Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 18 de 168)

05 de março – São João José da Cruz, presbítero franciscano

Este sacerdote minuto da Ordem dos Frades Menores, que cresceu nas pegadas de São Pedro de Alcântara, teve, entre outros, o mérito de restaurar a disciplina religiosa em muitos conventos da região napolitana. Natural da Ilha de Ischia, para onde voltou apenas duas vezes, hoje é seu Padroeiro, junto com Santa Restituta.

João José da Cruz foi canonizado por Gregório XVI, em 1839, junto com Francisco de Jerônimo e Afonso Maria de Liguori, que o conheceram durante a sua vida e lhe pediram conselhos.

Uma flor de bondade

Nascer em uma família rica, muitas vezes, é uma vantagem, mas é ainda mais nascer em uma família religiosa, onde a fé não é algo abstrato, mas uma companheira de vida, presente na vida de cada dia mediante a oração, o jejum e a devoção.

A família Calosirto enviou Carlos Caetano para estudar junto aos agostinianos de Ischia, para que sua formação religiosa fosse mais completa. E tinham razão. Ali, o pequeno se apaixonou por Jesus e ali também Jesus o fez ouvir a sua voz, que o chamava para dedicar toda a sua vida a Ele.

Humilde e grande filho de São Francisco

Com apenas 16 anos de idade, o jovem entrou para o convento de Santa Luzia no Monte, em Nápoles, onde mudou seu nome para João José da Cruz no dia da sua profissão religiosa: 24 de junho de 1671. Ali, viveu entre os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos como Alcantarinos, dos quais o atraiu a regra, que os tornava ainda mais austeros, tanto que decidiu jamais usar sandálias.

João José foi escolhido para fundar um novo mosteiro em Piedimonte. Ali, construiu também um pequeno eremitério, que ainda hoje é meta de peregrinações, chamado “A Solidão”.

Durante a sua vida, teve que assistir a divisão entre os Alcantarinos da Espanha e os da Itália. Destes últimos, tornou-se Provincial e, como tal, trabalhou por vinte anos até conseguir reunir novamente a família, apesar de ter sido alvo de tantas críticas injustas e até calúnias, às quais respondeu fazendo o voto de silêncio. A sua consolação era repetir: “Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem”!

“Frade dos cem remendos”

João José sente-se, antes de tudo, sacerdote, um sacerdote em missão. Ele, que sabia imitar a Irmã Pobreza com perfeição, ia à busca dos pobres, não apenas nas esquinas das ruas, mas também nas favelas e casebres. Durante toda a sua vida teve apenas um saio, que, com o tempo, ficou todo remendado, mas sempre o adornava, comparando-o aos galões dos cavaleiros. Por isso, recebeu o apelido de “frade dos cem remendos”.

A este frade foram atribuídos também fenômenos, que denotam o sopro particular da graça que o inspira: bilocações, profecias, perscrutar corações, levitações, curas milagrosas e até uma ressurreição.

Predileção por Nossa Senhora

Desde criança, o jovem Calosirto aprendeu, em casa, a ter uma grande devoção a Maria em casa, que, ao longo da sua vida, aumentou sempre mais, junto com sua vocação e santidade. Ele sempre invocava Nossa Senhora, à busca de conselhos e conforto nas situações mais difíceis. E ela, como mãe carinhosa e fiel, o cobria de carinho e, às vezes, até lhe permitia fazer prodígios. Como Superior dos Alcantarinos, sempre manteve uma pequena imagem de Maria em sua escrivaninha, a qual contemplava por longo tempo e à qual se dirigia, em oração, antes de qualquer decisão ou pronunciamento. “Ele não sabia viver sem ela”, dizem seus biógrafos e muitos testemunhos dos frades, aos quais recomendava prestar homenagem a ela, pois dela “receberiam consolação, ajuda e luz para resolver os problemas”. O frade confidenciou suas últimas palavras sobre Maria, no leito de morte – 5 de março de 1734 – ao Irmãozinho que o assistia: “Recomendo-lhe Nossa Senhora”: este pode ser considerado seu testamento espiritual.

O Santo é invocado, com esta oração, para obter forças nas provações:

São João José da Cruz obtém-nos a sua alegria e serenidade nas doenças, como também nas provações, embora saibamos que o sofrimento é um grande dom de Deus, que deve ser oferecido com pureza ao Pai, sem ser perturbado pelas nossas reclamações. Seguindo o seu exemplo, queremos suportar tudo com paciência, sem fazer pesar nossas dores sobre os outros. Pedimos ao Senhor a força e a ele agradeçamos, não apenas quando nos proporciona alegria, mas também quando nos permite doenças e as diversas provações.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 01 mar. 2024.

04 de março – Monsenhor André Sampaio

“Cada um de nós está sujeito à calúnia e difamação de quem quer que seja, mas invariavelmente é por alguém que esteja muito próximo de nós. Mas quando isto acontecer, jamais revide ou crie mágoas ou ódio, para não tentar pagar o mal com o mal. Você pode ficar muito triste com o que lhe fizeram, mas ficaria mais triste e arrependido se o caluniador fosse você. Se deseja se libertar desta incômoda situação, ore pela pessoa que lhe fez isto, pois fará com que se liberte deste incômodo momentâneo, visto que na vida tudo é passageiro. As coisas boas passam, mas as coisas ruins também passam.”

Monsenhor André Sampaio

03 de março – Santa Cunegunda, esposa de São Henrique II, imperador

Santa Cunegunda (© BAV, Pal. lat. 665, f. 1r)

Natural de Luxemburgo, Cunegundes, também conhecida como Cunegundes, cresceu em uma família que lhe transmitiu a sua fé e lhe ensinou as virtudes cristãs. A jovem viveu tais virtudes com particular fervor, que, mais tarde, as levou “como dote” ao duque da Baviera, futuro imperador do Sacro Império Romano, Henrique II, com quem se casou com a idade de 20 anos.

Um casamento santo

Muitas lendas falam sobre a união de Cunegundes com Henrique, como a de uma calúnia, que insinuava uma traição da jovem esposa contra o marido. Então, a mulher invocou ao Senhor, com tanta intensidade, que lhe permitiu fazer um teste excepcional, para convencer o noivo sobre a sua inocência: caminhar sobre o carvão ardente.

Outra versão, ao invés, diz que os dois cônjuges tinham feito votos recíprocos de castidade, tanto que o seu casamento foi chamado “núpcias de São José”.

Por outro lado, a realidade histórica parece ter sido a que Cunegundes fosse estéril. Apesar de a lei germânica prever isso como causa de repúdio, o marido decidiu não adotá-la. Por isso, Cunegundes e Henrique são recordados, ainda hoje, como o santo casal que iluminou o Sacro Império Romano.

Propagação do cristianismo

Em 1002, com a morte de Otão III, o duque da Baviera tornou-se imperador do Sacro Império Romano, com o nome de Henrique II. Somente em 1014, porém, conseguiu ir a Roma com sua esposa para receber a coroa das mãos do Papa Bento VIII.

De volta à sua pátria, os dois cônjuges se dedicaram, com afinco, para a propagação do Cristianismo na região alemã de Hesse: em 1007 mandaram construir a Catedral de Bamberg (onde estão sepultados, um ao lado do outro) e, em 1021, também o mosteiro de Kaufungen, em ação de graças pela cura de uma grave doença.

Da coroa ao saio

Em 1024, falece Henrique II. Um ano depois, por ocasião do seu aniversário de morte, Cunegundes doou uma relíquia da Santa Cruz ao mosteiro de Kaufungen; ao mesmo tempo, trocou suas roupas reais pelo saio beneditino e entrou para este mosteiro. Desde então, a mulher viveu com humildade, transcorria o dia em oração e lendo as Escrituras, fazia os trabalhos mais humildes, praticava a penitência, por meio da abstinência de alimentos, e confortava as coirmãs enfermas.

Santa Cunegundes faleceu no mosteiro, em data imprecisa, provavelmente em 1033, embora outras fontes assinalam 1039.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 26 fev. 2024.

03 de março – Monsenhor André Sampaio

“Todos carregamos, em nós, um lado bom e um lado mal. Isto ocorre para que saibamos diferenciar, através das experiências, o que nos traz felicidade ou dor. Muitas vezes, durante estas experiências, nos iludimos com ‘facilidades’ e escolhemos caminhos que nos levam ao sofrimento. Quando encontramos formas ‘verdadeiras’ de sermos felizes, sentimos algo tão forte, que nenhum ‘bem material’ pode substituir… nossos corações vibram em uma sintonia de paz e amor tão intensa que ficamos leves. A única coisa que pode nos impedir de encontrar a felicidade é o MEDO… e o medo é falta de fé… Medo de amar; medo de aceitar-se; medo de doar-se; medo de acreditar; medo de perdoar; medo de trabalhar; medo de sorrir; medo de evoluir; etc… O medo paralisa nossa vontade e, sem vontade, perdemos a fé em nós mesmos e na vida. Estamos neste mundo maravilhoso, para aprender a sermos felizes e o verdadeiro caminho é o AMOR. Que todos os corações possam sentir esta força que vem de Deus e nos sustenta em nossa peregrinação terrestre.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento