Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 36 de 167

20 de janeiro – São Sebastião

São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.

Nessa época, a região era dominada pelo Imperador Diocleciano, que, como seus antecessores, perseguia os cristãos por estes serem considerados inimigos do Estado.

Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal.

Mas, secretamente e valendo-se de seu alto posto militar, Sebastião fazia visitas frequentes aos cristãos que se encontravam presos para serem levados ao Coliseu, onde seriam devorados por leões ou mortos em lutas com os gladiadores para o puro deleite dos romanos. Com palavras de consolo e de ânimo – fazendo-os acreditar na salvação da vida após a morte, segundo os princípios do cristianismo -, Sebastião ajudava os prisioneiros a enfrentar o martírio que os aguardava.

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

Diocleciano, então, deu ordem a seus soldados para o alvejarem com flechadas e depois o deixarem sangrar até morrer. Vem daí a imagem imortalizada do santo, amarrado a um tronco e com o corpo perfurado por flechas.

Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado.

Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condená-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, e onde se encontram até hoje.

Naquela ocasião, Roma estava assolada por uma terrível peste, que vitimou muita gente. Entretanto, tal epidemia desapareceu a partir da hora da transladação dos restos mortais desse mártir, que é venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo.

São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde ele é padroeiro, como o Rio de Janeiro.

No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 16 jan. 2024.

20 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Atualmente temos visto muitas pessoas, inclusive jovens, sofrendo de transtornos de ansiedade. Nos perguntamos: Por que? Há inúmeros motivos. Hoje a sociedade cobra que se tenha posição social, um bom emprego, o carro mais caro e mais novo, o último modelo de celular, o culto ao corpo perfeito, enfim, todos vivem correndo atrás das coisas materiais e se esquecem do mais importante: a vida espiritual. Atrás do consumismo exacerbado, vem ainda o medo da perda, do roubo, da violência… E tudo isso passa a gerar o sentimento de ansiedade. Aí vem o pânico, o medo e essas pessoas correm aos consultórios médicos em busca de uma pílula milagrosa que lhes tire todos esses efeitos. A ansiedade é causada com uma preocupação com o futuro, com aquilo que está por vir e que não se sabe o que é. Soma-se a tudo isso o distanciamento que essas pessoas criam entre elas e Deus, uma vez que só pensam nas coisas passageiras e mundanas. Chega o momento em que percebem que tudo isso não as torna felizes e se desesperam. Sofrem as dores emocionais e físicas. Perdem o prazer de viver. Tudo isso porque sem Deus nada somos. Só Deus e seu amor podem preencher o vazio que toma conta da alma. Somente a nossa ligação com Deus, o pensar no próximo, o ser útil para os outros e para nós mesmos nos torna felizes. Só com amor a Deus, a nós mesmos e ao próximo seremos plenamente felizes.”

Monsenhor André Sampaio

19 de janeiro – Santo Odilo

Odilo nasceu em 962, na cidade francesa de Auvergne. Seu pai era Beraldo, da nobre família Mercoeur e sua mãe Gerberga. Narra a tradição que a sua vida espiritual começou na infância, aos quatro anos de idade. Era portador de uma deficiência nas pernas que o impedia de andar. Certa vez, sua governanta o deixou sentado na porta da igreja, enquanto foi falar com o padre. Odilo aproveitou para rezar e se arrastou até o altar, onde pediu à Virgem Maria que lhe concedesse a graça de poder caminhar. Neste instante, sentiu uma força invadir as pernas, ficou de pé e andou até onde estava a empregada, que, junto com o vigário, constatou o prodígio.

Assim que terminou os estudos ingressou no Mosteiro beneditino de Cluny, em 991. Tão exemplar e humilde foi seu trabalho que, quando o abade e santo Maiolo sentiu que sua hora era chegada, elegeu-o seu sucessor, em 994. Este cargo, Odilo ocupou até a morte.

Ele era um homem de estatura pequena e aparência comum, mas possuía uma força de caráter imensa. Soube unir suas qualidades inatas de liderança e diplomacia, com a austeridade da vida monástica e o desejo de fazer reinar Cristo sobre a terra. Desta maneira conseguiu, num período difícil de conflitos entre a Igreja e o Império, realizar a doutrina de paz e fraternidade pregadas no Evangelho. Exerceu sua influência sobre os dois, de modo que se estabeleceu a célebre “trégua de Deus”, conseguida, grande parte, por seu empenho.

Como alto representante da Igreja que se tornara, era procurado e consultado tanto pelos ilustres da corte como pelos pobres do povo, atendendo a todos com a mesma humildade de um servo de Cristo. A sua caridade era ilimitada, tanto que, para suprir as necessidades dos famintos e abandonados, chegava a doar as despensas do mosteiro. Até a valiosa coroa, presenteada pelo imperador Henrique II, e os objetos sagrados da Abadia foram vendidos, quando a população se viu assolada pela peste, em 1006. Mesmo assim os recursos foram insuficientes, então, Odilo se fez um mendigo entre os mendigos, passando a pedir doações aos príncipes e à aristocracia rica, repassando para a população flagelada.

No trabalho religioso, aumentou a quantidade dos mosteiros filiados à Abadia de Cluny, que de trinta e sete passaram a ser sessenta e cinco. Naquela época, Cluny se tornou a capital de uma verdadeira reforma monástica, que se difundiu por toda a Europa e, pode-se dizer que Odilo, quinto abade de Cluny, era considerado o verdadeiro chefe da cristandade, porque o papado teve de se envolver com os problemas políticos da anarquia romana.

Em 998, por sua determinação, todos os conventos beneditinos passaram a celebrar “o dia de todas as almas”. Data que Roma implantou para todo o mundo católico em 1311, com o nome de “dia de finados”. Foi ainda eleito Arcebispo de Lion pelo povo e pelo clero, chegando a ser nomeado pelo Papa João XIX, mas recusou o cargo.

Em 31 de dezembro de 1049, morreu com fama de santidade, no mosteiro de Souvigny, França. O seu culto foi reconhecido pela Igreja e incluído no calendário dos beneditinos de todo o mundo, cuja comemoração passou do dia 2 de janeiro para 19 de janeiro.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 16 jan. 2024.

19 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Quando você anseia por fazer a coisa certa, e toma o caminho correto, você assim o fará. Você deve ser forte para enfrentar e reconhecer as tentações que surgem no caminho. Cada tentação superada lhe dará força interior, e estabilidade mais profunda, fazendo você capaz de enfrentar qualquer situação sem se abalar. Os caminhos de Deus são muito estranhos, mas lembre-se que Ele vê todo o quadro, enquanto você só consegue enxergar uma pequena parte. Deus vê todos os atores na peça da vida; você só vê os que lhe estão próximos. Ele aponta o caminho para cada um deles e eles seguem e cumprem sua tarefa no vasto plano geral, e, assim, o plano se desenvolve com perfeição. Observe o seu desenrolar e maravilha-se. Aceite tudo com o coração pleno e grato, e veja a mão de Deus atuando em tudo o que está acontecendo.”

Monsenhor André Sampaio

18 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Estime as pessoas com as quais você convive, e dê mostras disso: demonstre largamente a sua simpatia por elas. Todas as pessoas têm um lado agradável, que devemos descobrir e abordar. Seja generoso e afável em sua conduta, não insistindo em ver atendidos todos os seus direitos. Leve sempre em consideração o argumento do outro. Ajude no que for possível. Faça concessões. Não guarde ressentimentos e mágoas, não alimente despeito, nunca acolha nem favoreça a inveja. A inveja é uma energia sumamente negativa, que abala a saúde daquele que a tem aninhada no coração. Livre-se desse veneno pela benevolência, pelo sincero desejo de que os outros sejam prósperos e felizes.”

Monsenhor André Sampaio

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento