Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 158 de 168)

Padre que viralizou na internet cantando “Tá Escrito” não pertence à Igreja Católica Romana

Na última semana, um vídeo de um padre cantando a música “Tá Escrito”, de Xande de Pilares, viralizou nas redes sociais e chamou a atenção de muitos fiéis católicos. No entanto, foi revelado que o sacerdote Ataniel Silva, responsável pela interpretação da canção, não pertence à Igreja Católica Romana.

De acordo com informações obtidas, o padre Ataniel Silva é ligado à Igreja Católica Brasileira, fundada em 1945 pelo bispo Carlos Duarte Costa, que se separou da Igreja Católica Romana. A Igreja Católica Brasileira não é reconhecida pelo Vaticano, mas conta com milhares de fiéis em todo o Brasil.

A divulgação do vídeo do padre Ataniel cantando “Tá Escrito” gerou uma grande repercussão nas redes sociais, com muitos católicos comentando sobre a beleza da voz do sacerdote e a emoção que sentiram ao ouvi-lo cantar. No entanto, alguns fiéis questionaram a posição do padre Ataniel em relação à Igreja Católica, já que muitos acreditavam que ele pertencia à instituição romana.

A Igreja Católica Romana, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas alguns líderes religiosos afirmam que é importante que os fiéis estejam cientes das diferenças entre as diversas denominações similares a Igreja Católica Apostólica Romana.

Mauro Nascimento

24 de abril – Santo Fiel de Sigmaringa, sacerdote mártir

Santo Fiel de Sigmaringa, Pfärrenbach

“Se me matarem, aceitarei a morte, com alegria, por amor de Nosso Senhor. Eu a considerarei uma grande graça!”

Marcos Reyd, o futuro Frei São Fidélis, nasceu em 1577, na família do magistrado principal da sua cidade; foi o mais intrépido dos filhos, por isso, seu pai o mandou estudar.

Em 1604, um senhor nobre confiou-lhe alguns meninos para serem instruídos, inclusive seus próprios filhos. Com eles, Marcos criou uma espécie de escola itinerante, entre a Itália, Espanha e França. Voltou para a sua casa somente seis anos depois, para se formar em Direito e se tornar advogado de todos os que não tinham condições de pagar.

De advogado dos pobres a frade

Aos 34 anos, Marcos surpreende a todos ao pedir para ser ordenado sacerdote. Porém, quis ir mais além: entrou para os Capuchinhos de Friburgo, a Ordem que vivia, de modo mais rígido, o espírito original de Francisco. Ali, recebeu o nome religioso de Fidélis e começou a viver uma vida de jejum, penitência e vigílias de oração.

Como frade, recebeu vários encargos, estudou Teologia e se tornou Guardião do convento de Weltkirchen, onde era admirado por sua coragem de socorrer os enfermos, durante a epidemia da pestilência.

No entanto, Frei Fidélis distinguiu-se mais como pregador, por suas palavras fortes, sempre baseadas na Palavra, obtendo assim numerosas conversões; mas, as suas palavras também eram como dardos contra as heresias. Seus sermões eram simples e diretos, compreensíveis tanto por pessoas cultas quanto por camponeses, porque eram acompanhados, sobretudo, pelo exemplo de uma vida de santidade.

Missão na Suíça calvinista

A voz do Frei Fidélis era tão límpida e forte, que lhe foi confiada uma missão delicada: fazer pregações na Rezia, uma região que incluía o atual Cantão suíço dos Grisões, Tirol e parte da Bavária.

Ali, há alguns anos, estava bem arraigado o Calvinismo, uma doutrina semelhante à Reforma Protestante, liderada pelo teólogo francês João Calvin. O conflito entre Calvinistas e Católicos já era habitual. Por isso, um frade, que pregava o retorno à fé, não podia, certamente, ser bem-vindo. Certo dia, durante a Missa, alguém atirou nele, porém, não desanimou e continuou a sua missão, apesar de imaginar que seus dias estavam contados.

Fiel até o fim, como o seu nome

Em 24 de abril de 1622, Frei Fidélis aceitou o convite dos Calvinistas para fazer uma pregação em Séwis, sem saber que era uma armadilha. Durante seu sermão, ocorreu uma grande confusão, mas ele continuou, sem parar. Quando acabou, ao sair da igreja, foi cercado por uns vinte soldados armados, que lhe mandavam renegar tudo o que havia dito no sermão. Ao recusar a proposta, foi golpeado na cabeça, com espadas, que nem teve o tempo de perdoar seus assassinos. Assim foi Fidélis, ou seja, fiel até à morte.

Certa vez, o Mestre de Noviços o obrigou a citar algumas palavras do Apocalipse, que se revelaram proféticas: “Seja fiel até à morte e eu lhe darei a coroa da vida”. Parecia ter terminado ali, mas não foi, porque, como sempre acontece, o sangue dos mártires torna a terra fértil. Assim, a morte de Frei Fidélis conseguiu obter uma rápida reconciliação entre Católicos e Calvinistas e o retorno de muitos à fé.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 23 abr. 2023.

24 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos, mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.

Eu não posso impedir que você leve tombos, mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar-se.

Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.

Não é de minha alçada as decisões que você toma, mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir.

Eu não posso traçar ou impor-lhe limites, mas posso apontar-lhe caminhos alternativos, procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar-se, meios de ser você mesmo sem medo da rejeição.

Eu não posso salvá-lo de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar com você e ajudá-lo a juntar os pedaços.

Eu não posso dizer quem você é ou como deveria ser: mas eu posso amar você e ser seu grande amigo estando sempre por perto!”

Monsenhor André Sampaio

O que é uma canonização por equipolência (equipolente)?

“Se é canonizado sem os dois milagres geralmente necessários; um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de ‘canonização equipolente’ (equivalente), pois ela equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa falecida se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra.

Na canonização equipolente deve-se ater a três requisitos básicos:

  1.  a prova do culto antigo ao candidato a santo,
  2.  o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato,
  3.  a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato.”

Fonte: Mons. André Sampaio.

 

Celebrando a literatura: reflexões sobre o Dia Mundial do Livro

Hoje é Dia Mundial do Livro, uma data que é celebrada em todo o mundo para homenagear a literatura e aqueles que a criam. É um dia que nos lembra da importância da leitura, da escrita e da preservação da cultura. A data marca a morte de alguns dos maiores escritores da história, como William Shakespeare, Miguel Cervantes e (Inca) Garcilaso de la Vega, em 1626, que deixaram um legado inestimável para a humanidade.

A comemoração foi instituída pela UNESCO em 1995, durante a 28ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A escolha do dia 23 de abril para a celebração não foi por acaso. Essa data tem uma tradição catalã relacionada aos livros que parece ter influenciado a decisão da UNESCO. No Dia de São Jorge, que é comemorado no dia 23 de abril, era costume dar uma rosa para quem comprasse um livro, e, assim, trocar flores por livros tornou-se tradição ainda vigente em alguns países.

Além de celebrar os livros e seus autores, o Dia Mundial do Livro também é o Dia dos Direitos do Autor. Essa data visa a proteger a imagem dos autores e de suas obras, garantindo os benefícios comerciais de tais criações. Isso é importante porque muitas vezes os autores não recebem o reconhecimento ou a remuneração adequada pelo seu trabalho. Essa proteção é essencial para garantir que os autores possam continuar a criar e a compartilhar suas ideias com o mundo.

O livro é uma das maiores invenções da humanidade. Ele nos permite viajar para lugares distantes, conhecer pessoas diferentes e experimentar realidades que não são nossas. Os livros nos ensinam, nos inspiram e nos desafiam. Eles são uma fonte inesgotável de conhecimento e entretenimento. No Dia Mundial do Livro, é importante lembrar a importância da leitura e do papel que os livros desempenham em nossas vidas.

No entanto, em um mundo cada vez mais digital e imediatista, muitas vezes negligenciamos a importância da leitura. É fácil ficar preso nas redes sociais, nas notícias do dia a dia e nos programas de TV, mas é importante lembrar que os livros são uma forma única de nos conectarmos com o mundo e com nós mesmos.

Então, neste Dia Mundial do Livro, vamos celebrar os livros e seus autores, lembrar a importância da leitura e do conhecimento e nos comprometer a ler mais. Vamos dar uma chance aos livros, explorar novos gêneros e autores e abrir nossas mentes para novas ideias e perspectivas. Afinal, como disse uma vez o escritor Jorge Luis Borges: “Eu sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.”

Mauro Nascimento

Referência:

Publicação no perfil do Facebook de José Antônio de Ávila. Acesso em: 23 abr. 2023.

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Por Mauro Nascimento