Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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13 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“A fé é um dom dado por Deus para que através dela possamos viver uma verdadeira vida como filhos (as) amados por Deus e por ela chegar à plenitude do reino de Deus. Uma pessoa de fé, é como alguém que constrói sua casa sobre a rocha, vem a chuva, as tempestades mas a casa não cai porque está bem firme, sustentada por uma rocha inabalável.”

Monsenhor André Sampaio

13 de setembro – São João Crisóstomo, bispo e doutor da igreja

São João Crisóstomo, século XVII (© Musei Vaticani)

Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. O famoso reitor Libônio, seu professor, que via no jovem seu sucessor natural. No entanto, ficou desapontado quando aquele estudante promissor preferiu o fascínio da fé ao da retórica, “se os cristãos não me o tivessem roubado”, exclamou!

Na verdade, João foi “roubado” pela atração que nutria pelas palavras sagradas, que estudava com atenção no círculo de amizades de Diodoro, futuro bispo de Tarso. Precisamente São Paulo foi um dos seus favoritos, ao qual dedicou inúmeros pensamentos e escritos.

Porém, toda a Bíblia, com seus ensinamentos, deixou um profundo sulco naquele jovem de Antioquia, que estava para se tornar faca de dois gumes no Oriente cristão do século V, justamente pelos seus talentos prodigiosos.

Espírito não ventre

O bispo Fabiano o ordenou sacerdote, mas, desde o período de diaconato, João demonstrava claramente que a sua capacidade de falar das Escrituras ao povo era fora do comum.

Antes desta fase de vida, o jovem também fez a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais, os dois últimos, em uma caverna. Esta experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

João Crisóstomo pregava o amor concreto aos irmãos mais pobres; chamava a atenção dos monges para as obras de caridade e a se desapegarem do dinheiro; exortava os leigos a evitar a teia de aranha da devassidão. Enfim, dava mais espaço ao espírito e menos à carne.

João foi um moralista, no sentido positivo do termo, em uma época em que, extrair dos provérbios bíblicos normas de comportamento coerentes com a vida de um batizado, era bastante normal.

Patriarca incômodo

Em 397, quando tinha 50 anos, deu-se a grande mudança! João Crisóstomo estava em Constantinopla para suceder o Patriarca Nectário. Mudou sua função, teve maior visibilidade e proximidade da corte. Mas, quem não mudou nada foi João. Aquele que combatia a corrupção – que lotava os palácios do poder bizantino – continuou fiel ao seu estilo. As pessoas o amavam por isso, diziam seus contemporâneos.

Quem começou a detestá-lo, cada vez mais abertamente, era a nobreza e o clero, apegados aos privilégios, mas também por culpa daquele homem que, ao invés de se alinhar com os companheiros do grupo, do qual fazia parte, lançava frechadas com sua língua impetuosa. A indolência e os vícios, sobretudo dos que usavam batina, eram seus alvos favoritos.

Às palavras, seguiram os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos era exagerado demais e, contra um homem, que no fundo era mais ingênuo que astuto, começa a série de intrigas.

“Boca de ouro”

O partido contra João foi liderado pelo Patriarca de Alexandria, Teófilo, e a Imperatriz Eudóxia. Em sua ausência, convocaram um sínodo, que obrigou João ao exílio. Era o ano 403.

Mas, a sua remoção não durou muito. Por furor popular, João Crisóstomo voltou para Constantinopla, porém, seus adversários relançaram o desafio.

Em 9 de junho de 404, uma nova condenação o afastou do centro do Império. O antigo eremita deparou-se com uma solidão forçada.

João “boca de ouro”, como foi apelidado mais tarde, faleceu em 407, em Comana, no Ponto, durante um dos muitos exílios obrigatórios.

Ao longo dos séculos, a sabedoria de um homem e sacerdote, corroborada por centenas de escritos, demonstrou que “em todas as coisas” deve ser dada “glória a Deus”!

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 set. 2023.

12 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“Quando despertarmos para as realidades da vida e para o fato de que é através das dificuldades que somos impelidos à fé verdadeira – já que ela se fortalece justamente nas maiores aflições – nos impregnaremos de confiança sincera e veremos que os problemas, por maiores que nos pareçam, certamente serão solucionados; e, se a solução não é a mais propícia para nós naquele momento, pode mais tarde apresentar-se de outra forma, trazendo-nos a compreensão de sua finalidade em nossa vida.”

Monsenhor André Sampaio

12 de setembro – São Guido de Brabante

Guido nasceu em Anderlecht, na região de Brabant, no seio de uma família camponesa pobre: a pobreza sempre foi a escolha do seu estilo de vida, que o acompanhou por milhares de quilômetros. Privando-se de tudo pelos outros, foi, com razão, considerado o precursor de São Francisco de Assis, a ponto de ser denominado “o pobre de Anderlecht”. Canonizado em 1112, um século após a sua morte, caiu no esquecimento, por muito tempo, mas os prodígios, que se realizavam em torno do seu túmulo, recordam ao mundo a importância da sua figura.

De sacerdote a sacristão

Guido não tinha muito para si, mas o pouco que tinha o dava aos pobres. Em sua família de camponeses, sentia-se inútil. Por isso, deixou logo seus queridos para pôr-se a serviço de um sacerdote, na igreja de Mariansee, em Laken, não muito distante de Bruxelas. Ali, em contínuo contato com a pobreza e as necessidades humanas mais essenciais, decidiu abrir uma atividade comercial, não para seu ganho pessoal, mas para instituir um fundo, cuja renda seria destinada totalmente aos pobres da cidade. Mas, aquela não era a estrada que o Senhor havia escolhido para ele: Guido percebeu isso, quando o primeiro navio armado naufragou no porto fluvial de Bruxelas. Assim, deixou tudo e se vestiu com o hábito de peregrino.

Em viagem com o alforje

Por sete anos, Guido viajou pelas estradas da Europa, indo bem mais além. Durante suas viagens, dedicou-se à evangelização e a levar Jesus a todos os que encontrava, mas também dando pão aos famintos. Muitas vezes e de bom grado até se privava do necessário, enchendo sua de terra, para não mostrar a sua indigência; porém, o Senhor o recompensava, enchendo-a novamente de pão. Assim, em suas viagens, visitava os maiores santuários do cristianismo, chegando até à Terra Santa, como fez o Pobrezinho de Assis, dois séculos depois. Ao regressar, passou por Roma, onde encontrou o decano de Anderlecht, que, em seu leito de morte, o encarregou de continuar a anunciar a Boa Nova. De volta para casa, Guido chegou cansado e doente. Pouco tempo depois, voltou para a Casa do Pai. Hoje, seus restos mortais descansam na igreja Colegiada da cidade.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 set. 2023.

11 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“O ser humano que não tiver virtude própria sempre invejará a virtude dos outros. A razão disso é que a alma humana se nutre do bem próprio ou do mal alheio, e aquela que carece de um, aspira a obter o outro, e aquele que está longe de esperar obter méritos de outrem, procurará se nivelar com ele, destruindo a sua fortuna. As pessoas que são curiosas e indiscretas são geralmente invejosas; porque conhecer muito a respeito da vida alheia não pode resultar do que concerne os próprios negócios. Isso deve provir, portanto, de tomar uma espécie de prazer teatral a admirar a fortuna dos outros. Aliás, quem não se ocupa senão dos próprios negócios não encontra matéria para inveja. Porque a inveja é uma paixão preguiçosa, isto é, passeia pelas ruas e não fica em casa.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento