Catolicismo de maneira inclusiva

Categoria: Santo do dia (Página 20 de 75)

08 de janeiro – São Severino

No século V o império romano do Ocidente foi progressivamente submerso pelos invasores germânicos: visigodos, ostrogodos, vândalos, suevos, bargúndios, alamanos e francos. Na devastação geral só as autoridades cristãs constituíam ponto seguro para a sobrevivência. Esse é o contexto histórico em que se inserem a figura e a obra de São Severino, o apóstolo da Nórica.

É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência.

Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão. Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia e gozação, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados.

Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos dos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes.

Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia , (o 150): “Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor”.

Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica. Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde, pobre e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal.

Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 02 jan. 2024.

07 de janeiro – São Raimundo de Peñafort, presbítero dominicano, co-fundador dos mercedários

Raimundo nasceu em 1175, em Peñafort, Catalunha, em uma família rica e nobre. Estudou filosofia e retórica em Barcelona e, depois, transferiu-se para Bolonha, onde se formou em Direito Civil, tornando-se docente em Direito Canônico. Com o passar dos anos, o Bispo de Barcelona, Dom Berengário IV, em viagem à Itália, fez-lhe a proposta de ser professor no Seminário, que queria instituir na sua diocese. Assim, Raimundo retorna a Catalunha e, quatro anos mais tarde, em 1222, torna-se Dominicano. No ano seguinte, com a ajuda do futuro santo Pedro Nolasco, fundou a Ordem dos Mercedários, com o objetivo de resgatar os escravos cristãos, e escreveu um livro-guia para sacerdotes confessores.

Papa Gregório IX confia a Raimundo uma tarefa gravosa

Em 1238, seus coirmãos Dominicanos insistem para que se torne Mestre Geral da Ordem e Raimundo teve que aceitar. Era o terceiro Superior Geral da Ordem, depois de Domingos de Gusmão e Jordano da Saxônia.

Com seu novo cargo, começa a viajar, sempre a pé, visitando convento por convento por toda a Europa. Suas atividades o debilitaram e, já com setenta anos, foi obrigado a deixar o cargo e voltou a fazer o que mais gostava: rezar e estudar. Dedicou-se, de modo particular, à formação dos novos pregadores da Ordem Dominicana, que se propagava na Europa. Raimundo estava ciente de que, como missionários, seus coirmãos deveriam ser capazes de aproximar, atrair a atenção e convencer as pessoas, às quais deviam anunciar Jesus Cristo.

Logo, a Ordem devia providenciar todos os instrumentos culturais indispensáveis. Eram necessários, por exemplo, testes idôneos para o confronto com pessoas cultas de outras confissões. Por isso, ele se comprometeu em preparar seus coirmãos, pois era preciso também conhecer de perto a cultura daqueles, aos quais deveriam levar o Evangelho. Por isso, Raimundo instituiu uma escola de hebraico, em Múrcia, e uma de árabe, em Túnis.

Faleceu com a idade de 100 anos, em 6 de janeiro de 1275, em Barcelona. Dizem que, durante as suas exéquias, ocorreram muitos milagres.

Foi canonizado, em 1601, pelo Papa Clemente VIII. Seus restos mortais estão custodiados na catedral da capital da Catalunha.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 02 jan. 2024.

06 de janeiro – Solenidade da Epifania do Senhor

Epifania, em grego, significa “manifestação”. No Ocidente, comemora-se, neste dia, a visita dos Reis Magos: através deste acontecimento, o Senhor “se manifesta” aos pagãos e, portanto, ao mundo.

Nas Igrejas do Oriente, esta solenidade ressalta a “manifestação” trinitária, durante o Batismo de Jesus no Jordão. O ponto central do Dia de Natal é o nascimento do Menino Jesus; na Epifania, este Menino pobre e frágil é o Rei Messias, o Senhor do mundo. Com a Epifania cumpre-se a profecia de Isaías, que a liturgia escolheu como primeira leitura: “Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz!” (Is 60,1), como se quisesse dizer: não se feche, não desanime, não seja prisioneiro das suas “convicções”; não se desmoralize, reaja, “levante seu olhar“! Como os Reis Magos, olhe para “as estrelas” e encontrará “a estrela” que é Jesus.

Texto: (Mt 2, 1-12)“Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: “Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. A essa notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele… Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar ao lugar onde estava o Menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, encontraram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos de não voltarem a Herodes, tomaram outro caminho para voltar” (Mt 2, 1-12).

Reis Magos

Os Magos “levantam a cabeça” e partiram para aonde era lógico “encontrar” um rei, ou seja, em um palácio. A sua chegada, porém, cria confusão, tanto que Herodes convocou os sacerdotes e fariseus, peritos nas Escrituras. Eles “sabiam” que o Messias devia nascer em “Belém”, mas seu “conhecimento” não vai mais além. Não reagem, não têm experiência, permanecem inertes; não “se levantam”, mas preferem ficar tranquilos no conforto do palácio. Os Magos, ao invés, se puseram a caminho, vinham de longe: os sacerdotes e os fariseus estavam próximos ao acontecimento, mas ficaram bloqueados pela cegueira dos seus conhecimentos, pelas suas certezas, pelas suas posições privilegiadas… Parece que Deus se revela onde não se brilha, com luz própria, e onde não há holofotes da notoriedade.

Hesitação

Os Reis Magos puseram-se a caminho, seguindo a estrela. Mas, em um dado momento, não a veem mais, porque estavam certos de encontrar o rei no palácio: uma certeza que, momentaneamente, ofuscou a sua busca, a ponto de perderem o destino. Nestas alturas, caíram em si e aceitaram questionar-se, “converter-se”; assim, a estrela reapareceu e continuou a guiá-los rumo à meta. Este fato é bonito e importante, pois nos faz entender que o drama do homem não é cair ou errar, mas hesitar se render diante das quedas.

Como os Magos, que buscavam a verdade, às vezes ou quase sempre, corremos o risco de ficarmos ofuscados pelas nossas convicções, a ponto de perder o nosso caminho. Hoje, somos convidados a aprender não ter medo de questionar nossas certezas e conclusões, porque aquele que “busca”, realmente, sabe aceitar seus erros e retoma sua senda. Nossos corações têm grandes expectativas, têm fome e sede de justiça, verdade, alegria e esperança. Seguir a estrela é seguir nossos anseios mais elevados, nobres, justos, belos, que entram no coração e são capazes de animar a vida, retomar o caminho, enfrentando o cansaço, os riscos, as derrotas, como aconteceu com os Magos.

Encontro com o Menino Rei

Quando a busca é guiada pela verdade, então se pode encontrar o que se busca e até aprender de um “Menino envolvido em faixas e deitado em uma manjedoura” (Lc 2,12, Missa da Noite de Natal). Esta passagem é muito interessante, porém, não é possível “ir à busca” quem não tiver um coração puro, livre de interesses partidários e animado por sentimentos sinceros.

Herodes queria adorar o Menino, mas sabemos que este seu desejo era dissoluto: “Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos Magos… mandou massacrar todos os meninos” (cf. Mt 2,16); “Quem é, pois, este, de quem ouço tais coisas?… e procurava ocasião para vê-lo”… (Lc 9,9) porque estava curioso para saber sobre seus milagres. Tomado pelo medo e ambiguidade, prisioneiro do seu poder, Herodes não conseguia ver naquele Menino o que ele realmente era e se deixou dominar pelo temor de um concorrente perigoso.

Epifania: manifestação de Jesus aos corações

A Epifania não é só manifestação de Jesus, o Filho de Deus, mas toca os corações: o Salvador pode ser acolhido (como aconteceu com os pastores e Magos), mas também rejeitado (no caso de Herodes). Não devemos ignorar que, em cada um de nós, há  “magos”, e um “Herodes”. Uma parte de nós está sempre pronta a “pôr-se a caminho” para conhecer e entender, crescer e melhorar, ir além; mas temos também um Herodes, que está sempre pronto a destruir sonhos e esperanças, a cometer “massacres” dos nossos desejos de bem, beleza, justiça; ele não quer que encontremos “o Menino”, capaz de mudar a vida. Nossos magos ensinam-nos que a vida é um caminho, que deve ser trilhado como Jesus; nosso Herodes adula-nos e engana-nos dizendo que só o sucesso e o poder ajudam a viver.

Presentes

Ouro e incenso recordam os presentes que a Rainha de Sabá fez a Salomão, uma referência que também encontramos no Salmo. O ouro representa a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, sua humanidade: devemos saber que os corpos dos mortos eram aspergidos com esta substância. A luz da estrela leva sempre a um ato de adoração, a inclinar-se diante do mistério que se fez carne; leva a doar, ou melhor, a entregar-se totalmente. É precisamente a “doação de si” que impede muitos de se deixarem atrair por Jesus, causando medo em muitos de perder o poder, conforto, segurança, privilégios; impede também uma mudança de vida e a conversão.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 02 jan. 2024.

05 de janeiro – São João Nepomuceno

Em 1836, um jovem seminarista chamado João Neumann chegou aos EUA proveniente da Boêmia, sua pátria. Deixou a família na calada da noite para se tornar missionário na América. Seu único objetivo era levar o amor de Deus às almas esquecidas e abandonadas. Tornou-se Redentorista em 1842, e em 1852, na idade de 41 anos, foi nomeado 4º  bispo de Filadélfia. Nos oito breves anos antes de sua morte, Neumann construiu cerca de 90 igrejas, fundou o sistema nacional de escolas paroquiais, estabeleceu diversas ordens religiosas, e defendeu a fé católica, num ambiente hostil.

Santo João Nepomuceno Neuman foi fundador da congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco e é o primeiro santo dos Estados Unidos.

João Nepomuceno nasceu na Boêmia, atual Eslováquia, no dia 28 de março de 1811, filho de Felipe Neumann e Agnes Lebis. Frequentou a escola em sua cidade natal e entrou para o seminário em 1831. Era autodidata, por isto, sua educação acadêmica foi aprimorada com o domínio e fluência de vários idiomas.

João completou a preparação para o sacerdócio em 1835. Desejava ser padre logo, porém o bispo suspendeu as ordenações, pelo excesso de padres nas dioceses da Boêmia. Mas João não desistiu. Aprendeu inglês trabalhando, e escreveu aos bispos dos Estados Unidos. A resposta veio do bispo de Nova Iorque. João abandonou a família e cruzou o oceano para ser sacerdote, atendendo ao chamado de Deus, numa terra nova e distante.

A diocese nova-iorquina possuía apenas três dúzias de padres para mais de duzentos mil católicos. Padre João recebeu uma paróquia onde a igreja não tinha torre e o chão era de terra. Mas isso não o preocupava muito, pois ele passava o seu tempo visitando doentes, ensinando e evangelizando.

Padre João tinha a intenção de participar de uma congregação, por isto procurou padres redentoristas, que se dedicavam aos pobres e abandonados. Foi aceito e ingressou na Congregação e se tornou o primeiro padre ordenado no novo continente a professar as Regras dos redentoristas na América, em 1842. Sua fluência de idiomas o qualificou para o trabalho na sociedade americana composta de muitas línguas, no século dezenove.

Em 1847 foi eleito pela Congregação o superior geral dos redentoristas nos Estados Unidos. João ocupou o cargo durante dois anos, quando a fundação americana passava por um período difícil de adaptação. Deixou a função com os padres redentoristas bem preparados para serem uma congregação autônoma, o que ocorreu em 1850.

O Padre Neumann foi nomeado Bispo de Filadélfia em 1852. Sua diocese era muito grande e se desenvolvia com muita rapidez. Por isto, decidiu introduzir no país a educação católica. Organizou um sistema diocesano de escolas católicas, fundou a congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco para ensinarem nas escolas, que na sua diocese em pouco tempo duplicaram. Padre João construiu mais de oitenta igrejas durante o seu bispado, dentre elas iniciou a catedral de São Pedro e São Paulo.

Padre João Neumann era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas sempre se manteve muito ativo. Além das obrigações pastorais, achou tempo para a atividade literária. Ele escreveu inúmeros artigos em revistas e jornais católicos; publicou dois catecismos e uma história da Bíblia para as escolas.

Ele morreu de repente enquanto caminhava pela rua de sua cidade episcopal. Era 5 de janeiro de 1860. O papa Paulo VI o beatificou em 1963 e foi canonizado pelo mesmo papa no dia 17 de junho de 1977, em Roma. Na cerimônia, assistida por uma multidão de fiéis americanos que fizeram a mesma rota marítima do Santo João Nepomuceno Neumann, só que em sentido inverso, o Papa decretou o dia 5 de janeiro para seu culto litúrgico.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 02 jan. 2024.

04 de janeiro – Santa Ângela de Folinho, religiosa franciscana

Santa Ângela, Santuário de Folinho

“O meu lugar é no céu”

Este seu desejo sempre acompanhou a existência de Ângela de Foligno: desde os anos da sua juventude, caracterizados por uma conduta de vida mundana e por uma aparente indiferença em relação a Deus, até àqueles sucessivos de maturidade espiritual, quando entendeu que, para melhor servir e se assemelhar ao Senhor, devia viver a santidade na concretude da vida diária.

Ângela nasceu em Foligno, Itália, em 4 de janeiro de 1248, em uma família opulenta. Muito cedo, ficou órfã de pai e recebeu da mãe uma educação superficial, que a levou a viver sua juventude distante da fé. Bela, inteligente e amorosa, casou-se com um famoso habitante da cidade, com o qual teve diversos filhos.

Medo do inferno e conversão

Sua leviandade e negligência na juventude foram alteradas, ao longo de poucos anos, devido a uma série de acontecimentos: um violento terremoto de 1279, um furacão impetuoso e uma longa guerra contra Perugia levaram-na a questionar-se sobre a precariedade da vida e a temer o inferno. Tudo isso levou a suscitar nela o desejo de aproximar-se do sacramento da Penitência. Porém, – segundo as crônicas, – “o escrúpulo lhe impediu de fazer uma confissão completa e, por isso, permaneceu na aflição”. Na oração, obteve de São Francisco de Assis a garantia de que logo teria descoberto a misericórdia de Deus.

Encontro com a misericórdia divina

Ângela voltou a confessar-se e, esta vez, reconciliou-se plenamente com Deus. Aos 37 anos de idade, apesar da hostilidade dos familiares, começou seu itinerário de conversão sob o signo da penitência, renunciando à suas coisas, aos bens e a si mesma.

Após a morte prematura da mãe, do marido e dos filhos, Ângela vendeu todos os seus bens e distribuiu o dinheiro aos pobres; foi em peregrinação a Assis, nas pegadas do Pobrezinho e, em 1291, entrou para a Ordem Terceira de São Francisco, onde foi confiada à direção espiritual de Frei Arnaldo, parente e conterrâneo, que, depois, se tornou seu biógrafo e autor do famoso “Memorial”.

Neste texto, as etapas da sua vocação e dos constantes êxtases e experiências místicas, – culminadas na impossibilidade inabitável da Santíssima Trindade na sua alma – foram divididas em trinta “passos”: “Tive uma grande visão – contou ao seu confessor sobre a visão do Deus Trino – uma majestade imensa, que nem sei dizer, mas parecia conter todo bem. […] Quando a visão desapareceu, comecei a gritar, em alta voz […] Amor desconhecido, por que me deixais?”.

Seu temor, desde a juventude, de ser condenada, deixou espaço à certeza de não poder se salvar pelos próprios méritos, mas, com espírito arrependido, por meio do infinito amor misericordioso de Deus.

Assiduidade na oração e zelo pelos últimos

Além da sua constante oração, sobretudo através da adoração Eucarística, a jovem de Foligno sempre se dedicou às atividades caritativas, assistindo com ternura os últimos, os leprosos e os enfermos, nos quais via Jesus Crucificado.

Conhecida, ainda em vida, como Magistra Theologorum, promoveu o aprofundamento da teologia com base na Palavra de Deus, na obediência à Igreja e na experiência pessoal do divino, nas suas manifestações mais íntimas.

Maternidade espiritual fecunda

Envolvendo-se com paixão nas controversas que dilaceravam a Ordem franciscana, Ângela atraiu em torno de si um cenáculo de filhos espirituais, que viam nela uma guia e uma verdadeira mestra da fé. Por isso, a sua figura encarna um dos modelos do gênio feminino na Igreja.

Antes da sua morte, ocorrida no dia 4 de janeiro de 1309, foi-lhe atribuído pelo povo, de modo informal, o título de Santa. Em 9 de outubro de 2013, o Papa Francisco realizou o que seus predecessores haviam iniciado, canonizando Ângela de Foligno por equipolência.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 02 jan. 2024.

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Por Mauro Nascimento