Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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14 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“A beleza das pessoas está na capacidade de amar e de encontrar no próximo a continuidade de seu ser…

E, também, em reconhecer que nessa vida você estará sempre

precisando de alguém e sempre terá alguém precisando de você!

Porque é preciso saber que cada dia é um recomeço.

É ter certeza que os milagres acontecem.

E que os sonhos podem se realizar.

É saber que temos asas invisíveis.

É fazer pedidos a Deus

E abrir as mãos para o céu!

É olhar sem temor as portas do desconhecido,

Ter a inocência dos olhos da criança, a lealdade do cão,

a beleza da mão estendida para dar e receber,

É ter a certeza de que o melhor sempre acontece e que tudo aquilo que almejamos

Está totalmente ao nosso alcance.”

Monsenhor André Sampaio

13 de dezembro – Santa Luzia, virgem e mártir de Siracusa

Santa Luzia (© Biblioteca Apostolica Vaticana)

A sua história é narrada nos atos do seu martírio, tradições, contos populares e lendas. Luzia nasceu no fim do Século III, na cidade de Siracusa, em uma nobre família. Educada cristianamente, ficou órfã de pai, quando ainda era criança. A mãe, Eutíquia, a criou com amor e dedicação. Ainda jovem, Luzia queria consagrar-se a Deus e manteve este desejo em seu coração. Ignorando as intenções da filha, Eutíquia, como era de costume na época, prometeu que Luzia se casaria com um jovem de boa família, mas não cristão. Luzia não quis revelar seu desejo de consagrar a sua virgindade a Cristo e, com vários pretextos, adiou o casamento, confiando na oração e na ajuda divina.

Viagem a Catânia e a intercessão de Santa Ágata

No ano 301, Luzia e sua mãe vão a Catânia em peregrinação à sepultura de Santa Ágata. Eutíquia sofria de hemorragia e, não obstante diversos e onerosos tratamentos, nada resolveu. A mãe e a filha foram pedir à jovem mártir de Catânia a graça da cura. Em 5 de fevereiro, dies natalis de Ágata, chegaram à cidade e participaram da celebração Eucarística, diante da sepultura da santa. “Então, Luzia se dirigiu à sua mãe e lhe disse: ‘Mãe, se a senhora acreditar no que foi lido, também irá acreditar que Ágata, que sofreu o martírio por Cristo, teve livre acesso ao tribunal divino. Por isso, se quiser ser curada, toca, com confiança, a sepultura dela’”. Eutíquia e Luzia se aproximaram da sepultura de Ágata. Luzia reza pela mãe e pede a graça para si de poder dedicar a sua vida a Deus. Concentrada, teve um sono suave, como se fosse raptada em êxtase, e viu Ágata entre os anjos, anunciando: “Luzia, minha irmã e virgem do Senhor, porque pedir a mim o que você mesma pode fazer? A sua fé serviu de grande benefício para a sua mãe, que ficou curada. Como para mim a cidade de Catânia é cheia de graça, assim para você será preservada a cidade de Siracusa, porque Nosso Senhor Jesus Cristo apreciou seu desejo de manter a virgindade”. Ao voltar a si, Luzia contou à mãe o que aconteceu e lhe disse que queria renunciar ao marido terreno e vender seu dote para fazer caridade ao pobres.

O martírio

Decepcionado e irado, o jovem, que queria Luzia como sua esposa, a denunciou ao prefeito Pascasio, acusando-a de oferecer culto a Cristo e de desobedecer ao decreto de Diocleciano. Presa e conduzida ao prefeito, Luzia, interrogada, recusou o pedido do jovem e, orgulhosa, professou a sua fé: “Sou a serva do Eterno Deus, que disse: ‘Quando forem levados diante dos reis e dos príncipes, não se preocupem o que devem dizer, porque não serão vocês a falar, mas o Espírito Santo falará por vocês’”. Pascasio, retrucou: “Você acredita ter o Espírito Santo?”. Luzia respondeu: “O Apóstolo disse: ‘Os castos são santuários de Deus e o Espírito Santo mora neles’”. Para desacreditá-la, Pascasio manda levá-la ao prostíbulo. Mas, Luzia continua a declarar que não iria ceder à concupiscência da carne; e, qualquer violência que seu corpo tivesse que sofrer, continuaria casta, pura e incontaminada no espírito e na mente. De modo extraordinariamente imóvel, os soldados não conseguem levá-la; com as mãos e os pés amarrados, não conseguem arrastá-la nem com os bois. Irritado com este acontecimento excepcional, Pascasio mandou queimar a jovem, mas o fogo não a atingiu. Furioso, Pascasio decidiu matá-la com um golpe de espada. Assim, Luzia foi decapitada em 13 de dezembro de 304.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 13 dez. 2023.

13 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“Às vezes nos perguntamos: como seria a nossa vida sem Deus? Sabemos que há muitos entre nós que duvidam da existência de Deus, mas lá no fundo sabem da sua existência, porém o orgulho de que são possuídos não os deixa aceitar que existe um Criador, que tem poder sobre tudo e sobre todos. Mas para aqueles que acreditam é quase impossível imaginar a vida sem Deus. Pensemos: se com Deus a vida já não é fácil, que dirá sem Ele. Um segundo sem Deus e o mundo entraria em guerra. Grandes tragédias e catástrofes aconteceriam. O mundo se transformaria num grande caos. Vejamos que isso é o que podemos imaginar. Há muito mais coisas que nem temos a capacidade de compreender, pois ainda somos crianças espirituais que precisam crescer tanto. Portanto devemos agradecer por sermos filhos de Deus e por sabermos que Ele está ao nosso lado o tempo todo, nos guiando, nos amparando, falando conosco e nos amando incondicionalmente. Ser filho de Deus é motivo para viver com alegria, paz, confiança, esperança e muita fé, pois Ele é o Senhor da vida e do Universo!”

Monsenhor André Sampaio

12 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“Esqueça os dias de nuvens escuras,

Mas lembre-se das horas passadas ao sol…

Esqueça as vezes em que você foi derrotado,

Mas lembre-se das suas conquistas e vitórias…

Esqueça os erros que já não podem ser corrigidos,

Mas lembre-se das lições que você aprendeu…

Esqueça as infelicidades que você enfrentou,

Mas lembre-se de quando a felicidade voltou…

Esqueça os dias solitários que você atravessou,

Mas lembre-se dos sorrisos amáveis que encontrou…

Esqueça os planos que não deram certo,

Mas lembre-se de SEMPRE TER UM SONHO…

Aquele que crê alcança muito mais…”

Monsenhor André Sampaio

12 de dezembro – Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora de Guadalupe (© Vatican Media)

Encontro com Juan Diego

Em 1531, a Bem-aventurada Virgem de Guadalupe apareceu a Juan Diego, um índio asteca que se converteu ao cristianismo. Naquele período, reinava no México uma onda de violências e, sobretudo, de contínuas violações da dignidade humana. A população indígena era a que mais sofria graves discriminações.

As aparições marianas confirmam o encontro dos nativos com Cristo. Maria apresenta-se como a “Mãe do verdadeiro Deus”. A Bem-aventurada Virgem escolheu Juan Diego como seu mensageiro. O homem contou que Nossa Senhora lhe pediu para construir um santuário naquele lugar. O Bispo não acreditou nas suas palavras. Por isso, no dia 12 de dezembro de 1531, Nossa Senhora fez nascer, naquele terreno e em pleno inverno, rosas perfumadas. Juan Diego as colheu e as colocou no seu manto. Quando o abriu diante do Bispo, para mostrar as flores, apareceu, no tecido, a imagem de Maria, representada como uma jovem indígena. Por isso, os fiéis a chamaram “Virgem Morena”.

O manto

O manto, chamado tilma, é constituído por duas capas de ayate: um tecido de fibras da planta agave usado pelos índios mexicanos para fazer roupas. A Virgem, de pele escura, aparece com uma túnica rósea, circundada por raios de sol e, aos seus pés, um anjo segura uma meia-lua.

O olhar de Maria

Na imagem impressa no manto, os olhos de Maria apresentam ramificações venosas como o olho humano. Nas pálpebras aparecem detalhes de extraordinária precisão. Trata-se de imagens tão pequenas que, para ser vistas, foram necessárias técnicas, com lentes de aumento, até duas mil vezes maiores. No olho direito aparece uma família indígena: uma mulher, com uma criança nas costas, e um home com um chapéu, tipo sombreiro, que os observa. No olho esquerdo aparece um homem barbudo idoso, identificado como o Bispo. Esta última cena é precisamente aquela quando Juan Diego abriu o manto diante do Bispo, desvendando, pela primeira vez, a imagem mariana.

O Santuário

O olhar de Maria dirige-se, de modo particular, aos oprimidos e sofredores. Todos os anos, milhões de peregrinos visitam o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, onde se conserva o manto (tilmátli) de Juan Diego, proclamado santo, em 31 de julho de 2002, pelo Papa João Paulo II. A atual Basílica foi construída em 1976.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 09 dez. 2023.

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Por Mauro Nascimento