Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 120 de 167

03 de julho – Monsenhor André Sampaio

FÉ: VOCAÇÃO AO AMOR

“A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade.”

Monsenhor André Sampaio

03 de julho – São Tomé, apostólo

São Tomé, apostólo, Albani-Psalter

Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não acreditarei”. Uma semana mais tarde, os seus discípulos estavam outra vez ali, e Tomé com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A Paz esteja com vocês!” Depois, disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e acredite”. Disse-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” Então Jesus lhe disse: “Você acreditou porque me viu! Felizes os que não viram e acreditarão” (Jo 20, 24-29).

Tomé, em aramaico, significa “gêmeo” e o apelido, com o qual era conhecido – Dídimo – tinha o mesmo significado em grego. No entanto, não sabemos se Tomé, talvez um pescador e um dos primeiros discípulos a deixar tudo para seguir a Jesus, tivesse um irmão. Este Santo é venerado pelos católicos, ortodoxos e coptas. Seus restos mortais descansam na igreja de Ortona, a ele dedicada.

A história de Tomé no Evangelho

Geralmente, quando se fala de São Tomé, se começa de trás para frente: depois da Ressurreição, por não estar presente na aparição de Jesus aos Apóstolos, não acreditou no que lhe disseram. Porém, ninguém tem o direito de pensar que Tomé era uma pessoa tépida ou, pior ainda, um pecador. Era apenas um homem cuja fé, profunda, ainda devia ser posta à dura prova da vida, que ele não escondia: expôs suas dúvidas e fez a Jesus as perguntas que brotavam do seu coração.

Por exemplo, quando Jesus voltou a Betânia, – onde seu amigo Lázaro tinha falecido, – os discípulos ficaram com medo, porque na Judéia o clima não era nada favorável. Ali, Tomé demonstrou não ter medo de nada, a ponto de dizer: “Vamos morrer com Ele”.

Durante a Última Ceia também, quando Cristo disse que ia preparar um lugar para todos na Casa do Pai, Tomé ficou desorientado. Por isso, perguntou ao Senhor para aonde ia e qual seria o caminho para se chegar lá. Então, Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida!”

Incredulidade do Apóstolo, como um de nós

Assim, chegamos ao famoso episódio da incredulidade de Tomé. Toda a comunidade dos Apóstolos estava abalada pela morte de Jesus e pelas violências que padeceu. Porém, ao ressuscitar, Jesus apareceu, imediatamente, aos seus discípulos para tranquilizá-los. Tomé não estava lá, naquele momento e, por isso, não acreditou no que diziam. Talvez, por causa da sua teimosia inata ou por sentir de estar ausente, quis tocar as feridas dos cravos em suas mãos e em seu peito. Afinal, ele era um homem como todos. Por isso, Jesus o satisfez, ao voltar oito dias depois. Assim, Tomé acreditou, imediatamente, a ponto de confessar: “Meu Senhor e meu Deus!”, como ninguém jamais havia feito. Por fim, Jesus fez uma promessa, que servia para toda a humanidade, até o fim dos tempos: “Felizes dos que acreditarão, sem ter visto”.

A missão até aos confins da Terra

Sabemos que Tomé não era muito instruído, mas, certamente, compensava esta lacuna pelo imenso amor que sentia por Jesus. Segundo a tradição, o Apóstolo recebeu a missão de evangelizar a Síria e, depois, a cidade de Edessa, da qual partiu para fundar a primeira comunidade cristã na Babilônia, Mesopotâmia, onde permaneceu sete anos. Dalí, embarcou para a Índia. De Muziris, onde já havia comunidade judaica promissora, que se tornou cristã, rapidamente, atravessou todo o país até chegar à China, sempre e somente por amor ao Evangelho. Ao voltar à Índia, foi martirizado, transpassado por uma lança, na atual Chennai, em 3 de julho de 72.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 02 jul. 2023.

02 de julho – Monsenhor André Sampaio

A ORAÇÃO NOS CLAREIA O RACIOCÍNIO, A FIM DE RESOLVÊ-LOS COM SEGURANÇA

“A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suportá-lo. Não nos afasta os problemas do cotidiano, entretanto, nos clareia o raciocínio, a fim de resolve-los com segurança. Não nos modifica as pessoas difíceis dos quadros de convivência, no entanto, nos ilumina os sentimentos, de modo a aceitá-las como são. Nem sempre nos cura as enfermidades, contudo, em qualquer ocasião, nos fortalece para o tratamento preciso. Não nos imuniza contra a tentação, mas nos multiplica as energias para que lhe evitemos a intromissão, sempre a desdobrar-se, através de influências obsessivas. Não nos livra da injúria e da perseguição, entretanto, se quisermos, ei-la que nos sugere o silêncio, dentro do qual deixaremos de ser instrumentos para a extensão do mal. Não nos isenta da incompreensão alheia, porém, nos inclina à tolerância para que a sombra do desequilíbrio não nos atinja o coração. Nem sempre nos evitará os obstáculos, e as provações do caminho que nos experimentem por fora, mas sempre nos garantirá a tranqüilidade, por dentro de nós, induzindo-nos a reconhecer que, em todos os acontecimentos da vida, Deus nos faz sempre o melhor.”

Monsenhor André Sampaio

02 de julho – Santos Processo e Martiniano, mártires romanos

O Martírio de Processo e Martiniano. Valentin de Boulogne, 1629

Venerados no dia do seu nascimento para a vida eterna, ambos foram os guardiões dos apóstolos Pedro e Paulo, durante a sua prisão no cárcere Mamertino, e convertidos por eles. Mártires, por causa da sua fé cristã, foram sepultados no cemitério de Dâmaso, na segunda milha da Via Aurélia, em Roma.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 30 jun. 2023.

01 de julho – Monsenhor André Sampaio

PRECISAMOS SER PRUDENTES

“Existem momentos em que o silêncio e o escondimento são a melhor profecia. Naquele dia Jesus subiu à Jerusalém, mas em segredo; não foi em público, não fez nenhum milagre, não proclamou nenhuma verdade. Ele foi escondido. Mas será que Jesus tinha alguma coisa a esconder? Claro que não, mas o Mestre sabia que há um momento para ficar no silêncio da meditação e há outro momento da proclamação, da ousadia, da teimosia e até do risco inerente à toda profecia. A prudência em alguns momentos nos exige ficar calados, ouvindo e talvez até escondidos. (Jo 7,1-2.10.25-30).”

Monsenhor André Sampaio

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento