Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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13 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Falar em talento, nos leva a algumas perguntas: Qual o seu Talento? O seu talento te leva a quê? Qual a aplicação que você dá ao seu talento? Você já colocou em prática os seus talentos? São perguntas que muitos com certeza vão responder de forma negativa, que não tem talento para coisa alguma, mas é um equívoco pensarmos assim, porque todos nós indistintamente possuímos algum talento e se não o encontramos ainda é porque estamos fechados para colocá-lo em prática em nossa vida. Porque o talento é a criatividade que temos para executar algo e todos nós somos criativos em algum campo de nossa vida, desta forma nos deixamos apagados muitas vezes por desconhecer quais são os nossos talentos. Percebam que às vezes temos uma angústia interior que não sabemos o motivo, esta angústia pode estar ligada ao seu talento não desenvolvido. Somos todos talentosos e temos a criatividade, a inspiração e a intuição que Deus nos deu para colocarmos em prática todos os nossos talentos e assim poder auxiliar nossos irmãos e ajudá-los a progredirem de alguma forma. Alguns têm o talento para a música, outros para a fala e assim uma infinidade de talentos guardados por nós a sete chaves, porque não valorizamos essa dádiva do Criador, que nos deu condições maravilhosas para traçar nossa transformação. Não jogue fora os talentos que recebeu, procure em você o seu talento e o coloque em prática a favor daqueles que necessitam dele. Doe seu talento para algo que realmente faça bem a você e aos que o acompanham em sua vida.”

Monsenhor André Sampaio

12 de agosto – Monsenhor André Sampaio

AQUELE QUE É OMISSO ACABA INDIRETAMENTE PRATICANDO O MAL

“Muitos acreditam que basta não praticar o mal para serem considerados bons. Um grande equívoco pensar desta maneira. A omissão em muitos casos causa tanto prejuízo quanto o mal praticado. Aquele que é omisso acaba indiretamente praticando o mal, pois deixa de fazer o bem. Sempre que formos omissos em relação àqueles que estejam à nossa volta, e, dessa omissão resultar um mal, cedo ou tarde, o remorso virá bater à nossa consciência. Não há dor maior do que o remorso. É sentimento que dói e atinge a alma profundamente, pois o remorso não modifica aquilo que já aconteceu. Todo o erro ou omissão que tivermos praticado é fato consumado. Então, cuidemos para que um dia não tenhamos que nos defrontar, com um sentimento tão triste, fazendo o melhor que pudermos, em todas as situações, pondo em prática todo o bem ao nosso alcance, seja com quem for. Desse modo estaremos livres de passarmos por este sofrimento, dando lugar somente à paz e à alegria em nossa consciência.”

Monsenhor André Sampaio

12 de agosto – Santa Joana Francisca de Chantal, religiosa

Imagem: Wikimedia

Como Clara com Francisco, assim foi Joana com Francisco de Sales. Entre o século XV e XVI, tornou-se baronesa de Chantal. Quando seu esposo se ausentava, Joana se despia dos trajes elegantes e servia aos pobres. Tornando-se viúva, consagrou-se a Deus e fundou as Visitandinas para cuidar dos doentes.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 11 ago. 2023.

11 de agosto – Santa Clara de Assis, fundadora das Clarissas

Santa Clara, Maestro di Santa Chiara, Assis

Pobre por escolha nos rastos de Francisco

Domingo de Ramos de 1211. O silêncio da noite, nos campos de Assis, foi quebrado pelos passos rápidos de Clara, dezoito anos. Sabia estar indo contra a sua amada e rica família, mas Deus inspirou nela o desejo de uma verdadeira liberdade: ser pobre. Aquela fuga de toda segurança foi o epílogo de percurso iniciado sete anos antes, quando presenciou a um fato chocante: um jovem rico se despoja das suas roupas, as devolve ao pai e abraça a Senhora Pobreza. É Francisco! Naquela noite, ele estava na Porciúncula aguardando Clara: corta os seus cabelos, entrega-lhe um saio de lã grosseira e lhe encontra abrigo no mosteiro Beneditino de São Paulo, em Bastia Umbra. Seu pai tentou, em vão, convencê-la a voltar para casa.

“Pobres Damas”

O gesto de Clara atrai outras mulheres, entre as quais sua mãe e as irmãs: logo se tornaram cerca de cinquenta. Francisco as chamou “Pobres damas” ou “Pobres reclusas” e colocou-lhes à disposição o pequeno mosteiro de São Damião, que acabara de restaurar e onde recebera o convite “Vai e repara a minha casa”. Entre o Pobrezinho e Clara há plena comunhão: ela se define a “sua plantinha” e acompanha a missão dos Frades no mundo, mediante a sua oração incessante, junto com suas coirmãs.

A primeira mulher a escrever uma Regra

A primeira mulher a escrever uma Regra era forte e determinada; ela obteve a aprovação, por parte de Gregório IX, – sigilada, depois, com a Bula de Inocêncio IV, em 1253, – do “privilégio da pobreza” e do ardente desejo de “observar o Evangelho”.

Incansável adoradora da Eucaristia

A doença assinala seus últimos 30 anos, mas jamais viola seu alegre contrato com o Senhor na oração: “Nada é tão grande – escreve – quanto ao coração do homem, no íntimo do qual Deus reside”. A incansável adoradora da Eucaristia, com a píxide nas mãos, afugentou dos sarracenos de Assis.

Proclamada santa, dois anos depois da morte

Em uma noite de Natal, recolhida em oração, assiste, na parede da sua cela, os ritos que, naquele momento, se realizavam na Porciúncula, coração pulsante da comunidade dos Frades. Por este motivo, foi declarada, por Pio XII, padroeira da Televisão.

Santa Clara faleceu no dia 11 de agosto de 1253 no chão nu do Mosteiro de São Damião. Seus lábios sussurram a última oração de ação de graças: “Senhor, vós que me criastes, sede bendito”.

Uma incontável multidão, jamais vista, participou do seu enterro. Dois anos depois, foi proclamada Santa por Alexandre IV.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 ago. 2023.

11 de agosto – Monsenhor André Sampaio

SAUDADE – UMA LEMBRANÇA CARINHOSA

“A saudade é um sentimento que toca fundo o coração, é o único sentimento que desperta em nós a vontade de parar, refletir e suspirar. Traz para dentro do nosso coração lembranças doce de momentos vividos. Existe a saudade que podemos curar, mas a saudade daqueles que partiram jamais cala nosso coração. Tem dias que a vontade é de apenas ouvir a voz, aquela voz que sempre nos chamava atenção, aquela voz que por várias vezes nos deu palavras de conforto e carinho. Ah! Saudade que nunca termina, passa o tempo, passam os dias, os meses e os anos e lá está aquele amor intenso, aquela vontade de estar perto novamente, de abraçar, de apertar e dizer o quanto ama e o quanto daria tudo para ter só mais um instante. Assim é a saudade uma lembrança carinhosa, uma  vontade de apenas falar ou mesmo apenas de contemplar essa pessoa novamente. Por isso dar tudo de nós aqueles que amamos enquanto estão entre nós é tão importante, porque carregaremos conosco o dever cumprido, porque amamos verdadeiramente e intensamente. A saudade sempre vai estar conosco, mas o que vale é a certeza de que Jesus nunca nos desampara e é a nossa consolação.”

Monsenhor André Sampaio
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Por Mauro Nascimento