Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 154 de 167

29 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Quanto menos inteligente é uma pessoa, mais ela usa o recurso da esperteza para se dar bem na vida. Diz Osho que ‘a esperteza é uma pobre substituta da inteligência’. Uma pessoa verdadeiramente inteligente não precisa da esperteza, da malandragem, da desonestidade como companhias, pois nela afloram qualidades como a confiança que desperta nas pessoas, afloram qualidades como a autenticidade, o respeito, a responsabilidade, o bom senso.”

Monsenhor André Sampaio

29 de abril – Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja, Padroeira da Europa e da Itália

 

Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja, Padroeira da Europa e da Itália (© MET)

“Não nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes! Se vocês fossem o que deveriam ser, incendiariam toda a Itália!” Com estas palavras, em seu habitual estilo firme e intransigente, mas sempre materno, Catarina Benincasa convidava à radicalidade da fé a um dos seus interlocutores epistolares. Trata-se de uma exortação que revela o ardente desejo da santa de irradiar o Evangelho no mundo, mediante o testemunho ciente e crível de homens e mulheres convertidos pelo anúncio do Ressuscitado: “Munida de uma fé invicta, poderá enfrentar, vitoriosamente, seus adversários” disse-lhe Cristo em uma visão no último dia de Carnaval de 1367, em um episódio que os biógrafos recordam como “núpcias místicas” de Catarina.

Determinada, desde criança, a casar-se com Cristo

Nasceu vinte e cinco anos antes, no dia 25 de março, no bairro Fontebranda de Sena, vigésima quarta filha, dos vinte e cinco vindos ao mundo, de Jacopo Benincasa e de Lapa de Puccio Piacenti, em uma época caracterizada por fortes tensões no tecido social; com apenas seis anos, – em um momento em que o Papado tinha sua sede em Avinhão e os movimentos heréticos insidiavam a vida Igreja, – a menina teve uma visão em que Jesus estava vestido com roupas pontificais. No ano seguinte, fez votos de virgindade, amadurecendo, depois, o firme propósito de seguir a perfeição cristã junto à ordem Dominicana. Diante da oposição dos pais, que queriam que se casasse, Catarina reagiu com determinação: com 12 anos, cortou o cabelo, cobriu-se com um véu e encerrou-se em casa. Então, em 1363, a família permitiu-lhe entrar para a comunidade das “Mantellate” ou Terciárias Dominicanas.

Mãe e mestra, ponto de referência espiritual para muitos

A santa aprendeu a ler e escrever e se dedicou a uma intensa atividade caritativa entre os últimos; em uma Europa, dilacerada por pestes, guerras, escassez e sofrimentos, ela se tornou um ponto de referência para homens de cultura e religiosos, que, por frequentarem assiduamente a sua casa, foram chamados “catarinados”. Os mais íntimos entre eles a chamavam “mãe e mestra” e se tornaram descritores dos seus muitos apelos às autoridades civis e religiosas: exortações a assumir suas responsabilidades, às vezes, repreendidos e convidados a agir, mas sempre expressos com amor e caridade. Entre os temas enfrentados nas missivas destacam-se: a pacificação da Itália, a necessidade de cruzadas, a reforma da Igreja e o retorno do Papado a Roma, para o qual a santa foi determinante, por se encontrar, na Provença, em 1376, com o Papa Gregório XI.

O Papa “doce Cristo na terra” e seu retorno a Roma

Catarina jamais teve medo de admoestar o Sucessor de Pedro, por ela definido “doce Cristo na terra”, às suas responsabilidades: reconhecia suas faltas humanas, mas sempre teve máxima reverência pelo Vigário de Jesus na terra, assim como por todos os sacerdotes. Após a rebelião de um grupo de Cardeais, que deu início ao cisma do Ocidente, Urbano VI a convocou em Roma. Ali, a santa adoeceu e faleceu em 29 de abril de 1380, como Jesus, com apenas 33 anos. As palavras do apóstolo Paulo “Não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim” se encarnaram na vida de Catarina que, em 1375, recebeu os estigmas incruentos, revivendo semanalmente, – narram as testemunhas, – a Paixão de Cristo.

Proclamada Doutora da Igreja por Paulo VI

A pertença ao Filho de Deus, a coragem e a sabedoria infusa são os traços distintivos de uma mulher, única na história da Igreja, autora de textos como “O Diálogo da Divina Providência”, o “Epistolário” e a coletânea de “Orações”. Devido à sua grandeza espiritual e doutrinal, Paulo VI, em 1970, a proclama Doutora da Igreja.

Apaixonada por Jesus Cristo, Catarina escrevia: “Nada atrai o coração de um homem como o amor! Por amor, Deus o criou; por amor, seu pai e sua mãe deram-lhe a sua substância; ele foi feito para amar”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 29 abr. 2023.

Fake News e Interesses Políticos: os possíveis impactos do PL 2330/20

O Projeto de Lei 2330/20, também conhecido como “PL das fake news”, tem gerado diversas discussões e polêmicas nas últimas semanas. Uma das principais questões levantadas é a imunidade parlamentar estendida às redes sociais, que permitirá que os parlamentares (deputados federais e senadores) publiquem qualquer conteúdo sem serem moderados por termos e condições de segurança das plataformas.

Essa medida é alarmante, pois estabelece uma classe privilegiada que terá maior “liberdade de expressão” em relação ao restante da população. Além disso, ao ser aprovada em caráter de urgência, o projeto de lei não passa pelo escrutínio das comissões e não permite discussões aprofundadas sobre seus possíveis impactos e consequências, resultando em uma aprovação precipitada e sem consideração adequada.

Outro ponto que tem gerado controvérsia é a remuneração das grandes mídias, que parece estar por trás do interesse de alguns políticos na aprovação do PL. Isso levanta dúvidas sobre a independência e a imparcialidade desses políticos, que podem estar agindo em benefício próprio em vez de pensar no bem comum.

Diante dessas questões, é fundamental que a sociedade se mantenha vigilante e cobre dos políticos uma postura ética e transparente em relação ao PL das fake news. É preciso garantir que a liberdade de expressão não seja utilizada como uma desculpa para disseminar informações falsas e prejudicar a democracia. E, acima de tudo, é preciso defender os valores da transparência, da justiça e da igualdade, que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Mauro Nascimento

 

Cuca, a memória seletiva e a impunidade em casos de violência sexual

O caso de estupro ocorrido em 1987 em Berna, na Suíça, envolvendo jogadores do Grêmio, tem sido trazido à tona novamente com as declarações do treinador Cuca, que afirmou não se lembrar dos fatos. Essa afirmação é preocupante, especialmente porque seu sêmen foi identificado no corpo da vítima. Para refrescar sua memória, o Blog do Paulinho publicou trechos relevantes da cobertura da época, incluindo falas repulsivas atribuídas a Cuca.

Essa situação é profundamente lamentável e revela a falta de responsabilidade e compromisso com a justiça que alguns indivíduos têm. O fato de Cuca ter “esquecido” o que aconteceu é alarmante, mas também é um sinal da cultura do esquecimento que permeia muitos setores da sociedade brasileira. Infelizmente, a impunidade em casos de violência sexual é comum e isso precisa mudar.

Como torcedor do Atlético MG, me sinto envergonhado por ter apoiado Cuca em sua passagem pelo time, independentemente dos títulos conquistados. Afinal, não podemos fechar os olhos para atitudes tão graves como essa. É necessário que a sociedade como um todo reflita sobre a importância de combater a violência sexual e garantir que os agressores sejam responsabilizados por seus atos.

Além disso, é fundamental que o futebol brasileiro, como um dos principais símbolos culturais do país, assuma uma postura firme no combate à violência sexual. Os clubes e as entidades esportivas precisam implementar políticas efetivas de prevenção e de combate a esse tipo de violência, e não podem aceitar que jogadores, treinadores ou qualquer outro membro envolvido no esporte cometam atos tão abomináveis.

É necessário que a sociedade como um todo se mobilize para erradicar a violência sexual, e o caso de Cuca é um exemplo claro de como essa questão ainda é negligenciada no Brasil. Precisamos exigir justiça e responsabilização dos agressores, e lutar para que todas as vítimas de violência sexual sejam ouvidas, respeitadas e amparadas.

Mauro Nascimento

28 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo. Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida. Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira. O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência… A tolerância com quem perdeu o equilíbrio. Um olhar de ternura para quem pena na amargura. Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas de água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem diferença para quem as recebe. Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido. Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma… Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto… Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável… Todas essas são atitudes que embelezam a vida. E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas de água no oceano, responda, como madre Teresa de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor. E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.”

Monsenhor André Sampaio

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento