Catolicismo de maneira inclusiva

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11 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

LIVRAI-NOS DO MAL 

“A metafísica, quando fala do mal, diz que ele existe e não existe. Ele existe na medida em que vejo o sofrimento ao meu redor, o mal que me toca, etc. Por outro lado, a metafísica diz que ele não é uma coisa no mundo, no sentido que não é uma substância.

Os padres da igreja, especialmente Santo Agostinho, constatam que o mal é a ausência do bem. O mal é a constatação de uma falta, de um não ser. De maneira mais exata, poderíamos dizer que se trata de uma privação. Usando uma metáfora, poderíamos dizer que o mal é como um buraco: como descrever um buraco se em relação ao todo que o buraco representa. O buraco em um tecido só existe na medida em que é uma falha do tecido.

Aplicando essa imagem ao mal, ele existe somente na medida em que é ligado ao bem, isto é: ele é uma privação do bem. Por isso, poderíamos dizer que ele vem sempre em segundo lugar.

O contrário nunca é a mesma coisa: o bem não pode ser definido em relação ao mal, mas em relação a si mesmo. O bem tem uma primazia sobre o mal. Fica evidente se compararmos o cego com a visão. O cego sofre a privação da vista, sendo essa o bem primeiro, que permite definir o mal através do contraste.

Nos ajudam a pensar as palavras de Santo Irineu de Lyon:

‘A visão não seria tão desejável para nós se não soubéssemos que grande dano é a cegueira; a saúde também se torna mais preciosa pelo julgamento da doença, assim como a luz pelo contraste entre a escuridão e a vida pela morte. Assim, o reino celestial é mais precioso para aqueles que conhecem o da terra; e quanto mais precioso for, mais vamos amá-lo’.

A  metafísica sem dúvida nos ajuda a entender o mal de maneira genérica e também em relação à religião. Mas o mal do qual pedimos que Deus nos livre na oração do Pai-Nosso é bem conhecido das Escrituras: é o Maligno, com letra maiúscula, o demônio, uma realidade mais forte que o homem, que está na origem do mal. A potência dessa criatura é a razão pela qual, às vezes, parece que o mal vence a humanidade.

Jesus, através de sua cruz e sua ressurreição, nos livra desse mal. Rezemos incessantemente pedindo a Deus que nos livre do mal.”

Monsenhor André Sampaio

10 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Ame a vida que Deus te deu. Valorize as pessoas que estão a sua volta, valorize o trabalho de suas mãos e perdoe sempre, independente de estar certo ou errado; viva mais, ame mais e agradeça mais, porque do amanhã nada sabemos e desta vida nada levamos, e o que deixamos são as sementes plantadas no coração de quem muito valorizamos e muito amamos. Entre o TER coisas materiais, como status, posição social, ouro, dinheiro e tudo que não irá levar quando morrer, procure SER tudo que possa carregar contigo mesmo após a sua morte, como ser caridoso, bondoso, paciente, tolerante, humilde, e acima de tudo um Homem de Bem. Todo o bem que você pratica hoje é o tesouro que você acumula nos céus!”

Monsenhor André Sampaio

09 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Criar intrigas e desentendimentos é próprio daqueles, que não têm coragem de olhar para dentro de si. São pessoas que preferem viver a vida dos outros, a encarar os próprios problemas e deficiências. Essas pessoas comprazem-se em criar fofocas, e falar mal dos outros. Isso só faz com que não cresçam, não evoluam. Não é criando desentendimentos, discórdia, raiva, mágoas e ressentimentos que seremos felizes. A verdadeira felicidade consiste em fazermos os outros felizes. Em vez de se perder tempo com intrigas, maledicência, procuremos levar alegria, harmonia e paz aos outros, pois os maiores beneficiados seremos nós mesmos. Aquele que é ardiloso, maledicente, sempre termina sozinho, pois as pessoas acabam por se afastar. É muito desagradável conviver com esse tipo de pessoa, pois só causam mal estar. Aquele que é amável e generoso, trabalhando pela paz, atrai as pessoas, pois causa profundo bem estar, em todos os que o cercam. O que queremos ser? Luz ou sombra? Só depende de nós!”

Monsenhor André Sampaio

06 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“O homem sente fome.

Deus promove os recursos do pão.

O homem tem sede

Deus faz o jorro da fonte.

O homem padece fraqueza.

Deus lhe dá força.

O homem adquire doença.

Deus prove o remédio.

O homem sofre desequilíbrio.

Deus estabelece o reajuste.

O homem chora em desespero.

Deus suscita a consolação

O homem se desvaira em pessimismo.

Deus restaura a esperança.

O homem cai na sombra da ignorância.

Deus acende a luz instrução.

Entretanto, Deus criou a liberdade de consciência, com a responsabilidade, dando o livre arbítrio de cada um.

É assim que, entre a necessidade humana e o socorro divino, permanece a vontade do homem, que é plenamente livre para aceitar ou não o auxílio de Deus.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento