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Catolicismo de maneira inclusiva

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Combate ao extremismo na internet: uma responsabilidade compartilhada entre família e governo

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado, em que a tecnologia e a internet desempenham um papel fundamental em nossas vidas. No entanto, é importante que tenhamos consciência de que nem tudo que está disponível na rede é seguro ou saudável para nós e nossos filhos. Um exemplo disso é o aliciamento de adolescentes por extremistas em jogos on-line e redes sociais, como alerta o relatório “O extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às escolas e alternativas para a ação governamental”.

A falta de monitoramento e conhecimento dos pais pode permitir que seus filhos caiam nessa armadilha. Muitas vezes, os jovens se sentem atraídos pela sensação de pertencimento a um grupo, que lhes é oferecida pelos extremistas, e podem acabar se envolvendo em atividades ilegais e perigosas sem perceberem as consequências. Além disso, o extremismo é uma ideologia perigosa, que pode levar a violência e a atos extremos.

Nesse sentido, é fundamental que os pais estejam atentos e monitorem a atividade de seus filhos na internet. É importante conhecer as redes sociais e jogos que seus filhos utilizam e saber com quem eles estão interagindo. Além disso, é importante conversar com seus filhos sobre o extremismo e suas consequências, para que eles estejam cientes dos riscos envolvidos.

Por outro lado, é necessário que as autoridades governamentais também atuem no combate ao extremismo, por meio de políticas públicas eficazes e campanhas de conscientização. A educação, tanto em casa quanto na escola, também desempenha um papel importante na prevenção do extremismo entre os jovens.

Em resumo, é preciso estar alerta e agir de forma preventiva para evitar que nossos filhos sejam vítimas de extremistas na internet. É um desafio que envolve tanto a família quanto a sociedade em geral, mas que é fundamental para garantir um futuro seguro e saudável para nossos jovens.

Mauro Nascimento

Referência:

Relatório – O extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às escolas e alternativas para a ação governamental. Acesso em: 11 abr. 2023.

11 de abril – Santa Gema Galgani, Virgem de Lucca, terciária passionista

Santa Gema Galgani, Jules Ernest Livernois

Gema Galgani passou por sofrimentos desde a sua tenra idade. Tinha apenas sete anos quando sua mãe faleceu; mas, a sua família foi atingida ainda por outros lutos: a morte do irmão Gino, seminarista, e depois a do pai.

Tendo os irmãos Galgani ficado à beira da miséria, Gema foi acolhida por uma tia. Sofrendo por algumas enfermidades, como osteíte nas vértebras lombares e mastoidite, ficou acamada por vários meses. No interim, leu a biografia de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, pela qual ficou muito impressionada.

Transcorria o ano de 1899, quando Gema recuperou a saúde, após invocar a intercessão de Santa Margarida Maria Alacoque e fazer uma novena.

Amor a Jesus e dom dos estigmas

A jovem Gema sentia profundamente o desejo de consagrar-se ao Senhor, mas, por diversos motivos, não conseguiu ser religiosa claustral. Isto, porém, não lhe impediu mergulhar na contemplação de Jesus Crucificado.

No dia 8 de junho de 1899, Oitava de Corpus Christi e véspera da festa do Sagrado Coração de Jesus, a jovem recebeu os estigmas, que reapareciam, periodicamente, na noite de quinta-feira até às 15 horas de sexta-feira. Por certo período, os estigmas se manifestaram quase todos os dias.

Alguns, porém, expressaram perplexidade sobre a autenticidade destes sinais. Contudo, o Padre Germano Ruoppolo, postulador geral dos Passionistas e grande estudioso de mística, a defendeu.

Durante a sua vida mística, Gema manteve muitos colóquios com Jesus, Maria, o Anjo da Guarda e São Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Tais colóquios encontram-se no seu epistolário, Diário e Autobiografia.

Últimos dias de vida

Gema ficou hospedada na casa dos Giannini, em Lucca, que, para ela, foram uma verdadeira família, até à sua morte.

Em maio de 1902, foram diagnosticados, em Gema, sintomas de tuberculose. Por isso, teve que se transferir para outro apartamento, vizinho ao da família Giannini.

Sua morte ocorreu no dia 11 de abril de 1903, Sábado Santo, enquanto os sinos anunciavam a Ressurreição de Cristo.

Trinta anos depois, o Papa Pio XI a beatificou e, em 1940, Pio XII a canonizou, definindo-a “estrela do seu Pontificado”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 11 abr. 2023.

11 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Há pessoas que infelizmente são incapazes de se colocar no lugar do outro quando praticam quaisquer atos em relação ao mesmo.

Essas pessoas pensam tão somente em si próprias e querem tudo para si. Se perceberem que o outro possa estar com alguma vantagem, imediatamente a inveja e o ciúme tomam conta do seu ser e eles passam a premeditar uma maneira de prejudicar o outro.

Para eles não importa se as pessoas a quem prejudicam sejam familiares ou até mesmo amigos. Esse tipo de pessoa só se sente bem quando tem o poder nas mãos, e que quando estão levando vantagem sobre os demais. Isso é puro egoísmo e falta de amor ao próximo. E mais, quem não ama o seu próximo não pode dizer que ama a Deus.

Temos de ter cuidado com o que fazemos e com o que pensamos em relação ao próximo, pois prejudicar os outros é prejudicar a si próprio. Devemos considerar ainda, que quando contrariamos as Leis Divinas sofreremos as consequências dessa infração.

Existe uma Lei de ação e reação que não falha jamais. Por isso só façamos ao próximo aquilo que realmente gostaríamos que fizesse por nós.

Lembremo-nos que podemos semear o que quisermos, mas a colheita será obrigatória!”

Monsenhor André Sampaio

A compaixão em ação: o encontro do papa Francisco com o jovem casal 

A empatia é uma das características mais valorizadas em qualquer ser humano. É a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreender e sentir as emoções e necessidades de outra pessoa. E quando se trata do Papa Francisco, essa habilidade é ainda mais evidente.

Recentemente, o Papa Francisco foi hospitalizado por conta de uma bronquite infecciosa. Ao receber alta, ele foi surpreendido por um jovem casal que acabara de perder sua filhinha. Esse encontro demonstra a empatia e o cuidado que o Papa tem pelas pessoas e a importância que ele dá a cada vida.

O Papa Francisco é conhecido por suas atitudes e palavras de compaixão e solidariedade. Ele é um líder religioso que entende a dor e as dificuldades que cada pessoa enfrenta em sua vida. E não é apenas nas palavras que ele demonstra essa empatia, mas em suas ações.

Ao encontrar esse jovem casal, o Papa Francisco os acolheu e consolou. Ele ofereceu palavras de conforto e esperança, mostrando que mesmo em momentos de grande dor, a fé e a solidariedade podem trazer conforto e alívio.

A empatia do Papa Francisco é uma inspiração para todos nós. Ela nos ensina que, mesmo em um mundo que muitas vezes nos faz sentir isolados e sozinhos, ainda há pessoas que se importam e que estão dispostas a ouvir e ajudar. E que, acima de tudo, a compaixão é o que nos torna verdadeiramente humanos.

Ao se colocar no lugar do outro, o Papa Francisco nos ensina que não importa a nossa posição social, raça ou religião, somos todos iguais. E que, por isso, devemos sempre estender a mão para ajudar aqueles que precisam de nós.

Que possamos aprender com o exemplo do Papa Francisco e cultivar a empatia em nossas próprias vidas. Que possamos nos tornar mais conscientes das necessidades dos outros e, assim, construir um mundo mais justo e solidário.

Mauro Nascimento

10 de abril – Santa Madalena de Canossa, virgem, fundadora das Filhas e dos Filhos da Caridade 

Santa Madalena de Canossa, 1835

Madalena Gabriela de Canossa, descendente da famosa Matilde de Canossa – que havia favorecido a anulação da excomunhão do imperador Henrique IV, por parte do Papa Gregório VII – nasceu em 1° de março de 1774, no nobre palácio em Verona, que pertencia à sua família, pouco distante do Arco dos Gavi, de onde se podia admirar o rio Ádige.

Com apenas cinco anos, ficou órfã de pai; dois anos depois, foi abandonada pela mãe, que recasou com o marquês Zenetti de Mântua. A educação de Madalena e de seus quatro irmãos foi confiada, nos anos seguintes, a uma governanta francesa, bastante severa, que não compreendendo o caráter da menina, a tratava com excessiva dureza.

Aos quinze anos, Madalena foi acometida por uma febre misteriosa, como também por uma dor isquiática violentíssima e uma grave forma de varíola. Estas doenças causaram-lhe asma crônica e uma dolorosa contração nos braços, que pioraram com o passar dos anos. Durante a convalescença, desabrochou nela a vocação religiosa e o desejo de entrar para o convento; porém, era atormentada pelo pensamento de ter que deixar os muitos pobres e necessitados, que afluíam ao átrio do palácio paterno, que sustentava em muitas maneiras.

Primeiras experiências no Carmelo

Seu confessor, o carmelita Estêvão do Sagrado Coração, a aconselhou a fazer um período de experiência no mosteiro de Santa Teresa, em Verona e, depois, naquele das Carmelitas Descalças, em Conegliano.

Após alguns meses, ambas as experiências concluíram-se com sua volta a casa, por não ser idônea à vida claustral. Porém, a Priora do Convento de Verona escreveu-lhe: “Deus manifestou, com clareza, a sua não idoneidade para a vida de religiosa Descalça; porém, isso não queria dizer que a recusava como Esposa”. Então, a Priora propôs-lhe outro diretor espiritual, Padre Luís Líbera, que a exortou a prestar um serviço de caridade na sua família e no mundo. Em 1799, Madalena recolheu da rua duas jovens abandonadas e as colocou, provisoriamente, em um apartamento no bairro mal afamado de São Zeno.

Em 1804, hospedou, em seu palácio, Napoleão Bonaparte, de passagem por Verona. Napoleão teve a oportunidade de conhecer e admirar Madalena e seu zelo apostólico; por isso, ofereceu-lhe um ex Mosteiro das Agostinianas.

Assim, nasceu o primeiro Instituto das Filhas da Caridade, aprovado, em 1816, pelo Papa Pio VII. Ali, Madalena deu catecismo e assistência aos enfermos, mas, sobretudo, instituiu escolas para a educação e formação de moças.

Filhas da Caridade

Muitas jovens foram atraídas pelo carisma de Madalena e das suas coirmãs. Com o passar do tempo, surgiram novos Institutos em Veneza, Milão, Bergamo e Trento.

Na Congregação era rejeitada toda forma de tristeza ou melancolia. A fundadora aconselhava, mais que um rigor excessivo, um sereno abandono à vontade de Deus.

No Instituto de Bergamo, Madalena fundou o primeiro Centro para professoras camponesas e, a seguir, a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras.

Três Ave-Marias

Nos últimos anos da sua existência, Madalena começou a ter frequentes crises de asma e fortes dores nas pernas e nos braços. Na rude cela do seu convento não havia nem um genuflexório: para rezar, – dizia -, eram suficientes os degraus diante da janela.

Em 10 de abril de 1835, pediu à suas coirmãs para segurá-la em pé, a fim de rezar as três Ave-Marias a Nossa Senhora das Dores, à qual tinha uma devoção toda especial. Na terceira Ave-Maria, – narram – elevou os braços ao céu e, com um grito de alegria e de mãos postas, reclinou a cabeça no ombro de uma coirmã. Madalena Gabriela de Canossa foi beatificada, em 1941, por Pio XII e, em 1988, canonizada por João Paulo II.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 10 abr. 2023.

 

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Por Mauro Nascimento