Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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O que é uma heresia?

Como católicos, acreditamos que a nossa fé é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo e na tradição da Igreja. No entanto, ao longo da história, algumas ideias ou doutrinas foram propostas que entraram em conflito com esses ensinamentos. Essas ideias ou doutrinas são chamadas de heresias.

Uma heresia é uma crença ou ensinamento que se opõe à doutrina oficial da Igreja Católica. Ela é considerada um desvio da verdade revelada por Deus e pode causar confusão e divisão entre os fiéis. A Igreja considera sua missão proteger e preservar a integridade da fé católica, ensinando a verdade e corrigindo erros que possam surgir.

É importante lembrar que nem todas as opiniões contrárias à Igreja são consideradas heresias. A heresia envolve uma rejeição consciente e persistente de uma doutrina essencial da fé católica. Ela geralmente surge quando alguém interpreta mal ou distorce as verdades reveladas, ou quando alguém propõe novas ideias que contradizem a fé católica.

A Igreja Católica, ao longo dos séculos, teve que lidar com várias heresias. Alguns exemplos famosos são o arianismo, o nestorianismo e o gnosticismo. Essas heresias questionavam a natureza de Jesus Cristo, a Santíssima Trindade e outros ensinamentos fundamentais da fé.

A fim de preservar a pureza da doutrina, a Igreja realizou Concílios Ecumênicos, que são reuniões de bispos e teólogos para discernir a verdade em questões doutrinárias. Esses concílios ajudaram a definir e esclarecer as verdades de nossa fé e a identificar e condenar as heresias.

É importante para os católicos estudarem e conhecerem sua fé, para que possam discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso. A heresia pode ser prejudicial, pois leva as pessoas a acreditar em algo que não está de acordo com a vontade de Deus, podendo afetar a relação delas com Ele e com a comunidade de fé.

No entanto, devemos sempre abordar as questões relacionadas à heresia com caridade e respeito, buscando a verdade e corrigindo os erros com amor. É responsabilidade da Igreja, dos bispos e dos sacerdotes ensinar e guiar os fiéis, protegendo-os das influências danosas das heresias.

Mauro Nascimento

Referências:

Evans, A. P., & Wakefield, W. L. (1998). Heresias Medievais. São Paulo: Loyola.

Sallmann, J. M. (2006). História das Heresias: Das origens ao século XVIII. Lisboa: Edições 70.

Santos, I. F. G. (2009). A Inquisição na Era Moderna. São Paulo: Contexto.

Silva, C. J. B. (2012). História da Igreja: Do século I ao século XXI. Petrópolis: Vozes.

Vaz, H. C. L. (2010). Heresias e Superstições: Na Idade Média. São Paulo: Loyola.

20 de junho – Monsenhor André Sampaio

AQUELE QUE É OMISSO ACABA INDIRETAMENTE PRATICANDO O MAL 

“Muitos acreditam que basta não praticar o mal para serem considerados bons. Um grande equívoco pensar desta maneira. A omissão em muitos casos causa tanto prejuízo quanto o mal praticado. Aquele que é omisso acaba indiretamente praticando o mal, pois deixa de fazer o bem. Sempre que formos omissos em relação àqueles que estejam à nossa volta, e, dessa omissão resultar um mal, cedo ou tarde, o remorso virá bater à nossa consciência. Não há dor maior do que o remorso. É sentimento que dói e atinge a alma profundamente, pois o remorso não modifica aquilo que já aconteceu. Todo o erro ou omissão que tivermos praticado é fato consumado. Então, cuidemos para que um dia não tenhamos que nos defrontar, com um sentimento tão triste, fazendo o melhor que pudermos, em todas as situações, pondo em prática todo o bem ao nosso alcance, que seja com quem for. Desse modo estaremos livres de passarmos por este sofrimento, dando lugar somente à paz e a alegria em nossa consciência.”

Monsenhor André Sampaio

19 de junho – Santa Juliana Falconieri, virgem, fundadora das “Mantelatas”

Santa Juliana Falconieri

Juliana, jovem muito bonita, tinha um talento indiscutível. Era uma daquelas mulheres que faziam os homens perder a cabeça, não importava da época.

Juliana viveu na Idade Média e sua cidade, Florença, foi berço de Dante Alighieri, do qual é contemporânea. Na cidade, em que se combatia uma áspera luta entre Guelfos e Gibelinos – entre vértices da tiara e da coroa – se expandem, cada vez mais, forças que partiam de baixo, que pretendiam impor seu gênio empresarial. Juliana fazia parte destas forças por causa do seu sobrenome, Falconieri, que, em Florença, no final do século XIII, era uma poderosa família de comerciantes.

A jovem com mantelete

Não era só a riqueza que reinava no Palácio dos Falconieri. Transparecia também certa riqueza imaterial e poderosa, a fé cristã, que havia levado um descendente da linhagem a se retirar totalmente e se dedicar a Deus.

Alexis Falconieri, irmão do pai de Juliana, foi um dos sete fundadores dos Servos de Maria. Ela ficou encantada pela escolha do tio, que foi para além dos esquemas de uma família que só queria ganhar dinheiro.

A jovem cresceu, desconsiderando a sua beleza. No entanto, recebeu diversas propostas de casamento, que as rejeitou com muita graça. Ela era muito atraída pela vida religiosa e, à moda mundana das mulheres florentinas, preferiu o manto escuro e largo, como aquele que seu tio usava. O mesmo manto foi logo vestido por outras moças da rica burguesia, que, seguindo o exemplo de Juliana, estavam mais propensas a servir aos pobres do que a serem reverenciadas por eles.

Amor à Florença que odiava

As “Mantellate”, – mulheres que usavam manteletes, foram rebatizadas pela Igreja, tornando-se o ramo feminino dos Servos de Maria: eram mulheres de contemplação, de joelhos, e de caridade contínua pelas ruas; nas quartas e sextas-feiras elas não tocavam nenhum tipo de comida; no sábado, se saciavam com pão e água.

Florença começou a conhecê-las como semeadoras de concórdia, em um âmbito de vinganças cruzadas, que ensanguentavam a cidade da flor-de-lis. Os sacrifícios das “mantellate” eram a única arma para acabar com aquele período de tanto ódio. Juliana, em comparação às suas companheiras, tinha algo a mais para oferecer. Há muito tempo, sofria de dores de estômago, dores latejantes, daquelas que irritavam qualquer um, até os mais os mais tenazes. Aos poucos, a jovem “mantellata“, que se tornou mulher e guia, há décadas, do seu convento, não conseguia mais engolir sequer aquele pouco de comida, que servia para sustentá-la.

A “marca” roxa

Assim, dia 19 de junho de 1341, parecia ter chegado ao ápice de uma história absurda. Aquela mulher de Deus, prestes a falecer, foi proibida de receber até a Eucaristia, pelo temor que não conseguisse engolir a hóstia consagrada. Por isso, Juliana pediu que fosse colocada sobre seu peito, como se fazia com os doentes da época, enquanto o padre acompanhava tal gesto com a oração. Porém, narra-se que aconteceu uma coisa incrível com Juliana: a hóstia desapareceu.

Ao falecer, Juliana foi colocada no caixão pelas suas coirmãs, que, em certo momento, descobriram, no lugar do coração, uma mancha roxa do tamanho de uma hóstia, como se ela tivesse ficado impressa no seu corpo.
Até hoje, as “Mantellate” trazem, em seu hábito religioso, esta marca, como recordação da última e prodigiosa comunhão da sua fundadora.

O Papa Clemente XII a canonizou em 1737.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 16 jun. 2023.

19 de junho – Monsenhor André Sampaio

FAÇAMOS A HIGIENE MENTAL

“Assim como devemos manter a higiene da casa em que moramos, com o nosso corpo, com os nossos alimentos, seguindo todos os cuidados necessários, temos de manter também a higiene mental.

A higiene mental é a mais difícil de manter, pois nossa mente é invadida constantemente pelos vírus e bactérias dos maus pensamentos.

Os jornais só trazem más notícias e ainda fomentam aquelas que mostram tragédias de toda sorte. Infelizmente há pessoas que se deixam dominar por imagens terríveis e notícias ruins. Não sabem o mal que isso pode lhes causar, trazendo o medo, a desconfiança e o pavor. Ai começam a desenvolver as síndromes daqueles que não têm paz de espírito, como o pânico e a depressão.

Busquemos não sintonizar com o mal, não pensando nele. Ainda que recebamos notícias ruins, elevemos o pensamento a Deus, nosso Pai, pedindo a Ele amparo, proteção e confiando nos seus desígnios. Preenchamos a mente com pensamentos do bem, retirando toda e qualquer ideia voltada ao mal. Façamos a higiene mental, orando, perdoando, vibrando amor por todos, até mesmo por aqueles que por alguma razão se tornaram nossos desafetos.

Tenhamos fé em Deus, pois Ele é amor, paz, saúde e alegria, e esse será o destino da humanidade, ou seja, a felicidade plena.”

Monsenhor Andre Sampaio

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Por Mauro Nascimento