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Catolicismo de maneira inclusiva

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10 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“Acreditar que a nossa vida não é melhor ou pior do que a de ninguém. Nunca sentir-se maior ou menor, mas igual. Fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade. Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela. Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma maneira de buscar a felicidade. Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade. Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade. Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue. Tenha fé, acredite em Deus! Viva cada momento de sua vida como se fosse o último. Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade. Mesmo sofrendo, sofra amando. Pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade.”

Monsenhor André Sampaio

09 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“A fé cega, aquela apoiada apenas no afã ardoroso de tudo conseguirmos pela intercessão milagrosa de algum ente divino, embora oriunda do respeito à divindade, precisa da ação. Não devemos esperar que tudo nos caia de ‘graça’. Devemos ir à luta imbuídos de que venceremos, mesmo que, a princípio, nossas ações se mostrem fadadas ao fracasso. Não é pedirmos e nos fecharmos em nós mesmos, deixando a cargo de Deus a execução de tudo que sonhamos e queremos para nós.”

Monsenhor André Sampaio

09 de setembro – São Pedro Claver, presbítero jesuíta, apóstolo entre os negros deportados

São Pedro Claver (© Compagnia di Gesù)

“O que posso fazer para amar de verdade o Senhor? O que devo fazer para que Ele goste de mim? Ele me inspira a ser todo seu, mas não sei como fazer.” Estas perguntas Pedro Claver, estudante de filosofia em Palma de Maiorca, nas Ilhas Baleares, fazia ao porteiro do convento dos Jesuítas, Alfonso Rodriguez. Este, depois de rezar muito, exortou o jovem a sair e a evangelizar as colônias espanholas no continente americano.

Da Catalunha à Colômbia

Pedro nasceu em Verdú, na Catalunha, em 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre. Fez o noviciado em Tarragona, os estudos filosóficos em Palma de Maiorca e iniciou os teológicos em Barcelona. Ele ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia. O jovem desembarcou em Cartagena, em 1610, e foi ordenado sacerdote, em 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, em um período de forte tráfico.

A escolha dos últimos

Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre “Aethiopum semper servus“; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas, – onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra, – transformaram-se em campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos, apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto; despertava em cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas; curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome; aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros 18 intérpretes para instruir os escravos. Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

Morte no abandono e na contemplação

Em 1650, foi acometido pela peste. Sobreviveu, mas, pelo resto da vida, não pode mais trabalhar. Transcorreu os últimos quatro anos da sua existência terrena imobilizado em uma enfermaria do convento. O homem, que foi a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de tantas desventuras, foi completamente esquecido por todos, transcorrendo o tempo em oração.

Pedro Claver morreu em 8 de setembro de 1654, na Colômbia. Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, em 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 06 mai. 2024.

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Por Mauro Nascimento