Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 33 de 167)

27 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Quando temos corações limpos e mentes limpas, e lideramos pelo exemplo, isto se manifestará através dos atos que realizamos. As pessoas em contato se sentirão inspiradas em seguir a direção positiva que indicamos. Se eu tenho amor por honestidade será esta qualidade que as pessoas ao meu redor apreciarão. Eles virão até mim por causa dessa qualidade. Se no mundo físico os opostos se atraem, na dimensão espiritual os semelhantes é que se atraem. Seja sinal do amor de Deus aos seus irmãos…”

Monsenhor André Sampaio

27 de janeiro – Santa Ângela Mérici, virgem, fundadora das Ursulinas

Santa Ângela Mérici, Capela das Irmãs Ursulinas, Liubliana

Não mais nos conventos, mas no mundo: eis o eixo cartesiano da espiritualidade de Santa Ângela Mérici que, com o testemunho de sua vida, conseguiu dar nova forma à dignidade das mulheres.

Ângela nasceu em Desenzano de Garda, perto de Bréscia, norte da Itália, em 21 de março de 1474. Desde a infância, tinha um forte sentido religioso: à noite, a família se reunia em torno do pai, João, para ouvir a leitura da vida dos santos. Graças a essas leituras, Ângela começou, aos poucos, a nutrir uma devoção especial para com Santa Úrsula, a nobre jovem britânica, do século IV, martirizada com seus companheiros; esta santa teve uma grande influência no amadurecimento da sua espiritualidade.

Terciária franciscana

Aos 15 anos, Ângela perdeu, prematuramente, a irmã e seus pais; então se mudou para Saló, onde foi acolhida na casa do tio materno. Naqueles anos, surgiu-lhe o desejo de levar uma vida mais austera e penitencial, a ponto de optar por ser Terciária franciscana. Cinco anos depois, com a morte de seu tio, a jovem voltou para Desenzano, onde se dedicou às obras de misericórdia espirituais e corporais, sempre acompanhando o trabalho manual com a oração e o recolhimento.

Visão de uma “escada celeste”

Certa vez, enquanto estava em oração, a futura Santa teve a visão de uma procissão de anjos e virgens, que tocavam e cantavam hinos. Entre eles, Ângela viu também sua irmã falecida, que lhe anunciou: “Você vai fundar uma companhia de virgens”. Nos séculos seguintes, a iconografia hagiográfica representou esta visão como uma “escada celeste”, que une o céu e a terra.

Cegueira repentina

No entanto, em 1516, os superiores franciscanos enviaram Ângela a Bréscia para assistir uma viúva, Catarina Patendola. Na cidade, a jovem reforçou sua ideia de um laicato, cada vez mais comprometido no âmbito caritativo, mas enriquecido pela sensibilidade feminina.

Ao receber uma segunda visão, Ângela decidiu fazer uma peregrinação a diversos lugares sagrados: Mântua e o Monte Sagrado de Varallo, suas primeiras etapas, seguidas, em 1524, pela Terra Santa. Precisamente durante esta viagem às origens do cristianismo aconteceu um prodígio singular: de repente, Ângela perdeu a visão, que a recuperará ao voltar da Terra Santa, enquanto rezava diante do Crucifixo. Bem longe de desanimar, Ângela Mérici aceitou a deficiência momentânea como sinal da Providência, para poder olhar os Lugares Santos, não com os olhos do corpo, mas com os do espírito. “Vocês imaginam – disse ela mais tarde – que esta cegueira me foi enviada para o bem da minha alma?”

Nascimento da “Companhia de Santa Úrsula”

Ao regressar à Itália, em 1525, por ocasião do Ano Santo, Ângela foi em romaria à “Cidade Eterna”, onde consolidou seu carisma, tanto que o Papa Clemente VII lhe propôs de permanecer em Roma. Entretanto, a jovem decidiu voltar a Brescia, porque queria, finalmente, dar cumprimento à sua “visão celeste”.

Enfim, em 25 de novembro de 1535, junto com doze colaboradoras, Ângela Mérici fundou a “Companhia das renunciadoras de Santa Úrsula” (“renunciadoras” porque não usavam o hábito religioso tradicional), com uma Regra de vida original: estar fora do Convento para se dedicarem à instrução e à educação das jovens mulheres, com voto de obediência ao Bispo e à Igreja.

Revolução da graça

A ideia da fundadora foi uma verdadeira revolução da graça: toda mulher consagrada podia santificar a sua vida na “Sociedade”, não apenas em um Convento, atuando no mundo e na própria Igreja de pertença.

Em uma época em que as mulheres que não eram casadas ou enclausuradas podiam correr o risco de ser marginalizadas, Ângela ofereceu-lhes uma nova condição social: ser “virgens consagradas no mundo”, capazes de se santificar para santificar a família e a sociedade.

Canonização em 1807

Em 1539, o estado de saúde de Ângela Mérici piorou, vindo a falecer em 27 de janeiro de 1540, com a idade de 66 anos. Seus restos mortais descansam na igreja de Santa Afra, em Bréscia, onde ainda são venerados, hoje denominado Santuário de Santa Ângela.

No entanto, a sua fama de santidade aumentou tanto que, em 1544, o Papa Paulo III elevou a Companhia a um Instituto de Direito Pontifício, permitindo às Ursulinas atuar também além dos confins da Diocese.

Ângela Mérici foi beatificada, em 1768, pelo Papa Clemente XIII, e canonizada, em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio VII. Uma estátua, em sua memória, esculpida em 1866, pelo escultor Pietro Galli, encontra-se na Basílica Vaticana.

Testamento espiritual

Em seu testamento espiritual, destinado às Ursulinas, lê-se: “Suplico-lhes de recordar e manter gravadas em suas mentes e corações todas as suas filhinhas, uma por uma; não apenas seus nomes, mas também suas condições, natureza e estado, enfim tudo delas. Isso não lhes será difícil se as abraçarem com profunda caridade. Esforcem-se, com amor e com mão gentil e suave, não com imperiosidade e aspereza, para ser agradáveis em tudo”. “Além do mais, – concluiu – cuidado por não querer alguma coisa, a todo custo, porque Deus deu a cada um o livre arbítrio, sem forçar ninguém; Ele apenas propõe e aconselha”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 jan. 2024.

26 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Jesus lhe perguntou: ‘O que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’ Jesus disse: ‘Vai, a tua fé te curou’. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho” (Mc 10,51-52).

“Devemos ter muito cuidado com o fanatismo. Qualquer forma de extremismo demonstra desequilíbrio dos envolvidos. Não podemos nos deixar levar pelo fanatismo religioso, político, por esportes e por tantos outros motivos. O fanatismo nos leva à cegueira, ou seja, não conseguiremos enxergar a realidade, passando a viver num mundo à parte e irreal. Fanatismo é doença grave que pode acometer milhões de pessoas no mundo. O fanatismo leva a intolerância, à intransigência, ao absolutismo, à cegueira e à ignorância, culminando com a violência. Diariamente ouvimos notícias sobre guerras que não têm fim, violência, muita dor e sofrimento, envolvendo inclusive pessoas inocentes. Essas guerras de toda ordem têm como causa o fanatismo. Por tudo isto, procuremos passar todos os fatos e tudo o que os outros nos falam pelo crivo da razão. Busquemos a lógica e o sentido naquilo que muitos pregam mundo afora. Em qualquer questão que se apresente a nós, tenhamos em mente que aqui nesta vida estamos todos em aprendizado, em santificação, e que não existe alguém que tenha o pleno conhecimento da verdade. Só Deus tem este pleno conhecimento! O que não podemos admitir em qualquer circunstância é o extremismo e a intolerância, filhos do fanatismo. É absurdo, mas o fanatismo se encontra até mesmo onde só haveria razão para alegria e diversão, como nos jogos de futebol por exemplo. Meus irmãos pensem nisso: fanatismo é doença mental, que torna as pessoas alienadas da realidade. Somente com Deus no coração poderemos nos ver livres das amarras das ilusões do mundo e especialmente do fanatismo. Peçamos que Deus nos livre da cegueira do fanatismo! Para que o nosso Divino e querido Mestre Jesus nos diga: ‘Vai, a tua fé te curou’! E livres da cegueira do fanatismo o sigamos com alegria!”

Monsenhor André Sampaio

26 de janeiro – Santa Paula, matrona romana

Santa Paula, Maestro della Madonna di Strauss (© Musei Vaticani)

Nobre romana

Nascida em 347 d.C. no seio de uma ilustre família romana, – com laços de parentela com Cornélia, até remontar às origens do próprio Agamenon, – Paula casou-se, com a idade de dezesseis anos, com o senador Toxócio, do qual teve quatro filhas e um filho. Até aos 32 anos, viveu na riqueza e no luxo, vestindo-se de seda e carregada por escravos eunucos pelas ruas da cidade.

Com a morte do seu marido, Paula começou a frequentar um grupo de viúvas guiado por Santa Marcela: com elas, dedicou-se à oração e à penitência, hospedando, na sua grande mansão romana, no bairro do Aventino, esta Ordem semi-monacal. Santa Marcela, em 382, apresentou-lhe São Jerônimo, quando veio a Roma com os Bispos Epifânio de Salamina e Paulino de Antioquia. Ao hospedar em sua casa os três peregrinos, Paula ficou profundamente comovida. Jerônimo causou uma profunda influência em Paula, despertando nela o desejo de abraçar a vida monacal no Oriente.

Na Terra Santa

Em setembro de 385, após a morte da filha Belsila, Paula decidiu partir para a Terra Santa, acompanhada pela filha Eustóquia, para seguir a vida monacal. Jerônimo, que as havia precedido de cerca um mês, encontrou com elas em Antioquia e, juntos, fizeram uma peregrinação pelos lugares santos da Palestina. A seguir, foram ao Egito para frequentar as lições dos eremitas e cenobitas; enfim, estabeleceram-se em Belém, onde fundaram dois mosteiros: um masculino e outro feminino. Todos os dias, as monjas cantavam todo o Saltério, que deviam saber de cor. Além do mais, Paula era particularmente fiel ao jejum e às obras de caridade, chegando a doar aos pobres até o necessário para a subsistência da sua comunidade. Tanto Paula como Eustóquia participaram ativamente da pregação de Jerônimo, do qual foram devotas colaboradoras, conformando-se, sempre mais, com a sua direção espiritual. Jerônimo tinha um temperamento irascível, mas Paula o ajudou, sobretudo no contraste com os seguidores de Orígenes, a manter um confronto fundado na humildade e na paciência.

Um claro exemplo do seu estilo de vida foi testemunhado em uma carta que Paula escreveu a Marcela, que tinha ficado em Roma, procurando convencê-la a deixar a Cidade e ir morar com elas em Belém.

Tradução da Bíblia em latim

Entre as contribuições mais significativas de Paula para as pregações de Jerônimo encontra-se a tradução da Bíblia do grego e hebraico para o latim. Foi ela quem sugeriu a necessidade de tal tradução, dedicando-se, com a filha Eustóquia, à compilação da obra, para que fosse divulgada.

A morte

Em 406, com 56 anos, Paula percebeu que o dia da sua morte estava se aproximando, tendo o pressentimento de ouvir a voz de Jesus, que se dirigia a ela com as palavras do Cântico dos Cânticos: “Levante-se, meu amor, minha formosa e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou e se foi; mostre-me seu rosto, faça-me ouvir sua voz, porque a sua voz é doce e o seu rosto gracioso”. E ela respondeu-lhe com as palavras do Salmo 27: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Pereceria, sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes”, e adormeceu para sempre.

Participaram do seu funeral, não apenas os monges e as monjas dos dois mosteiros por ela fundados, mas também muitos pobres, que tinham sido ajudados por ela, durante anos, e que a consideravam mãe e benfeitora.

Santa Paulo foi sepultada em Belém, na igreja da Natividade. São Jerônimo lhe dedicou o Epitaphium sanctae Paulae. Quando ele também morreu, foi sepultado ao lado dos túmulos de Paula e Eustóquia.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 jan. 2024.

25 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Ser católico é antes de qualquer coisa, crer plenamente em nosso Senhor Jesus Cristo.

Ser católico é ter a certeza de que Maria Santíssima é verdadeiramente a mãe de Deus, nossa mãe e que por nós intercede junto ao Criador.

Ser católico é aceitar as ‘verdades de fé’, que são os dogmas proclamados pelos sumos pontífices.

Ser católico é sentir-se feliz ao ouvir soar os sinos das capelas, igrejas, catedrais e basílicas e saber que isto é um sinal da presença da nossa Igreja nos quatro cantos do mundo.

Ser católico é buscar praticar a caridade que é indissociável da fé.

Ser católico é perpetuar a fé que nos foi repassada por nossos pais e avós.

Ser católico é ter uma ideia bem definida de que dois mil anos não são dois dias.

Ser católico é ter a convicção de que mesmo diante de tempestades a nossa ‘barca’ não afundará pois no seu comando está nosso Senhor Jesus Cristo.

Ser católico, enfim, é ter a certeza de que ‘a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos’.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento