Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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05 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“A fé é a virtude que mais nos traz paz de espírito, pois é companheira inseparável da paciência e da aceitação, imprescindíveis para passarmos pelos sofrimentos e atribulações de nossa jornada terrena. É através da fé que aprendemos a bendizer a Deus por todas as bênçãos de que dispomos e, apoiados nela, é que nos fortalecemos para sairmos de situações, muitas vezes aflitivas, se não a tivermos guiando nossos passos.”

Monsenhor André Sampaio

05 de setembro – Santa Madre Teresa de Calcutá

Santa Madre Teresa de Calcutá (© Vatican Media)

“Apresentou-lhes a mulher mais poderosa do mundo!” No dia 26 de outubro de 1985, o Secretário geral da ONU, Pérez de Cuéllar, assim apresentou Madre Teresa de Calcutá à Assembleia geral das Nações Unidas. Naturalmente, a pequena Irmã, vestida com seu sári branco de bordas azuis, sentiu-se incomodada por aquela enfática apresentação, porque ela gostava de definir-se, simplesmente, como “um pequeno lápis nas mãos do Senhor.”

“Venha, seja a minha luz”

De corpo franzino, mas gigante na fé, Madre Teresa nasceu em uma família albanesa, em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, e foi batizada com o nome de Gonxha Agnes.

Desde pequena, foi acostumada, pelos seus pais, a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados. Não causa surpresa, portanto, quando, aos dezoito anos, fez a escolha de se tornar missionária.

Em setembro de 1928, Agnes deixa a sua casa e entra para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria, em Dublin, onde recebeu o nome de Maria Teresa.

No ano seguinte, foi para a Índia, onde, por quase vinte anos, viveu feliz em uma escola da sua Congregação, lecionado aos jovens ricos da região.

Em 10 de setembro de 1946, ocorreu o que Madre Teresa definia como a sua “chamada na chamada”. Naquele dia, Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.

Missionárias da Caridade

Vinte anos antes, deixava a sua casa; agora, deixa o seu Instituto. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e inicia a sua nova missão entre os últimos de Calcutá: os descartados, aqueles que “não são queridos, não amados, não cuidados”. Logo se unem a ela as suas ex-alunas.

Em poucos anos, a Congregação – reconhecida, em 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, em 1965, por Paulo VI – difundiu-se por todas as partes do mundo, onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: foram abertas casas na África e na América Latina, mas também nos Países comunistas e até na União Soviética. A sua figura torna-se cada vez mais popular em nível mundial. Mas, quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade impressionante: “Rezo”.

Estimada profundamente pelo Papa Paulo VI que, ao término da sua viagem à Índia, deu de presente aos “seus pobres” seu papamóvel, Madre Teresa teve uma relação fraterna com o Papa João Paulo II. Foi memorável a visita que o Papa polonês fez à sua casa, em Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos. Foi precisamente o Papa Wojtyla que quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, em uma estrutura denominada “Dom de Maria”.

Em defesa da vida

Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados, Madre Teresa dedicou-se, com todas as suas forças, à defesa da vida nascente.

Inesquecível o seu discurso na entrega do Prêmio Nobel da Paz, em 17 de outubro de 1979: “O maior destruidor da paz – afirmou na ocasião – é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”.

Nos últimos anos da sua vida, apesar da sua enfermidade e da “noite escura do espírito”, ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam.

Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997, na sua Calcutá. Naquele instante, as suas Irmãs estavam presentes em 610 casas de missão e espalhadas em 123 países do mundo. Sinal de que a misericórdia não tem confins e atinge todos, sem nenhuma distinção, pois costumava dizer sempre: “Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 31 ago. 2023.

Em busca da verdade: uma reflexão sobre falseabilidade e ceticismo

Desde os tempos antigos, filósofos e pensadores têm se debruçado sobre o conceito da verdade e seu papel nas nossas vidas intelectuais e culturais. Agostinho de Hipona, um dos pensadores mais influentes da história, trouxe à tona uma visão intrigante da verdade, onde ela se torna um farol constante em um mar de incertezas.

Agostinho nos lembra de que a verdade deve ser universal e imutável. Se algo é verdadeiro para mim, ele também deve ser verdadeiro para você e para todos. Além disso, a verdade não é efêmera; se é verdade agora, será verdade amanhã. Essa visão da verdade como um conceito estável, imutável e universal pode ser surpreendente em um mundo onde a relatividade muitas vezes prevalece.

No entanto, a discussão avança para o conceito de falseabilidade, um pilar da metodologia científica. A falseabilidade nos ensina que uma afirmação deve ser passível de ser testada e potencialmente refutada para ser considerada científica. Essa abordagem pode ser uma faca de dois gumes, pois, ao permitir que as teorias sejam questionadas e revisadas, ela também abre espaço para o ceticismo. Se tudo pode ser falso, como podemos encontrar uma verdade sólida?

O ceticismo, que pode surgir da falseabilidade, representa uma jornada intrincada. A dúvida constante pode nos levar a questionar se podemos realmente alcançar a verdade em meio a tantas incertezas. No entanto, abandonar a busca da verdade seria um erro fatal. Seria a paralisia da ciência, da filosofia, da ética e dos valores culturais. A verdade deve permanecer como nosso horizonte, um farol que orienta nossa busca constante.

É nesse ponto que a reflexão se aprofunda. O autor nos lembra que o mais importante não é apenas a verdade que já compreendemos, mas a busca contínua da verdade. A busca persistente prevalece sobre a negação da possibilidade da verdade. Ela nos desafia a não afirmar absolutamente que sabemos a verdade, mas a valorizar o ato de buscar a verdade. É nessa busca que encontramos significado e valor.

A busca da verdade transcende a mera busca intelectual. Ela se torna uma jornada moral, científica, metafísica e estética. A verdade, então, não é apenas um conceito, mas um horizonte que enriquece nossa compreensão do mundo e nos dá um propósito mais profundo.

Em resumo, essa reflexão sobre a verdade, falseabilidade e ceticismo nos convida a abraçar a busca contínua da verdade como um valor fundamental. A verdade pode ser esquiva, mas é na jornada de busca que encontramos um significado mais profundo em nossas vidas e uma compreensão mais rica do mundo que nos cerca. A verdade, nesse contexto, não é apenas um destino, mas o horizonte que ilumina nosso caminho.

Mauro Nascimento

Referências:

FITZGERALD, A. D. Agostinho através dos tempos: uma enciclopèdia. Edição braImasileira sob coordenação de Heres Drian de O. Freitas. Apresentação Cristiane Negreiros Abbud Ayoub Revisão de tradução e técnica Cristiane Negreiros Abbud Ayoub e Heres Drian de O. Freitas. São Paulo: Paulus, 2018. (Coleção Filosofia Medieval).

HAACK, S. Putting Philosophy to Work. New York: Prometheus Books, 2013.

04 de setembro – Monsenhor André Sampaio

“Quando olhamos para o nosso lado e vemos alguém que está sempre presente, uma pessoa que nunca nos deixa desanimar, só podemos estar gratos. Amigos que nos dão palavras de coragem e que lutam para nos ver felizes, são raros hoje em dia. Conclui-se que dizer obrigado, às vezes, não é suficiente para agradecer a tão amável e gentil pessoa que nos momentos das nossas vidas, aqueles mais difíceis, nos estende a mão amiga e nos oferece amparo. Talvez não existam palavras suficientes e significativas que nos permitam agradecer, com justiça, com o devido merecimento a quem tanto fez por nós. Agradecer é retribuir tudo que recebi dando amor, reconhecimento, realização e prazer a quem nada pediu e doou por amor. Viver é compartilhar, é dar e é receber. Não tenha medo de oferecer seu amor, seu carinho, sua verdadeira pessoa. Como uma mágica o agradecimento vai estendendo por coração e alma, toma por completo nossas palavras e tinge de cores perfeitas as emoções que sentimos!”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento