Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 29 de 167)

06 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“O homem sente fome.

Deus promove os recursos do pão.

O homem tem sede

Deus faz o jorro da fonte.

O homem padece fraqueza.

Deus lhe dá força.

O homem adquire doença.

Deus prove o remédio.

O homem sofre desequilíbrio.

Deus estabelece o reajuste.

O homem chora em desespero.

Deus suscita a consolação

O homem se desvaira em pessimismo.

Deus restaura a esperança.

O homem cai na sombra da ignorância.

Deus acende a luz instrução.

Entretanto, Deus criou a liberdade de consciência, com a responsabilidade, dando o livre arbítrio de cada um.

É assim que, entre a necessidade humana e o socorro divino, permanece a vontade do homem, que é plenamente livre para aceitar ou não o auxílio de Deus.”

Monsenhor André Sampaio

05 de fevereiro – Santa Águeda, virgem e mártir de Catânia

Santa Águeda, Giovanni di Paolo (© MET)

A história de Ágata se desenvolve, no século III, entre Catânia e Palermo, na Sicília, sul da Itália. As duas cidades são rivais sobre o nascimento da mártir. Segundo a sua “Passio”, deduz-se que a jovem nasceu, em 235, aos pés do Etna, no seio de uma família nobre e rica. Ainda adolescente, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus. Com o rito da velatio, recebeu do seu Bispo o flammeum, o véu vermelho que as virgens consagradas usavam na época. Com base na tradição, ela era uma diaconisa, dedicada ao serviço da comunidade cristã. No ano 250, o edito do imperador Décio contra os cristãos desencadeou uma terrível perseguição. Em Catânia, a ordem foi duramente aplicada pelo impiedoso pro-cônsul Quinciano, que era apaixonado por Ágata.

Da fuga ao martírio

A jovem fugiu de Palermo, mas foi encontrada e reconduzida a Catânia. Levada a Quinciano, ela renunciou categoricamente. Então, o pro-cônsul decidiu aproveitar da virgindade da jovem: confiou-a a uma mulher da corte, de maus costumes, chamada Afrodisia, para educá-la às artimanhas amorosas. Mas, Ágata permaneceu fiel a Cristo, tanto que foi levada novamente a Quinciano, que decidiu submetê-la a um processo. Os Atos do Martírio de Santa Ágata descrevem o colóquio: “A qual classe social você pertence?”, pergunta-lhe Quinciano e ela lhe responde: “Não só nasci livre, mas de uma família nobre”. E Quinciano: “Mas, se você afirma ser livre e nobre, por que vive e se veste como escrava?”. “Porque sou serva de Cristo”, replica ela. Então Quinciano lhe pergunta: “Sendo realmente livre e nobre, por que quis ser escrava?”. Ágata lhe diz: “A máxima liberdade e nobreza consiste em demonstrar de ser serva de Cristo”. Quinciano retruca: “Se for assim, nós que desprezamos servir a Cristo e veneramos os deuses não temos liberdade?”. “A sua liberdade os arrasta para a escravidão, que não só os torna escravos do pecado, mas também os submete à madeira e às pedras”, afirma Ágata.

Diante de tais palavras, Quinciano exortou, mais uma vez, Ágata a renunciar a Cristo. E, para dar-lhe a possibilidade de refletir, a manda prender. No entanto, no dia seguinte, diante de uma nova rejeição, estabeleceu que a jovem fosse submetida a suplícios. Irado por vê-la enfrentar os sofrimentos com coragem, Quinciano manda torturar e arrancar seus mamilos. Depois, foi reconduzida à prisão, dolente e cheia de sangue. Mas, durante a noite, São Pedro lhe aparece e cura suas feridas. Levada de novo diante do Tribunal, Ágata rejeitou, mais uma vez, adorar os deuses e confessou ter sida curada por Jesus Cristo. Irritado com a sua coragem, apesar das torturas, Quinciano manda submetê-la aos carvões incandescentes, vestida apenas com o véu vermelho como esposa de Cristo.

Sua morte abala Catânia

“Enquanto a ordem do pro-Cônsul era executada, o lugar, – onde o santo corpo da virgem era assado, – tremeu… toda a cidade de Catânia também foi abalada pela veemência do terremoto. Por isso, os habitantes foram às pressas até o Tribunal e começaram gritar, correndo um grande risco, pelos tremendos tormentos infligidos à santa serva de Deus”. Então, Ágata foi tirada dos carvões ardentes, com seu véu vermelho ainda íntegro, “e levada novamente para a prisão, onde abriu os braços e se dirigiu ao Senhor, dizendo: ‘Senhor, que me criastes e me protegestes, desde a minha infância; na minha juventude, me fizestes agir com coragem; que me libertastes dos prazeres mundanos; que preservastes meu corpo da contaminação; que me fizestes vencer os tormentos do algoz, dos ferros, do fogo e das correntes; que me destes, entre os tormentos, a virtude da paciência, vos peço, agora, acolher o meu espírito, por que já é hora que eu deixe este mundo, segundo a vossa vontade, para gozar da vossa misericórdia’. Ao pronunciar estas palavras, já com voz fraca, na presença de muitas pessoas, entregou seu espírito”. Era o dia 5 de fevereiro de 251.

O milagre da lava

Os Atos do Martírio de Santa Ágata narram ainda: “Após um ano… o vulcão Etna entrou em erupção; como um grande incêndio e um rio ardente, o fogo desceu impetuoso, liquefazendo a terra e as pedras, rumo à cidade de Catânia”. Então, muitos se dirigiram ao túmulo de Ágata para pedir a sua intercessão para que a cidade não fosse incendiada. Seu véu foi exposto diante da lava, que milagrosamente, parou de escorrer. A fama deste prodígio fez com que Santa Ágata se tornasse a padroeira de Catânia.

Seu culto teve início no ano seguinte do seu martírio, e se difundiu rapidamente por todos os lugares. As suas relíquias são conservadas na catedral, a ela dedicada, em Catânia.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 29 jan. 2024.

04 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Seja sempre feita a vontade do Pai, mesmo que esta não seja a nossa vontade! Deus em sua infinita bondade e justiça sabe o que nos cabe viver e o que nos cabe passar, mesmo muitas vezes achando que somos injustiçados, nos enganamos pensando assim, com certeza somos privilegiados por ter nossas dificuldades, porque são elas que nos colocam efetivamente na evolução moral e humana. Mas se mesmo nas dificuldades ainda assim não mudarmos nossa maneira de pensar, agir e sentir não nos preocupemos, pois o Deus da vida vai nos proporcionar novos aprendizados até que com muito discernimento e vontade possamos realmente ver qual é o nosso papel na vida. Toda dificuldade pela qual passamos é motivo de crescimento para nossa existência e santificação, desta forma sejamos gratos a Deus pelas oportunidades diárias que temos, o prazer de desfrutar adquirindo o conhecimento e o aprendizado da vida. Agradeça sempre por tudo que tem e por tudo aquilo que não conquistou, porque de uma forma ou de outra a lição foi aplicada mas a sua pratica depende obviamente de cada um nós.”

Monsenhor André Sampaio

04 de fevereiro – São João de Brito

O santo de hoje, chamado São João de Brito (1647 – 1693), nasceu na Mouraria em Lisboa, junto ao Castelo, numa casa que foi abalada no terramoto de 1755, mas que foi reconstruída. Era o filho mais novo do casal, o governador do Brasil, D. Salvador de Brito Pereira, e de sua esposa, dona Brites Pereira. Sempre foi venerado com especial fervor pelo povo português. O Papa Pio XII estendeu seu culto à Igreja Universal, canonizando-o em 1947.

Com apenas 9 anos de idade tornou-se pajem na corte de El-rei. Ao piedoso jovem faltou-lhe ali a direção amorosa da mãe, mas nem por isso a vida na corte causou-lhe dano, pois, como em casa dos pais, conservou-se fiel aos exercícios religiosos, e, no estudo, ativo e diligente. A sua seriedade e modéstia submeteram-no a frequentes observações e caçoadas dos levianos companheiros da corte.

Perigosa enfermidade fê-lo voltar ao lar, onde os cuidados maternos e a fé na intercessão de são Francisco Xavier lhe restituíram a saúde. Aos poucos foi alimentando o desejo de ingressar na Companhia de Jesus, o que realmente fez a 17 de dezembro de 1662, contando 15 anos e dois meses.

Pouco tempo depois de sua ordenação foi mandado, com 27 confrades, para as Índias. Chegou ao porto de Goa após perigosa navegação e foi designado para a missão do Maduré. Aí conseguiu converter populações inteiras de pagãos, recebeu o governo de toda a Missão e não temeu expor-se aos maiores perigos para levar o Evangelho a toda parte. Perseguido pelos brâmanes, que constituíam a primeira das quatro castas, regime aí mais rígido do que em qualquer outra parte da Índia, acabou por cair nas mãos deles; opositores do cristianismo, os brâmanes, soberbos pelo nascimento e posição, mestres do povo, depositários da ciência e sustentáculo da vida religiosa, viam naturalmente na nova religião proclamada uma ameaça à sua influência.

Libertado a primeira vez de cruel cativeiro, foi João de Brito enviado à Europa para tratar dos negócios das missões na Índia. Mas apressou-se a voltar, o que fez após uma visita às residências da província do Malabar. Chegou, assim, novamente a Marava, em 1691. A 8 de janeiro de 1693 foi preso novamente por uma tropa de soldados. Levado à presença do príncipe de Marava, foi condenado à morte por pregar uma doutrina religiosa estranha em seus domínios. Foi enviado depois a Urgur, onde se consumou seu martírio. Cortaram-lhe primeiro a cabeça, depois mãos e pés, e suspenderam o tronco com a cabeça a um poste, no local onde estivera antes do martírio a orar; após o recolhimento dessa oração dissera a seus carrascos: “Podeis fazer de mim agora o que quiserdes.”

A notícia de seu martírio inflamou o zelo dos missionários, firmou a fé dos neófitos, converteu grande número de infiéis. Muitos milagres se realizaram por sua intercessão. Foi canonizado em 1947 pelo papa Pio XII.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 29 jan. 2024.

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Por Mauro Nascimento