Catolicismo de maneira inclusiva

Categoria: Santo do dia (Página 41 de 75)

25 de setembro – São Firmino, bispo de Amiens e mártir

Firmino

Bispo de Amiens. Segundo a tradição, abraçou a vida religiosa desde jovem, manifestando imediatamente traços de intensa espiritualidade, a ponto de os bispos o proporem para liderar a igreja de Amiens no século IV, sendo consagrado pelo Bispo de Lyon, Giovanni. No entanto, os registros históricos não coincidem aqui, pois nenhum Bispo de Lyon tinha esse nome na antiguidade.

Firmino foi um grande pregador e incansável homem de caridade, nunca se cansando de visitar a diocese e acolher doze pobres à sua mesa a cada refeição. Em Abdalène, ele construiu uma igreja em honra da Virgem Maria, e foi lá que, após sua morte em 1º de setembro de 390, ele foi sepultado.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 20 set. 2023.

24 de setembro – São Pacífico de São Severino, sacerdote franciscano

Pacífico

Nascido em San Severino Marche em 1º de março de 1653, aos 17 anos de idade, após concluir seus estudos, abraçou a vida religiosa entre os Frades Menores, no santuário de Forano. Completou seus estudos de filosofia e teologia e em 4 de junho de 1678 foi ordenado sacerdote. Após um período inicial de ensino no convento de Montalboddo, onde também atuou como pregador, teve que parar devido a problemas de saúde. Em 1684, foi transferido para Urbino e dois anos depois, em 1686, nomeado vigário do convento de San Severino Marche; ele então alternaria sua presença e serviço entre o convento de San Severino e o de Forano. Somente em 1705 ele residiria definitivamente em San Severino Marche, onde, devido à sua saúde precária, não poderia fazer muito: surdo, quase cego e com uma perna doente. Em 11 de junho de 1721, o bispo Alessandro Calvi o visitou e ouviu Pacifico dizer: “Monsenhor! Para o paraíso! Para o Paraíso!”. Naquela mesma noite, o bispo ficou doente e morreu em 25 de julho. Enquanto isso, em 5 de setembro de 1721, sua perna sarou, mas febres fortes o forçaram a permanecer na cama. Ele morreu aos sessenta e oito anos, em 24 de setembro de 1721.

Sua vida foi marcada por intensa espiritualidade: ele se confessava diariamente, a celebração da santa missa durava várias horas devido às frequentes êxtases, o que levou seus companheiros a não acreditarem nele e a humilhá-lo.

Muitas pessoas participaram de seu funeral; após a celebração, seu corpo foi enterrado em uma sepultura comum, sem caixão. No entanto, muitos milagres foram atribuídos a ele, a ponto de, em 1725, seus restos mortais terem sido exumados e colocados em um caixão de madeira que foi colocado em um altar lateral da igreja adjacente ao convento. Pio VI o declarou beato em 1786 e em 1839 Gregório XVI o proclamou santo.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 20 set. 2023.

23 de setembro – São Pio de Pietrelcina, presbítero

São Pio de Pietrelcina, San Giovanni Rotondo

“Um pobre frade que reza”

Padre Pio nasceu no seio de uma família de camponeses e, desde criança, sempre foi animado pelo desejo de “ser frade”. Aos 16 anos, entrou para o Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, adotando o nome de Frei Pio. Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal.

Seis anos depois, entrou para o Convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde dedicava muitas horas do dia ao sacramento da Confissão. O cume das suas atividades pastorais era a celebração da Santa Missa. Ele se definia “um pobre frade que reza”. “A oração – afirmava – é a melhor arma que temos; é a chave que abre o coração de Deus”.

Encontro extraordinário

Em 1948, Padre Pio confessou um jovem sacerdote polonês, Padre Karol Wojtyła, que, 30 anos depois, se tornou Sucessor de Pedro, com o nome de João Paulo II. No humilde frade – realçou o Pontífice, em 1999, durante o rito de beatificação de Padre Pio – pode-se contemplar a imagem de Cristo sofredor e ressuscitado: “Seu corpo, marcado pelos “estigmas”, indicava a íntima ligação entre a morte e a ressurreição”.

“Não menos dolorosas e, humanamente, talvez ainda mais torturantes, – recordou o Papa na sua homilia – foram as provações que ele teve que suportar, por causa, – se assim pudermos dizer – dos seus carismas particulares”.

Para Padre Pio, “sofrer com Jesus” é um dom: “ao contemplar a cruz sobre os ombros de Jesus, sinto-me mais fortalecido e exulto com santa alegria” “Tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão – revelou – eu também sofro, indignamente, segundo as possibilidades de uma criatura humana”.

“Alívio do Sofrimento”

A vida do Padre Pio foi também reflexo de um incessante compromisso para aliviar as dores e as misérias de tantas famílias. Em 1956, foi inaugurada a “Casa Alívio do Sofrimento”, uma obra hospitalar de vanguarda. É a “pupila dos meus olhos”, afirmava o frade, que, por ocasião do seu discurso inaugural, acrescentou: “Esta é uma criatura que a Providência gerou, com a ajuda de vocês. Ei-la aqui! Admirem-na! Louvemos, juntos, ao Senhor Deus. Nesta terra foi plantada uma semente, que o Senhor fará germinar com os seus raios de amor”.

Morte do Padre Pio

Padre Pio faleceu na noite do dia 23 de setembro de 1968, com a idade de 81 anos. Em 16 de junho de 2002, foi proclamado Santo pelo Papa João Paulo II, que afirmou na sua homilia: “A vida e a missão do Padre Pio são um testemunho das dificuldades e dores, que, se aceitos por amor, se transformam em um caminho privilegiado de santidade, que se abre ainda mais rumo a perspectivas de um bem muito maior, aceitável somente pelo Senhor”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 19 set. 2023.

22 de setembro – Santos Maurício e Companheiros, soldados e mártires

Santos Maurício e Companheiros, soldados e mártires (© Diocese de Bergamo)

Maurício  e seus companheiros

O documento mais antigo sobre o martírio de Maurício e seus companheiros remonta a cerca de 450 d.C. e é a Passio escrita por Eucherio, bispo de Lyon. O texto estava acompanhado por uma carta na qual o bispo não apenas menciona as fontes das informações, mas também cita o Bispo Teodoro de Octodurum (+381), indicando-o como aquele que descobriu os corpos dos mártires e mandou construir uma basílica em Agaunum em sua honra. A partir do que se pode inferir da Passio, Maurício e seus companheiros faziam parte de uma legião que o imperador Herculiano havia transferido do Oriente para a Gália para perseguir os cristãos. Quando chegaram a Agaunum (cerca de sessenta milhas de Genebra), Maurício e seus companheiros se recusaram a continuar, pois eram eles próprios cristãos. Ao receber essa notícia, o Imperador ordenou o extermínio de toda a legião.

Ao cruzar dados históricos com os relatos da Passio, pode-se pensar que o evento ocorreu em 286. Embora haja incertezas sobre os eventos, é certo que a data de 22 de setembro já era celebrada como a festa de Maurício e seus companheiros desde o século IV. Em 1893, escavações realizadas em St-Maurice revelaram os restos de uma basílica primitiva do século IV. Além disso, temos um sermão do bispo São Avito de Vienne, pronunciado em 22 de setembro de 515 por ocasião da inauguração da abadia construída nas proximidades da basílica.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 18 set. 2023.

21 de setembro – Santa Efigênia

Santa Efigênia, Andrea Orcagna e Jacopo di Cione

Santa Efigênia era filha de Égipo e Eufenisa, reis de Núbia, um pequeno reino da Etiópia. Sabe-se pouco da sua vida. As notícias que chegaram até nós dizem que, oito anos depois da Ascensão de Jesus, quando o apóstolo Mateus e outros discípulos foram evangelizar a região de Núbia, não foram bem acolhidos. Somente a princesa Efigênia compreendeu que devia adorar um só Deus, rejeitando o paganismo.

Esforçou-se para difundir o Cristianismo

Diante da propagação do Cristianismo, os chefes pagãos – muito influentes na cidade – decidiram oferecer Efigênia em sacrifício. Ao aguardar o trágico momento, a Santa consagrou-se a Deus, único Criador. Enquanto preparavam a fogueira, foi incentivada por Mateus e sentiu o amor de Deus no seu coração. Quando as chamas estavam altas, Efigênia gritou e invocou o nome de Jesus. Os presentes testemunharam que desceu um Anjo do céu e livrou a princesa das mãos dos inimigos. Sendo salva, multiplicou seus esforços e zelo para converter o povo de Núbia ao cristianismo.

Protetora dos incêndios

Com o seu testemunho, a Santa se deparou com muitas resistências, entre as quais a do seu tio, Hirtaco. Ele procurou fazer com que Mateus convencesse Efigênia a casar-se com ele. Mateus não aceitou e, assim, – segundo algumas reconstruções, consideradas pouco críveis, – este motivo aplainou a estrada para o seu martírio.

Efigênia e seu irmão, Efrônio, tiveram que enfrentar um grande incêndio, provocado por Hirtaco. Mas, graças à ajuda do Senhor, sobreviveram, enquanto Hirtaco fugiu. Desta forma, o povo proclamou Efrônio como rei de Núbia, governando em paz, por setenta anos, sendo depois sucedido por seu filho.

Ao sentir-se aproximar o momento da sua morte, Efigênia recebeu os Sacramentos e aguardou a sua hora com serenidade e paz. Santa Efigênia é considerada “Libertadora de Núbia” e é invocada como protetora contra os incêndios. De fato, em quase todas as representações iconográficas, a Santa aparece segurando uma casa ou uma igreja em chamas.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 14 set. 2023.

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Por Mauro Nascimento