Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 149 de 167

08 de maio – São Vítor, mártir de Milão

Vítor era proveniente da Mauritânia e, como ele, também seus dois companheiros: Narbor e Félix. O exército imperial de Maximiano, que os chamava Moros, os destina à tropa de Milão. Era o período da virada entre o III e o IV séculos, durante o qual houve uma grande limpeza dentro do exército: os cristãos não eram bem vindos e os três tinham-se convertido recentemente. Embora fossem leais ao imperador e o obedeciam em sua carreira civil e militar, mas não queriam ter que escolher entre ele e Deus.

Deus acima do comando do imperador

Vítor foi preso por sua objeção de consciência. Ele ficou trancado na sua cela, diversos dias, sem comer e beber, até ser levado ao hipódromo do circo – atual Porta Ticinesa – diante do próprio imperador e do seu conselheiro Anulino. Mas, também diante deles, permaneceu firme na sua decisão de não oferecer sacrifícios aos ídolos. Levado novamente à prisão, na Porta Romana, passou por terríveis torturas, que o Senhor o ajudou a suportar e aliviar a sua dor. Narbor e Félix, também presos por se recusarem a renunciar, foram levados para Lodi, onde sofreram o martírio.

A palma do martírio

Certo dia, aproveitando da distração do seu carcereiro, Vítor conseguiu fugir e se refugiar em uma estrebaria, perto da atual Porta Vercelina. Porém, sua fuga não durou muito: ao ser descoberto, foi levado pelos soldados a um bosque e decapitado.

Segundo a tradição, seu corpo, não enterrado e incorrupto, vigiado por duas feras selvagens, foi encontrado pelo bispo São Materno, que lhe deu uma sepultura digna.

Veneração de São Vítor em Milão

Sabemos muitas coisas sobre a vida deste Santo, graças aos escritos de Santo Ambrósio. Por isso, se pode entender a grande veneração, na diocese ambrosiana, por esta figura proveniente da África. O Santo Bispo de Milão dedicou-lhe uma sepultura sumptuosa, adornada por mosaicos de ouro, que, depois, foi incorporada à Basílica de Santo Ambrósio. Em 1576, São Carlos Borromeu fez um solene reconhecimento das relíquias do Santo, até então espalhadas em várias partes da cidade, e as reuniu. Sabemos, enfim, que São Vítor já era venerado como Padroeiro dos exilados e prisioneiros.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 07 mai. 2023.

08 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Evite o mal e faça o bem. Não basta apenas se abster da maldade, é preciso evitá-la e colocar a bondade em prática, porque quem fica na neutralidade acaba no mal. Quando uma pessoa não faz nem pensa coisas boas, o demônio alimenta a mente dela com coisas ruins. Quem não cultiva o bem é envolvido pelo mal. Por isso, preserve a sua língua do mal e das palavras mentirosas, e faça o bem. E, quando você descobrir algo bom, vislumbrar uma boa meta, persiga-a sem desistir. Busque a paz e o bem sem desanimar e você alcançará aquilo que tanto procura.”

Monsenhor André Sampaio

Machismo: um inimigo de todos! O engajamento masculino na luta por uma sociedade igualitária

“É preciso também que os homens se engajem na lutra contra o machismo, que eles se tornem conscientes e se proponham a rever suas atitudes e, o mais difícil, seus privilégios! O homem se beneficia muito do machismo. Então é essencial que ele enxergue essa camada de privilégio e aceite abrir mão dela. É preciso ser antimachista (e não apenas apoiar a luta das mulheres). Assim como é preciso ser sempre antirracista, mesmo que sejamos brancos” (Anna Coli).

Como homem, é importante reconhecer que o machismo não é apenas um problema que afeta as mulheres, mas também afeta diretamente a nós homens. A sociedade patriarcal em que vivemos nos dá muitos privilégios que muitas vezes não percebemos, como a liberdade de se vestir da forma que queremos, de escolher uma profissão sem ser questionado ou de caminhar sozinhos sem sentir medo.

No entanto, para acabar com o machismo, precisamos estar dispostos a revisar nossas próprias atitudes e reconhecer nossos próprios privilégios. Isso não significa que precisamos nos culpar ou sentir vergonha por sermos homens, mas sim que precisamos assumir a responsabilidade de mudar a maneira como interagimos com o mundo ao nosso redor.

Muitos homens podem achar que não têm nada a ver com o machismo, que não são responsáveis por suas ações ou que não têm nenhum papel a desempenhar na luta contra ele. Mas isso não poderia estar mais longe da verdade. O machismo é um sistema complexo e insidioso que permeia todas as esferas da nossa sociedade, e todos nós temos um papel a desempenhar na erradicação dele.

Isso significa que precisamos estar dispostos a ouvir as vozes das mulheres, a aprender com suas experiências e a respeitar suas perspectivas. Precisamos estar dispostos a desafiar as normas culturais que nos foram ensinadas desde a infância e a buscar ativamente maneiras de sermos aliados das mulheres.

Ser um aliado do feminismo não significa apenas apoiar as mulheres em sua luta contra o machismo. Significa também reconhecer e trabalhar ativamente para desmantelar o sistema que nos dá privilégios em detrimento das mulheres.

Em última análise, a luta contra o machismo não é apenas uma luta das mulheres, mas também uma luta dos homens. Precisamos estar dispostos a nos engajar nessa luta, a nos tornar conscientes de nossas próprias atitudes e privilégios e a trabalhar para mudar a cultura que nos cerca. É essencial que nos tornemos antimachistas, não apenas para apoiar a luta das mulheres, mas para mudar o mundo ao nosso redor para melhor.

Mauro Nascimento

07 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Em todos os momentos e situações pelas quais passamos na vida, estamos sempre aprendendo. Muitas vezes, cometemos mais erros do que acertos, porém não devemos desanimar ou nos desencorajar por isso.

Não nos esqueçamos de que os erros, os enganos, as dificuldades pelas quais passamos são nossos verdadeiros mestres.

São esses os caminhos que nos levarão ao acerto, à verdade e à vitória final, com certeza.

As diversas tentativas que fazemos até que possamos encontrar, o caminho certo nos traz muitas experiências.

A experiência por sua vez nos torna mais sábios.

Assim, não nos sintamos, jamais, derrotados, mas sim pessoas que diante das várias batalhas da vida tornam-se mais fortes, experientes, mais confiantes e com a fé renovada.

Nos enriquecemos espiritualmente e intelectualmente.

Não é outra a razão de estarmos aqui, nesta escola da vida!

Tudo deve nos conduzir à santidade!”

Monsenhor André Sampaio

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento