Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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01 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“A vida é muito curta, para perdermos tempo odiando alguém. Não tens que vencer todos os argumentos: Concorda para discordar. Duas coisas indicam fraqueza: O calar-se quando é preciso falar, e o falar quando é preciso calar-se. Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Muito sabe quem conhece a própria ignorância. O que não te mata torna-te mais forte. Inveja é perda de tempo: Já tens tudo o que precisas. Envelhecer é melhor do que morrer jovem. Aceita por completo a tua presença na Terra e escolhe, a cada momento, a beleza, a bondade, a verdade e a vida, lembrando-te sempre de que tudo isto e Deus é a mesma coisa. Não te armes em vítima e não te comportes como um salvador. Faz a paz com o teu passado, para que ele não estrague o teu presente. O que os outros pensam de ti não é da tua conta. O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros. Põe definitivamente de parte, o hábito de querer mudar os outros. Mantém a cabeça sempre fria, o coração sempre quente e a mão sempre larga. Comporta-te como um (a) homem (mulher) de Deus que traz alegria e luz, em vez de críticas ou indiferença. Deixa-te guiar pela intuição pessoal, em vez de agires sob a pressão do medo. A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda. Quem não pode o que quer, que queira o que pode. É melhor morrer de pé do que viver de joelhos. Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.”

Monsenhor André Sampaio

01 de setembro – Santo Egídio, abade

Santo Egídio, Hans Memling (© St. Annen-Museum/Fotoarchiv der Hansestadt Lübeck)

De eremita a abade

O túmulo de Santo Egídio, venerado em uma abadia, na região francesa de Nîmes, remonta, provavelmente, à época merovíngia, embora a sua inscrição não seja anterior ao século X, data em que foi composta a Vida do santo abade, permeada de prodígios.

Parte-se daqui, para se tentar reconstruir a vida de Egídio, cuja lenda mais popular indica que tenha vindo de Atenas, para viver como eremita, em um bosque junto à foz do rio Ródano, na França meridional, a fim de se entregar, com maior dedicação, ao serviço de Deus; transcorria o tempo em oração, vivendo com austeridade e jejuns; nutria-se de ervas, raízes e frutos selváticos; dormia na terra nua e seu travesseiro era uma rocha. Enternecido com por tantos sacrifícios, o Senhor teria mandado a Egídio uma cerva, para fornecer-lhe leite, todos os dias.

Entretanto, durante uma caça, o eremita foi descoberto por Flávio, rei dos Gotos, que se simpatizou por ele. De fato, por erro, o soberano lançou uma flecha contra a cerva, mas feriu o Santo, que se encontrava ao lado do animal que abrigava. Entre os dois nasceu uma amizade; o rei, que havia ficado comovido pelo ocorrido, decidiu oferecer a Egídio certa extensão de terra para construir uma abadia. Ali, o anacoreta, em troca da solidão, inevitavelmente perdida, teve a satisfação de ver crescer uma comunidade ativa de monges, da qual foi diretor espiritual até à sua morte, em 1° de setembro de 720. O mosteiro recebeu o nome de “Abadia de Saint-Gilles”.

Devoção e milagres

Junto com seus monges, Santo Egídio atuou uma grande obra de evangelização e civilização da região, atual Languedoc. Lavrou a terra, fertilizou os campos, até então incultos, abriu caminhos comerciais e, sobretudo, pregou o Evangelho, convertendo os pecadores e levando a fazer penitência.

Pelos seus muitos milagres, Egídio ficou conhecido em toda a França sob o nome de “santo taumaturgo”. Todavia, seu culto estendeu-se, segundo numerosos testemunhos, até à Bélgica, Holanda e Itália. Entre os lugares emblemáticos estão Tolfa, no Lácio, e Latronico, pequeno centro na região da Basilicata, onde, há quase três séculos, se renova o “milagre do maná”, atribuído ao Santo eremita. Na basílica dedicada ao santo Padroeiro, a partir de 1716, acontece em uma ou mais sextas-feiras de março, que, da pintura que representa Santo Egídio em penitência em um eremitério, “verte” um líquido incolor. O acontecimento, sobre o qual já falavam as crônicas, desde 1709, ocorreu de modo evidente, em 1716; narra-se que o povo, preocupado pelas muitas calamidades naturais, dirigia-se a Santo Egídio, para que as fizesse cessar. Suas orações foram atendidas e, provavelmente, aquele líquido recordava o “milagre” ocorrido.

No dia 22 de fevereiro de 1728, o Bispo local promulgou o decreto, segundo o qual o líquido podia ser recolhido, todas as vezes que se apresentasse. Desde então, o misterioso evento repete-se quase todos os anos e as pessoas o aguardam com ansiedade.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 29 ago. 2023.

31 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Mantenha sua mente limpa de qualquer pensamento menos digno. Só assim conservará a serenidade e a Paz, como base da felicidade que chegará a você. O corpo é o reflexo da mente. E a mente é o reflexo de nossa alma, que é o nosso verdadeiro eu. Pense coisas nobres e elevadas, e seu corpo manterá inalterável a saúde, trazendo-lhe a felicidade que tanto almeja. Seja fiel no cumprimento de todos os seus deveres. Execute com capricho e amor todas as tarefas que recebe, embora pareçam insignificantes. Qualquer coisa que esteja fazendo, por menor que seja, é um passo à frente em seu progresso. Realize suas tarefas todas, como se delas dependesse – como de fato depende – todo o seu futuro.”

Monsenhor André Sampaio

31 de agosto – Santos José de Arimateia e Nicodemos, discípulos do Senhor

Santos José de Arimateia e Nicodemos, discípulos do Senhor, Giotto

“Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus da Cruz. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. Com ele foi também Nicodemos, que anteriormente, se encontrara às ocultas de noite com Jesus, levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o Corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumavam fazer, na preparação para o sepulcro. Havia um horto naquele lugar, onde Jesus fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, no qual ninguém ainda havia sido posto. Ali, pois, por causa da preparação da festa dos judeus e por aquele sepulcro estar perto, depositaram Jesus” (João 19,38-42).

No Evangelho de João encontramos a reconstrução mais precisa da deposição e sepultamento bastante incomum de Jesus, uma vez que, em geral, os corpos dos condenados eram deixados pelos romanos na cruz, até serem lançados em uma fossa comum. Porém, Jesus recebeu um tratamento diferente, graças a José, que usou sua influência para obter seu corpo e o enterrar em um sepulcro, que ele havia comprado para si. Contudo, ele teve que se apressar, porque em breve seria a Páscoa judaica, e ele não poderia participar da festa porque estava impuro, por ter entrado em contato com um cadáver. Por isso, foi ajudado por Nicodemos, que levou uma grande quantidade de óleos perfumados.

José de Arimateia, entre história e lenda

José era um ilustre membro do Sinédrio, um homem poderoso, muito conhecido e estimado em Jerusalém. Sua cidade natal, provavelmente, era Arimateia, identificada, por alguns, como a atual Rantis. Segundo o costume dos judeus, um corpo devia ser enterrado na própria terra natal. Por isso, alguns estudiosos acham estranho que ele tivesse um lugar para o sepultamento em Jerusalém.

Em seu Evangelho, João ressalta que um homem ilustre seguia Jesus, com discrição, por medo de ser criticado. Porém, ele não foi nada discreto ao pedir o corpo de Cristo a Pilatos, utilizando todo o seu poder para obtê-lo. José sabia que isto era muito arriscado: a simpatia por uma pessoa condenada à morte poderia ser facilmente interpretada como cumplicidade e, portanto, ter o mesmo e triste destino. Mas, naquele momento, José não teve medo de expressar abertamente a sua fé. Tanto que, além de oferecer seu sepulcro para Jesus, também comprou um linho para envolver seus restos mortais. Depois da Páscoa, ele não foi mais mencionado nos Evangelhos canônicos, mas, segundo algumas lendas de origem oriental, ele teria partido para evangelizar toda a Europa até à Grã-Bretanha, onde até foi citado no ciclo literário do Rei Artur como custódio do Santo Graal.

Nicodemos, figura do Evangelho de João

Nicodemos, fariseu, doutor da Lei e príncipe dos Judeus, era uma figura presente apenas no Evangelho de João. Encontramo-lo, pela primeira vez, quando Jesus chegou a Jerusalém. Fascinado pela sua pessoa, Nicodemos vai até Jesus, à noite, para não ser visto, e o interrogou sobre a natureza da sua missão. Jesus responde-lhe que “para fazer parte do Reino de Deus era preciso renascer, mas espiritualmente” Nicodemos ficou tão impressionado, a ponto de falar positivamente sobre Jesus no Conselho, quando foi capturado; ele recordou aos fariseus que a lei permitia ao acusado ser ouvido antes de ser julgado.

Enfim, no momento da sepultura, o encontramos ao lado de José de Arimateia. Foi atribuído a Nicodemos também um Evangelho apócrifo, escrito em grego, que remonta ao século II, no qual a posição de Pôncio Pilatos foi revista.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 28 ago. 2023.

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Por Mauro Nascimento