Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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10 de julho – Monsenhor André Sampaio

QUANDO PERCEBEREMOS QUE O MAIOR TESOURO ESTÁ DENTRO DE NÓS?

“Somos cegos! Pois passamos a vida a nos lamentar pelo que não temos, ao invés de darmos graças por tudo o que temos, porem, não valorizamos. Temos a terrível mania de só olhar para o que não temos ou não conseguimos, ou para aquilo que perdemos, e nos esquecemos de olhar para o que temos. Não somos capazes de ver as nossas conquistas. Gostamos de olhar apenas para as nossas frustrações e fracassos e deixamos de olhar para tantas vitórias que nos acompanham pela vida. Tudo o que é material é passageiro. Só nos serve em determinados momentos e situações. Deus sempre nos dá o necessário para cumprirmos a nossa peregrinação terrestre. O grande problema é que nunca estamos satisfeitos. Queremos sempre mais e mais. Reclamamos porque vivemos numa casa mediana, enquanto o outro agradece a Deus por achar um cantinho debaixo de uma ponte para se abrigar. Quando despertaremos para a grande verdade? Quando deixaremos de ser ingratos? Quando perceberemos que o maior tesouro está dentro de nós e que ele se completa por si só, desde que nos desapeguemos das coisas materiais e nos liguemos mais a Deus, nosso Criador?”

Monsenhor André Sampaio

09 de julho – Monsenhor André Sampaio

SEJAMOS GRATOS POR TUDO SEMPRE

“Infelizmente há pessoas que estão sempre recebendo ajuda e não conseguem perceber que são afortunadas. Por mais que se faça por elas nunca estão satisfeitas. Estão sempre cobrando dos outros o que elas mesmas não são capazes de fazer. São pessoas que recebem ajuda nos momentos difíceis, e que sempre tem alguma alma nobre para lhes prestar auxílio. Ainda assim, não sabem reconhecer a bondade Divina, a lhes colocar sempre alguém no caminho para lhes amparar e socorrer. Acham que é um direito! A isso chamamos de ingratidão.

A ingratidão é dos piores defeitos que alguém pode ter. Ela nasce do orgulho. O orgulho não permite que a pessoa reconheça o bem que recebe tampouco que seja agradecida. Só que a vida sempre cobra aquilo que fazemos de errado. Chega o momento em que o ingrato perde as regalias e só então reconhece o bem recebido, só que tarde demais. Aí vem o remorso a cobrar a atitude orgulhosa e egoísta.

Por tudo isso, sejamos gratos por tudo sempre, pois estamos aqui para aprendermos a sermos humildes e caridosos, único caminho para a paz e a felicidade!”

Monsenhor André Sampaio

09 de julho – Santos Agostinho Zhao Rong presbítero e companheiros, mártires chineses

Santos Agostinho Zhao Rong presbítero e Companheiros – mártires chineses

Evangelização da China

O primeiro anúncio do Evangelho na China tem origens muito remotas: parece que também São Tomé, um dos Doze apóstolos de Jesus, foi até lá em sua obra de evangelização.

Contudo, segundo os primeiros testemunhos fidedignos, a chegada do cristianismo à China, através da Síria, ocorreu apenas no século V.

No entanto, na época moderna, muito se deve à Companhia de Jesus, que enviou seus missionários jesuítas, como Mateus Ricci, que desembarcaram em Macau, em 1582. No início, a nova religião gozava de certa liberdade de culto: com o edito do imperador, em 1692, foi possível a profissão de fé e a pregação livre no âmbito do império. Porém, esta situação não durou muito.

Agostinho, “eu te batizo…”

Agostinho Zhao Rong nasceu em Kweichou, em 1746, no seio de uma família pagã. Aos 20 anos, alistou-se no exército imperial e, aos 26, como carcereiro de Wu-chuan, ficou encarregado de manter os cristãos presos, após a perseguição imperial, desencadeada em 1772. Precisamente ali, aconteceu algo de extraordinário: detinha-se, cada vez mais, a ouvir os sacerdotes, que não deixavam de anunciar o Evangelho, nem durante a sua detenção. Assim, quase sem perceber, converteu-se ao cristianismo!

Ao ser batizado, em 28 de agosto, recebeu o nome de Agostinho. A seguir, pôs-se a serviço dos missionários, ficando encarregado de batizar as crianças, que estavam morrendo de fome, por causa da escassez.

Ao concluir os estudos teológicos necessários, foi ordenado sacerdote, em 1781.

Agostinho tornou-se um grande pregador, capaz de comover, até às lágrimas, com as suas pregações sobre a Paixão de Jesus, obtendo muitas conversões. Depois, foi enviado a Yunnan para evangelizar os aborígines.

Martírio, semente de santidade, que produz muitos frutos

Infelizmente, na China, em 1815, os cristãos voltaram a ser perseguidos. Agostinho, reconhecido como sacerdote, foi preso e submetido a torturas até ao martírio. Mas, ele não foi o primeiro, pois aonde o cristianismo chegava, chegava logo também o martírio.

Com efeito, Padre Francesco Fernández de Capillas, dominicano assassinado por ódio à fé, em 1648, é considerado Protomártir da China. A mesma sorte coube a muitos outros: entre 1648 e 1930, foram assassinados 120 cristãos, dos quais 87, nascidos e criados na China; outros eram, sobretudo, religiosos em missão.

Por ocasião do grande Jubileu do ano 2000 e da Canonização de Santo Agostinho Zhao Rong, São João Paulo II acrescentou todos os mártires chineses em uma única Causa, embora beatificados em momentos diferentes. Todos foram testemunhas corajosas do Evangelho de Cristo, que o anunciaram, com palavras e a vida, até ao extremo sacrifício.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 07 jul. 2023.

08 de julho – Monsenhor André Sampaio

SEJAMOS INSTRUMENTOS DO BEM EVITANDO CONFRONTOS DESNECESSÁRIOS 

“As brigas normalmente ocorrem pela divergência de pensamentos, de opiniões, de visões e pelo egoísmo. Achamos que sempre somos donos da verdade e sabemos tudo e os outros não sabem nada. As brigas podem ser físicas e verbais, ao ouvir um insulto começam as brigas e o nível do pensamento fica negativo e ocorrem vários problemas de obsessão. Ocorrem também por falta de diálogo e intenção de impor o ponto de vista diferente. É muito importante que fiquemos atentos à nossa posição de pessoas de boa vontade e tentar evitar e vigiar e orar sempre e não se descontrolar. Valoriza o compromisso com a paz e sejamos instrumentos do bem evitando confrontos desnecessários, mesmo quando sentimos que estamos certos. A oração é o melhor remédio para todos os males.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento