Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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21 de julho – Monsenhor André Sampaio

A CARIDADE CONHECE NOSSAS LIMITAÇÕES E SABE ESPERAR…

“A caridade é doce, mansa e pacífica.

A caridade é humilde. Não é orgulhosa nem egoísta.

A caridade é paciente e tolerante.

A caridade não critica, não fere, não humilha.

A caridade procura ajudar sempre, a quem quer que seja, incondicionalmente.

A caridade não cobra, não julga.

A caridade leva a fé e a esperança por onde passar.

A caridade conhece nossas limitações e sabe esperar, pois confia que todos chegaremos, um dia, ao caminho da verdade e da vida.

A caridade é o amor em toda a sua plenitude.

Deixemos Deus nos guiar para que consigamos atingir o ponto alto da caridade, que é o Amor. Aquele que se deixa amar por Deus, transborda essa experiência de caridade ao próximo.”

Monsenhor André Sampaio

21 de julho – Santo Ezequiel, profeta

Santo Ezequiel, Duccio

“A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos; fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos. Disse-me o Senhor: “Filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida?”. “Senhor Javé – respondi –, só vós o sabeis.” Ele disse-me então: “Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, lhes dirás, escutem a palavra do Senhor”” (Ez 37, 1-4).

Segundo a cultura judaica, o termo “profeta” não significa somente quem tem o poder de prever o futuro, mas ainda mais quem tem um profundo conhecimento da vontade divina e da sua presença no mundo: uma pessoa de moral e retidão cristalinas. Ezequiel, um dos quatro Profetas, definidos “maiores” no Antigo Testamento, não era uma exceção: foi o mais difícil na linguagem e o mais eficaz nos simbolismos.

Exilado entre os exilados

Ezequiel nasceu em meados do ano 600 a.C., em Sarara, Palestina, na tribo de Levi: logo, era um sacerdote. Na época, em Roma ainda reinava Tarquínio Prisco, enquanto, na Babilônia, Nabucodonosor. Não era um período tranquilo para os judeus, submetidos à tirania dos filhos de Assur.

Em 597, Ezequiel foi deportado para a Babilônia, junto com outros dez mil, onde seriam obrigados a trabalhar na lavoura. Naquele momento, Deus manifestou-se a ele, com visões proféticas, que o acompanharam até ao fim da sua vida. No entanto, Ezequiel revelava tais visões ao seu povo, encorajando-o com as palavras que vinham de Javé. Por isso, em pouco tempo, conseguiu obter certa autoridade entre o Povo de Israel; não deixou de realizar prodígios e milagres e todos os seus gestos tinham um objetivo bem preciso: ao profetizar a queda de Jerusalém, exortava o povo à penitência; depois, o consolou com a promessa da libertação e do retorno à sua amada pátria.

Ezequiel foi martirizado por um chefe do povo, por ter sido repreendido por idolatria.

Linguagem difícil, mas eficaz

Na Bíblia, o livro de Ezequiel, depois de Jeremias, encontra-se entre os profetas “maiores”: em 48 capítulos, ele narra as profecias e as revelações, que Javé lhe havia feito, durante o cativeiro babilônico.

Entre as suas visões mais poderosas, destaca-se a do capítulo 37, em que Deus mostra a Ezequiel uma planície extensa de ossos secos, que, com Seu sopro, retornam à vida, revestindo-se de carne. Trata-se de uma imagem muito forte e também enigmática para os contemporâneos, que a interpretaram como a profecia da restauração do poder de Israel e da reconstrução do Templo, na glória de Deus. Para os católicos, ao invés, simboliza a Ressurreição de Cristo e, portanto, a construção do verdadeiro Reino no céu.

Historicamente, Ezequiel representa uma ponte entre duas épocas da história de Israel: antes e depois do exílio. Do ponto de vista das Escrituras, enfim, uma ponte entre Jeremias e Daniel.

A linguagem deste profeta era difícil, repleta de simbolismos, às vezes, até dura, mas com um poder evocativo poderoso e, sobretudo, eficaz.

A veneração de Santo Ezequiel foi transmitida, muito cedo, à Igreja Latina.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 20 jul. 2023.

20 de julho – Santo Elias, profeta

Santo Elias, profeta, sec. XIII-XIV

“Elias, o profeta, levantou-se como um fogo; suas palavras queimavam como uma tocha ardente”: assim o livro do Eclesiástico (48.1) descreve um dos maiores profetas da história religiosa do antigo reino de Israel. No entanto, sabe-se pouco sobre a sua vida.

Elias nasceu em Tisbe, no século IX a.C., na época do rei Acabe. Dedicou a sua existência para distanciar o povo da adoração dos ídolos e trazê-las de volta ao verdadeiro e único Deus, coerente com o nome que lhe foi dado: Elias, de fato, significa “O Senhor é meu Deus”.

Precursor de São João Batista

Elias, homem virtuoso e austero, usava um manto de pele de camelo, sobre um simples avental, amarrado na cintura, prefigurando, oito séculos antes, o profeta João Batista. Com um coração de guerreiro e uma inteligência refinada, unia, em sua alma, o fogo ardente da fé com o zelo pelo Senhor, tanto que São Crisóstomo o definiu “anjo da terra e homem do Céu”. Séculos depois, o Catecismo da Igreja Católica o apresentou como modelo de vida cristã e de paixão por Deus, “Pai dos Profetas da geração dos que buscam a Deus, que buscam o seu Rosto” (CCC, 2582).

