Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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Katholikós – Catholicus

O adjetivo católico possui uma complexa etimologia, envolvida num emaranhado de significados, fruto de uma longa história. Do grego katholikós, a palavra católico é a junção de dois termos gregos kata (sobre – junto) e holos (inteiro, todo, total). A tradução corrente para o português é universal, que abrange tudo, que reúne todos. Portanto, católico designa aquilo que tem vocação de universalidade, que é universal. Curioso notar que Aristóteles, no século IV aC, usava este termo para designar as proposições universais, enquanto Zenão de Eléia também escreve sobre os universais designando-os como católicos.

Na tradição cristã o termo católico foi utilizado pela primeira vez para descrever a igreja cristã no início do século II, quando Inácio de Antioquia escreve sua Epístola aos Esmirniotas (110 dC). Nesta epístola aparece a expressão ‘a igreja católica’, querendo designar a Igreja como Reino de Deus que abarca a todos. Depois disso, Cirilo de Alexandria, em suas Palestras Catequéticas (350 dC) e Teodósio I no Edictum de Fide Catholica (380 dC) também usaram a mesma expressão, sendo este último para estabelecer o cristianismo católico como a religião oficial do Império Romano.

Fonte:

<https://faculdadejesuita.edu.br/wp-content/uploads/2021/12/Palavra-do-reitor-Abril-2022.docx.pdf>. Acesso em: 20 set. 2023.

A simbiose entre humanos e inteligência artificial: uma reflexão

“Nenhuma pessoa é melhor do que uma inteligência artificial. Mas nenhuma inteligência artificial é melhor do que uma pessoa, usando a inteligência artificial” (Helberth Costa – especialista em tecnologia).

Vivemos em uma era onde a tecnologia, especialmente a inteligência artificial (IA), está transformando rapidamente nosso mundo. Muitas vezes, surge o debate sobre se as máquinas podem superar os humanos em diversas áreas. No entanto, esta reflexão propõe que nenhuma pessoa é melhor do que uma IA, mas, ao mesmo tempo, nenhuma IA é superior a uma pessoa que a utiliza com sabedoria. Vamos explorar essa simbiose entre humanos e IA.

A IA demonstrou seu valor em tarefas complexas, como diagnóstico médico, previsões meteorológicas precisas e até mesmo na criação de obras de arte. Sua capacidade de processar grandes volumes de dados e aprender com eles é incomparável, tornando-a indispensável em muitos setores.

Enquanto a IA brilha em tarefas específicas e repetitivas, os seres humanos possuem habilidades únicas, como empatia, criatividade e pensamento crítico. Essas características humanas não podem ser replicadas por máquinas, e são essenciais em áreas como a tomada de decisões éticas e o desenvolvimento de soluções inovadoras.

A verdadeira força emerge quando humanos e IA colaboram. Os humanos podem fornecer a visão, os valores e a compreensão contextual necessários para direcionar a IA de maneira ética e eficaz. Ao mesmo tempo, a IA pode potencializar as habilidades humanas, automatizando tarefas rotineiras e fornecendo insights valiosos com base em dados.

Essa simbiose, no entanto, não está isenta de desafios éticos. É crucial garantir que a IA seja usada de maneira responsável, evitando a discriminação algorítmica e a perda de empregos sem a devida transição.

Nenhuma pessoa é melhor do que uma IA em tarefas específicas, assim como nenhuma IA é melhor do que uma pessoa que a guia com sabedoria. A verdadeira excelência emerge quando humanos e IA se unem, aproveitando as vantagens únicas de ambos. A chave reside em usar a tecnologia com responsabilidade e ética, para que possamos colher os benefícios dessa simbiose e moldar um futuro melhor para todos.

Mauro Nascimento 

20 de setembro – Santos André Kim Tae-gon, presbítero, e Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártires coreanos

A Igreja coreana foi fundada por leigos: eis a peculiaridade que a distingue das demais Igrejas. Segundo o Missal Romano, o Espírito sopra onde quer. Por isso, naquela estreita península, na extremidade oriental do mundo, o mesmo Espírito inspirou o coração de alguns homens, que abriram suas almas à nova fé, transmitida pelas delegações eclesiásticas chinesas, que visitavam a Coreia, anualmente, desde o início do século XVII.

Uma Igreja “entrante”

Todos os anos, um grupo de sacerdotes chineses de Pequim visitava a Coreia, para levar a fé àqueles povos. Eles levavam consigo um livro do Padre Matteo Ricci, intitulado: “verdadeira Doutrina de Deus”. Um leigo, Lee Byeok, ficou encantado com aquelas páginas do grande missionário Jesuíta, a ponto de aderir à nova fé e fundar a primeira comunidade cristã no país. Tal comunidade permanecia ativa, mesmo na ausência daqueles sacerdotes, que, antes de voltarem para o seu país, a China, administravam o Batismo aos fiéis da localidade.

Transcorria o ano de 1780. Com o passar do tempo, os sacerdotes iam à Coreia e levavam consigo escritos religiosos e livros apropriados para aprofundar a fé. No entanto, a comunidade nascente, cada vez mais fecunda e prometedora, começou a pedir a Pequim para mandar mais missionários às suas terras e foi atendida. O Padre Chu-mun-mo chegou à Coréia e, assim, tiveram início as celebrações litúrgicas.

Início das perseguições

Entretanto, a prosperidade da fé da nova comunidade não passou despercebida. O governo coreano não via com bons olhos o novo culto, que levou ao país novos ritos, bem diferentes dos tradicionais. Assim, em 1802, foi promulgado um édito estatal, que não proibia apenas a crença cristã, mas também mandava exterminar os cristãos. O primeiro a ser assassinado foi o único sacerdote chinês. Mas, em 1837, chegaram mais dois, acompanhados por um Bispo, pertencentes às Missões Estrangeiras de Paris, embora houvesse ainda perseguições. Por isso, dois anos depois, os três missionários foram martirizados. Não obstante, outros sacerdotes e Bispos intrépidos conseguiram entrar às ocultas na Coréia, apesar das proibições e perseguições, que continuaram até 1882, ano em que a liberdade religiosa foi decretada.

André Kim Taegon, primeiro sacerdote mártir da Coreia

André foi um dos primeiros sacerdotes coreanos, nascidos e criados no país: nasceu em 1821, em uma família convertida e muito fervorosa, tanto que seu pai transformou sua casa em igreja doméstica, onde se reuniam muitos fiéis para ser batizados. André respirava a fé, desde criança, e conheceu de perto o martírio precoce com a morte do seu pai, assassinado aos 44 anos. Tais episódios, porém, fortaleceram ainda mais a sua fé, a ponto de ir a Macau para receber a ordenação sacerdotal. Ao regressar à Coreia como diácono, em 1844, favoreceu, às ocultas, a entrada no país do Bispo Ferréol. Juntos, trabalharam como missionários, sempre em segredo, apesar do eterno clima de perseguição. André, de modo particular, conhecendo os costumes e a mentalidade locais, obteve resultados extraordinários em seu apostolado, até quando foi descoberto e preso, por tentar enviar documentações e testemunhos para a Europa. Padre André Kim Taegon foi martirizado em 16 de setembro de 1846.

Paulo Chong Hasang, catequista peregrino

A história de Paulo é a de um herói da fé, pois, ainda jovem, presenciou ao martírio de metade da sua família. Paulo Chong, natural de Mahyan, nasceu em 1795; foi preso, com sua mãe e irmã, e privado de todos os seus bens. Ao readquirir a sua liberdade, sua fé ficou mais forte do que nunca; transferiu-se para Seul, onde se uniu à comunidade cristã local, com a qual trabalhou muito, obtendo novas conversões. Sozinho e a pé, apesar das enormes dificuldades, fez pelo menos 15 peregrinações à China, comprometendo-se para levar sacerdotes e missionários às terras coreanas de Pequim. Hospedado na casa do Bispo francês de Imbert, que ajudou a entrar na Coréia, recebeu o convite para ser sacerdote. Porém, Paulo foi preso, durante as perseguições anticristãs, e martirizado em 22 de setembro de 1839.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 14 set. 2023.

20 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“A vida é uma escola, e como tal nos fornece todos os dias novas experiências e desafios que auxiliam o nosso crescimento humano e espiritual. Entretanto, algumas lições são mais difíceis do que outras: é a doença que se instaura; o emprego que perdemos; a dor de alguém que nos é caro. Nestes momentos, o peso das dificuldades pode parecer além do suportável e o desânimo se instaurar no coração. Não esqueçamos, porém, de que nem mesmo uma folha cai de uma árvore sem que Deus permita, e que nenhum sofrimento é eterno. Tenhamos ânimo, pois Deus está sempre ao nosso lado – seja através dos amigos e familiares que nos acompanham, ou da palavra de conforto vinda de um pessoa estranha. Ore, vigie e confie que o amanhã será melhor do que o hoje.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento