Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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06 de novembro – Monsenhor André Sampaio

“Há pessoas que infelizmente só têm olhos para si mesmas. Só elas têm problemas, somente elas sofrem. São as vitimas eternas. Todos estão errados e só elas estão certas. Todos são felizes e para elas só sobra a infelicidade. São pessoas que tem por hábito reclamar de tudo e de todos sempre. Para elas não existe dia bom. Se você se encaixa nestas características, pare um pouco e olhe ao redor. Comece a ver a vida de outras pessoas à sua volta. Olhe e verá que muitas vezes você estará reclamando de uma unha encravada, enquanto o outro perdeu uma perna. Você estará reclamando dos familiares e dos amigos e ao seu lado existe alguém solitário, sem parentes nem amigos para lhe dizer palavras de carinho e conforto, para dividir uma alegria ou uma dor. Quando reclamar da refeição que lhe é servida, muitas vezes feita com tanto carinho por um familiar, olhe ao redor e verá pessoas que não tem sequer um pedaço de pão velho para se alimentar, muito menos alguém para servi-los. Você reclama do automóvel que possui e que o conduz para onde deseja ir, facilitando sua vida, enquanto muitos não têm condições sequer de se locomover, presos a um leito de dor. Reclamamos demais, agradecemos de menos. Que tal olharmos ao redor antes de reclamar de tudo e de todos? Que tal sermos mais agradecidos pelas bênçãos que nos são concedidas em todos os instantes, pelo nosso Pai Celestial? A ingratidão é filha do orgulho!”

Monsenhor André Sampaio 

05 de novembro – Monsenhor André Sampaio

“A harmonia plena ainda constitui um sonho distante de qualquer organização humana. Os homens guardam grandes diferenças entre si e diversos fatores induzem as distintas formas de entender e viver a vida. A educação recebida no lar, as experiências profissionais e afetivas, os professores e os amigos. Todos esses elementos contribuem para a singularidade da personalidade humana. A diversidade produz a riqueza.

Se todos os homens pensassem do mesmo modo, o marasmo e a mesmice tomariam conta do mundo. Uma assembléia ou equipe composta de forma heterogênea possui grande potencial. Ocorre que conviver em harmonia com o diferente pressupõe maturidade. Em qualquer gênero de relacionamento humano, é necessário respeitar o próximo. Mas é preciso também manter o foco em um objetivo maior.

Toda associação humana possui uma finalidade. No âmbito profissional, busca-se o crescimento da empresa na qual se participa. Na esfera familiar, colima-se a educação e o preparo de seus membros para a vida, em um contexto de dignidade. Em uma associação filantrópica, tem-se por meta a prática do bem. A noção clara do objetivo que se persegue facilita a convivência.

O fato de alguém discordar de suas ideias não significa que esteja contra você. O relevante é verificar qual o modo mais eficiente de atingir a meta almejada pelo grupo. A convivência humana raramente deixa de produzir algum atrito, mas é preciso saber calar a discórdia.

Se o embate de ideias e posições não é ruim, a agressividade e o radicalismo sempre o são. Pense sobre as instituições que você integra. Sua presença em tais ambientes visa ao interesse coletivo, ou à exaltação de seu ego? É melhor afastar-se delas do que, por mesquinharia, ser causa de desestabilização e brigas.

Mas o ideal é aprender a sacrificar seu interesse pessoal em prol de uma causa maior. Se uma controvérsia surge, reflita com serenidade sobre os pontos de vista envolvidos. Caso sua posição não seja defensável, abdique dela. Procure ser um elemento pacificador nos meios em que se movimenta. Há pouca coisa tão cansativa quanto um altercador contumaz.

Certas posturas são toleráveis apenas em pessoas muito jovens. Na maturidade, a rebeldia e a vaidade sistemáticas são ridículas. Não canse seus semelhantes, com posições inflexíveis e injustificáveis. Aprenda a ceder e a compatibilizar, quando isso não comprometer sua honestidade e sua ética. De que lhe adianta vencer um debate, se a causa que você defende sofre com isso?

O homem sábio identifica quando deve avançar e quando deve recuar. Mas sempre o faz de forma sincera e digna. De nada adianta afetar concordância e semear a discórdia nos bastidores. A dissimulação e a intriga são indignas de uma pessoa honrada.

Reflita sobre isso, quando se vir envolvido em debates e contendas. Quando se engajar em uma causa, sirva-a com desinteresse. Jamais se permita servir-se dela para aparecer, mas principalmente nunca a prejudique por radicalismo e imaturidade.”

Monsenhor André Sampaio

05 de novembro – Santos Zacarias e Isabel

O Martirológio Romano faz hoje memória da veneração aos pais de São João Batista, elogiados no próprio Evangelho: “Ambos eram justos diante de Deus e caminhavam irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordens do Senhor” (Lc 1,6).

O Evangelho de São Lucas relata que havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Zacarias e Isabel eram um casal de idosos e infelizmente Isabel era estéril. Mas, como tudo nesta vida, a divina Providência permitiu esta limitação – vista como castigo de Deus na cultura judaica – para dela tirar um bem muito maior, e com ele o reconhecimento de Isabel: o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e lhe disse que sua mulher teria um filho, o qual seria chamado de João. Zacarias inicialmente se manteve incrédulo e para que pudesse crer precisou de um sinal: ele ficou mudo até o nascimento do filho.

O casal recebeu ainda a graça da visita de Nossa Senhora, que “com pressa” foi auxiliar Isabel durante a sua gravidez. Desta santa visita vieram as inspirações para as palavras de Santa Isabel à Virgem, nas quais está incluído um trecho da oração universal Ave Maria (“…bendita és Tu entre as mulheres, e bendito é o Fruto do Teu seio…”) e a resposta de Maria, o hino Magnificat (“Minha alma engrandece o Senhor…”), oração especialíssima utilizada na Liturgia e fonte de meditação profunda e necessária para os católicos (cf. Lc 1,39-56).

Fonte: A12. Acesso em: 03 nov. 2023.

04 de novembro – Monsenhor André Sampaio

É NOVEMBRO QUE CHEGA! 

“O calendário muda, mas Deus continua o mesmo. Ele continua nos abençoando, protegendo e cuidando. Ele sabe o que faz, é onisciente, Ele sabe o que somos e do que precisamos. Ele sabe até aonde vai o nosso limite, e conhece perfeitamente o tamanho da nossa fé. Confiemos na Providência Divina! E lembre-se que Novembro é uma página em branco esperando que você pegue a caneta da vida para escrever belos dias sob a bênção de Deus. Você é a única pessoa capaz de tornar este mês inesquecível.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento