Catolicismo de maneira inclusiva

Categoria: Santo do dia (Página 28 de 75)

29 de novembro – São Saturnino de Toulouse

São Saturnino é venerado como missionário que foi o primeiro bispo de Toulouse e é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. Segundo escritos conhecidos como a “Paixão de Saturnino”, ele pregou dos dois lados dos Pirineus, entre os anos 430 e 450.

Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora São Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens.

Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho.

O autor de sua “passio”, relata que ele costumava reunir fiéis numa pequena igreja de Toulouse, e que o principal templo pagão da cidade erguia-se entre a igreja e a residência do santo. Nesse templo pagão eram feitos oráculos, mas fazia tempo que os mesmos haviam silenciado, o que se atribuía à presença do bispo cristão. Dessa forma, os sacerdotes pagãos, certo dia, o agarraram quando estava passando por perto e o arrastaram para o interior do templo, declarando que deveria apaziguar os deuses ofendidos, oferecendo-lhes em sacrifício um touro a Júpiter, ou senão aplacar os deuses com o seu sangue. Saturnino respondeu: “Venero um só Deus e estou preparado para lhe oferecer um sacrifício de louvor. Vossos deuses são maus e se comprazem mais com o sacrifício de vossas almas do que as dos vossos novilhos. Como posso temer aqueles que, como vós mesmos reconheceis, tremem na presença dos cristãos?”

Enfurecidos com esta resposta foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados.

O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 27 nov. 2023.

27 de novembro – São Virgílio, bispo de Salzburgo

São Virgílio (Joachim Schäfer – Ökumenisches Heiligenlexikon)

Virgílio, de origem irlandesa, exerceu grande parte das suas atividades como bispo de Salzburg, na Caríntia, a convite de Pepino o Breve, com a missão de evangelizar e pacificar o recém-conquistado Ducado da Baviera.

Em sua terra natal, Virgílio viveu como monge, até ser nomeado Abade em um importante mosteiro.

Embora fosse um homem de grande cultura teológica e científica, a sua nomeação como Bispo não teve o consentimento de São Bonifácio, legado papal na Alemanha, apenas porque o imperador não teve a sensatez de consultá-lo. Todavia, este não foi o único motivo do atrito entre Bonifácio e Virgílio: entre eles havia também muita divergência em campo científico-cosmológico, com implicações no âmbito doutrinal. Repreendido pelo Papa Zacarias, Virgílio obedeceu com humildade, deixou de lado as disputas teológicas e dedicou-se com zelo à organização da sua Diocese. Ele se dedicou, incessantemente, à educação religiosa do povo e à assistência aos pobres. Em 774, inaugurou a primeira Catedral de Salzburg, para a qual transferiu as relíquias do primeiro Bispo da cidade, São Ruperto.

Enfim, acompanhou a fundação de numerosas abadias, como a de São Cândido, e estendeu suas atividades missionárias até Estíria e Panônia. São Virgílio faleceu em 784, mas a sua santidade foi reconhecida, oficialmente, apenas em 1233.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 24 nov. 2023.

26 de novembro – São Silvestre, abade, fundador dos silvestrinos

São Silvestre, Segna di Bonaventura (© MET)

Silvestre Guzzolini nasceu em Ósimo, perto de Ancona, em 1177, em uma família italiana opulenta, que o enviou a Bolonha para estudar Direito, porque o pai queria que fosse advogado. Sem avisar a sua família, transferiu-se para Pádua, a fim de estudar teologia. Quando voltou para casa, com o diploma nesta matéria, seu pai ficou furioso e o isolou em casa.

Uma vocação hostilizada em família

A vocação à vida religiosa tornava-se cada vez mais forte em Silvestre, graças à Palavra da Sagrada Escritura, que amava, por ter estudado tanto tempo. Deserdado e sozinho, conseguiu entrar, finalmente, para a Comunidade dos Cônegos de Ósimo, com a ajuda do Bispo local, que muito apreciava seu zelo cristão. Ali, Silvestre viveu de modo exemplar, dedicando-se à oração, meditação e observância radical do Evangelho. Mas, não foi suficiente e percebeu logo.

“Renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”

Certo dia, Silvestre participou do enterro de uma pessoa nobre e, no cemitério, tem a infeliz ideia de olhar para dentro de uma cova, dentro da qual não havia esperança, apenas o colapso da morte. Mas, para ele, foi uma iluminação: “O que ele era, eu sou; o que ele é, eu serei”. Daí, recordou-se também das palavras de Jesus: “Quem quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Naquele momento, Silvestre escolheu a vida eremítica: vagueou, por um bom período, entre as montanhas da região italiana das Marcas. Um dia, o Senhor o fez encontrar uma caverna, chamada Grottafucile, onde se estabeleceu. Durante três anos, não teve contato com nenhuma alma viva. Dedicou toda a sua vida à oração, jejum e penitência, como Moisés na Montanha Sagrada. Por fim, aconteceu-lhe algo inesperado.

Início da comunidade

Os súditos de um senhor de Castelletta descobriram que havia um homem morando em suas propriedades. Assim, muitos curiosos foram visitá-lo para pedir orações ou conselhos espirituais. Então, Silvestre entendeu que a sua experiência de eremita tinha acabado: Deus queria que ele fundasse uma nova comunidade, mas ele nem sabia de onde começar. Mas, a Providência sabia o que fazer: em 1228, Gregório IX enviou uma delegação de Dominicanos, composta por Frei Ricardo e Frei Bonaparte, para saber quem era aquele estranho eremita e convidar Silvestre para entrar em uma Ordem monacal já existente ou, pelo menos, para adotar uma regra de vida bem precisa, segundo as disposições do IV Concílio de Latrão. Os dois Frades foram os primeiros coirmãos de Silvestre na nova Comunidade, que se chamou Ordem de São Bento de Monte Fano.

Escolha da Regra

Como sempre, quando não sabia o que fazer, Silvestre se pôs a rezar. Em particular, pediu a intercessão de Nossa Senhora, que, uma noite, lhe apareceu, em um momento de êxtase, e lhe administrou a Eucaristia com suas santas mãos. Porém, dirigiu-se também a muitos Santos, alguns dos quais até lhe apareceram em sonhos. Mas, quando São Bento lhe apareceu, entendeu que devia seguir a sua Regra. Logo, Silvestre foi o primeiro a usar o hábito Beneditino e, em 1248, recebeu a aprovação do Papa Inocêncio IV. No entanto, os membros da Comunidade aumentavam, como a boa semente, lançada em terra fértil, que começava a produzir muitos frutos. Daí, nasceram novas Comunidades. Mas, já exausto e idoso, com quase 90 anos, Silvestre voltou à Casa do Senhor: era o dia 26 de novembro de 1267.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 24 nov. 2023.

25 de novembro – Santa Catarina de Alexandria

Catarina nasceu na cidade egípcia Alexandria e cresceu como uma pagã, mas em sua adolescência converteu-se ao cristianismo. Diz-se que ela visitou seu contemporâneo, o imperador romano Maximiano, e tentou convencê-lo do erro moral na perseguição aos cristãos. Ela conseguiu converter a sua esposa, a Imperatriz, e muitos pagãos que o Imperador enviou para disputar com ela.

Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito.

Entretanto, esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.

Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial.

Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.

Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.

Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros – donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 24 nov. 2023.

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Por Mauro Nascimento