Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Quando a política vira entretenimento

Há algo particularmente revelador no diagnóstico sobre o comportamento eleitoral da direita brasileira: a política contemporânea deixou de disputar apenas ideias, projetos e interpretações sobre a sociedade e passou a disputar, antes de tudo, atenção. E, numa sociedade organizada pelas redes sociais, atenção é uma moeda que não se distribui necessariamente segundo a relevância dos problemas, mas segundo a capacidade de produzir reação.

É preciso reconhecer que a direita brasileira compreendeu isso com grande eficiência. As redes sociais permitiram que setores antes pouco presentes nos espaços tradicionais de comunicação construíssem seus próprios canais de influência, desenvolvessem linguagens específicas e estabelecessem uma relação direta com milhões de pessoas. O vídeo curto, o humor, a provocação, a indignação e o confronto funcionam extraordinariamente bem nesse ambiente. Não exigem elaboração prolongada. Exigem impacto.

O problema começa quando essa lógica deixa de ser apenas uma forma de comunicação política e passa a determinar o próprio conteúdo da política.

A consequência é uma inversão silenciosa, isto é, aquilo que gera engajamento passa a ser considerado aquilo que importa. O que mobiliza milhões de visualizações adquire aparência de prioridade nacional. O que produz indignação recebe espaço. O que exige tempo, estudo, negociação e compreensão das estruturas sociais perde terreno.

É nesse ponto que a política corre o risco de se transformar em entretenimento.

Não significa que as pautas culturais sejam irrelevantes. Tampouco significa que questões relacionadas a costumes devam ser simplesmente descartadas. O problema está em transformar conflitos culturais específicos no eixo organizador da vida pública, como se eles fossem capazes de explicar a experiência cotidiana de uma população inteira.

Há uma distância considerável entre o conflito que domina uma seção de comentários e o problema enfrentado por uma família que precisa pagar aluguel, comprar alimentos, conseguir atendimento médico, encontrar uma escola adequada para os filhos ou obter um emprego com remuneração suficiente para viver.

A política digital frequentemente confunde essas duas dimensões.

Uma pauta pode ser gigantesca nas redes sociais e minúscula na experiência cotidiana da maioria das pessoas. Da mesma forma, um problema pode ser decisivo para milhões de brasileiros e praticamente invisível no ambiente digital porque não oferece imagens suficientemente dramáticas, frases suficientemente curtas ou antagonismos suficientemente claros para se transformar em conteúdo viral.

Esse mecanismo não pertence exclusivamente à direita. A esquerda também caiu, em diferentes momentos, na tentação de confundir relevância social com capacidade de mobilização digital. Durante anos, determinados setores progressistas imaginaram que a centralidade de algumas pautas culturais nas universidades, nos círculos militantes e nas redes correspondia automaticamente à sua centralidade na vida popular.

O erro permanece sendo o mesmo quando muda o lado político.

A população não vive dentro do algoritmo.

O algoritmo, porém, pode criar a impressão de que vive.

Quem passa horas consumindo determinado tipo de conteúdo começa naturalmente a perceber aquele universo como representação da realidade. O sistema de recomendação reforça preferências, intensifica conflitos e apresenta continuamente versões semelhantes das mesmas narrativas. Aos poucos, aquilo que era apenas uma pauta entre muitas transforma-se em uma espécie de realidade total.

É assim que uma sociedade complexa pode parecer dividida exclusivamente entre inimigos e aliados, entre quem defende e quem ameaça determinado valor, entre quem pertence e quem deve ser expulso.

Essa simplificação é excelente para o engajamento e péssima para a política.

O fenômeno produz ainda uma mudança importante no perfil do representante político. O político tradicional precisava construir uma carreira, negociar com diferentes grupos, compreender instituições, dominar processos legislativos e prestar contas de suas decisões. O político digital precisa, antes de tudo, manter relevância.

Isso cria uma nova espécie de parlamentar, aquele cuja principal competência não é necessariamente formular políticas públicas, mas produzir conteúdo sobre política.

A diferença parece pequena, mas não é.

O político profissional trabalha para resolver problemas; o influencer político trabalha para permanecer relevante. Um precisa administrar contradições; o outro frequentemente depende delas. Um precisa negociar; o outro precisa manter o conflito vivo. Um pode perder audiência ao fazer uma concessão; o outro pode ganhar audiência justamente por provocar uma reação.

O Congresso, nesse ambiente, corre o risco de se transformar em uma extensão das plataformas digitais.

Uma declaração agressiva pode produzir mais repercussão do que uma audiência pública. Um vídeo de poucos segundos pode alcançar mais pessoas do que meses de trabalho legislativo. Uma briga pode render mais capital político do que uma negociação bem-sucedida.

Há, portanto, um incentivo estrutural para que o conflito seja permanente.

E isso deveria preocupar tanto a direita quanto a esquerda.

Quando a política passa a obedecer integralmente à lógica das redes, desaparece pouco a pouco aquilo que existe entre a indignação e a solução. Governar exige mediações. Exige orçamento, planejamento, negociação, instituições, burocracia, avaliação de resultados e disposição para lidar com problemas que não cabem em quinze segundos.

Nada disso é particularmente divertido.

Uma obra de saneamento básico não produz necessariamente um vídeo viral. Uma reforma administrativa não rende milhões de visualizações. Uma discussão sobre financiamento da saúde pública dificilmente provoca a mesma reação que uma declaração sobre costumes. Melhorar a alfabetização infantil é menos cinematográfico do que uma guerra cultural.

Mas são justamente essas coisas pouco espetaculares que determinam boa parte da qualidade de uma sociedade.

Talvez esteja aí uma das grandes contradições da política contemporânea, quanto mais sofisticadas se tornam as ferramentas de comunicação, maior pode ser a distância entre aquilo que domina a conversa pública e aquilo que efetivamente organiza a vida das pessoas.

O eleitor não deixou de ter problemas materiais porque o debate público se tornou cultural. O preço dos alimentos continua existindo. O transporte continua existindo. A precariedade urbana continua existindo. As filas do sistema de saúde continuam existindo. A qualidade da educação continua existindo. O desemprego, a violência, a habitação e a desigualdade continuam existindo.

Nada disso desaparece porque o algoritmo decidiu que outro assunto é mais rentável.

O desafio democrático dos próximos anos talvez seja justamente recuperar essa diferença entre atenção e importância.

Nem tudo aquilo que viraliza é relevante. Nem tudo aquilo que é relevante viraliza.

Uma democracia madura precisa ser capaz de suportar essa diferença.

Caso contrário, deixaremos de escolher representantes para governar e passaremos a escolher produtores de conteúdo para nos entreter politicamente.

E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de empobrecimento da política, não quando as pessoas deixam de se interessar por ela, mas quando passam a se interessar tanto pelo espetáculo que já não conseguem distinguir o espetáculo da própria política.

Mauro Nascimento

Papa Francisco: quando a simplicidade toca o infinito

As notícias vindas do Vaticano sobre a saúde do Papa Francisco despertaram uma comoção singular. Diferente das ocasiões anteriores em que esteve hospitalizado, desta vez as emoções parecem mais intensas e profundas. Não houve quem admirasse ou amasse o pontífice que não tenha sentido o peso das circunstâncias ou vertido algumas lágrimas. Entre tantas personalidades públicas, é raro encontrar alguém cuja vulnerabilidade toque tantas pessoas de forma tão pessoal.

O que faz de Francisco um símbolo tão poderoso e inspirador? Talvez seja sua simplicidade, seu comprometimento com o Evangelho vivido, longe de formalismos, mas profundamente enraizado na solidariedade e no amor pelos oprimidos. Não é apenas o líder da Igreja Católica; é um homem que transcende os dogmas e se coloca ao lado da humanidade, com todas as suas dores, fraquezas e esperanças.

Papa Francisco nos lembra as pessoas queridas que passaram por nossas vidas e deixaram marcas profundas: pais, mães, avós, amigos que, em sua simplicidade, nos ensinaram que a vida vale a pena. Sua figura evoca uma memória coletiva de afeto e bondade, que transcende sua posição e se enraíza na essência de sua humanidade. Ele é como aquele amigo ou parente próximo cuja presença torna o mundo mais leve e mais significativo.

É extraordinário pensar no impacto de alguém que, em poucos anos de pontificado, transformou tanto. Não apenas reformou estruturas institucionais ou discursou sobre temas urgentes, mas nos lembrou, acima de tudo, do essencial: a coragem de ser humano, muito humano, diante de um mundo que muitas vezes despreza a fragilidade e exalta a indiferença.

Neste momento de incerteza e preocupação, é impossível não sentir orgulho e gratidão por sua trajetória. Sua liderança vai além da esfera religiosa. Francisco é um exemplo vivo de que é possível viver o Evangelho na simplicidade, com leveza, e ao mesmo tempo ser radical na escolha pela justiça e pela solidariedade.

Que Deus o ampare e lhe dê forças nesse momento. E que sua luz continue a nos inspirar a sermos mais humanos, mais solidários e mais conscientes das escolhas que fazemos. Afinal, como ele mesmo nos ensina, a verdadeira revolução começa no coração.

Mauro Nascimento

30 de janeiro – Santa Jacinta Mariscotti, virgem romana

Santa Jacinta Mariscotti, Domenico Corvi

Quando a pessoa é bonita, rica, além de nobre, pensa poder ter tudo. Assim também pensava Clarice, filha dos príncipes Marescotti de Vignanello: desde criança, sonhava ter uma vida confortável e um bom casamento, mas estes não eram os planos do Senhor para ela. No entanto, achava que seria possível: conheceu um jovem marquês, Capizucchi, do qual se apaixonou. Mas, muito cedo, coube-lhe o destino de se casar com sua irmã mais nova, Ortênsia.

Uma vocação forçada

A decepção de Clarice foi tão grande, que decidiu não perdoar o pai, por ter preferido sua irmã, e começou a tornar a sua vida impossível. Em contrapartida, o príncipe mandou-o para o Mosteiro de São Bernardino, em Viterbo, onde havia estudado quando criança e onde outra sua irmã, Genebra, tinha se tornado religiosa. Clarice, porém, não desanimou: recebeu o nome de Jacinta, submeteu-se à vida de oração comunitária, professou o voto de castidade, tornando-se Terciária franciscana para não ficar enclausurada.

Mas, Jacinta não era feita para os votos de obediência e pobreza. Por isso, continuou a se vestir com roupas refinadas, a morar em um apartamento bem mobiliado, onde muitos amigos iam visitá-la e a ser servida por duas noviças. De fato era nobre e, como tal, queria continuar vivendo.

De adolescente obstinada a uma grande Santa

Jacinta viveu assim por 15 anos, apesar dos seus escândalos. Depois, adoeceu seriamente e entendeu que o Senhor, paciente, a aguardava no sofrimento da doença. E o invocou: “Ó Deus, eu vos suplico, dai sentido à minha vida, dai-me esperança, dai-me a salvação”! Tendo-se restabelecido da enfermidade, pediu perdão às coirmãs e se despojou de tudo.

Os 24 anos seguintes da sua existência foram anos de privações e de doação ao próximo, sobretudo aos pobres e enfermos. Graças à ajuda financeira dos velhos amigos, conseguiu dirigir da clausura as obras de dois institutos de assistência social: os “Sacconi” – assim eram chamados os coirmãos, que usavam sacos de estopa durante seu serviço – os enfermeiros que ajudavam os doentes; e os “Oblatos de Maria”, que levavam conforto aos idosos e abandonados. Tudo o que recebia, oferecia aos pobres. Seu exemplo levou muitos a retornarem à fé, da qual tinham se distanciado.

Morte em odor da santidade

Jacinta faleceu em 1640 e, imediatamente, foi venerada pelo povo como Santa, especialmente entre os que haviam sido grandes pecadores e, depois, convertidos pela graça.

Durante o velamento, todos queriam levar um pedaço da sua roupa como relíquia. Por isso, seu corpo teve que ser revestido três vezes.

O Papa Pio VII presidiu à sua canonização em 1807.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 30 jan. 2025.

 

Em poucas palavras: o que é uma nomeação “in pectore”?

A nomeação “in pectore” (expressão latina que significa “no peito” ou “no coração”) é um termo usado no contexto da Igreja Católica para se referir à nomeação de um cardeal pelo Papa, cuja identidade não é divulgada publicamente no momento da nomeação. Essa prática é rara e ocorre em circunstâncias especiais, geralmente para proteger o nomeado ou evitar conflitos em situações delicadas, como perseguições políticas, religiosas ou em países onde a Igreja enfrenta restrições.

O Papa tem a autoridade de manter o nome do cardeal em segredo até que considere apropriado revelá-lo. No entanto, é importante destacar que, de acordo com as normas da Igreja Católica, uma nomeação “in pectore” só é válida enquanto o Papa que a fez estiver vivo. Se o Papa morrer antes de divulgar a identidade do cardeal nomeado, a nomeação perde seu efeito, pois só ele conhecia a identidade da pessoa escolhida. Sem essa revelação formal, não há como confirmar ou validar a nomeação.

No filme Conclave (2024), há uma representação incorreta desse conceito, sugerindo que uma nomeação “in pectore” poderia permanecer válida ao ser anunciada por um religioso mesmo após a morte do Papa. Essa abordagem não está de acordo com a realidade canônica. A nomeação “in pectore” é um ato pessoal do Papa, e sua validade depende exclusivamente dele. Se ele não revelar a identidade do cardeal antes de sua morte, a nomeação é considerada nula. Essa liberdade artística ou erro no filme pode ser entendida como uma dramatização para fins narrativos, mas não reflete a prática real da Igreja.

Essa prática foi usada algumas vezes na história da Igreja, como durante o pontificado de São João Paulo II, que nomeou vários cardeais “in pectore“. No entanto, em todos os casos, a nomeação só teve efeito quando o Papa revelou a identidade dos nomeados durante seu pontificado.

Mauro Nascimento 

Referências:

CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/cod-iuris-canonici/portuguese/codex-iuris-canonici_po.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2025.

MIRANDA, M. F. O Colégio Cardinalício e a Eleição Papal. São Paulo: Edições Paulinas, 2005.

NOLLET, J. Os Cardeais e o Conclave: História e Funcionamento. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2010.

OS CARDEAIS DA SANTA IGREJA ROMANA SEGUNDO O CÓDIGO CANÔNICO LATINO DE 1983. Disponível em: <https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-06/cardeais-santa-igreja-romana-segundo-codigo-direito-canonico.html>. Acesso em: 22 jan. 2025.

A infalibilidade papal em poucas palavras: origem, desenvolvimento histórico e definição dogmática

A infalibilidade papal é um dogma da Igreja Católica que ensina que o Papa, quando fala de maneira solene e oficial sobre questões de fé ou moral (o que chamamos de falar “ex cathedra“), está protegido de cometer erros por ação do Espírito Santo. Isso não quer dizer que o Papa seja perfeito em tudo o que faz ou diz no dia a dia, mas que, em momentos específicos e importantes, ele não erra ao ensinar sobre assuntos essenciais para a fé católica.

Como essa ideia surgiu e se desenvolveu?

  1. Base nas Sagradas Escrituras: a ideia da infalibilidade papal tem raízes nas Sagradas Escrituras, especialmente em uma passagem do Evangelho de Mateus (16, 18-19), onde Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Para o católico apostólico romano, isso significa que Pedro foi o primeiro Papa e que a Igreja teria uma garantia divina para não se desviar da verdade em questões fundamentais.
  2. Primeiros séculos da Igreja: Nos primeiros anos do cristianismo, o bispo de Roma (o Papa) foi ganhando cada vez mais autoridade, principalmente em assuntos de doutrina. Por exemplo, decisões importantes tomadas em concílios, como o Concílio de Niceia (325 d.C.), precisavam da confirmação do Papa para serem válidas.
  3. Idade Média: na Idade Média, o poder do Papa cresceu muito, e pensadores como Tomás de Aquino começaram a discutir a ideia de que o Papa poderia ser guiado por Deus para não errar em questões de fé. No entanto, a infalibilidade ainda não havia sido oficialmente definida como um dogma da Igreja.
  4. Concílio Vaticano I (1869-1870): foi só no século XIX, durante o Concílio Vaticano I, que a infalibilidade papal foi oficialmente declarada como um dogma da Igreja, sob o Papa Pio IX. O documento “Pastor Aeternus” afirmou que o Papa, ao falar “ex cathedra“, tem a “infalibilidade que Jesus quis que sua Igreja tivesse”. Essa decisão foi uma resposta aos desafios da época, como o secularismo e o racionalismo, que questionavam a autoridade da Igreja.
  5. Séculos XX e XXI: depois do Concílio Vaticano I, a infalibilidade papal foi usada poucas vezes. Um exemplo famoso foi em 1950, quando o Papa Pio XII declarou que Maria, mãe de Jesus, foi levada ao céu de corpo e alma (a Assunção de Maria, Assunção de Nossa Senhora). Já o Concílio Vaticano II (1962-1965) reafirmou a doutrina, mas destacou que o Papa exerce sua autoridade junto com os bispos, em comunhão com toda a Igreja.

Portanto, a infalibilidade papal é um dogma que afirma que o Papa, em situações especiais, é guiado por Deus para não errar ao ensinar sobre fé e moral. Essa ideia foi se desenvolvendo ao longo dos séculos e foi oficializada no século XIX, sendo mantida até os dias de hoje.

Mauro Nascimento

Referências:

AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Tradução de Alexandre Corrêa. São Paulo: Loyola, 2001-2006. (Coleção completa em vários volumes).

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html>. Acesso em: 20 jan. 2025.

CONCÍLIO VATICANO I. Constituição dogmática Pastor Aeternus. 1870. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/hist_councils/i-vatican-council/documents/vat-i_const_18700718_pastor-aeternus_it.html>. Acesso em: 20 jan. 2025.

CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática Lumen Gentium. 1964. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html>. Acesso em: 20 jan. 2025.

OLIVEIRA, Pedro Ribeiro de. Infalibilidade papal: história e teologia. São Paulo: Paulinas, 2005.

SESBOÜÉ, Bernard. A infalibilidade na Igreja: doutrina e história. Tradução de Benôni Lemos. São Paulo: Loyola, 2004.

« Posts anteriores

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento