Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 121 de 168)

01 de julho – Monsenhor André Sampaio

PRECISAMOS SER PRUDENTES

“Existem momentos em que o silêncio e o escondimento são a melhor profecia. Naquele dia Jesus subiu à Jerusalém, mas em segredo; não foi em público, não fez nenhum milagre, não proclamou nenhuma verdade. Ele foi escondido. Mas será que Jesus tinha alguma coisa a esconder? Claro que não, mas o Mestre sabia que há um momento para ficar no silêncio da meditação e há outro momento da proclamação, da ousadia, da teimosia e até do risco inerente à toda profecia. A prudência em alguns momentos nos exige ficar calados, ouvindo e talvez até escondidos. (Jo 7,1-2.10.25-30).”

Monsenhor André Sampaio

01 de julho – Santo Aarão, sumo sacerdote do Antigo Testamento

Escultura de Aarão feita por Jacques Bergé

Arão, primeiro sacerdote do judaísmo, sempre esteve ao lado do seu irmão Moisés, desde a libertação do Egito, e 40 anos no deserto. Sobre o monte Sinai, Moisés cedeu ao pedido do povo de ter um ídolo. Foi perdoado por Deus, mas, por suas dúvidas, foi impedido de entrar em Canaã, a Terra Prometida.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 30 jun. 2023.

30 de junho – Monsenhor André Sampaio

NOSSO GRAU DE RESILIÊNCIA É UMA CONSEQUÊNCIA DA BOA ESTRUTURAÇÃO DE NOSSO UNIVERSO INTERIOR 

“Resiliência pode ser definida como a capacidade do indivíduo em suportar pressões. A capacidade de atravessar experiências  adversas sucessivas, enfrentar problemas e dificuldades, sem comprometer a condição de prosseguir e se desenvolver. Esta postura requer energia, equilíbrio emocional, autoestima e autoconfiança. A vida nos coloca frente a frente com situações adversas e, muitas vezes, traumáticas. Por isso, pessoas que desenvolvem um  comportamento vencedor conseguem transformar dificuldades em oportunidades de crescimento e prosseguir em situações nas quais as demais costumam ficar emocionalmente abaladas. Nosso grau de resiliência é uma consequência da boa estruturação de nosso universo interior e depende dos vínculos que estabelecemos  com a vida e com as pessoas mais significativas que dela participam. Ser resiliente é superar problemas, extrair lições das dificuldades e seguir fortalecido. Quanto maior for o nosso nível de consciência,  maiores serão nossas possibilidades de agir assim. O mundo é dos fortes, dos que superam corajosamente as dificuldades e obstáculos, recomeçando continuamente, sem jamais esmorecer. Quanto maior for nossa resiliência, maiores serão as condições de desenvolvimento pessoal e profissional, maior a motivação e a capacidade de lidar com situações tensas e complexas, algo extremamente valorizado no ambiente corporativo.”

Monsenhor André Sampaio

“O Amor antigo” de Drummond: uma reflexão sobre a durabilidade e a profundidade do amor

“O amor antigo vive de si mesmo,

não de cultivo alheio ou de presença.

Nada exige nem pede. Nada espera,

mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,

feitas de sofrimento e de beleza.

Por aquelas mergulha no infinito,

e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona

aquilo que foi grande e deslumbrante,

o antigo amor, porém, nunca fenece

e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.

Mais triste? Não. Ele venceu a dor,

e resplandece no seu canto obscuro,

tanto mais velho quanto mais amor” (O Amor antigo, Carlos Drummond de Andrade).

O amor antigo, descrito de maneira poética por Carlos Drummond de Andrade, é algo que muitas pessoas buscam em suas vidas. É um amor que não exige nada do outro, que não espera nada em troca, que simplesmente existe por si mesmo. É um amor que tem raízes profundas, que foi moldado pelo sofrimento e pela beleza, e que mergulha no infinito.

Enquanto muitos relacionamentos modernos são construídos em torno da conveniência, das expectativas e da reciprocidade, o amor antigo transcende esses fatores externos e encontra a sua própria fonte de sustento. Ele é alimentado pela lembrança dos momentos vividos, pelas dificuldades superadas e pela admiração mútua.

O amor antigo é também resiliente, capaz de sobreviver ao tempo e às mudanças. Enquanto muitos amores modernos são passageiros e efêmeros, o amor antigo resiste aos desafios e permanece, mesmo que em silêncio, como uma chama que nunca se apaga.

E, por mais que possa parecer paradoxal, o amor antigo se torna cada vez mais intenso com o passar dos anos. Talvez seja porque ele é cultivado de maneira diferente, não através de gestos grandiosos ou presentes caros, mas através de pequenas ações cotidianas, que demonstram o cuidado e o carinho um pelo outro. Ou talvez seja porque, à medida que envelhecemos, aprendemos a valorizar o que é realmente importante na vida, e o amor antigo se torna um refúgio seguro e reconfortante em meio à incerteza do mundo.

De uma forma ou de outra, o amor antigo é algo para se aspirar. É um amor que transcende as limitações do tempo e do espaço, que é alimentado pela alma e que é capaz de nos acompanhar por toda a vida. Ele nos lembra que o amor verdadeiro não é algo que pode ser comprado ou negociado, mas sim algo que deve ser cultivado com paciência, dedicação e, acima de tudo, com amor.

Mauro Nascimento

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Por Mauro Nascimento