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Catolicismo de maneira inclusiva

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O Senador Magno Malta e a provocação racial: reflexões sobre falsa simetria e política de espetáculo

A falsa simetria é uma estratégia comum usada por políticos para ganhar holofotes e direcionar a atenção pública para si mesmos. Ao criar uma equivalência artificial entre diferentes situações, eles podem distorcer a realidade e transmitir mensagens polêmicas para atrair a atenção da mídia e de seus eleitores.

No exemplo mencionado, o senador Magno Malta criticou a repercussão do caso de racismo sofrido pelo jogador brasileiro Vinícius Júnior na Espanha. No entanto, ao invés de abordar a questão de forma sensível e buscar soluções para combater o racismo, Malta optou por uma declaração controversa e provocativa. Ele sugeriu que, se fosse um jogador negro, entraria em campo com uma leitoa branca, beijaria o animal e diria que não tinha nada contra pessoas brancas, pois ainda as comeria.

Essa afirmação é um exemplo claro de falsa simetria, pois tenta equiparar a discriminação racial sofrida por Vinícius Júnior a uma situação hipotética e completamente distorcida. Ao fazer isso, Malta desvia a atenção do verdadeiro problema, que é o racismo enfrentado pelo jogador, e tenta atrair atenção para si mesmo por meio de uma declaração sensacionalista.

Essas táticas de ganhar holofotes são usadas por políticos em diversas situações. Eles se aproveitam da polarização e da controvérsia para se posicionar como figuras polêmicas e chamar a atenção do público. Ao fazer declarações provocativas, esses políticos buscam criar uma narrativa que reforce seu perfil e suas ideologias, mesmo que isso signifique distorcer a verdade, minimizar questões importantes ou gerar conflitos desnecessários.

É importante reconhecer essas estratégias e estar ciente da falsa simetria utilizada por alguns políticos. Ao analisar suas declarações, é essencial questionar suas intenções por trás das palavras e buscar uma compreensão mais ampla e precisa dos problemas em discussão. É responsabilidade da sociedade como um todo não se deixar levar por essas táticas e exigir um debate político mais sério, informado e comprometido com o bem comum.

Mauro Nascimento

Referência:

“Cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco?”, diz senador sobre caso Vini Jr.. Acesso em: 25 mai. 2023.

25 de maio – São Beda Venerável, presbítero beneditino, doutor da igreja

São Beda Venerável

“Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote do mosteiro dos Beatos Apóstolos Pedro e Paulo, situado em Wearmouth e Jarrow… nasci no território deste mosteiro; com sete anos de idade, meus pais me confiaram os cuidados do reverendíssimo abade Bento e, depois, ao mosteiro de Ceolfrid, onde me formei. Desde então, passei toda a minha vida neste mosteiro.”

Esta citação autobiográfica do Venerável Beda, em 731, encontra-se em sua obra-prima “Historia ecclesiastica gentis Anglorum” (História eclesiástica do Povo inglês), uma das maiores obras da historiografia do início da Idade Média.

Seu nascimento ocorreu entre os anos 672 e 673. Tornou-se Diácono, aos 19 anos, e ordenado sacerdote aos 30. São Beda dedicou toda a sua existência ao estudo das Escrituras Sagradas e ao ensino (semper aut discere aut docere aut scribere): seus únicos interesses eram aprender, ensinar e escrever sempre; seus dias eram iluminados pela oração e o canto em coro.

“Venerável” por sua sabedoria e ciência

Beda deve a sua cultura à leitura dos livros das bibliotecas de Wearmouth e Jarrow. Por isso, sua formação foi vasta e articulada e seu conhecimento de uma amplitude surpreendente. Ele lia em grego e hebraico, recorrendo a Cícero, Virgílio, Lucrécio, Ovídio, Terêncio e, em particular, aos Padres da Igreja, sobretudo para seus estudos bíblicos. Desta forma, em suas lições emergem sua sabedoria e teologia. A didática de Beda era interdisciplinar, que o levava aprofundar os Textos Sagrados, também através de autores da antiguidade pagã e do conhecimento científico de seu tempo. Os frutos do seu conhecimento foram os inúmeros escritos teológicos, históricos e científicos, como também suas obras eruditas e pedagógicas.

São Beda Venerável faleceu em 26 de maio de 735, em Jarrow, onde foi sepultado. Seus restos mortais foram transferidos, em 1022, para a catedral de Darham, por desejo de Eduardo, o Confessor, o penúltimo dos reis dos Anglo-saxões e rei da Inglaterra.

O título de “Venerável”, que Beda recebeu já durante a sua vida, pela sua fama de santidade e sabedoria, se difundiu rapidamente, tanto que o Conselho de Aquisgrana o descreveu como “Venerabilis et modernis temporibus doctor admirabilis Beda” (Beda, Venerável e magnífico Doutor dos nossos tempos). Por fim, o Papa Leão XIII o declarou, em 13 de novembro de 1899, Doutor da Igreja.

Os escritos

Beda foi autor do primeiro martirológio histórico; escreveu manuais para os monges copistas; redigiu o “Liber de loquela per gestum digitorum“, que ensinava a fazer conta com os dedos; compôs poemas e versos; dedicava-se, sobretudo, à história, comentando e interpretando, de modo especial, as Sagradas Escrituras. “As Sagradas Escrituras foram a fonte constante da reflexão teológica de Beda” disse Bento XVI em sua catequese na Audiência geral de 18 de fevereiro de 2009, toda dedicada ao monge inglês.

O Santo Venerável é considerado o maior exegeta da Igreja Ocidental, desde o fim da era patrística, também por seus comentários, tratados e coleções de homilias. Era sua a Bíblia usada pela Igreja até 1966. É muito famosa a sua “História eclesiástica dos Povos anglo-saxônicos”: trata-se de 400 páginas, em uma Coleção de 5 livros, sobre a narração política e eclesiástica da história da Inglaterra, desde a época de César até os seus dias.

Antes e depois de Cristo … questão de números

Considerando que o nascimento de Cristo é centro da história, Beda foi o primeiro a narrar os anos, divididos em “antes de Cristo” e “depois de Cristo”.

“O Cálculo, por ele cientificamente elaborado, para estabelecer a data exata da celebração da Páscoa e, portanto, todo o Ciclo do ano Litúrgico, tornou-se o texto de referência para toda a Igreja Católica” (Bento XVI, audiência geral de 18 de fevereiro de 2009). São Beda inventou as anotações e rodapés.

Por fim, devemos recordar que o lema do Papa Francisco “Miserando atque eligendo“, reproduzido no brasão pontifício, é foi extraído da Homilia 21 de Beda, sobre o episódio evangélico da vocação de São Mateus: “Vidit ergo Iesus publicanum et quia miserando atque elegendo vidit , ait illi Sequere me” (Jesus viu um publicano, cobrador de impostos, olhou-o com sentimento amoroso e escolheu-o, dizendo: Segue-me).

Fonte: Vatican News. Acesso em: 25 mai. 2023.

25 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Entenda que quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque. Não responda na mesma forma. Cada um dá o que tem, se tem rancor, orgulho, ignorância, inveja e raiva dentro de si é isso que poderá dar às pessoas, mesmo sem perceber. Portanto, apenas sinta compaixão daquele que precisa humilhar, ofender ou magoar para sentir-se falsamente forte.

‘Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte’ (2 Cor 12,9-10).

Lembre-se que Paulo, escrevendo aos Filipenses, diz: ‘Deus enviou o Seu Filho, o qual aniquilou a si mesmo, se fez servo, humilhou a si mesmo, até a morte e morte de cruz’ (Fl 2,8). Se não aceitamos o caminho de Jesus, o caminho da humilhação que Ele escolheu para a redenção, não somos cristãos e merecemos o que Jesus disse a Pedro: ‘Vai para longe de mim, Satanás!’ (Mt16,23).

Deus honra os humildes, que obedecem aos seus mandamentos e fazem o bem! Mas os arrogantes, que não se arrependem de seus pecados, serão humilhados.”

Monsenhor André Sampaio

24 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Muitos podem ser os defeitos ou imperfeições que carregamos conosco, mas a mentira é ago muito dificultoso para o nosso caminho rumo a santidade, pois mentir para os outros não é bom, mas mentir para nós mesmos é ainda pior. A mentira além de tudo é progressiva, visto que precisamos sempre contar uma outra mentira para salvar a anterior. Mentir é algo muito triste pois nos tira algo fundamental que nos caracteriza, que é a credibilidade. Reconquistar uma credibilidade destruída é algo muito difícil! Mentir para os outros é um péssimo defeito, mas mentir para si próprio é ainda mais grave. Nunca se deixe levar, por menor que seja, as mentiras que ainda estão contigo.”

Monsenhor André Sampaio

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