Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 127 de 168)

19 de junho – Monsenhor André Sampaio

FAÇAMOS A HIGIENE MENTAL

“Assim como devemos manter a higiene da casa em que moramos, com o nosso corpo, com os nossos alimentos, seguindo todos os cuidados necessários, temos de manter também a higiene mental.

A higiene mental é a mais difícil de manter, pois nossa mente é invadida constantemente pelos vírus e bactérias dos maus pensamentos.

Os jornais só trazem más notícias e ainda fomentam aquelas que mostram tragédias de toda sorte. Infelizmente há pessoas que se deixam dominar por imagens terríveis e notícias ruins. Não sabem o mal que isso pode lhes causar, trazendo o medo, a desconfiança e o pavor. Ai começam a desenvolver as síndromes daqueles que não têm paz de espírito, como o pânico e a depressão.

Busquemos não sintonizar com o mal, não pensando nele. Ainda que recebamos notícias ruins, elevemos o pensamento a Deus, nosso Pai, pedindo a Ele amparo, proteção e confiando nos seus desígnios. Preenchamos a mente com pensamentos do bem, retirando toda e qualquer ideia voltada ao mal. Façamos a higiene mental, orando, perdoando, vibrando amor por todos, até mesmo por aqueles que por alguma razão se tornaram nossos desafetos.

Tenhamos fé em Deus, pois Ele é amor, paz, saúde e alegria, e esse será o destino da humanidade, ou seja, a felicidade plena.”

Monsenhor Andre Sampaio

18 de junho – Santa Marina de Bitinia

Santa Marina, Século XV

Na verdade, a história da pequena Marina começou com a viuvez precoce do pai, que se retirou para um convento por causa da dor, condenando também sua filha a uma tristeza inconsolável. Porém, o desapego não resistiu à força do afeto. Eugênio confessou seu sofrimento ao abade, pedindo-lhe para viver no mosteiro com seu “filho”. O superior, comovido, aceitou.

Frei Marino

Com o passar do tempo, durante a longa viagem, Marina foi preparada pelo pai sobre os usos e costumes da vida religiosa e entrou para o Cenóbio. Ao entrar para o convento, como jovem imberbe e com feições femininas, – que alguns frades pensam ser um eunuco, – ela se tornou “Frei Marino”.

A vida com que “Marino” vivia a sua nova vida era tão perfeita – com a cumplicidade do ambiente solitário, que mantinha o sigilo – que o estratagema passou despercebido. A barba, que não crescia nas bochechas de Marino, era explicada pela intensa vida ascética, mas isso não importava. Aquele jovem era um verdadeiro exemplo no mosteiro e, seu pai, novamente um homem feliz! Uma alegria que durou três anos, quando Eugênio faleceu.

Infâmia e redenção

Certo dia, Frei Marino foi enviado, com outros confrades, para resolver um negócio e tiveram que dormir em uma pousada. Naquela mesma noite, a filha do dono foi estuprada por um soldado de passagem. Quando descobriu que estava grávida, a moça acusou os frades, em particular, Marino, que poderia ter-se defendido. Mas, ao elevar seu pensamento a Cristo, aceitou a culpa, da qual era alheio. Assim, o monge exemplar acabou caindo no ciclone da injúria. Por isso, foi castigado e expulso do mosteiro, sendo obrigado a cuidar do recém-nascido.

Marino passou três anos críticos, mas não se distanciou do cenóbio. Vive de esmola e se dedica ao nenê com todo o carinho. Seus confrades de então ficaram impressionados pela sua atitude e pediram ao abade a sua readmissão. Frei Marino foi novamente aceito, com a condição de servir aos frades e se dedicar aos trabalhos mais servis. O jovem não pensou duas vezes. Então, retomou seu saio, mais zeloso do que antes, continuando a cuidar do seu filho adotivo.

Miraculado

O desgaste físico, pelo qual passou ainda passava, exigiu um preço. Certa vez, seus confrades o encontraram morto em sua cela. Marino tinha apenas 25 anos, mas sua história podia preencher duas vidas.

A última viravolta ocorreu quando os frades, ao recomporem seu corpo no caixão, descobriram a sua verdadeira identidade e compreenderam, com grande pesar, a infâmia que aquele humilde monge, – que era uma moça – suportou em silêncio.

Narra-se que a jovem, que o havia caluniado, estava possuída pelo demônio. No entanto, correu e se prostrou diante do seu leito de morte, implorando o perdão de Marino. Naquele momento, ela ficou imediatamente curada.

Já se falava de seus prodígios em vida. Mas, depois da sua morte, os sinais extraordinários, atribuídos a Marina de Bitínia, multiplicaram-se.

Seus restos mortais encontram-se em Veneza, desde 1200. Ali a Santa é venerada como um dos Padroeiros.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 14 jun. 2023.

18 de junho – Monsenhor André Sampaio

FALHAS, QUEM É QUE NÃO TEM? 

“Se somente eu lutar por um mundo melhor, um dia eu me cansarei e, certamente, desanimarei diante das dificuldades. Eu sou um ser humano e tenho também meu limite, por mais que Deus em mim habite… Mas, se eu tiver o teu ombro amigo e você caminhar comigo, com a fé que abre portas e a tua palavra de encorajamento nem por um momento ficarei desanimado. Eu irei, sim, além do meu limite e chegarei ao castelo de sonhos que em algum lugar sei que existe… Eu preciso muito de você e, certamente, você precisa também de mim. Vamos unir nossas forças para nos tornarmos fortes. Com o amor sendo um suporte venceremos muitas barreiras e até mesmo a morte… Não importa o teu passado, limitações que tenhas e nem sua crença também, mas tua fé e teu amor… Falhas, quem é que não tem? Eu somente espero que você seja sincero, respeite minhas emoções, ajude nos meus erros, mas aponte também as soluções… Vamos construir um mundo onde haja mais justiça, fraternidade, paz entre as pessoas e muita solidariedade. Isso não é uma fantasia e nem falo com precipitação. Se cada um fizer um pouco, em breve seremos um mundo onde haverá mais testemunhos do amor de Deus!”

Monsenhor André Sampaio

17 de junho – Monsenhor André Sampaio

“A caridade é uma virtude, deixada por Jesus para ser praticada por todos nós, mas na maioria das vezes nos perdemos e não sabemos praticá-la da forma que Jesus espera. Temos que compreender que a caridade deve ser praticada sem interesses, devemos doar ao outro sem esperar nada em troca, nem mesmo o reconhecimento ou agradecimento. Desta maneira, quando formos ajudar alguém, procure ajudar sem esperar o retorno. Apenas ajude! Lembramos que a Caridade praticada sem interesses eleva nossa alma e deixa em nossos corações somente o amor. A melhor forma de começarmos a prática da caridade é em nosso lar, através da compreensão, paciência e muito Amor. Porque o nosso Lar é a melhor escola para aprendermos a virtude da caridade, comece a praticar a caridade em seu lar, dialogando com seus familiares, compreendendo suas atitudes e principalmente, aceitando seu familiar do jeito que ele é e não como você gostaria que ele fosse. Desta forma a harmonia em seu lar estará estabelecida, e você estará colocando em prática a virtude da caridade.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento