Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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28 de julho – São Vítor I, papa

Vítor, de origem africana, foi Papa por dez anos. Combateu contra várias heresias, sobretudo a do Adocionismo, que definia Jesus como um homem adotado por Deus. Deve-se a ele a celebração da Páscoa no domingo seguinte àquela Judaica. Faleceu em 199, provavelmente como mártir, sob Septímio Severo.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 27 jul. 2023.

28 de julho – Monsenhor André Sampaio

“Às vezes você se pergunta porque será que Deus demora tanto para fazer aquilo que pedimos a Ele? Quando não temos respostas às nossas perguntas, podemos crescer em fé e aprender a confiar em Deus. Deus tem um plano e um tempo para realizá-lo. Pare de ficar se preocupando com isto. Deus quer cuidar de você. Ele é fiel, deixe-o conduzir seus passos! Ore assim:

‘Pai, obrigado por me fortalecer em minhas fraquezas. Creio que a tua graça é suficiente para cada situação da minha vida. Creio e acredito em Ti’.”

Monsenhor André Sampaio

27 de julho – São Simeão Estilita

Ícone de Simeão Estilita, o Antigo, da segunda metade do século XVI de Kostarowce

A história de Simeão, que, entre outras coisas, teve o mérito de levar o tipo de eremitério estilita ao cristianismo oriental, chegou até nós graças ao testemunho ocular do seu amigo Teodoreto, Bispo de Ciro. Filho de pastores, nasceu e viveu entre a Cilícia e a Síria, passando sua infância entre os rebanhos.

A chamada em sonho

Certo dia, o menino Simeão não pôde levar as ovelhas para o pasto porque havia muita neve. Então, entrou em uma igreja e ficou comovido pela passagem evangélica das Bem-Aventuranças. Daí, perguntou a um senhor idoso, como fazer para viver daquela maneira. O homem respondeu-lhe que era preciso abandonar tudo e se dedicar só Deus, sem saber que Simeão o levaria a sério e viveria literalmente.

Uma vez, enquanto rezava, para que o Senhor lhe mostrasse a sua Vontade, adormeceu e sonhou que estava escavando o alicerce para uma casa. A voz lhe recomendava para “escavar sempre mais a fundo!”. Quando, enfim, chegou à profundidade certa, ouviu ainda: “Muito bem, agora você poderá construir o edifício da altura que quiser”.

Viver em mosteiro? Muito pouco!

Deus chamou Simeão e ele respondeu entrando para o mosteiro; porém, aquela vida, para ele, tornou-se logo, de certo modo, muito simples demais: ele buscava uma perfeição mais alta, possível apenas com a prática da austeridade. Assim, transferiu-se para o eremitério de Teleda, onde os monges comiam a cada dois dias. Mas, não lhe foi suficiente. Simeão jejuou a semana inteira, dando a sua comida aos pobres. Ademais, com um ramo de mirto, fez um cilício. Nestas alturas, achando que estava exagerando e que os outros monges pudessem seguir seu exemplo, o Abade o mandou embora. Este fato levou Simeão a tomar medidas bem mais extremas: temendo ser um péssimo mau exemplo de pecador irredutível, desceu ao fundo de um poço, onde ficou chorando por dias e dias. Preocupado de tê-lo castigado, com muita severidade, o Abade chamou-o de volta ao mosteiro.

37 anos sobre uma coluna

Passou-se mais um ano. No entanto, Simeão deixou de novo o mosteiro – desta vez, voluntariamente – para se abrigar em uma cabana, em Teli Nesim, perto de Antioquia, sob a direção do Padre Basso. Seu novo mestre, porém, também ficou preocupado com a vida severa que vivia.

Entretanto, para Simeão, viver em uma cela e jejuar por toda a Quaresma, não era mais suficiente: subiu ao cume de uma montanha e decidiu viver lá sozinho, em um angusto espaço de 20 metros. Para viver corretamente, chegou a acorrentar-se a uma rocha. Quando o Bispo de Antioquia, Melécio, subiu ao monte para visitá-lo, fez-lhe notar que, daquela maneira, somente os animais ferozes podiam viver. Assim, teve uma inspiração: subir em cima de uma coluna, gradualmente, cada vez mais alto, para se separar do mundo “abaixo” até chegar àquele de “cima”, para encontrar a Deus. Sobre a coluna, porém, Simeão não podia se sentar, tampouco se deitar: então ficava em permanente contemplação… ou quase.

Simeão, a multidão e as mulheres

Este estilo de vida incomum, adotado pelo monge, não passaram despercebidos, pelo contrário, atraíam multidões de curiosos. Então, Simeão começou a responder às perguntas, resolver conflitos e fazer pregações, pelo menos duas vezes ao dia, às pessoas que o procuravam. Porém, não deixava as mulheres se aproximar, explicando-lhes o motivo: “Se formos dignos, ver-nos-emos na outra vida”. Não abriu exceção nem para a sua própria mãe, Marta, que era tão importante para ele e o influenciou na sua conversão, quando criança.

Enfim, começou a circular boatos sobre a sua capacidade de fazer curas excepcionais. Assim, uma delegação da Igreja foi ao local para investigar. Diante do pedido dos Bispos de descer da coluna, Simeão aceitou, imediatamente. Porém, a ordem foi revogada e a sua sinceridade e grandeza constatadas.

Desde então, Simeão nunca mais desceu daquela coluna, dedicando todo o tempo ao seu Senhor, que o chamou para Si, no ano 459. Seu corpo, após ter submetido aos atrozes sofrimentos, agora descansava em paz. Após ideias discordantes, o corpo de São Simeão foi sepultado em Antioquia, sob um altar do qual o Santo não poupou milagres e graças.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 26 jul. 2023.

27 de julho – Monsenhor André Sampaio

“A fé e a esperança, são as vitaminas essenciais para mantermos a nossa saúde física, emocional e espiritual… Tenhamos fé e lembremo-nos de que Jesus está no leme, deste barco da vida, nos guiando e nos amparando, em todos os instantes de nossa jornada. Tenhamos esperança que alcançaremos um amanhã muito melhor, pois nossa fé no Criador é imensa. Com fé em Deus e esperança em dias melhores, haveremos de vencer todas as batalhas da vida. Se não houvesse dificuldades, o que seria da nossa vida? Nada, ou seja um marasmo completo. Vamos à luta com muita fé e esperança, para vencer todos os obstáculos!”

Monsenhor André Sampaio

26 de julho – Monsenhor André Sampaio

CARIDADE É…

“Para o faminto – é o prato de sopa.

Para o triste – é a palavra consoladora.

Para o mau – é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.

Para o desesperado – é o auxílio do coração.

Para o ignorante – é o ensino despretensioso.

Para o ingrato – é o esquecimento da ingratidão.

Para o enfermo – é a visita pessoal.

Para o estudante – é o concurso no aprendizado.

Para a criança – é a proteção construtiva.

Para o velho – é o braço irmão.

Para o inimigo – é o perdão.

Para o amigo – é o estímulo.

Para o transviado – é o entendimento.

Para o orgulhoso – é a humildade.

Para o colérico – é a calma.

Para o preguiçoso – é o trabalho.

Para o impulsivo – é a serenidade.

Para o leviano – é a tolerância.

Para o deserdado da Terra – é a expressão de carinho.

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.

É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor, aí se derrama em benefício do mundo inteiro.”

Monsenhor André Sampaio
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Por Mauro Nascimento