Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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08 de junho – Monsenhor André Sampaio

QUEM SOMOS NÓS PARA NOS JULGARMOS SUPERIORES A QUEM QUER QUE SEJA?

“Quando se fala em humildade muitos pensam em pobreza, falta de conhecimento, ignorância. Para aqueles que conhecem o Evangelho sabem que para Deus o termo ‘humildade’ tem outro significado. Humildade significa uma grande virtude do Espírito. Aquele que tem humildade sabe compreender as falhas e limitações dos outros, pois não se julga pior nem melhor do que o outro. A humildade nos torna pessoas melhores, pois nos faz reconhecer as nossas próprias dificuldades e nos faz lembrar que estamos aqui para aprendermos uns com os outros. Que devemos nos auxiliar uns aos outros. Por essa razão é de grande importância praticar a humildade consigo próprio, não permitindo que sentimentos como o orgulho, o egoísmo e a vaidade tomem conta do Ser. Jesus sempre agiu com humildade. Jamais demonstrou qualquer sinal de orgulho ou vaidade. Então, quem somos nós para nos julgarmos superiores a quem quer que seja? Somos todos filhos de Deus e Ele nos ama igualmente. Lembremo-nos de que a humildade é irmã da caridade.”

Monsenhor André Sampaio

Ética e caráter: reflexões sobre o Impacto da educação na construção do ser

Já se perguntou sobre o contraste entre as ações que tomamos na presença de outros e aquelas que ocorrem no silêncio de nossa solitude? Qual o papel da educação básica e do ambiente familiar na formação inicial de nosso caráter? É viável fazer nossa ética, influenciada pelas expectativas da sociedade, ecoar em harmonia com nosso caráter, moldado na privacidade de nosso próprio ser? Como a educação se insere nesse esforço pela autenticidade e integridade?

Embarque comigo nesta reflexão sobre tais questionamentos, do universo intrincado da ética, do caráter e do papel indelével da educação em nosso desenvolvimento.

Quantas vezes nos pegamos ponderando sobre a dicotomia entre o que fazemos quando somos observados e quando estamos sozinhos? A perspicácia do escritor Oscar Wilde nos oferece uma interessante partida para essa reflexão:

“Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter.”

A ética é uma espécie de “teatro social”, um script dirigido pelas normas, regras e expectativas da sociedade. É como se fosse um holofote que ilumina cada ação nossa, exigindo conformidade com padrões aceitáveis. As ações éticas são moldadas pelo olhar alheio, podendo refletir ou não a nossa verdadeira essência.

O caráter, por sua vez, é a nossa verdade mais genuína, revelada quando o palco se apaga e as cortinas se fecham. É construído na infância, na intimidade do lar, longe dos olhos do mundo. E é aqui que a educação básica e a criação familiar desempenham um papel crucial, moldando a estrutura moral na qual nosso caráter será construído.

A dicotomia ética-caráter é complexa, entrelaçada pela influência incontestável da educação. A educação não é meramente o aprendizado de fatos ou habilidades, mas a formação do caráter, a transmissão de valores, a incubação de princípios éticos que iluminarão nossas ações quando todos estiverem olhando – e, claro, quando ninguém estiver.

Mas não se engane, a educação e a criação familiar não devem ser vistas apenas como moldadoras do caráter, pois também têm o potencial de harmonizar ética e caráter, permitindo que nossas ações sob o holofote da ética sejam tão autênticas quanto as realizadas na sombra do caráter.

Portanto, no intricado jogo da educação e da criação, talvez devêssemos nos perguntar: “Estamos educando nossas crianças para serem éticas apenas sob o olhar público, ou estamos ajudando a moldar um caráter que permanece íntegro, mesmo na ausência de espectadores?”

Por fim, devemos lembrar que, enquanto adultos, ainda podemos aprender e evoluir. Cada decisão tomada, cada escolha feita, é uma oportunidade para alinhar nossa ética ao nosso caráter, buscando uma integridade mais profunda e significativa. Afinal, é no silêncio de nossas ações ocultas que o eco de nosso caráter verdadeiro ressoa mais alto.

Tiago Souza

Fonte:

Ética e Caráter: Reflexões sobre o Impacto da Educação na Construção do Ser. Acesso em: 07 jun. 2023.

A busca pela essência: uma reflexão sobre a citação de Basílio de Magalhães

“Nunca tive, não tenho e espero não ter jamais ídolos de espécie alguma, exceto apenas a Beleza e a Verdade” (Basílio de Magalhães).

A citação de Basílio de Magalhães é uma afirmação forte e contundente de que ele não tem, nem nunca teve ídolos de qualquer tipo, exceto pela beleza e pela verdade. Embora haja muitas virtudes nobres que um ser humano pode aspirar, por que Basílio escolheu especificamente essas duas virtudes em particular?

Pode-se interpretar a escolha de Basílio de Magalhães como uma valorização da essência das coisas, em oposição ao valor superficial que muitas vezes é dado a coisas como a fama, o dinheiro, o poder, a beleza física ou outros atributos externos. A beleza e a verdade, por outro lado, são valores mais profundos e duradouros, que transcendem as aparências e atingem o cerne das coisas.

A beleza pode ser encontrada em muitas coisas, desde a natureza até a arte, e é uma manifestação da harmonia e da perfeição que existe no mundo. A verdade, por sua vez, é o reconhecimento do que é real e autêntico, em oposição à ilusão e à falsidade.

No entanto, a busca pela beleza e pela verdade pode ser difícil e muitas vezes desafiadora. A beleza pode ser subjetiva e difícil de definir, enquanto a verdade pode ser esquiva e complexa. Além disso, ambas podem ser ameaçadas pela nossa própria percepção e entendimento limitados.

Ainda assim, a escolha de Basílio de Magalhães é inspiradora e um lembrete de que devemos buscar o que é mais essencial e valioso na vida. Ao invés de buscar ídolos efêmeros, podemos encontrar significado e propósito ao contemplar a beleza e a verdade que existem em nós e no mundo ao nosso redor. Essa busca pode ser desafiadora, mas é uma jornada que vale a pena empreender, pois nos permite descobrir a profundidade e a riqueza da vida.

Mauro Nascimento

07 de junho – Monsenhor André Sampaio

“Ninguém dá o que não tem. A bondade, o amor, o perdão, a generosidade, só podemos dar se trazemos em nós mesmos, dentro do nosso coração. Pode alguém dar água de uma fonte seca ou dar pão de uma cesta vazia? Jesus deu amor por que sempre foi uma fonte inesgotável de amor; deu compaixão, por que isso fazia parte dele. Se quer dar luz, cultive-a dentro de si mesmo; Se quer dar bondade, seja bom; se quer abençoar, seja primeiro a bênção. Você só pode dar o que possui em seu coração. Seja um campo de flores bonitas e todas as pessoas que cruzarão seu caminho, jamais continuarão a jornada sem carregar nelas um pouco do seu perfume…”

Monsenhor André Sampaio

07 de junho – Santo Antônio Maria Gianelli, bispo de Bobbio, fundador das Filhas de Maria Santíssima do Horto

Retrato no Palácio do Bispo de Bobbio

Antônio Maria foi pároco de Chiavari, em 1827, onde aderiu à Sociedade Econômica, uma entidade de beneficência, que confiou às Damas da Caridade. Este foi o primeiro passo para a instituição das Filhas de Maria Santíssima do Horto. Foi nomeado bispo de Bobbio e canonizado por Pio XII.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 05 jun. 2023.

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Por Mauro Nascimento