Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 128 de 167

16 de junho – Monsenhor André Sampaio

BUSQUEMOS BOAS VIBRAÇÕES EM NOSSAS PALAVRAS 

“A palavra é uma forma de comunicação muito valiosa, através dela podemos expor nossos sentimentos e pensamentos, mas muitas vezes a utilizamos de forma indevida para acusar ou julgar o nosso semelhante, sendo que deveríamos utilizá-la com vibrações coerentes com a verdade e sempre buscando o bem. Quando colocamos as palavras em nossa boca, somos responsáveis pelo que estamos transmitindo, e uma vez dito temos que arcar com as consequências. Temos que ter muito cuidado quando nos enveredamos em conversas a criticar o outro, porque poderemos ser criticados também. Devemos tomar muito cuidado com os chamados ‘papos-furados’ só para passar o tempo, muitas vezes algo que pensamos não fazer nenhum mal, nos coloca na teia da maledicência e nem percebemos. E hoje em dia quantas palavras jogadas fora pelo grupos de What’s App! Tantas maldades e maledicências! Tantas fofocas e afirmações sem fundamentos, um meio que serviria para transportar o bem, mas serve como instrumento satânico semeando mentiras e divisões. Procuremos sempre conversas que nos tragam o aprendizado e o nosso crescimento moral, intelectual e espiritual, busquemos boas vibrações em nossas palavras, agindo assim teremos mais paz em nossa consciência e melhor ainda, não estaremos jogando conversa fora com o que não nos faz bem.”

Monsenhor André Sampaio

A transformação pela comunhão: a Igreja como um Corpo

 

 

No discurso citado, o Papa Francisco ressalta uma visão essencial para compreender a verdadeira essência da Igreja. Ele desafia a concepção equivocada de que a Igreja é constituída apenas por seus líderes hierárquicos, como o papa, bispos e sacerdotes, enquanto o restante dos fiéis são apenas “operários”. O Papa nos lembra que essa ideia está equivocada e que a Igreja é formada por todos os seus membros, sem distinção.

Ao afirmar que a Igreja somos todos nós, o Papa Francisco destaca a importância da participação ativa e responsável de cada pessoa na comunidade eclesiástica. Todos os membros têm a responsabilidade de cuidar uns dos outros e de buscar a santificação mútua. Não é apenas uma questão de uma hierarquia que comanda e dos fiéis que obedecem, mas sim de uma comunhão de pessoas que compartilham uma fé comum.

“Algumas pessoas pensam que a Igreja tem patrões: o papa, os bispos, os sacerdotes e os operários, que são os demais. Não! A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros. A Igreja somos nós. Cada um tem o seu trabalho, mas a Igreja somos todos nós” (Papa Francisco, 06/06/2018).

Essa visão holística da Igreja nos leva a refletir sobre o papel de cada indivíduo dentro dela. Independentemente de ocuparmos diferentes funções ou posições, cada um tem um trabalho a fazer para contribuir com a edificação da comunidade cristã. Não devemos nos limitar a esperar que os líderes hierárquicos sejam os únicos responsáveis pela missão da Igreja. Em vez disso, devemos reconhecer que cada um de nós desempenha um papel crucial nessa missão, independentemente de sua posição ou status.

Essa compreensão nos convida a refletir sobre a maneira como nos relacionamos com a Igreja e com os outros membros da comunidade. Devemos nos perguntar se estamos verdadeiramente engajados e comprometidos em buscar o bem-estar dos outros, em cuidar uns dos outros e em promover a santificação mútua. Estamos dispostos a assumir a responsabilidade pela vida da comunidade e contribuir com nossos dons e talentos para o bem comum?

Essa mensagem também desafia qualquer forma de exclusão ou elitismo dentro da Igreja. Não importa nossa posição social, nossa formação acadêmica ou nossa condição econômica, todos somos membros igualmente importantes da Igreja. Todos temos algo a oferecer e a receber uns dos outros. A diversidade e a unidade são características intrínsecas da Igreja, e cada um de nós tem um papel vital a desempenhar nesse contexto.

Portanto, a frase do Papa Francisco nos convida a uma reflexão profunda sobre a verdadeira natureza da Igreja. Ela nos desafia a abandonar qualquer visão hierárquica restrita e a abraçar uma mentalidade de participação ativa e responsabilidade mútua. Somente quando nos reconhecemos como membros ativos da Igreja, cada um com sua missão específica, poderemos fortalecer a comunidade cristã e testemunhar o amor de Deus ao mundo.

Mauro Nascimento

Reter é perder: refletindo sobre a importância de soltar o passado

“Reter é a pior forma de perder. Não quero ser vitimado pela ilusão de possuir o que já não me pertence mais” (Padre Fábio de Melo).

O medo da perda é uma emoção comum que todos nós experimentamos em algum momento de nossas vidas. É natural querer manter as coisas que nos são importantes, sejam pessoas, objetos ou experiências. No entanto, o que muitas vezes não percebemos é que, ao tentar reter algo que já não nos pertence mais, estamos na verdade nos causando mais dor e sofrimento.

O Padre Fábio de Melo nos lembra que “reter é a pior forma de perder”. Quando nos apegamos a algo ou alguém que já não está mais em nossas vidas, estamos nos recusando a aceitar a realidade da situação. Estamos nos agarrando a uma ilusão, acreditando que ainda temos controle sobre o que já se foi. Mas a verdade é que, quando tentamos manter o que já não nos pertence mais, estamos nos aprisionando em um ciclo de sofrimento e dor.

A vida é um constante fluxo de mudanças e transformações. As pessoas vêm e vão, as experiências vêm e vão, e nada disso pode ser retido. É importante aprendermos a deixar ir, a soltar aquilo que já não nos serve mais. Ao fazer isso, abrimos espaço para novas experiências e oportunidades em nossas vidas. Ao invés de nos prendermos ao passado, podemos olhar para o futuro com esperança e entusiasmo.

Isso não significa que devemos esquecer as coisas ou pessoas que foram importantes para nós. Pelo contrário, podemos guardar essas memórias em nossos corações e apreciá-las pelo que foram. Mas precisamos aprender a separar o que é passado do que é presente, e seguir em frente com nossas vidas.

Aprender a deixar ir não é fácil. Requer coragem, paciência e muitas vezes, ajuda de outras pessoas. Mas quando somos capazes de soltar o que já não nos pertence mais, nos libertamos de um peso que estava nos prendendo. A vida se torna mais leve e mais brilhante, e podemos desfrutar do presente com mais gratidão e alegria.

Em resumo, a citação do Padre Fábio de Melo nos lembra da importância de deixar ir o que já não nos pertence mais. Retenção só nos leva a mais sofrimento e dor, enquanto soltar nos liberta para um futuro mais brilhante. Que possamos aprender a soltar e a confiar no fluxo da vida, sabendo que o que é verdadeiramente nosso sempre permanecerá conosco.

Mauro Nascimento 

15 de junho – Monsenhor André Sampaio

QUANDO NÃO SE RESPEITA AS DIFERENÇAS SURGE A INTOLERÂNCIA

“Aprendamos a respeitar as diferenças. As pessoas não são iguais. Cada um de nós é uma individualidade, com ideias, pensamentos e sentimentos que devem ser respeitados pelos outros. Não devemos impor nossas ideias, como se refletissem a mais pura verdade. A verdade real só Deus nosso Pai tem o conhecimento pleno. Vivemos mais de suposições do que de certezas. Então não podemos exigir que o outro pense e aja como nós. Cada um possui graus de conhecimento distintos. Respeitemos. Até mesmo Deus, nosso Pai nos deu o livre-arbítrio para pensarmos e agirmos segundo as nossas convicções. Quando não se respeita as diferenças surge a intolerância e daí estamos a um passo para a violência. Cada qual tem o direito de pensar e agir como bem entender, desde que não prejudique os outros. Desse modo, assim como queremos que nos respeitem, respeitemos os outros também.”

Monsenhor André Sampaio

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento