Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 27 de 167)

11 de fevereiro – Nossa Senhora de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes, França (© Vatican News)

“Vocês não são obrigados a acreditar em mim, mas posso apenas lhes dizer o que vi e ouvi” (Bernadete Soubirous).

Bernadete encontrou Nossa Senhora 18 vezes no local determinado, na gruta de Massabielle, às margens do rio Gave.

Antes de receber a revelação da Virgem, a jovem pastora a chamou “Aquero”, que, no dialeto local, significava “Senhora”. Maria apareceu-lhe assim: vestida de branco, com um longo véu sobre os ombros, uma faixa azul nos quadris e os pés descalços, cobertos por duas rosas douradas, como o rosário dourado e branco em seu braço.

França, pátria do Positivismo

Não foi por acaso que a Providência escolheu o lugar para aquelas manifestações marianas repentinas.

Encontramo-nos na França, no século XIX, onde triunfava a filosofia positivista, segundo a qual o homem, em sua bondade ou, pelo contrário, em sua maldade, estava totalmente determinado de ser inserido em uma sociedade precisamente boa ou má.

Em Lourdes, Maria reverte tudo isso, recordando a existência do pecado original e do livre arbítrio. Por isso, antes de agir na sociedade, dizia Maria, era preciso agir no coração humano. Era preciso converter-se.

11 de fevereiro de 1858

Para lançar sua mensagem de oração e caridade ao mundo, Nossa Senhora escolheu Bernadete, uma pastora de 14 anos. Fazia muito frio, naquele dia, em Lourdes. Então a jovem, com sua irmã e uma amiga, foi catar lenha nas proximidades da gruta de Massabielle. Ficando para trás, sentiu, de repente, uma ventania, que, porém, não balançava as árvores. Depois, viu uma grande luz, em meio à qual estava a figura cândida de uma jovem mulher. Aquela Senhora não falou com ela, mas lhe ensinou a fazer corretamente o sinal da cruz e, juntas, em silêncio, rezar o Terço. No final da oração, a visão desapareceu.

“Eu sou a Imaculada Conceição”

Três dias depois, em 14 de fevereiro, Bernadete sentiu um desejo irresistível de voltar à gruta, mas levou consigo água benta. Quando a Senhora apareceu, ela tentou aspergi-la. Mas a Virgem ficou inerte e, sorrindo, começou a rezar o Terço novamente com ela.

Era o dia 18 de fevereiro, a primeira vez que a Senhora conversou com Bernadete, fazendo-lhe o seguinte pedido: voltar ali por 15 dias, pedir aos padres para irem àquele lugar em procissão e ali construir uma igreja.

Em 25 de fevereiro, a Senhora pediu a Bernadete para comer a grama e escavar um buraco: assim, começou a brotar a água da nascente milagrosa, na qual os enfermos ainda hoje se emergem, pedindo a sua cura.

Finalmente, em 25 de março, dia da Anunciação, Nossa Senhora revelou-se, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”! Bernadete transmitiu esta frase ao pároco. Uma pastora não podia saber que o Dogma da Imaculada Conceição de Maria havia sido proclamado, apenas quatro anos antes, pelo Papa Pio IX.

Maria revelou muitas coisas a Bernadete em suas aparições, mas, sobretudo, propôs a ela e ao mundo o “Céu e a santidade”, como únicos objetivos da vida terrena, como também a penitência, para eliminar o pecado do mundo.

Santuário mariano internacional de Lourdes

As aparições de Lourdes atraíram para Massabielle, desde o início, muitos curiosos, com sua bagagem inevitável de ceticismo. Até Bernadete foi submetida a exames médicos e interrogada pelas autoridades eclesiásticas. Somente assim Maria permitiu a realização de acontecimentos prodigiosos para que as pessoas acreditassem.

Ali foi construída uma igreja e, em 1862, com uma Carta Pastoral, o Bispo de Tarbes consagrou Lourdes como Santuário mariano internacional.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 05 fev. 2024.

10 de fevereiro – Santa Escolástica, virgem e irmã de São Bento

Santa Escolástica virgem, Sacro Speco de Subiaco

“Quem ama mais, pode mais”!

Este desafio aconteceu com Bento de Núrsia, mas a vencedora foi sua irmã gêmea, Escolástica, que se consagrou ao Senhor, desde muito jovem. Vivendo à sombra do irmão, pai do monacato ocidental, foi sempre fiel intérprete da sua Regra.

Presume-se que Escolástica, primeira monja beneditina, viveu entre os anos 480 e 543. Natural de Núrsia, região italiana da Úmbria, foi uma dócil aluna de Bento, do qual recebeu a sabedoria do coração, a ponto de superar seu mestre: é o que narra São Gregório Magno nos seus “Diálogos”, único texto de referência, com poucas menções sobre a vida desta Santa; ele descreve ainda um particular episódio, no qual ela revela uma acentuada personalidade humana e grande profundidade espiritual.

Vocação religiosa, nas pegadas do irmão

Segundo a história de Escolástica, diz-se que era filha de Eutrópio, descendente de uma antiga família de Senadores romanos, os Anici, e de Cláudia, morta logo depois do parto dos gêmeos; com 12 anos, foi mandada a Roma, junto com seu irmão Bento, onde ficaram profundamente escandalizados pela vida desregrada da cidade. Bento tornou-se eremita, por primeiro, enquanto Escolástica, herdeira do patrimônio familiar e revelando-se distante dos bens terrenos, pediu ao pai para dedicar-se à vida religiosa. Antes, entrou para um mosteiro, próximo de Núrsia, e, depois, transferiu-se para Subiaco, seguindo o irmão, que havia fundado a Abadia de Monte Cassino, ao leste de Nápoles. Ali, em apenas sete quilômetros de distância, fundou o mosteiro de Piumarola, onde, com as coirmãs, seguiu a Regra de São Bento, que deu origem ao ramo feminino da Ordem dos Beneditinos.

A regra do silêncio

Era normal para Escolástica recomendar a observância da regra do silêncio e evitar conversas com pessoas estranhas no mosteiro, mesmo se fossem visitantes devotos. Ela costumava repetir: “Fiquem em silêncio ou falem de Deus, pois o que, neste mundo, pode ser tão digno para se falar senão sobre Ele?”. Escolástica gostava de falar, a respeito de Deus, sobretudo com o irmão Bento, com o qual se encontrava uma vez por ano. O local onde faziam diálogos espirituais era uma casinha, situada no meio da estrada entre os dois mosteiros.

O milagre que desafiou Bento

São Gregório Magno narra que, no último dos seus encontros, datado de 6 de fevereiro de 543, – pouco antes da sua morte, – Escolástica pediu ao irmão para prolongar a conversa até na manhã do dia seguinte, mas Bento se opôs para não violar a Regra. Então, Escolástica implorou ao Senhor para não deixar o irmão partir, debulhando-se em pranto. A seguir, um temporal inesperado e violento obrigou Bento a ficar com ela, levando-os a conversarem toda a noite.

A primeira reação de Bento com o temporal improviso foi, porém, de contrariedade: “Que Deus onipotente possa lhe perdoar, irmã. O que você fez?”. E Escolástica respondeu: “Eu lhe implorei para ficar e você não me ouviu; pedi a Deus e Ele me atendeu. Agora, pode ir, se quiser; deixe-me e volte ao seu mosteiro”. Foi uma espécie de revanche da irmã, que não pôde se entristecer pelo amadíssimo irmão; pois ele mesmo lhe havia ensinado a se dirigir a Deus, com todas as forças, durante as dificuldades. Assim se destacaram os dotes femininos de Escolástica: docilidade, perseverança e também audácia ao obter o que desejava fortemente.

Unidos em Deus, na vida e na morte

Três dias depois deste encontro, – segundo São Gregório, – Bento recebeu a notícia da morte da irmã com um sinal divino: viu a alma da sua irmã subir ao céu em forma de uma pomba branca. Então, quis enterrá-la na sepultura, que havia preparado para si, onde também foi enterrado, pouco tempo depois. “Como seus pensamentos sempre estiveram voltados para Deus era justo seus corpos também ficassem unidos na mesma sepultura”.

Hoje, quem visita a majestosa Abadia de Monte Cassino, – após 15 séculos de história, – pode experimentar a emoção de estar diante do túmulo dos Santos irmãos, os pioneiros de um grande número de seguidores de Deus.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 05 fev. 2024.

10 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Ame a vida que Deus te deu. Valorize as pessoas que estão a sua volta, valorize o trabalho de suas mãos e perdoe sempre, independente de estar certo ou errado; viva mais, ame mais e agradeça mais, porque do amanhã nada sabemos e desta vida nada levamos, e o que deixamos são as sementes plantadas no coração de quem muito valorizamos e muito amamos. Entre o TER coisas materiais, como status, posição social, ouro, dinheiro e tudo que não irá levar quando morrer, procure SER tudo que possa carregar contigo mesmo após a sua morte, como ser caridoso, bondoso, paciente, tolerante, humilde, e acima de tudo um Homem de Bem. Todo o bem que você pratica hoje é o tesouro que você acumula nos céus!”

Monsenhor André Sampaio

09 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Criar intrigas e desentendimentos é próprio daqueles, que não têm coragem de olhar para dentro de si. São pessoas que preferem viver a vida dos outros, a encarar os próprios problemas e deficiências. Essas pessoas comprazem-se em criar fofocas, e falar mal dos outros. Isso só faz com que não cresçam, não evoluam. Não é criando desentendimentos, discórdia, raiva, mágoas e ressentimentos que seremos felizes. A verdadeira felicidade consiste em fazermos os outros felizes. Em vez de se perder tempo com intrigas, maledicência, procuremos levar alegria, harmonia e paz aos outros, pois os maiores beneficiados seremos nós mesmos. Aquele que é ardiloso, maledicente, sempre termina sozinho, pois as pessoas acabam por se afastar. É muito desagradável conviver com esse tipo de pessoa, pois só causam mal estar. Aquele que é amável e generoso, trabalhando pela paz, atrai as pessoas, pois causa profundo bem estar, em todos os que o cercam. O que queremos ser? Luz ou sombra? Só depende de nós!”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento