Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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01 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“Na caminhada da vida, sempre há muitos desafios, surpresas, tristezas e alegrias. A vida é feita assim… As vezes nos deparamos com situações que nos aflingem, nos fazem sentir, e até mesmo chorar… Mais saiba por certo, que a cada momento da vida, cada lágrima caída, cada sorriso dado, estará tudo anotado no diário de Deus… E pode ter certeza que em nenhum segundo, ele esqueceu de anotar. Anotou suas lutas, seus choros, mais com um detalhe, ele não esqueceu de anotar o dia de sua vitória! Não desista de seus projetos e sonhos, porque mesmo antes de eles serem projetados por você, já foram projetados e anotados por Deus! Eu Acredito!”

Monsenhor André Sampaio

01 de dezembro – São Charles de Foucauld

Imagem: Vatican News

Um jovem rico

Charles de Foucauld (1858-1916), jovem rico aristocrata francês que perdeu os pais quando criança e a fé na adolescência, é um jovem cadete da prestigiosa academia militar de Saint-Cyr que aproveita a vida intensamente. Ou talvez, de uma forma não muito diferente daquele jovem rico que corre a Jesus para lhe perguntar o que fazer para herdar a vida eterna (cf. Mc 10,17-22), sente um vazio inexplicável que tenta preencher com os prazeres do mundo. Um colega de classe recorda: “Se nunca vistes Foucauld nesta sala, deitado indolente em uma confortável poltrona enquanto saboreia um gostoso lanche de paté de fois gras, acompanhado por um bom champanhe, então nunca vistes um homem que goza a vida”.

Depois de receber o diploma, Charles embarca em uma missão militar e em uma expedição geográfica para a Argélia. Lá, no vasto silêncio do deserto, entre nômades cujo estilo de vida é tão diferente do seu, começa a se fazer sentir aquele vazio que o jovem soldado tentara preencher com os bens deste mundo. Nele surge então uma pergunta silenciosa, e começa a rezar: “Meu Deus, se é verdade que você existe, deixe-me conhecê-lo”.

  “Vai… vende tudo… vem”

Em 1886, de volta à França, o jovem de 28 anos confidencia seu tormento interior a um sacerdote, que sugere que se confesse – o que ele faz. Vem a fé – e com ela, os pedidos. “Vai… vende tudo… vem”: o mesmo disse Jesus ao jovem do Evangelho, a quem olha com amor. Charles sente o olhar de Jesus pousar sobre ele da mesma forma inesperada e imprevisível como aconteceu com aquele outro jovem rico cerca de 2.000 anos antes. Ele sabe que é chamado a responder a esse amor com a vida.

Mas neste ponto as histórias destes dois jovens ricos se separam: de fato, o jovem do Evangelho vai embora triste, incapaz de se desfazer de seus bens. Em vez disso, Charles escreve: “No momento em que comecei a acreditar que existe um Deus, entendi que não poderia fazer outra coisa senão viver somente para Ele”. Vai, portanto, vende e vai – primeiro para mosteiros trapistas na França e na Síria. Após completar seus estudos para o sacerdócio e receber a ordenação na França, ele sente o chamado para retornar ao deserto. No Saara, ele vive a vida simples e austera de um eremita entre os nômades tuaregues. Quer ser um adorador no deserto, “irmão dos mais abandonados”.

Padre Charles quer evangelizar, “não com a palavra, mas sim pela presença do Santíssimo Sacramento, pela oração e a penitência e o amor fraterno e universal”. Nas notas escritas aos irmãos cuja vida espera compartilhar, mas que nunca concretizou, escreve: “Toda a nossa existência deve ser de gritar o Evangelho”.

Gritar o Evangelho

Em 1916, o padre Charles foi assassinado por bandidos. Sua vida e sua morte solitárias foram um forte “grito” de que o único Deus, misericordioso e benevolente, é a origem e o fim de todo amor. Este irmão no deserto encarna aquela grande “confissão” descrita pelo Papa João Paulo II como a essência de toda a vida consagrada. Por uma “profunda conformação com o mistério de Cristo”, escrevia o Papa na Exortação Apostólica Vida Consagrada, “a vida consagrada realiza a título especial aquela confessio Trinitatis, que caracteriza toda a vida cristã, reconhecendo extasiada a beleza sublime de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e testemunhando com alegria a sua amorosa magnanimidade com todo o ser humano.”

A “confissão da Trindade” do padre Charles foi fecunda: depois da sua morte, além daquela específica comunidade religiosa que ele desejava, nasceram muitas outras comunidades. Em 2022, o Papa Francisco canoniza o mártir padre Carlos de Jesus, um jovem rico que havia vendido tudo o que possuía para seguir o Senhor.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 28 nov. 2023.

30 de novembro – Santo André, apóstolo

Santo André (© Biblioteca Apostolica Vaticana)

Chamado por primeiro

“Encontramos o Messias!” Eis a expressão de alegria incomensurável e gratificante de quem descobre ter atingido a meta tão desejada! Com estas palavras, narradas no Evangelho de João, André, que vai depressa ao encontro do seu irmão Pedro, lhe transmite a emoção de ter sido chamado “por primeiro” por Jesus.

Pescador de Betsaida da Galileia e discípulo de João Batista, André reconheceu logo, no filho de José o carpinteiro, o “Cordeiro de Deus”. O evangelista recorda até a hora daquele encontro, às margens do Rio Jordão, que marcou para sempre a sua existência: “Eram cerca de quatro horas da tarde”.

Deixou as redes e o seguiu

“Mestre, onde moras?”. A resposta de Jesus à pergunta de André e de um seu companheiro, não tardou a chegar: “Venham e verão”. Era um convite ao qual não podiam rejeitar; era a prefiguração de um chamamento sucessivo, mais explícito, que Jesus faria, às margens do mar da Galileia, também a Simão, seu irmão: “Sigam-me; eu os farei pescadores de homens”. Os dois ficaram maravilhados, mas não hesitaram, como narra o evangelista Mateus: “Deixando logo as redes, o seguiram”.

Daquela primeira troca de olhares, espiritualmente rompente, brota um caminho de fé, o seguimento de Cristo na vida de cada dia. André, de fato, foi um dos Doze, que o Filho de Deus escolheu como companheiro mais íntimo.

Deve ter-lhe causado também grande transtorno presenciar à multiplicação dos pães e dos peixes: antes deste milagre, ao dirigir seu olhar à multidão faminta e aos cinco pães e dois peixes à disposição, incrédulo perguntou: “O que é isto para tanta gente?”.

Padroeiro da Romênia, Ucrânia e Rússia

Jesus aumenta, ainda mais, a fé do apóstolo André, quando, junto com Pedro, Tiago e João, o leva à parte, ao Monte das Oliveiras, onde responde as questões sobre os sinais dos últimos tempos. Sabe-se que André havia levado alguns gregos ao Messias, para conhecê-lo. Mas, os Evangelhos não dão maiores detalhes.

Contudo, os Atos dos Apóstolos afirmam que, com outros companheiros, André se dirigiu a Jerusalém, depois da Ascensão. O resto da narração sobre a sua vida é confiado a textos não canônicos e apócrifos. “Você será um dos pilares de luz no meu Reino”, teria dito Jesus a André, segundo uma antiga escrita copta.

Escritores cristãos, nos primeiros séculos do cristianismo, referem que o apóstolo André teria evangelizado a Ásia Menor e as regiões ao longo do Mar Negro, chegando até ao rio Volga. De fato, hoje, Santo André é venerado como Padroeiro na Romênia, Ucrânia e Rússia.

Mártir em uma cruz decussada

A pregação da Boa Nova prosseguia, incansavelmente, na Acaia. Por volta do ano 60, em Patras, André foi ao encontro do martírio: foi pregado em uma cruz, em forma de X, – segundo seu desejo – como se quisesse evocar a letra inicial grega do nome de Cristo. Antes de expirar, segundo a Lenda Dourada, ele teria pronunciado as seguintes palavras: “Cruz, santificada pelo corpo de Cristo. Santa cruz, por tanto tempo desejada e amada, sempre quis abraçar-te. Acolhe-me e leva-me até meu Mestre”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 27 nov. 2023.

30 de novembro – Monsenhor André Sampaio

“Não haverá luz para quem buscar a escuridão;

Não haverá sabedoria para quem se esconder na ignorância do saber;

Não haverá alegria se a busca pela tristeza e pessimismo for o caminho escolhido;

Não haverá vitórias se nas lutas houverem o esmorecimento do espírito;

Não haverá escolhas se apenas nos preocuparmos com o agora;

Não haverá o contar de histórias da vida se não vivermos intensamente, aprendendo, compreendendo e principalmente abrindo nosso coração para o que de melhor há para ser vivido.

Sejamos ávidos ao caminhar pela vida e deixemos de lado o egoísmo para nos melhorarmos a cada passo em favor do bem de quem quer que seja, libertando a alma das amarras do não prosseguir.

Sigamos enfrente que assim haverá oportunidades infinitas de escolhas positivas para prosseguirmos firmes e fortes.

‘Por isso não temas, porque estou contigo; não te assustes, porque sou o teu Deus; Eu te fortaleço, ajudo e sustento com a mão direita da minha justiça’ (Isaias 41,10).”

Monsenhor André Sampaio 

29 de novembro – Monsenhor André Sampaio

“Por muitos momentos somos convidados ao exercício da paciência, e essa virtude exige de nós calma, tolerância e equilíbrio. Muitas vezes somos impacientes no dia a dia, gerando em nós a ansiedade e o desequilíbrio, e não importa por qual situação estejamos passando, ser paciente é parte do processo para nos recuperarmos seja lá do que for, problemas materiais, saúde ou emocionais. Ser paciente é esperar confiante, unindo forças e coragem para continuar. Deus é fiel e bom, e nunca desampara nem abandona aqueles que confiam nele! ‘Senhor, meu Deus, em ti me refugio; salva-me e livra-me de todos os que me perseguem’ (Sl 7, 2).”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento