Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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03 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Na seara do Cristo há sempre o trabalho constante para aquele que quer crescer e se santificar. Quando há disposição para ajudar a quem necessita haverá sempre o trabalho. Não importa se não possui o bem material para doar, mas se tiver um sorriso no rosto e a boa vontade para uma palavra de afeto a quem necessita já estará fazendo um bem enorme, para quem não possui quase nada. O afeto remove do coração angustiado todas as mazelas e o abraço fraterno renova as energias daquele que possui tão pouco. São muitos os necessitados e muitas vezes fechamos os olhos pensando não ter como servir ao próximo, nos enganamos pensando assim, pois há sempre alguém a nossa espera. Servir sempre com dedicação e responsabilidade é nosso dever no caminho de santificação.”

Monsenhor André Sampaio

Desafiando a “omissão”: o papel dos homens na luta feminista

Vivemos em uma sociedade marcada por desigualdades e opressões, e o machismo é uma das mais persistentes e nocivas delas. Como indivíduos conscientes dessa realidade, muitos de nós se esforçam para serem antirracistas, antilgbtfóbicos e, principalmente, antimachistas. No entanto, é preciso lembrar que esse esforço não pode se limitar a um discurso vazio e a uma postura passiva.

Não basta dizer que apoiamos a luta das mulheres e que acreditamos em igualdade de gênero. É preciso que essas palavras sejam acompanhadas de ações concretas, especialmente quando se trata de confrontar atitudes machistas em nosso próprio círculo social. Não é fácil, mas é necessário.

O problema da “omissão” masculina, ou seja, a lealdade cega e incondicional entre muitos homens, é que muitas vezes ela é usada para justificar e encobrir comportamentos abusivos e opressores. É comum que homens fechem os olhos para o machismo de amigos e conhecidos, preferindo manter uma camaradagem cega a confrontar o problema de frente.

Essa atitude não só é prejudicial para as mulheres que sofrem com o machismo, mas também para os próprios homens que perpetuam e reforçam a cultura machista. Ao não confrontar atitudes machistas em nosso próprio círculo social, estamos contribuindo para a perpetuação do problema e para a manutenção do status quo.

É preciso ter coragem para confrontar essas atitudes e desafiar nossos amigos e conhecidos. Não é fácil, mas é necessário se quisermos promover uma cultura mais justa e igualitária. Devemos nos perguntar: qual é a mensagem que estamos passando para as mulheres em nossa vida quando ignoramos ou minimizamos comportamentos machistas em nossos amigos?

Ser antimachista não é apenas uma questão de discurso, mas de ação. É preciso ter a coragem de agir, de enfrentar desconfortos e de desafiar nossos próprios preconceitos. Enquanto a “omissão” masculina for mais forte do que a nossa vontade de mudar o mundo ao nosso redor, pouco progresso será feito. Mas podemos começar a mudar isso, hoje, agora, dentro de nós mesmos e dentro do nosso círculo social.

Mauro Nascimento

02 de agosto – São Pedro Julião Eymard, sacerdote fundador dos Sacramentinos

Imagem: Wikimedia

A Eucaristia para o reflorescimento espiritual

“Refleti muito sobre os remédios para vencer a indiferença universal, que se apodera de tantos homens, e encontrei somente um: a Eucaristia, o amor a Jesus eucarístico. A perda da fé provém da perda do amor”. Com estas palavras, em meados do século XIX, o sacerdote francês, Pedro Julião Eymard, – animado pelo desejo de despertar um florescimento espiritual na Europa, – confirmava a sua profunda convicção de que somente o culto Eucarístico seria a chave para a renovação da vida cristã e para a formação de leigos e consagrados.

Sempre devoto ao Santíssimo Sacramento

A devoção ao Santíssimo Sacramento sempre acompanhou o crescimento espiritual de Pedro Julião: desde criança, sobretudo, no dia da sua Primeira Comunhão, amadureceu seu propósito de ser sacerdote.

Pedro Julião Eymard nasceu em La Mure d’Isére, diocese de Grenoble, em 4 de fevereiro de 1811. Era o último de dez filhos, oito dos quais falecidos em tenra idade. Devido à saúde frágil, teve que deixar de lado seu desejo de partir em missão. No entanto, sua aspiração ao sacerdócio, fortemente contestada pelo pai, encontrou a sua realização aos 20 anos, quando entrou para o seminário; a seguir, em 1834, foi ordenado sacerdote. Primeiro, foi um padre diocesano, mas, a partir de 1839, se tornou membro da recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Ali, foi logo atraído pela contemplação do amor de Deus, de modo especial, da Eucaristia.

Os Sacramentinos

Um dos momentos importantes, no percurso espiritual do jovem, foi uma procissão eucarística, em 1845, durante a qual, ao carregar o Santíssimo Sacramento, pediu a Deus o zelo apostólico do apóstolo Paulo para difundir o Evangelho. Outro momento foi a viagem que fez a Paris, em 1849, onde, em qualidade de provincial dos Padres Maristas, teve a oportunidade de conhecer algumas pessoas importantes do Movimento de Adoração Noturna, entre as quais a fundadora da “Adoração Reparadora”, Madre Marie-Thérèse Dubouché e o conde Rayond de Cuers. Com este, em maio de 1856, em Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento, cada vez mais ciente da centralidade do culto Eucarístico, após ter deixado a Sociedade de Maria.

Para Padre Eymard, a adoração era mais que uma simples contemplação: constituía o motor e a alma de toda atividade caritativa, tanto entre os pobres da periferia de Paris quanto entre os sacerdotes idosos ou os que se encontravam em dificuldade.

Movido por esta sua convicção, junto com Margarida Guillot, Padre Eymard fundou a Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento; animou a Associação dos Sacerdotes Adoradores, a Congregação Eucarística dos Leigos; além do mais, comprometeu-se com o apostolado, através da pregação, da direção espiritual e da obra das Primeiras Comunhões de adultos e jovens operários.

A centralidade da Missa

A celebração Eucarística deveria ser o centro de toda a vida de um cristão e origem de toda a sua ação. Assim, Padre Pedro Julião foi um incansável incentivador da participação frequente da Missa. O fato de estar diante de Deus, contemplando a hóstia consagrada, – segundo o sacerdote, – transcendia toda e qualquer forma de intimismo e impelia o adorador à vida ativa.

Esta dimensão social da Eucaristia é destacada pelo Padre Pedro Julião, no texto “Le Trés Saint Sacrement”: “O culto solene à exposição do Santíssimo é necessário para despertar a fé, adormecida em tantos homens honestos. (…) A sociedade morre quando não tiver mais um centro de verdade e de caridade e tampouco vida em família. Muitos se isolam, se concentram em si mesmo, querem ser autossuficientes. Assim, a dissolução é iminente! Ao contrário, a sociedade renasce com vigor quando todos os seus membros se reúnem em torno do Emanuel”.

Como “Padre e Apóstolo da Eucaristia”, Pedro Julião Eymard morreu, na sua cidade natal, com apenas 57 anos de idade, no dia primeiro de agosto de 1868, por causa da sua saúde frágil, marcada por todo tipo de provação, sobretudo nos últimos anos.

São Pedro Julião Eymard foi beatificado, em 1925, por Pio XI, e, em 1962, canonizado pelo Papa João XXIII.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 01 ago. 2023.

02 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a incerteza, nem a solidão…

Nada me impedirá de sorrir…

Nem o medo, nem a depressão, por mais que sofra meu coração…

Nada me impedirá de sonhar…

Nem o desespero nem a descrença, muito menos o ódio ou alguma ofensa…

Nada me impedirá de viver…

Mesmo errando e aprendendo, tudo me será favorável…

Para que eu possa sempre amar, preservar, servir, cantar, agradecer, perdoar, recomeçar…

Quero viver o dia de hoje, como se fosse o primeiro, como se fosse o último, como se fosse o único…

Quero viver o momento de agora, como se ainda fosse cedo, como se nunca fosse tarde…

Quero manter o otimismo, conservar o equilíbrio e fortalecer a minha esperança…

Quero recompor minhas energias para prosperar na minha missão, e viver alegremente todos os dias…

Quero caminhar na certeza de chegar…

Quero lutar na certeza de vencer…

Quero buscar na certeza de alcançar, quero saber esperar para poder realizar os ideais do meu ser…

Enfim, quero dar o máximo de mim, para viver intensamente e maravilhosamente, TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA!”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento