Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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05 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“As vitórias que conquistamos na vida são sempre um alento ao coração, porque nos encorajam e nos tornam mais fortes para continuar a busca incessante pela melhora moral e o crescimento espiritual, porque é esta a tarefa a ser desempenhada por cada um de nós, em nossa peregrinação terrestre. Somos fortes e possuidores do amor de Deus a nos embalar caminho a dentro em busca das resoluções das mazelas da vida. E assim a vida vai tomando forma e a cada momento proporcionando a todos nós as oportunidades para desbravarmos caminhos sombrios, mas com muita coragem para vencê-los, sem medo de buscarmos mais adiante a tão vitoriosa realização pessoal. Muitas vezes pensamos em desistir, mas a desistência só nos congela ao anonimato da vida e não nos torna fortes, por isso todas as dificuldades pelas quais passamos são necessárias, para que possamos unir forças e continuar em frente. Já pensou como seria a vida se tudo fosse fácil? Qual aprendizado? Todos nós necessitamos sair da nossa zona de conforto para não estagnar. Progredir sempre, esta é a Lei!”

Monsenhor André Sampaio

05 de agosto – Santo Osvaldo

Osvaldo em vitrais da Catedral de Santo Osvaldo em Gloucester (Inglaterra)

Maserfield, na Inglaterra, mais tarde tornou-se Oswestry, em honra ao mártir Osvaldo: rei da Nortúmbria, famoso em artes marciais, mas, sobretudo, amante da paz; divulgou implacavelmente a fé cristã na região e foi assassinado, por causa da sua fé em Cristo, enquanto lutava contra os pagãos.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 04 ago. 2023.

04 de agosto – São João Maria Vianney, Cura de Ars, padroeiro do clero com cura das almas

São João Maria Vianney (Joachim Schäfer – Ökumenisches Heiligenlexikon)

“Se soubéssemos bem o que é um padre na terra, morreríamos: não de medo, mas de amor”. A vida de São João Maria Vianney pode ser resumida neste pensamento.

Também conhecido como “Cura d’Ars”, João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, em Dardilly, próximo de Lyon. Seus pais eram camponeses e, desde pequeno, o encaminham ao trabalho da lavoura, tanto que, aos 17 anos, João ainda era analfabeto.

No entanto, graças aos ensinamentos maternos, conseguiu aprender muitas orações de cor e viveu uma forte religiosidade.

“Queria conquistar muitas almas”!

Na época, sopravam ventos de Revolução na França. Por isso, João Maria Vianney frequentou o sacramento da confissão em casa, não na igreja, graças a um sacerdote “refratário”, que não havia jurado fidelidade aos revolucionários. A mesma coisa aconteceu com a sua Primeira Comunhão, recebida em um celeiro, durante uma Missa “clandestina”.

Aos 17 anos, João sentiu-se chamado ao sacerdócio. “Se eu fosse padre, queria conquistar muitas almas”, disse ele. Mas, não era fácil atingir esta meta, por causa dos seus poucos conhecimentos culturais. Mas, graças à ajuda de sacerdotes sábios, entre os quais o Abbé Balley, pároco de Écully, recebeu a ordenação sacerdotal, em 13 de agosto de 1815, com a idade de 29 anos.

Longas horas no confessionário

Três anos depois da sua ordenação, em 1818, João foi enviado para Ars, uma pequena aldeia no sudeste da França, que contava 230 habitantes. Ali, dedicou todas as suas energias ao cuidado pastoral dos fiéis: fundou o Instituto da “Providência” para acolher órfãos; visitava os enfermos e as famílias mais necessitadas; restaurou a igrejinha e organizou quermesses na festa do padroeiro.

Entretanto, o Santo Cura d’Ars destacou-se na sua missão de administrar o sacramento da Confissão: sempre pronto a ouvir e oferecer o perdão aos fiéis, passava até 16 horas por dia no confessionário. Diariamente, uma multidão de penitentes de todas as partes da França vinha confessar-se com ele, tanto que a cidadezinha de Ars ficou conhecida como o “grande hospital das almas”. O próprio João Maria Vianney vigiava e jejuava para ajudar os fiéis a expiarem os pecados.

Certo dia, disse a um seu coirmão: “Vou dizer-lhe qual é a minha receita: dou aos pecadores uma pequena penitência e o resto eu faço no lugar deles”.

Patrono dos párocos

Após ter-se dedicado totalmente a Deus e aos seus paroquianos, João Maria Vianney faleceu no dia 4 de agosto de 1859, com 73 anos de idade. Seus restos mortais descansam em Ars, no Santuário a ele consagrado, que recebe a visita de cerca de 450 mil peregrinos por ano.

João Maria Vianney foi beatificado em 1905, pelo Papa Pio X, e canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI, que o proclamou, em 1929, “padroeiro dos párocos do mundo”.

Em 1959, por ocasião do centenário da sua morte, São João XXIII dedicou-lhe a encíclica “Sacerdotii Nostri Primordia”, apresentando- como um modelo dos sacerdotes.

Em 2009, pelo seu 150° aniversário de morte, Bento XVI propôs um “Ano Sacerdotal”, para “favorecer e promover uma maior renovação interior de todos os sacerdotes e um testemunho evangélico mais forte e mais incisivo no mundo contemporâneo”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 03 ago. 2023.

04 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Meu Senhor e meu Deus! Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo eu sabendo que as rosas não falam. Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre. Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa. Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas, do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas. Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda. Que, eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças, querem que eu caia. Que eu não perca a vontade de amar, mesmo, sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim. Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos. Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos. Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida, são inúmeras e deliciosas. Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu. Que eu, não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos. Que eu não perca a beleza e a alegria de viver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma. Que eu não perca o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia. Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até, rejeitado. Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno. E acima de tudo, que eu, jamais, me esqueça que Você, meu Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento