Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 37 de 167)

18 de janeiro – Santa Margarida da Hungria

Santa Margarida da Hungria nasceu em 1242 na Hungria. Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos, no mosteiro dominicano de Vespem, em agradecimento pela libertação da pátria dos Tártaros.

Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa num novo mosteiro, fundado para ela por seu pai, na Ilha das Lebres, localizada no rio Danúbio, perto de Budapeste. Em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor, tendo uma particular devoção pela Eucaristia e Paixão de Cristo. Ela realmente era especial, foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre, e fazia penitencias, se oferecendo como vítima proposital, para a salvação do seu povo.

Margarida, não desejou ter uma cultura elevada. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura, talvez apenas um pouco mais que isto. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor, o dominicano Marcelo, que era o superior da Ordem.

Possuía um ilimitado desapego às coisas materiais, amando plenamente a pobreza, o qual unido à sua vida contemplativa espiritual, a elevou a tal proximidade de Deus, que recebeu o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e população. Morreu em 18 de janeiro de 1270, no seu mosteiro.

A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, a Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros países, Margarida já era venerada como Santa.

Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou a Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618.

Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 16 jan. 2024.

17 de janeiro – Santo Antão, abade

Santo Antão, abade, século XVIII (© Musei Vaticani)

Ascese e oração

A vida de Antônio foi repleta de solidão, jejum e trabalho. Ao ficar órfão aos 20 anos de idade, distribuiu todos os seus bens aos pobres e retirou-se para o deserto; ali, lutou contra as tentações do demônio e dedicou a sua vida à ascese e à oração. A ele deve-se a criação de famílias monacais, que, sob a sua direção espiritual, se consagraram ao serviço de Deus.

Santo Antônio e a bênção dos animais

Santo Antônio Abade é representado, geralmente, ao lado de um porco com um sininho pendurado no pescoço. Esta representação iconográfica tem relação com o fato de que a antiga Ordem Hospitaleira dos “Antonianos” criava porcos nos centros habitados, porque a sua gordura era usada para ungir os doentes de ergotismo. A doença era denominada “fogo de Santo Antônio”.

No dia da sua festa litúrgica, são abençoados os animais domésticos e as estrebarias. Na iconografia Santo Antônio é representado também com um bordão dos eremitas em forma de T “tau”, a última letra do alfabeto hebraico.

Um dom de Deus

Na biografia “Vita Antonii”, escrita por Santo Atanásio, lê-se estas palavras sobre Santo Antônio: “O fato de ele ser conhecido em todos os lugares e admirado e querido por todos, até pelos que nunca o viram, é sinal das suas virtudes e da sua alma, amiga de Deus. De fato, Antônio não é conhecido pelos escritos, nem por uma sabedoria profana e tampouco por qualquer capacidade pessoal, mas apenas pela sua intimidade com Deus. Ninguém pode negar que este seja um dom de Deus. Como se ouve falar na Espanha e na Gália, em Roma e na África, este homem, que viveu retirado nos montes, se não tivesse levado o próprio Deus, em todos os lugares, como Ele faz com os seus escolhidos, como Antônio, como teria pregado desde o início? Embora estes procurem agir em segredo e permanecer ocultos, o Senhor os apresenta a todos como uma lucerna, para que os que ouvem falar deles saibam que é possível seguir os mandamentos e ter coragem de percorrer o caminho das virtudes”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 16 jan. 2024.

17 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Sabemos que a perfeição não é deste mundo, perfeito só Deus! Por isso queridos amigos, não esperem seres perfeitos para trabalhar na Seara do Cristo. Isso seria apenas viver na ilusão e nada realizar.

Todos somos capazes de algo bom. Assim, não importa para isso que sejamos absolutamente puros e bons, pois nunca seremos, o que importa é que queiramos e nos esforcemos em sermos puros e bons. A melhor forma de alcançar a pureza é trabalhar, a fé sem obras é morta!

Trabalhando para o bem do próximo estamos no caminho de nos melhorarmos humanamente e da nossa salvação. A culpa, o medo, o auto-julgamento são usados como excelentes armas para desanimar e afastar os bons trabalhadores da Seara. Funciona ainda melhor com os orgulhosos que se dão muita importância, e, se são assim com eles também, não conseguem entender e perdoar os erros dos seus irmãos.

Sabemos que somos seres ainda muito limitados e longe da perfeição, mas é exatamente por isso que estamos aqui meus queridos, para aprendermos e crescermos trabalhando e não nos entregando ao mal e ao abandono de nós mesmos.

Quando o desânimo bater nas portas do teu coração, lembra-te, que esta é mais uma preciosa oportunidade de aprendizado que estas tendo e varre do teu pensamento o medo e a vontade de desistir.

Varre o julgamento que te coloca em situação de vítima e de não poder servir. Todos estamos sujeitos a dias mais tristes, mas são nesses dias que mais precisamos melhorar a nossa ligação com o Pai, pois nesses dias Ele está nos dando mais atenção e cuidados e, se nos abrirmos para isso receberemos esse conforto e essa luz.

Tenhamos olhos de ver, ouvidos para ouvir e busquemos a paz e a harmonia, primeiro em nós e depois a nossa volta. Façamos a nossa parte e busquemos essa ligação, especialmente nos momentos mais difíceis.

Não devemos nos fechar e sim abrir-nos para a luz, sermos filhos da luz! Portanto abramos os nossos corações para o amor e a graça de Deus e busquemos a perfeição.”

Monsenhor André Sampaio

16 de janeiro – São José Vaz

Imagem: Wikipédia

Coragem e medo! Dois sentimentos que podem dividir, ao mesmo tempo, o coração, quando a missão, escolhida a todo custo, pode representar também um desafio arriscado. O mendigo, vestido de escravo, que vagueava pela ilha do Ceilão, era determinado e temeroso. Ele tentou entrar em contato com os católicos, mas às ocultas, porque aqueles calvinistas holandeses espertos não viam a hora de atacarem os fiéis do Papa. Logo, precisava uma tática, que o mendigo vestido de escravo adotou. Uma ideia simples como a enfiada do rosário.

A energia do apóstolo

José Vaz tinha 35 anos, quando, em 1686, chegou ao Ceilão como um esfarrapado, perfeitamente “invisível”. Aquela ilha era a meta desejada, por toda uma vida, daquele sacerdote indiano de Goa. Em poucos anos de sacerdócio, já era estimado pelo seu zelo e inteligência missionários e inteligência ao administrar, apesar da sua jovem idade, as controvérsias eclesiais bastante delicadas.

Antes, onde quer que estivesse, o Padre José já era apreciado pela sua humildade e tenacidade de apóstolo, que só desejava se dedicar a Cristo. Naquele período, entrou em contato com a situação dos cristãos no Ceilão, dispersos e perseguidos. José queria se juntar a eles, mas foi chamado para exercer outro cargo, que obedeceu.

Após uma experiência como Vigário apostólico, que terminou em 1684, sentiu a necessidade de se consagrar como religioso. O problema era que os vários Institutos procuram europeus, não indianos. No entanto, a solução estava próxima.

Os Oratorianos

O Arcebispo de Goa havia autorizado, recentemente, o nascimento de uma Comunidade masculina. Três padres indianos começaram a conviver no monte Boa Vista, onde havia uma igreja dedicada a Santa Cruz dos Milagres. José pediu para se unir a eles e, em pouco tempo, tornou-se superior da casa. Para o povo, todos os quatro eram sacerdotes santos.

Com o passar do tempo, a Comunidade foi estruturada juridicamente e associou-se à Congregação do Oratório de São Felipe Neri. Entretanto, José vibrou interiormente: a chamada para viver no Ceilão não havia diminuído, pelo contrário, queria ir para lá, apesar dos perigos. Sabia, porém, que devia ir como clandestino. Então, cogitou um plano e, no final de 1686, o escravo, vestido de trapos, rumou para lá.

O estratagema do Rosário

O primeiro problema é que adoeceu logo. Durante dias, parecia a vítima evangélica do Bom Samaritano: definhou-se, quase morto, à beira da estrada. Algumas mulheres o ajudaram e ele se recuperou e foi à busca dos católicos, muitos dos quais se comportavam como Calvinistas para enganar os perseguidores. Nestas alturas, Padre José inventou um estratagema: colocou um Terço no pescoço e saiu batendo de porta em porta, pedindo esmola. Depois de certo tempo, percebeu o interesse de uma família por aquele sinal e, quando teve certeza de quem eram eles, se revelou.

Assim, a partir da aldeia de Jaffna, começou a nova evangelização do Ceilão: Missas à noite, Sacramentos administrados às ocultas, encontros. Padre José era incansável.

Porém, a fermentação suscitada pela sua atividade veio à tona. As autoridades prometeram dinheiro a quem revelasse a identidade do sacerdote desconhecido. Mas, ninguém o traiu, pelo contrário, muitos pagaram com suas vidas ou foram presos para defender o renascimento do Evangelho e do apóstolo, que reacendeu a fé; além do mais, para se salvar, foi ajudado a fugir para o pequeno reino de Kandy.

Mais forte que nunca

A “polícia” Calvinista teve uma ideia e fez circular uma fake news, uma notícia falsa: um espião português, dizia, vagava pelas ruas. Assim, Padre José acabou na rede.

Para grande surpresa, o Rei do pequeno reino de Kandy, Vilamadharma, budista, não aceitava que aquele homem bondoso acabasse sua vida em uma cela. Os próprios carcereiros deram testemunho de como ele se comportava na cela. Então o rei quis conhecê-lo e se tornaram amigos.

Em 1697, as consequências de uma terrível epidemia de varíola foi contida, graças à ação do Padre José – que tratava dos doentes e sugeria normas de higiene para limitar o contágio -. Assim, a grandeza daquele falso escravo tornou-se mais forte do que nunca.

O reino de Kandy tornou-se católico; a pregação na Ilha ganhou novo impulso, graças à chegada de dez Oratorianos e à tradução para do Evangelho em tâmil e cingalês, que o Padre José teve tempo de elaborar.

Quando, em 16 de janeiro de 1711, o religioso fechou os olhos, na Ilha já contavam 70.000 fiéis batizados, 15 igrejas e 400 capelas. Assim, o escravo de Deus pôde, finalmente, descansar.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 jan. 2024.

16 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Deus é soberanamente justo e bom. É a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Todo pensamento contrário a isso é fruto da má interpretação que os seres humanos e as religiões fazem. Ele nada impõe, não castiga, apenas ameniza os nossos próprios erros dando-nos a oportunidade de repará-los, chance essa que muitas vezes desperdiçamos, por isso sofremos. A dor em cada um de nós é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Deus além de justo é bom, pois se assim não fosse o que seria de nós? Deus sem você é Deus, mas você sem Deus é nada.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento