Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 98 de 168)

23 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Na escuridão das ilusões, existe sempre aquele para lhe estender a mão no momento que mais precisar, são ‘anjos na Terra’ colocados por Deus em nosso caminho para nos dar a mão material e palpável, porque ainda temos dificuldades em enxergar com os olhos espirituais. Não se engane quando encontrar alguém no momento mais difícil de sua vida a lhe ajudar, ele não está só, está acompanhado pelos benfeitores do céu, os Anjos da Guarda, para lhe auxiliar, dando-lhe a força que emana do Alto, para que possas recomeçar e seguir firme sua caminhada. Todas as bênçãos que recebemos em nossa caminhada são fontes de força, coragem e perseverança, para que não venhamos a sucumbir, chegando assim firmes e convictos ao nosso objetivo maior que é a salvação das nossas almas e a vida eterna.”

Monsenhor André Sampaio

23 de agosto – Santa Rosa de Lima, virgem, Terciária Dominicana

Santa Rosa de Lima, Angelino Medoro

“Você é linda como uma Rosa!”

Isabel nasceu em Lima, em 1586; era a décima de treze filhos da família Flores de Oliva, nobre espanhola, transferida para o Peru. A sua ama, Mariana, de origem indígena, deu-lhe o nome de Rosa, pela incrível beleza que a caracterizava. Depois, este nome foi confirmado na Crisma e quando, aos vinte e três anos, recebeu o hábito religioso da Ordem Terceira Dominicana. Seu modelo de vida foi Santa Catarina de Sena. Ao nome Rosa foi acrescentado também o “de Santa Maria”, como expressão do seu tenro amor, que sempre nutria pela Virgem, à qual recorria, a todo instante, para pedir proteção.

Pobre entre os pobres

Rosa conheceu a pobreza quando a sua família caiu na miséria, por falência nos negócios paternos; trabalhou, arduamente, como doméstica, na horta e como bordadeira, até altas horas da noite; quando fazia entrega nas casas dos seus fregueses, aproveitava para levar a Palavra de Cristo e o seu anseio pelo bem e pela justiça, que, na sociedade peruana da época, – espezinhada pela Espanha colonizadora, – parecia totalmente ofuscada.

Na casa paterna, criou uma espécie de asilo para os necessitados, onde dava assistência às crianças e aos idosos abandonados, sobretudo de origem indígena.

Desde pequena, Rosa desejava consagrar-se a Deus com a vida claustral, permanecendo “virgem no mundo”; como Terciária Dominicana, trancou-se em uma cela de poucos metros quadrados, construída no jardim da casa paterna, da qual saía apenas para a função religiosa; ali, transcorria grande parte dos dias, dedicando-se à oração e em íntima comunhão com o Senhor.

“Dedique a mim todo o seu amor”!

Certo dia, enquanto rezava diante de uma imagem da Virgem Maria, que segurava Jesus nos braços, ouviu a voz daquele Menino, que lhe dizia: “Rosa, dedique a mim todo o seu amor…”! E não hesitou: desde então, Jesus foi o seu amor exclusivo até à morte: um amor cultivado com a virgindade, a oração e a penitência. Ela repetia sempre: “Meu Deus, podeis aumentar meus sofrimentos, contanto que aumenteis o meu amor por vós”. Assim, o significado redentor da Paixão de Cristo, tornou-se claro para ela: o sofrimento, vivido com fé, redime e salva. O sofrimento do homem pode ser associado ao sofrimento salvador de Cristo.

Esta foi uma verdadeira reviravolta interior, que coincidiu com a leitura da vida de Santa Catarina, da qual aprendeu a amar o sangue de Cristo e a Igreja. Precisamente na sua cela no jardim, Rosa reviveu, na sua carne, a Paixão de Jesus, por duas intenções: a conversão dos espanhóis e a evangelização dos índios.

Devoção e Ano jubilar

A Santa Rosa foram atribuídos atos de mortificação e castigos corporais, de todo tipo, mas também tantas conversões e milagres. Um deles foi a não invasão dos piratas holandeses em Lima, em 1615.

Quando ainda era viva, Rosa foi examinada por uma Comissão mista de religiosos e cientistas, que julgou as suas experiências místicas como verdadeiros “dons da graça”; tanto é verdade que, quando ela morreu, pela enorme multidão que participou do seu enterro, já era considerada Santa.

Rosa faleceu só depois de renovar seus Votos religiosos, repetindo várias vezes: “Jesus, permanecei comigo!” Transcorria o dia 23 de agosto de 1617.

Após a sua morte, quando seu corpo foi trasladado para a Capela do Rosário, Nossa Senhora sorriu-lhe pela última vez, daquela estátua, diante da qual a Santa havia rezado tantas vezes. Ao ver o ocorrido, a multidão presente gritou: “milagre”!

Em 1668, Rosa de Lima foi beatificada pelo Papa Clemente IX e canonizada três anos depois.

Santa Rosa de Lima foi a primeira mulher a ser canonizada no Novo Mundo. Ela é Padroeira do Peru, da América Latina, das Índias e das Filipinas. É invocada também como protetora dos floricultores e jardineiros, contra as erupções vulcânicas e ainda em casos de feridas ou de brigas familiares.

Os 400 anos da morte de Santa Rosa foram comemorados com um Ano jubilar, que teve como lema: “400 anos intercedendo por você”, referindo-se às milhares de orações que a Santa havia atendido durante quatro séculos.”

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 ago. 2023.

22 de agosto – São Filipe Benício, presbítero dos Servos de Maria

Século XVII, por Dolci Carlo, atualmente no Museu de Belas Artes de Brest, na França

Irmão leigo dos Servos de Maria, Filipe dedicou-se, por 5 anos, aos trabalhos mais humildes da Ordem; depois, ao ser ordenado sacerdote, tornou-se Mestre de Noviços. Em 1267, como Prior geral e propagador da Ordem, escreveu suas Constituições. Faleceu em Todi, em 1285, e canonizado em 1671.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 21 ago. 2023.

22 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Oremos especialmente por aqueles irmãos que ainda se deixam conduzir pela maldade e pela ignorância. São os irmãos difíceis e que nos causam problemas os mais necessitados de uma prece, uma oração sincera. Jesus nos disse há mais de dois mil anos que Ele veio para salvar aqueles que estavam perdidos do caminho do Senhor. Assim, oremos por aqueles que nos ferem, que nos ofendem. A oração tem um poder que não temos noção. A oração opera mudanças no estado psíquico de uma pessoa e mesmo da atmosfera psíquica do Planeta em que nos encontramos. Oremos e confiemos no nosso Pai Celestial. Jesus nos disse que nenhuma de suas ovelhas se perderia do seu rebanho. Disse ainda que os sãos não necessitam de médico. Então, colaboremos com o Cristo ajudando, auxiliando, especialmente os irmãos mais difíceis. Não podemos nos esquecer de que independentemente de alguém ser bom ou mau não deixa de ser um filho de Deus. Se não pudermos fazer nada de material por alguém, façamos uma prece. A prece é o maior bem que podemos oferecer a alguém. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta (Mt 7, 11).”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento