Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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O caso do Dalai Lama: reflexões sobre o limite das brincadeiras

O caso do vídeo que mostra o Dalai Lama beijando um menino indiano nos lábios e pedindo para que ele chupe sua língua é um exemplo perturbador de comportamento inapropriado, especialmente vindo de uma figura pública tão respeitada e admirada em todo o mundo.

Embora as pessoas possam ter diferentes opiniões sobre o que é ou não aceitável em termos de demonstrações de afeto entre pais e filhos, há um consenso geral de que o comportamento exibido pelo Dalai Lama neste caso é extremamente inadequado e ofensivo.

O fato de que o evento ocorreu em público, com muitas pessoas presentes e câmeras filmando, só torna a situação ainda mais desconcertante. É difícil entender como alguém em uma posição de liderança e influência, como o Dalai Lama, poderia agir de tal forma sem considerar as implicações e consequências de suas ações.

Embora seja possível que o Dalai Lama tenha perdido a noção ou ficado senil, isso não justifica seu comportamento. Afinal, as pessoas que ocupam cargos de liderança devem ser responsáveis e exemplares em suas ações, especialmente quando estão em público.

Infelizmente, o episódio teve um impacto negativo na imagem do Dalai Lama e na comunidade budista em geral. É importante lembrar que, embora ações individuais possam manchar a imagem de uma religião ou cultura, isso não deve ser motivo para generalizações ou preconceitos contra um grupo inteiro de pessoas.

No final das contas, é importante que todos nós reflitamos sobre a importância da responsabilidade em nossas ações, especialmente quando estamos em posições de influência. Como indivíduos e membros de uma sociedade, é nosso dever agir com respeito e consideração pelos outros, independentemente de nossa posição ou status social.

Mauro Nascimento

 

Regras de procedimento para lidar com as causas de nulidade matrimonial, conforme estabelecido pelo documento Mitis Iudex Dominus Iesus

A III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, celebrada no mês de Outubro de 2014, constatou a dificuldade dos fiéis em chegar aos tribunais da Igreja. Uma vez que o Bispo, à semelhança do Bom Pastor, tem obrigação de ir ao encontro dos seus fiéis que precisam de particular cuidado pastoral, dada por certa a colaboração do Sucessor de Pedro e dos Bispos em difundir o conhecimento da lei, pareceu oportuno oferecer, juntamente com as normas detalhadas para a aplicação do processo matrimonial, alguns instrumentos para que a ação dos tribunais possa dar resposta às exigências daqueles fiéis que pedem a verificação da verdade sobre a existência ou não do vínculo do seu matrimónio falido.

  • Art. 1. O Bispo, em virtude do cân. 383 § 1, é obrigado a seguir com ânimo apostólico os esposos separados ou divorciados que, pela sua condição de vida, tenham eventualmente abandonado a prática religiosa. Ele partilha, portanto, com os párocos (cf. cân. 529 § 1) a solicitude pastoral para com esses fiéis em dificuldade.
  • Art. 2. A investigação preliminar ou pastoral, dirigida ao acolhimento nas estruturas paroquiais ou diocesanas dos fiéis separados ou divorciados que duvidam da validade do seu matrimónio ou estão convencidos da nulidade do mesmo, visa conhecer a sua condição e recolher elementos úteis para a eventual celebração do processo judicial, ordinário ou mais breve. Tal investigação desenrolar-se-á no âmbito da pastoral matrimonial diocesana de conjunto.
  • Art. 3. A mesma investigação será confiada a pessoas consideradas idóneas pelo Ordinário do lugar, dotadas de competências mesmo se não exclusivamente jurídico-canónicas. Entre elas, conta-se em primeiro lugar o pároco próprio ou aquele que preparou os cônjuges para a celebração das núpcias. Esta função de consulta pode ser confiada também a outros clérigos, consagrados ou leigos aprovados pelo Ordinário do lugar. A diocese, ou várias dioceses em conjunto, segundo os agrupamentos atuais, podem constituir uma estrutura estável através da qual fornecer este serviço e redigir, se for caso disso, um Vademecum onde se exponham os elementos essenciais para um desenvolvimento mais adequado da investigação.
  • Art. 4. A investigação pastoral recolhe os elementos úteis para a eventual introdução da causa por parte dos cônjuges ou do seu advogado diante do tribunal competente. Indague-se se as partes estão de acordo em pedir a nulidade.
  • Art. 5. Recolhidos todos os elementos, a investigação encerra-se com o libelo, que deve ser apresentado, se for o caso, ao tribunal competente.
  • Art. 6. Uma vez que o Código de Direito Canónico deve ser aplicado sob todos os aspectos, salvas as normas especiais, mesmo aos processos matrimoniais, segundo a mente do cân. 1691 § 3, as presentes regras não entendem expor minuciosamente o conjunto de todo o processo, mas sobretudo esclarecer as principais inovações legislativas e, onde for necessário, completá-las.

Fonte: Mitis Iudex Dominus Iesus. Acesso em: 10 mar. 2018.

 

10 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Não se deixe arrastar pelo ódio. Suas ‘ondas’ vêm e vão dentro de você, conclamando-o à revolta, à desesperação, ao ataque. Corte-as desde o início. Uma fagulha de ódio pode lhe incendiar por dentro. É difícil de apagar. Resista-lhe. O ódio desintegra o seu amor. Traz-lhe sofrimento e ruína. No instante do ódio, reflita um pouco: Será que ele não tinha razões para agir como o fez? Será que não está sofrendo com o ato que cometeu? Resistir ao ódio é construir o amor.

O ódio nos faz adoecer, quando o alimentamos em nosso coração não nos damos conta da proporção que ele toma em nossa vida. Ficamos mais nervosos, perdemos a paz interior, não temos bons pensamentos e consequentemente os bons sentimentos se vão, tudo porque nos deixamos levar pelo ódio, esse sentimento que só nos maltrata e vai nos corroendo intimamente, fazendo com que nos tornemos fracos e desconfiados de tudo e de todos. Aprisionamos-nos neste sentimento, que não nos leva a lugar algum, nossa mente adoece e nosso corpo também.

Alimentando o ódio dentro de nós, perdemos a conexão com o amor e com nossos melhores sentimentos, para vivermos esse sentimento que vai desgastando nosso emocional e o nosso físico, nos deixando cada vez mais doentes e apreensivos diante da vida. Devemos ter em mente que o ódio é a nossa destruição, devemos reagir e não sucumbir. Se tiveres esse sentimento dentro de você, abra seus olhos e veja como você está, veja se é feliz e se as pessoas que convivem com você são felizes.

Abra as portas do seu coração e deixe o ódio ir embora de você, permita que seu coração se desvencilhe dele, só depende de você. Busque a prece para lhe ajudar e perceba que tens uma vida inteira para propagar os seus melhores sentimentos àqueles que convivem com você. Nada justifica o ódio, reflita porque esse sentimento tomou conta de você e verá que não é necessário o ódio mais sim o perdão.”

Monsenhor André Sampaio

A Páscoa como inspiração para a reconstrução pessoal

Durante a Páscoa, é comum buscarmos renovação e reflexão, enquanto lembramos do sacrifício de Jesus e de sua ressurreição, que representa a vitória da vida sobre a morte. Mas a Páscoa não é apenas um evento histórico, é também uma oportunidade de renascimento em nossas próprias vidas.

Todos nós passamos por períodos de construção e reconstrução, momentos em que somos desafiados a nos reinventar e a nos adaptar às mudanças. Esses momentos podem ser difíceis e dolorosos, mas eles também nos proporcionam a oportunidade de crescer e nos transformar.

É importante lembrar que todos nós somos seres errantes, e que errar é humano. Devemos ser empáticos com os outros e com nós mesmos, reconhecendo que todos nós cometemos erros e que podemos aprender com eles.

Nós também devemos estar atentos às injustiças sociais que assolam o nosso país. Muitas pessoas não têm a oportunidade de “se ressuscitar” sem o auxílio de outras pessoas. É nosso dever denunciar essas injustiças e lutar por um mundo mais justo e igualitário.

Que nesta Páscoa, possamos buscar discernimento para reconhecer nossas fraquezas e erros, e ser mais empáticos com os outros. Que a ressurreição de Jesus nos inspire a buscar renovação constante em nossas vidas e contribuir para construir um mundo mais justo e solidário. Devemos atualizar o ditado popular que diz “pau que nasce torto, morre torto” para “pau que nasce torto não necessariamente morre torto”, pois o ser humano tem a capacidade de transcender suas limitações.

Mauro Nascimento

Maria Madalena e a ressurreição de Cristo: um lembrete do papel das mulheres na sociedade

A frase de Jürgen Moltmann “Se as mulheres tivessem que ficar em silêncio, não teríamos nenhum testemunho da ressurreição de Cristo” é um lembrete poderoso da importância das vozes femininas na história e na sociedade.

As mulheres têm sido silenciadas e ignoradas por muito tempo na história, tanto na vida pública quanto privada. Suas vozes foram muitas vezes desacreditadas ou minimizadas, e seu papel e contribuição para a sociedade foram subestimados.

No entanto, a história nos ensina que as mulheres têm desempenhado papéis importantes em muitos eventos significativos. A ressurreição de Cristo é um desses eventos. Foi Maria Madalena quem teve o papel fundamental de testemunhar a ressurreição de Cristo e compartilhar a notícia com os outros discípulos. Se ela tivesse sido silenciada, essa história crucial teria sido perdida. Isso nos lembra da importância de dar voz às mulheres e valorizar suas perspectivas e contribuições.

Isso nos leva a refletir sobre a importância de ouvir as vozes femininas em todas as áreas da vida, incluindo a religião, política, ciência e cultura. É importante que as mulheres sejam encorajadas a falar e a compartilhar suas histórias e perspectivas, e que essas vozes sejam valorizadas e respeitadas.

Além disso, a frase de Moltmann também nos lembra que devemos prestar atenção às vozes marginalizadas e silenciadas em nossa sociedade. Aqueles que são frequentemente ignorados ou desacreditados podem ter histórias importantes para contar e perspectivas valiosas a oferecer.

Em suma, as vozes femininas são importantes e devem ser valorizadas em nossa sociedade. Devemos ouvir e apoiar as mulheres em suas lutas por igualdade e justiça, e trabalhar para garantir que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas. Apenas desta forma poderemos edificar uma sociedade que seja mais equitativa e imparcial.

Mauro Nascimento

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Por Mauro Nascimento