Luta contra os seguidores de Baal

Um exemplo extraordinário da força profética de Elias encontra-se no primeiro Livro dos Reis (cap. 18), que narra: “nos dias do rei Acabe, Israel se sujeitava à sedução da idolatria”; de fato, adorava Baal porque achava que fazia chover e, portanto, ajudava a fertilidade dos campos, o gado e o gênero humano. Para desmascarar esta crença enganosa, Elias convocou o povo no Monte Carmelo e o colocou diante de uma escolha: seguir o Senhor ou seguir Baal. Assim, o profeta convidou mais de 400 idólatras a um confronto: cada um devia oferecer um sacrifício e rezar para que seu deus se manifestasse. Quem respondeu, de modo inequívoco, foi o Senhor “Deus de Abraão, de Isaque e de Israel”: Ele aceitou a oferta de sacrifício, preparado por Elias, sobre um altar, constituído de doze pedras, “segundo o número das doze tribos dos filhos de Jacó, que o Senhor havia chamado Israel”. Assim, diante da evidente Verdade, o coração do povo se converteu. Ao contrário, Baal ficou calado e impotente, porque – segundo o ensinamento de Elias – “a verdadeira adoração a Deus é oferecer-se a Deus e aos homens; a verdadeira adoração é o amor, que não destrói, mas renova e transforma”. (Bento XVI, Audiência geral, em 15 de junho de 2011).

Encontro com o Senhor no Monte Oreb

O profeta, porém, teve que enfrentar uma nova provação: ele, que lutou tanto pela fé, teve que escapar da ira da rainha Jezabel, esposa idólatra de Acabe, que queria a sua morte. Exausto e atemorizado, Elias pediu a Deus para morrer, caindo em um sono ininterrupto. No entanto, um anjo o despertou e lhe pediu para subir ao monte Oreb para um encontro com o Senhor. O profeta obedeceu e caminhou, por 40 dias e 40 noites, até chegar à meta: uma caminhada que representa a metáfora de uma peregrinação e a purificação do coração rumo à experiência de Deus.

O silêncio sonoro

Segundo as perspectivas, o encontro com o Senhor ocorreu, mas não de modo extraordinário: Deus se manifestou em forma de uma brisa leve, como um “silêncio sonoro delicado” – como o Papa Francisco explicou na homilia da Missa, na Casa Santa Marta, em 10 de junho de 2016 -: exortando Elias a não desanimar, mas a voltar atrás para cumprir a sua missão. Então, o profeta cobriu o rosto com as mãos, em sinal de adoração e humildade, e obedeceu ao pedido de Deus, porque entendeu o seu valor: o valor da provação, da obediência e da perseverança.

Daí, Elias desafiou, novamente, Acabe e Jezabel, que haviam invadido a terra de um camponês, profetizando terríveis desventuras, se não se arrependessem. O profeta também aliviou o sofrimento e a miséria de uma viúva, dando-lhe de comer e curando seu filho em fim de vida.

Quando Elias cumpriu a sua missão, desapareceu, subindo ao céu em uma carruagem de fogo, entrando na infinidade daquele Deus, que havia servido com tanta paixão. Seu manto permaneceu na terra, destinado ao discípulo Eliseu, como sinal de investidura.

Zelo profético

Hoje, a Ordem religiosa dos Eremitas do Monte Carmelo, representa este grande Profeta, em seu brasão, em forma de escudo: com um braço, segura uma espada de fogo e uma fita com as palavras “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercitum“, ou seja, “repleto de zelo pelo Deus dos exércitos”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 19 jul. 2023.

20 de julho – Monsenhor André Sampaio

AQUILO QUE ENTENDEMOS SER O MELHOR PARA NÓS, NEM SEMPRE O É SE FÔSSEMOS ATENDIDOS

“Pedimos muitas coisas para Deus, mas algumas vezes não somos atendidos. Nesses momentos nos revoltamos e passamos a blasfemar dizendo que Deus não existe ou se esqueceu de nós. Ainda somos muito pequenos para entender a grandeza de Deus e seus desígnios. Deus deseja o melhor para nós e nem sempre sabemos o que estamos pedindo. Com certeza, se nosso pedido é justo, desinteressado e cabido, certamente que Deus nos atenderá. Porém, quando as coisas não acontecem da forma como desejamos, nem por isso deixamos de ser atendidos. Deus nos atende de outra forma, sendo que na nossa pequenez e ignorância não conseguimos compreender. Portanto, devemos agradecer por tudo sempre, pois Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Aquilo que entendemos ser o melhor para nós, nem sempre o é se fôssemos atendidos, sabe-se lá quanta dor e sofrimento nos traria. Agradeçamos e confiemos na Providência Divina que não falha jamais!”

Monsenhor André Sampaio

19 de julho – São Símaco, papa

Imagem: Wikipedia

Quando Símaco foi eleito Papa, em 498, teve que enfrentar os desafios do rei ostrogodo, Teodorico, e a oposição do antipapa Lourenço. Mas, ele não desanimou, aliás, até encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. A São Símaco foi atribuído o primeiro palácio do Vaticano.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 18 jul. 2023.

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Por Mauro Nascimento