Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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13 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Muitas vezes aquele a quem estendemos a mão nos momentos em que passava por dificuldades nos retribui o gesto com a ingratidão. Em outra ocasião falamos palavras de conforto, repletas de carinho e de amor, porém em troca recebemos palavras duras e ásperas. Há situações onde sorrimos demonstrando a nossa empatia e solidariedade para com o próximo e recebemos de volta o desdém e o pouco caso. Mesmo diante de todas essas contrariedades, não desistamos da prática do bem. Não importa a forma como somos retribuídos por tudo o que fazemos ou fizemos. Neste mundo em que vivemos temos que entender que nem todos estão no mesmo grau de entendimento, sendo que há aqueles que nem mesmo sabem reconhecer um gesto de amor, tal o instinto brutal que ainda os domina. Por isso, sigamos o caminho do bem sempre!”

Monsenhor André Sampaio

 

13 de maio – Nossa Senhora de Fátima

Nossa Senhora de Fátima, Portugal (© BP)

Não tenham medo!” Com estas palavras, a Virgem Maria dirigiu-se aos três pastorzinhos portugueses de Aljustrel, no dia 13 de maio de 1917.

Na manhã de um esplêndido domingo, Lúcia dos Santos, de 10 anos de idade, e seus primos, Jacinta e Francisco Marto, de 7 e 9 anos, participaram da Santa Missa, na paróquia de Fátima e, depois, levaram suas ovelhas para pastar, no declive da Cova da Iria. Ao ouvir o toque dos sinos para o Ângelus, puseram-se a rezar o Terço, como faziam de costume. A seguir, enquanto brincavam, ficaram assombrados pelo aparecimento de um clarão improviso. Pensando que era um raio e com medo de um temporal, se apressaram para abrigar o rebanho.

Mas, logo depois, foram surpreendidos por outro clarão, sobre um carvalho, no qual viram uma Senhora, vestida de branco e radiante de luz, que lhes disse: “Vim pedir-lhes para que venham aqui, todo o dia 13, por seis meses consecutivos, nesta mesma hora. Dir-lhes-ei, oportunamente, quem eu sou e o que quero”.

A Senhora tinha um vestido com bordados dourados, um cordão de ouro na cintura, um manto cândido e um Terço de grãos brancos nas mãos. Enquanto Lúcia falava com ela, Jacinta escutava a conversa, mas Francisco não ouvia nada. Então, Maria perguntou-lhes: “Vocês querem oferecer-se a Deus, suportar todos os sofrimentos que Ele lhes mandar, como ato de reparação dos pecados, pelos quais Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?” Lúcia respondeu-lhe: “Sim, queremos”. No entanto, a Virgem lhes disse ainda: “Vocês deverão sofrer muito, mas a graça de Deus será seu conforto”.

Aparições na Cova da Iria

Lúcia intimou seus primos a não dizer nada a ninguém sobre o acontecimento porque – explicou – “ninguém acreditaria”. No entanto, Jacinta, temendo ser castigada, por trazer as ovelhas de volta do pasto, antes da hora, contou tudo à sua mãe, que, naturalmente, não acreditou.

Lúcia, Francisco e Jacinta foram repreendidos e advertidos. Não obstante, a notícia começou se espalhar. No dia 13 de junho, na hora do encontro, uma pequena multidão uniu-se às três crianças. A Virgem pediu a Lúcia para rezar muito, mas também para aprender a ler e a escrever, a fim de poder transmitir as suas mensagens.

Na terceira aparição, cerca de duas mil pessoas se reuniram e deixaram suas ofertas em dinheiro na Cova da Iria. Nossa Senhora renovou o convite, aos três pastorzinhos, para virem, àquele mesmo lugar, todo dia 13 do mês; e, ao mostrando-lhes o inferno, exortou-os a rezar pela humanidade.

Lúcia, Francisco e Jacinta receberam zombarias dos incrédulos; até o pároco duvidou da veridicidade das suas narrações; por sua vez, também o prefeito do município de Vila Nova de Ourém, ao qual pertencia Fátima, tentou dissuadi-los.

No dia 13 de agosto, não puderam comparecer na Cova da Iria, porque estavam presos. Mas, a Virgem Maria apareceu-lhes, improvisamente, no dia 19 de agosto, enquanto apascentavam o rebanho em Valinhos, pouco distante de Aljustrel. Lúcia aproveitou para perguntar-lhe o que devia fazer com as ofertas, que os fiéis deixaram na Cova da Iria. Então, Maria lhe respondeu: “Mande construir uma Capela, precisamente ali”.

A aparição repetiu-se, pontualmente, também no dia 13 de setembro. Neste último encontro, Nossa Senhora prometeu realizar um prodígio, para que todos acreditassem.

“Eu sou Nossa Senhora do Rosário”

No dia frio e cinzento de 13 de outubro, a chuva puniu 70 mil pessoas, entre as quais muitos jornalistas, fotógrafos e a imprensa internacional. Naquele dia, enquanto continuava a chover, a Virgem revelou a Lúcia, Francisco e Jacinta: “Eu sou Nossa Senhora do Rosário”. E, depois desta aparição, realizou o milagre prometido: a dança do sol! O astro assumiu várias cores, pôde ser visto a olho nu e começou a girar em torno de si mesmo, parecendo aproximar-se da Terra. Quando este acontecimento extraordinário cessou, as roupas das pessoas, que antes estavam ensopados, se secaram.

Treze anos depois, no dia 13 de outubro de 1930, as autoridades eclesiásticas declararam que as aparições eram “dignas de fé” e autorizaram o culto a Nossa Senhora de Fátima.

Francisco faleceu no dia 4 de abril de 1919 e Jacinta em 20 de fevereiro de 1920. Lúcia entrou para a Comunidade das Irmãs de Santa Doroteia, em 17 de junho de 1921. Após mais de dez anos da emissão de seus votos Perpétuos, decidiu ingressar para o Mosteiro Carmelita de Coimbra. Lúcia faleceu no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos.

Francisco e Jacinta foram beatificados no dia 13 de maio do ano 2000, por São João Paulo II, e canonizados, em 13 de maio de 2017, pelo Papa Francisco.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 12 abr. 2023.

Escolhas que fazem a diferença: um convite à reflexão sobre nossas decisões na construção de uma sociedade melhor

“Deus não enviou seu filho ao mundo para condenar. A condenação se dá nas escolhas que nós fazemos quando nós negamos a presença de Deus na história, quando as escolhas sociais, econômicas, políticas e religiosas não são de vida, mas de morte. Quando as escolhas são a partir do lucro e não a partir da partilha e da vida com dignidade” (Padre Julio Lancellotti).

O ser humano tem o poder de escolher e decidir a direção de sua vida, tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo. No entanto, muitas vezes essas escolhas são guiadas por interesses egoístas, levando à exclusão e à opressão de outros seres humanos.

O pensamento do Padre Julio Lancellotti nos leva a refletir sobre a importância de nossas escolhas e suas consequências na construção de uma sociedade justa e solidária. Ao dizer que Deus não enviou seu filho ao mundo para condenar, ele nos mostra que o amor e a misericórdia de Deus são a base de toda a criação e que a condenação é resultado de nossas escolhas equivocadas.

Muitas vezes, em nome do lucro e do poder, tomamos decisões que ferem a dignidade humana, desrespeitam os direitos dos mais vulneráveis e prejudicam a natureza. Essas escolhas, feitas a partir de uma perspectiva individualista e egoísta, geram um ciclo vicioso de exclusão, violência e desigualdade.

Por outro lado, quando nossas escolhas são pautadas pelo amor, pela solidariedade e pela busca por justiça social, somos capazes de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Escolher a vida, a partilha e a dignidade é escolher a presença de Deus na história humana.

Cabe a cada um de nós refletir sobre nossas escolhas e suas consequências. Precisamos nos questionar se estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e solidária ou se estamos fortalecendo um sistema opressor e excludente. Somente assim poderemos fazer escolhas mais conscientes e responsáveis, a partir de um olhar que enxergue o outro como um irmão e a natureza como uma criação divina a ser preservada e cuidada.

Mauro Nascimento

 

12 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Não seja orgulhoso diante daquele que não tem o que oferecer. Não utilize da vaidade para demonstrar sua capacidade, desmerecendo aquele que ainda está buscando por ela; não faça da humildade um troféu de que ainda não é digno; pois a humildade é conquistada através da bondade no coração e nada é mais fabuloso do que sentir-se igual, nas mesma condição que o irmão sofredor das mazelas da vida. Jamais queira vangloriar-se pelos bens materiais adquiridos pensando que conquistou tudo, perceba que tudo conquistado na matéria fica na matéria, o que se leva desta vida é tudo o que é conquistado com boas ações, sentimentos e o bem que se faz. Tudo na matéria é perecível, uma hora ou outra acaba se perdendo, mas as conquistas morais são eternas. Lembre-se de ajudar os que precisam, é tarefa árdua daqueles que precisam melhorar, se há necessidades em todo canto é porque há muito a ser melhorado. Mãos a obra, avante na conquista moral!”

Monsenhor André Sampaio

12 de maio – Santos Nereu e Aquileu, mártires, na Via Ardeatina

O martírio destes dois soldados romanos passou para a história com o Papa São Dâmaso, que, no século IV, escreveu uma epígrafe, em sua homenagem, revelando a sua identidade. Assim, ele transmitiu esta triste história à posteridade.

Conversão, obra da glória de Cristo

Nereu e Aquiles eram pretorianos, ou seja, guardas militares romanos, que têm a tarefa especial de proteger de perto o imperador. Neste caso específico, provavelmente serviram Diocleciano, por cujas mãos morreram anos depois.

Em certo momento, cansados de cumprir ordens de morte e de obedecer apenas por medo das consequências, os dois Santos soldados foram iluminados pela glória de Deus e, finalmente, abriram os olhos. Assim, desertaram, abandonaram seus escudos, as armaduras e seus dardos sujos de sangue.

Translado das relíquias, entre lendas e realidade

Não se sabe muito sobre a morte destes dois mártires, exceto o fato de que terem sido decapitados, por volta do ano 304, precisamente sob o império de Diocleciano.

Desde então, foram venerados em uma basílica paleocristã, nas Termas de Caracala. Seus restos mortais foram enterrados no cemitério de Domitila, ao longo da Via Ardeatina. Segundo uma lenda, o martírio destes dois soldados era coligado ao de Santa Domitila, sobrinha do imperador Domiciano.

A memória litúrgica dos Santos Nereu e Aquiles é celebrada, precisamente, no dia do translado das suas relíquias.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 11 abr. 2023.

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Por Mauro Nascimento