Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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Kobra usa a arte para difundir a mensagem de paz e fraternidade entre diferentes religiões

Kobra, artista brasileiro conhecido por suas obras urbanas gigantes e icônicas, está em Benim, África, para inaugurar o seu projeto “Coexistência”. A ideia do projeto é espalhar mensagens de tolerância e paz por meio de obras de arte que retratam diferentes religiões convivendo em harmonia.

Segundo Kobra, independente da religião, a mensagem principal deve ser o amor. Ele afirma que o amor é o que nos une e jamais pode ser causa de separação, conflito ou desgraças. “Meu projeto ‘Coexistência’ consiste nisso: espalhar mensagens de tolerância e de paz, lembrando que a fé, não importa de qual credo, precisa partir dos pressupostos do respeito e do amor, precisa significar fraternidade entre os humanos“, afirma o artista.

A obra de arte criada por Kobra para o projeto é uma representação simbólica das diferentes religiões presentes em Benim. Doze pessoas, cada uma representando uma religião e também aludem aos 12 estados da nação. Todas olham para o céu, abraçadas, mostrando que é possível caminhar juntos, em paz e harmonia.

Benim foi escolhido por Kobra por ser um país que se apoia sobre os pilares da liberdade religiosa e onde diferentes crenças convivem pacificamente. O artista espera que sua obra possa servir como um lembrete para todos sobre a importância da tolerância e do amor em uma sociedade cada vez mais diversa. Em Benim foi feito o primeiro mural do projeto na África e faz parte de uma iniciativa mais ampla do artista de levar suas mensagens de amor e tolerância para todo o mundo.

A obra de arte criada por Kobra em Benim é uma bela representação de que é possível conviver em paz e harmonia, independentemente das diferenças religiosas. O amor e a tolerância devem ser os pilares de todas as religiões e devem ser cultivados em todas as sociedades, para que possamos viver em um mundo mais justo e pacífico.

Mauro Nascimento

“Nunca foi um bom exemplo, mas era gente fina”: homenagem a Rita Lee

O mundo da música perdeu uma de suas mais icônicas e irreverentes artistas, Rita Lee. Ela deixou uma marca indelével na história da música brasileira e, mesmo depois de sua morte, sua obra e legado continuarão a inspirar e influenciar gerações de músicos.

Rita Lee nasceu em São Paulo, em 1947, e desde jovem demonstrou um talento excepcional para a música. Com sua voz potente e sua personalidade forte, ela conquistou o público brasileiro e se tornou uma das artistas mais queridas e admiradas do país.

Mas não foi apenas sua música que fez de Rita Lee uma figura tão especial. Ela era também uma defensora ardente da liberdade de expressão, da diversidade e da igualdade, e usava sua posição de destaque para lutar por essas causas.

Ela expressou o desejo de que seu epitáfio dissesse: “Nunca foi um bom exemplo, mas era gente fina“. Essa frase revela muito sobre a personalidade singular e autêntica dela. Ela sempre recusou-se a seguir as normas impostas pela sociedade e optou por trilhar seu próprio caminho, mesmo que isso significasse ser incompreendida ou alvo de críticas.

Ao longo de sua carreira, Rita Lee produziu uma obra impressionante e multifacetada, que incluiu desde o rock psicodélico dos Mutantes até o pop dançante dos anos 80 e 90. Suas letras inteligentes e bem-humoradas fizeram dela uma das melhores compositoras brasileiras de todos os tempos, e suas performances enérgicas e irreverentes conquistaram legiões de fãs em todo o país.

Mas o legado de Rita Lee vai muito além de sua música. Ela foi uma pioneira em muitos sentidos, abrindo caminho para outras mulheres na indústria da música e se tornando um símbolo de resistência e empoderamento.

Hoje, ao lembrarmos de Rita Lee e de tudo o que ela representou, é impossível não sentir uma mistura de tristeza e gratidão. Tristeza pela sua partida precoce, mas gratidão por tudo o que ela nos deixou: uma música vibrante, uma personalidade forte e uma mensagem de coragem e liberdade que continuará a inspirar muitas gerações de artistas e fãs. Que sua memória e legado sejam sempre lembrados e celebrados.

Mauro Nascimento

09 de maio – Santa Luísa de Marillac, co-fundadora das Filhas da Caridade

Santa Luísa de Marillac

Do “não” ao “sim”. A vida de Santa Luísa de Marillac pode ser resumida, simbolicamente, neste percurso: “Não”, porque era filha natural de um nobre francês e, como ilegítima, não tinha direito a títulos nobres; “Não”, porque, desde pequenina, aspirava a uma vida consagrada, mas, seu pedido para entrar em um convento foi rejeitado; “Não”, porque não se casou por opção, mas por acordo. No entanto, foram precisamente estes “não” que suscitaram, na alma de Luísa, a força de um “sim”, revolucionário para a época: um “sim” em prol da caridade feminina ativa no mundo, dos pobres e necessitados, sem seu fechamento em clausuras ou conventos.

O chamado vocacional

Luísa nasceu na França, em 1591; filha de Louis de Marillac, senhor de Ferrières e conselheiro do Parlamento, a pequena Luísa nunca conheceu sua mãe verdadeira. Em 1595, o pai se casou pela segunda vez e a menina, com apenas 4 anos, foi confiada às Irmãs Dominicanas do Convento de Poissy, onde encontrou um ambiente amoroso e recebeu uma boa educação, não só humanista, mas também espiritual. Ao chegar à maioridade, Luísa sentiu o chamado vocacional e pediu para abraçar a vida monacal. Porém, seu pedido foi rejeitado por questão de saúde.

Casamento

Logo, não lhe restava que o matrimônio: a escolha do noivo, ditada pelas convenções sociais da época, recaiu sobre Antônio Le Gras, secretário da família dos Medicina.

Luísa uniu-se em matrimônio em 1613, aos 22 anos, tornando-se, logo em seguida, mãe do pequeno Miguel. Mas, a futura Santa sentiu, em seu coração, uma crise profunda: não era aquela a sua verdadeira vocação e sentiu muito. Todavia, como esposa e mãe carinhosa, dedicou-se à sua família com abnegação e espírito de sacrifício, assistindo, com amor, ao marido, acometido por uma grave doença, que o levou à morte em 1626.

O encontro iluminador com Vicente de Paolo

No dia de Pentecostes de 1623, enquanto estava em recolhimento, Luísa recebeu uma espécie de luz: “Entendi – escreveu ela – que havia chegado a hora e em condições de fazer os três votos de pobreza, castidade e obediência. Entendi que deveria estar em um lugar para ajudar os outros”.

No ano seguinte, a futura Santa encontrou quem iria lhe permitir colocar em prática aquele espírito ardente de caridade e a sua doação total ao amor de Deus, que a impulsionava: São Vicente de Paolo. Doravante, este “casal de Deus” permaneceu unido, indissoluvelmente, em nome do apostolado e do serviço aos últimos, aos excluídos e marginalizados.

Nascimento das “Filhas da Caridade”

Vicente, sacerdote dinâmico e criativo, formou, em Paris e nas aldeias vizinhas, as “Confrarias da Caridade”, compostas de generosas voluntárias dispostas a ajudar os mais necessitados. Padre Vicente confiou aquelas jovens precisamente a Luísa, para que fossem formadas e acompanhadas no seu serviço material e espiritual. Luísa disse logo “sim” àquele projeto inovador. Assim, em 29 de novembro de 1633, nasceram as “Filhas da Caridade” ou monjas sem clausura. Segundo Vicente de Paolo, o “mosteiro delas seriam as casas dos enfermos; as celas, um quarto alugado; a capela, a igreja paroquial; a clausura, as ruas da cidade”. Sua mestra e testemunha foi Luísa de Marillac, que se dedicou, totalmente, à missão de fazer com que as jovens compreendessem que “servir aos pobres é servir a Cristo, porque os pobres e Cristo formam uma mesma realidade”.

Serviço humilde e compassivo

O estilo das “Filhas da Caridade” seria, portanto, de serviço humilde, cordial e compassivo; um serviço de abrange todos: com um bornal nas costas, cheio de comida, roupas e remédios, as jovens filantrópicas passavam pelas ruas parisienses, nos subúrbios, nos hospitais, nas prisões, nos campos de batalha e nas escolas, onde as crianças aprendiam, não apenas escrever e contar, mas também conhecer e amar a Deus.

“Seus olhos e corações sejam só para os pobres”

Luísa nunca poupou esforços! Ela colocava tanta dedicação em todas as suas ações e orações, que Vicente de Paolo exclamou: “Só Deus sabe qual a sua força de espírito”!

No entanto, os anos passam e as condições físicas de Marillac, já tão precárias, começam a diminuir. No início de 1660, a futura Santa percebeu que seu fim estava próximo. Não obstante, jamais deixava de encorajar suas Filhas e lhes recomendava: “Seus olhos e corações sejam voltados só para os pobres”. Seu coração, exausto pelo cansaço, deixou de bater no dia 15 de março de 1660.

Entretanto, a sua obra não cessou. Atualmente, a Companhia das “Filhas da Caridade” conta cerca de 3 mil Casas e mais de 27 mil Irmãs nos cinco Continentes.

Padroeira das obras sociais

Luísa de Marillac foi beatificada por Bento XV, em 9 de maio de 1920, canonizada por Pio XI, em 11 de março de 1934, e proclamada “Padroeira das obras sociais” por São João XXIII, em 10 de fevereiro de 1960.

Seus restos mortais descansam na capela da Casa Geral das “Filhas da Caridade” em Paris, mas uma estátua, em sua memória, encontra-se na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 mai. 2023.

09 de maio – Monsenhor André Sampaio

“A inveja te olha dos pés a cabeça, procurando defeito em você. Quando acha, comenta! Quando não acha, inventa. Te calunia e tenta te destruir…

Não inveje a ninguém. Pode ser que a pessoa que você inveja gostasse de estar no seu lugar. Talvez esteja enfrentando dificuldades maiores que as suas. Aprecie a própria vida. Mentalize apenas as coisas boas e belas. Veja os outros com bondade. Faça o melhor possível no presente. Acredite que seu futuro será bom. Afaste idéias de desânimo, tristeza, ódio, avareza, orgulho. Agradeça a Deus o que você é. Valorizar a vida que tem é agradecer a Deus!

Livrai-me Senhor da falta de esperança, proteja-me de toda espécie de inveja, guia-me pelos caminhos do bem que me fazem chegar até a Ti. E deixa todos meus dias repletos com a alegria da Tua presença. Amém!”

Monsenhor André Sampaio

A vontade de Deus: um mistério ilimitado

A vontade de Deus é um assunto que tem sido debatido há séculos. Para muitas pessoas, é difícil entender a vontade de Deus e até mesmo aceitá-la. Algumas pessoas acreditam que a vontade de Deus é limitada, que Ele tem um plano específico para cada um de nós, e que devemos seguir esse plano sem questioná-lo. No entanto, acredito que a vontade de Deus é ilimitada e que Ele nos deu o livre-arbítrio para tomarmos nossas próprias decisões.

A vontade de Deus é um mistério, logo, não conseguiremos compreender completamente. Afinal, como podemos entender a “mente” de Deus, que é infinitamente sábio e amoroso? No entanto, acredito que a vontade de Deus é ilimitada porque Ele é onipotente e pode fazer qualquer coisa que quiser. Ele é o criador do universo e tem o poder de controlar todas as coisas. Isso significa que Sua vontade é infinita e não há nada que Ele não possa fazer.

No entanto, isso não significa que Deus controla tudo o que acontece em nossas vidas. Ele nos deu o livre-arbítrio para tomar nossas próprias decisões e escolher o caminho que queremos seguir. Embora Ele possa nos guiar e nos ajudar em nossas escolhas, cabe a nós decidir como agir. Portanto, a vontade de Deus é ilimitada, mas isso não significa que Ele nos força a seguir um caminho específico.

Quando aceitamos que a vontade de Deus é ilimitada, podemos sentir uma sensação de liberdade e paz. Sabemos que Ele sempre estará lá para nos guiar e que podemos confiar Nele para nos ajudar a tomar as melhores decisões. Também podemos aceitar que algumas coisas estão além de nosso controle e que não precisamos nos preocupar excessivamente com o que não podemos mudar. Em vez disso, podemos nos concentrar em viver nossas vidas com amor e compaixão, seguindo nossos próprios caminhos e confiando que Deus sempre estará conosco.

Acredito que a vontade de Deus é ilimitada. Ele é onipotente e pode fazer qualquer coisa que quiser. No entanto, Ele nos deu o livre-arbítrio para tomar nossas próprias decisões e escolher o caminho que queremos seguir. Quando aceitamos isso, podemos sentir uma sensação de liberdade e paz, sabendo que Deus sempre estará conosco, independentemente do caminho que escolhemos seguir.

Mauro Nascimento

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Por Mauro Nascimento