, para dedicar os últimos anos da sua vida à formação moral dos sacerdotes e à pesquisa teológica.

Anselmo faleceu em 21 de abril de 1109 e seus restos mortais foram sepultados na famosa Catedral de Cantuária.

“Doutor Magnífico”

Como fundador da teologia escolástica, a tradição cristã atribuiu-lhe o título de “Doutor Magnífico” porque foi magnífico seu desejo de aprofundar os mistérios divinos, através de três etapas: a fé, como dom gratuito de Deus; a experiência ou encarnação da Palavra na vida diária; e o conhecimento ou intuição contemplativa. De fato, Anselmo afirma: “Senhor, eu não tento penetrar na vossa profundeza, porque nem posso comparar meu intelecto com ela. Porém, queria entender, pelo menos até certo ponto, a vossa verdade, que meu coração acredita e ama. Eu não procuro entender para acreditar, mas acredito para entender”.

Amor pela verdade e honestidade episcopal

As principais obras de Anselmo – o Monologion (Monólogo) e o Proslogion (Colóquio), que demonstram a existência de Deus, respectivamente, a “posteriori” e a “priori” – pretendem reafirmar que Deus é “o Ser do qual não se pode imaginar um maior”.

Por outro lado, a grande coleção de epístolas de Anselmo revela a sua atuação e o seu pensamento político, sempre inspirados no seu “amor pela verdade”, pela retidão e a honestidade episcopal, longe dos condicionamentos temporais e dos oportunismos.

De fato, o Arcebispo de Cantuária escreve: “Prefiro discordar com homens que, de acordo com eles, discordam com Deus”, colocando em evidência os traços do governante justo, que visa o bem comum e não seu interesse pessoal.

Em 1163, o Papa Alexandre III concedeu ao falecido Anselmo “a elevação do corpo”, um ato que, naquela época, correspondia à Canonização. Enfim, em 1720, o Papa Clemente XI o proclamou “Doutor da Igreja”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 21 abr. 2023.

21 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Não permita que ninguém limite seu espaço, diminua seu valor, roube seus sonhos, atrapalhe seu sorriso, estreite seu caminho nem te impeça de avançar. Não permita que o barulho ao seu redor seja mais alto que a voz de Deus: ao seu coração. Os outros só acham, mas Deus tem certeza de quem você é, e isso já basta. Conserve o bem que você tem. Esqueça o que dói, perdoe os que te feriram. Desfruta dos que ama. Uma pessoa feliz não tem tudo de melhor, ela torna tudo Melhor. O tempo de Deus tem seus mistérios, porém não nos cabe entender, mas confiar… O nosso tempo tem pressa, o Dele tem perfeição… Esperar Nele pode ser a mais difícil das escolhas, mas Deus é o dono do tempo e como tal, determina o nosso hoje e escreve o nosso amanhã… Quem Nele espera, jamais será decepcionado, mas, sim, surpreendido… A humildade pressupõe sempre que devemos confiar mais, do que ser presunçoso que somos os donos da verdade. Muito haveríamos de se melhorar se compreendêssemos melhor o que Deus nos dá e ensina todos os dias.”

Monsenhor André Sampaio

Da competição à colaboração: a sinodalidade como um novo modelo de relacionamento

“Sinodalidade é passar do eu para o nós” (Nathalie Becquart – subsecretária do Sínodo dos Bispos).

O conceito de sinodalidade tem sido cada vez mais discutido dentro da Igreja Católica, especialmente desde o pontificado do Papa Francisco. Em sua essência, sinodalidade significa caminhar juntos, em comunhão, buscando a escuta mútua e a tomada de decisões em conjunto.

Como bem disse Nathalie Becquart, sinodalidade é passar do eu para o nós. Isso significa deixar de lado o individualismo e o egoísmo que muitas vezes nos dominam a olhar para o outro, para a comunidade, para a coletividade. É reconhecer que não somos seres isolados, mas seres que dependem uns dos outros para existir e prosperar.

Ao adotarmos a sinodalidade em nossas vidas, estamos abrindo espaço para o diálogo e o consenso, para a construção de um projeto comum. Estamos dizendo não à imposição de ideias e à tirania do mais forte, e sim ao respeito pelas diferenças e ao valor da diversidade.

No entanto, é preciso reconhecer que a sinodalidade não é algo fácil de ser praticado. Requer humildade, paciência, disposição para ouvir e aprender. Requer, acima de tudo, uma profunda conversão interior, uma mudança de mentalidade que nos leve a ver o outro como um irmão, um parceiro, e não como um adversário.

Mas é exatamente essa mudança de mentalidade que a sinodalidade nos convida a fazer. É um convite para sairmos de nós mesmos, de nossas zonas de conforto e de nossas certezas, e nos abrirmos para o outro, para a coletividade. É um convite para vivermos em comunhão, em fraternidade, em solidariedade.

Por isso, é tão importante que a sinodalidade não seja apenas uma palavra bonita ou uma teoria abstrata, mas algo que se traduza em práticas concretas, em gestos e atitudes que expressem essa nova mentalidade. E que, aos poucos, essa mentalidade se torne uma cultura, uma forma de vida, uma expressão da identidade cristã.

Em resumo, sinodalidade é passar do eu para o nós. É um convite para construir juntos um mundo melhor, mais justo, mais fraterno. Um convite que, se acolhido, pode transformar não apenas a Igreja, mas toda a sociedade.

Mauro Nascimento

Referência:

Nathalie Becquart: «Sinodalidad es pasar del yo al nosotros». Acesso em: 20 abr. 2023.

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Por Mauro Nascimento