Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 17 de 168)

07 de março – Santas Perpétua e Felicidade

Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte.

O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas.

Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida.

Mas ambas,  senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo.

Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203.

Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranquila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação.

Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 01 mar. 2024.

07 de março – Monsenhor André Sampaio

“Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para ‘dentro de nós’, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos nãos, quantos momentos difíceis já vencemos. Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, chamado dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, está a nossa capacidade de vencer. Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar. Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior número de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória. Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso. Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória. Convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista. Lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!!”

Monsenhor André Sampaio

06 de março – Santa Rosa de Viterbo, virgem franciscana

Santa Rosa de Viterbo

Uma vida admirável, embora breve, que deixou seu sinal. É o caso de Rosa de Viterbo, nascida, em 1233, no seio de uma família pobre, com uma má-formação, que lhe impediu até de entrar para o vizinho mosteiro das Clarissas.

O exílio, entre guelfos e gibelinos

Quem nascia com o esterno, – osso na parte anterior do tórax, – era condenado a morrer em três anos, porque seu esqueleto não consegue ser sustentado. No entanto, Rosa viveu 18 anos, sempre com o sorriso nos lábios. Não podendo receber o hábito religioso, entrou para a Ordem Terceira de São Francisco e começou a percorrer toda a cidade, com uma cruz no pescoço, levando uma vida de penitência e de caridade com os pobres e enfermos.

O contexto histórico em que viveu era o de uma áspera luta entre guelfos e gibelinos, respectivamente partidários do Papa Inocêncio IV e do imperador Frederico II. Eram anos de contrastes entre o Império e a Santa Sé e a cidade de Viterbo estava bem ao centro. Devido ao seu apoio ao Papa, Rosa e sua família foram exiladas em “Soriano nel Cimino”, até que, em 1250, com a morte do imperador, a cidade retornou sob o domínio do Papa.

O sonho de Alexandre IV

Por causa das suas condições físicas, também Rosa faleceu, provavelmente em 6 de junho de 1251, e foi sepultada na terra nua, próximo à igreja de Santa Maria no Poggio. No ano seguinte, o Papa Inocêncio IV quis torná-la santa e mandou fazer um processo canônico, que nunca começou. Seu sucessor, Alexandre IV, não se sentindo mais seguro em Roma, transferiu-se para Viterbo. No entanto, recebeu em sonhos, várias vezes, a visita da jovem. Por isso, mandou trasladar seus restos mortais para a igreja das Clarissas, às quais foram confiados além do seu culto. Ali, ainda hoje, é possível venerar seu corpo, completamente incorrupto, que permaneceu incólume até durante um incêndio em 1357.

Santa ou Beata?

Nos dois séculos seguintes, a veneração da jovem aumentou. Assim, em 1457, Papa Calisto III renovou a ordem de um novo processo de canonização, mas, neste interim, veio a falecer, e não foi feito nada. No entanto, em 1583, o nome de Rosa, como Santa, foi incluído no Martirológio Romano e muitas igrejas foram dedicadas a ela no mundo.

A partir de 4 de setembro de 1258, dia da transferência de seus restos mortais, Viterbo celebrou sua Santa com três dias de festa, preferindo esta data àquela da sua morte, ocorrida em 6 de março. Tudo começou com uma procissão solene e um cortejo histórico pelas ruas da cidade; depois, se prosseguiu, no centro histórico da cidade, – por onde havia sido feita a trasladação, – com o transporte da Máquina de Santa Rosa: uma estrutura de madeira e tecido, que, todos os anos, se torna cada vez mais espetacular; esta usança foi, recentemente, incluída pela UNESCO no patrimônio mundial da humanidade.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 01 mar. 2024.

05 de março – Monsenhor André Sampaio

“O medo é um ladrão. Ele corrói nossa fé, acaba com a esperança, rouba nossa liberdade e tira nossa alegria de viver uma vida abundante em Cristo. O medo impede de andarmos na fé. Medo é a ausência de fé. É o reverso de acreditar e confiar em Deus. O medo atrai o mal em nossas vidas, como a fé atrai as bênçãos. ‘No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor’. (1Jo 4,18). A Bíblia cita 63 vezes ‘Não temas’ e 31 vezes ‘Não tenha medo’. Certamente, Deus está nos dizendo alguma coisa! O medo é alimentado pelo que vemos e escutamos. Nós podemos resistir ao medo focando sempre em Deus e em suas promessas. Quando agimos em medo nós corremos da proteção do nosso maravilhoso Pai e abrimos a porta para o inimigo. O medo só pode ser vencido através da absoluta entrega e confiança em Deus.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento