Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 101 de 168)

16 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Cada dia é uma página em branco no diário da sua vida. A caneta está em suas mãos, mas as linhas não serão todas escritas da forma como você escolher. Algumas virão do mundo e das circunstâncias que o envolvem. Mas, muitas coisas estão no seu controle e, sobre isso, há algo especial que você precisa saber. Escreva o diário e preencha as páginas com palavras vindas do seu coração. Siga seus sonhos. Trabalhe com empenho. Seja bom. É tudo que alguém pode pedir. Divirta-se. Encontre força. Seja verdadeiro. Tenha fé. Não se concentre, nem perca tempo, com as coisas que você não tem. Dedique um espaço especial aos amigos. Perceba que as pessoas são um tesouro na vida. Descreva, no seu diário, o que você faz de melhor. Logo você vai descobrir como a vida é bela. E, nem sempre, a gente percebe isso.”

Monsenhor André Sampaio

15 de agosto – Santo Estanislau Kostka, jesuíta

    Santo Estanislau Kostka, Liubliana, Eslovénia

“Santo Estanislau ensina-lhes a liberdade, que não é uma corrida às cegas, mas a capacidade de discernir a meta e seguir os melhores caminhos de comportamento e de vida. Ensina-lhes sempre a buscar, antes de tudo, a amizade com Jesus; a ler e a meditar a sua Palavra; a acolher a sua presença misericordiosa e poderosa na Eucaristia, a fim de resistir aos condicionamentos da mentalidade mundana” (Mensagem do Papa Francisco, por ocasião do 450º aniversário da morte do Santo, 15 de agosto de 2018).

Estanislau nasceu perto de Cracóvia, em 1550. Filho do príncipe Kotska, líder militar e Senador do reino de Sigismundo Augusto, foi enviado a Viena, aos 14 anos, para estudar no Colégio da Companhia de Jesus, que ainda estava no seu início. Santo Inácio havia falecido de recente, mas os Jesuítas já se distinguiam como profundos teólogos, os primeiros a propor uma verdadeira renovação no âmbito da Igreja.

“Ad Maiora natus sum”

Após uma breve permanência em Czestochowa, Estanislau chegou a Viena e ficou hospedado em um Colégio da Companhia de Jesus. Ele estava acompanhado pelo seu tutor e o irmão mais velho, Paulo. No entanto, a convivência tornou-se logo difícil, por causa das inclinações mundanas do seu irmão, que se opunham ao estilo sóbrio de Estanislau, que sentia “ter nascido para coisas maiores”.

Naquele período, estudou sem cessar e viver, intensamente, o espírito do Evangelho e a devoção a Maria, dos quais dera testemunho com a sua vida e o seu trabalho. Começou a delinear-se nele a chamada do Senhor, que a sentia, de modo sensível, nos diversos momentos, que dedicava à oração, à participação da Missa e às Vésperas, aos Exercícios Espirituais, que frequentava conforme a insigne obra de Santo Inácio de Loyola.

Duas noites “prodigiosas”

Certo dia, Estanislau foi acometido por uma doença grave. Durante a sua enfermidade ocorreram prodígios extraordinários, sinais evidentes da obra da graça divina.

Enquanto dormia de noite, recebeu a visita de Santa Bárbara, acompanhada por dois anjos, que lhe ofereceu, finalmente, a santa Comunhão, que ele tanto queria receber durante a febre. Mas, não a pôde receber porque, junto com seu irmão e o tutor, teve que se transferir para um apartamento alugado, por causa da requisição do Colégio dos Jesuítas, por parte dos Habsburgos. O dono do apartamento era luterano e não gostava dos católicos.

Em outra noite, Estanislau recebeu a visita de Nossa Senhora com o Menino no colo: ao pegá-Lo em seus braços, ficou completamente curado, contrariamente ao parecer de todos os médicos, que não lhe davam muitos dias de vida. Ao despedir-se, a Virgem revelou-lhe que seu destino era na Companhia de Jesus.

A fuga vocacional

Estanislau estava ciente da sua escolha, mas sabia que seu pai jamais a aprovaria. Então, fugiu e, após vinte dias de caminho a pé, chegou a Dillingen, na Alemanha, onde foi acolhido na casa dos Jesuítas. Ali, conheceu o Padre Pedro Canísio, que, na época, era Provincial do norte da Alemanha. Os Jesuítas ficaram impressionados com aquele jovem extraordinário.

Estanislau foi enviado em peregrinação a Roma, junto com dois companheiros e, finalmente, ali, pôde começar o Noviciado e emitir os votos de pobreza, castidade e obediência.

Certo dia, alguns Noviços pediram-lhe para definir a figura do missionário. Então, expôs assim a sua bagagem espiritual: “Um homem com grandes sapatos de mortificação, amplo manto de amor a Deus e ao próximo e com chapéu de paciência, para se defender nas adversidades”.

Logo a seguir, Estanislau adoeceu e faleceu, aos 18 anos, no dia da Assunção, em 1568. Foi sepultado na igreja, recém construída, ao lado do Noviciado, hoje chamada Santo André no Quirinal.

Santo Estanislau Kotska foi proclamado Santo pelo Papa Bento XIII, em 1726, junto com Luiz Gonzaga e João Berchmans, e escolhido como Padroeiro dos Noviços e de toda a Juventude.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 14 ago. 2023.

15 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“A coragem nos leva a alçar voos mais altos em nossa trajetória, nos fortalece para as dificuldades. Com a coragem fortalecemos nossas habilidades em enfrentar todo perigo eminente. Não nos deixamos levar pelas incertezas ou pela intimidação. Temos força para superar a dor do caminho e o perigo pode até existir, mas não nos deixa temerosos ao enfrentá-lo. Através da coragem afastamos de nós os medos que nos rodeiam os pensamentos, pois somente através desta força interior, temos o discernimento para nossas correções internas e sabemos que atrás de uma grande tempestade teremos um sol radiante a brilhar. Quando temos coragem nos sentimos mais fortes e é essa força que nos remete a voos mais distantes e conquistas maravilhosas. Alimente em seu interior a coragem da vida e a fé, a coragem em continuar e verás que tudo passa, que tudo se transforma.”

Monsenhor André Sampaio

14 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Dê sempre o melhor de você!

Ao inimigo, é o seu perdão.

Ao adversário, sua tolerância.

Ao amigo, sua atenção.

Ao filho, bons exemplos.

Ao pai, sua consideração.

A mãe, comportamento que a faça sentir orgulhosa.

A todos os homens, caridade.

A você próprio, respeito.

A Deus, seu amor e devoção!”

Monsenhor André Sampaio

14 de agosto – São Maximiliano M. Kolbe, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir

Os primeiros anos de vida

Maximiliano Kolbe nasceu em 7 de janeiro de 1894, em Zduńska-Wola, na região polonesa controlada pela Rússia. Seu pai, tecelão, e sua mãe, parteira, eram cristãos fervorosos: no Batismo, escolheram para ele o nome de Raimundo.

Frequentou a escola dos franciscanos em Leópolis. Em 1910, entrou para a Ordem dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano; sendo enviado primeiro a Cracóvia e, depois, para Roma, onde permaneceu seis anos, estudou Filosofia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e Teologia no Colégio Seráfico. Foi ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918.

A Milícia da Imaculada

Em Roma, enquanto jogava bola em um campo ao aberto, Maximiliano começou a cuspir sangue: era tuberculose, uma doença que o acompanhou pelo resto da sua vida.

Com a autorização dos Superiores, fundou a “Milícia da Imaculada”, uma Associação religiosa, cujo objetivo era a conversão de todos os homens, por meio de Maria.

Ao regressar a Cracóvia, na Polônia, não obstante tenha se formado com notas altas, não pôde lecionar o pregar, por causa do seu estado de saúde, pois não podia falar muito. Ainda com a permissão dos Superiores, dedicou-se à promoção da “Milícia da Imaculada”, contando com numerosas adesões entre professores e estudantes da Universidade, profissionais e camponeses, e até com religiosos da sua própria Ordem.

Sucesso da revista “O Cavaleiro da Imaculada”

Durante o Natal de 1921, Padre Maximiliano Kolbe fundou, em Cracóvia, uma revista de poucas páginas intitulada “O Cavaleiro da Imaculada”, para difundir o espírito da “Milícia”.

Tendo-se transferido para Grodno, a 600 quilômetros de Cracóvia, criou uma pequena tipografia para imprimir a revista, com máquinas antigas. Com esta iniciativa conseguiu atrair muitos jovens, desejosos de compartilhar do estilo de vida franciscano inspirado em Maria. A revista propagou-se cada vez mais.

Em Varsóvia, graças à doação de um terreno pelo Conde Lubecki, Maximiliano fundou “Niepokalanów”, “Cidade de Maria”. O centro desenvolveu-se rapidamente: das primeiras cabanas, passou-se a construções verdadeiras; a antiga impressora foi substituída por novas técnicas de redação e imprensa.

Em pouco tempo, “O Cavaleiro da Imaculada” atingiu rapidamente uma tiragem de milhões de cópias, enquanto eram criados outros sete periódicos.

A “Cidade de Maria” na Polônia e no Japão

Com o ardente desejo de expandir seu Movimento mariano para além das fronteiras da Polônia, Maximiliano Kolbe partiu para o Japão, onde fundou a “Cidade de Maria” em Nagasaki. Ali, após a explosão da primeira bomba atômica, os órfãos de Nagasaki encontraram abrigo.

Padre Maximiliano colaborou com judeus, protestantes e budistas, certo de que Deus lança a semente da verdade em todas as religiões.

Enfim, abriu ainda uma Casa em Ernakulam, no litoral oeste da Índia.

Para se tratar da tuberculose, voltou para a sua “Niepokalanów”, na Polônia.

Niepokalanów, abrigo para refugiados e judeus

Após a invasão da Polônia, em 1° de setembro de 1939, os nazistas mandaram destruir a Niepokalanów. Os religiosos foram obrigados a deixar o centro. A eles o Padre Kolbe recomendou apenas uma coisa: “Não se esqueçam do amor”.

Ali permaneceram cerca de quarenta Frades, que transformaram a “Cidade de Maria” em lugar de acolhida para feridos, doentes e refugiados.

Em 19 de setembro de 1939, os alemães prenderam o Padre Maximiliano Kolbe e os outros frades e os levaram para o Campo de Extermínio, de onde foram, inesperadamente, libertados no dia 8 de dezembro. Assim, retornaram para a Niepokalanów e retomaram sua atividade de assistência de cerca de 3500 refugiados, dos quais 1500 judeus.

No entanto, depois de alguns meses, os refugiados foram expulsos ou presos. Por sua vez, o Padre Kolbe, ao recusar a naturalização alemã, para se salvar, foi preso em 17 de fevereiro de 1941, junto com quatro frades. Ao ser maltratado pelos guardas da prisão, foi obrigado a usar um hábito civil, porque o saio franciscano “perturbava” os nazistas.

Em 28 de maio, Padre Kolbe foi deportado para o Campo de extermínio de Auschwitz. Com o número 16670, foi colocado junto com os judeus, por ser sacerdote, onde foi obrigado a trabalhos forçados, como o transporte de cadáveres para os fornos crematórios.

Vida e testemunho em Auschwitz

Sua dignidade de sacerdote encorajava os outros prisioneiros. Uma testemunha recorda: “Kolbe era um príncipe para nós”.

No final de julho, o Padre foi transferido para o Bloco 14, onde os prisioneiros trabalhavam na lavoura. Mas, um deles conseguiu fugir escapar. Por isso, os nazistas pegaram dez prisioneiros para morrer no “lager”. Padre Kolbe ofereceu-se para morrer no lugar de um dos “escolhidos”, pai de família e companheiro de prisão. O desespero dos condenados transformou-se em oração comum, guiada pelo sacerdote.

Após 14 dias, apenas quatro ficaram vivos, inclusive o Padre Maximiliano. Então, os guardas decidiram abreviar sua agonia com uma injeção letal de ácido fênico. Padre Maximiliano Kolbe estendeu seu braço, recitando a “Ave Maria”! Estas foram suas últimas palavras. Era o dia 14 de agosto de 1941.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 11 ago. 2023.

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento