Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

Página 157 de 167

25 de abril – Monsenhor André Sampaio

“‘Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração’ (Rm 12,12).

Sermos alegres na esperança! É fundamental sermos alegres! Pois o mau humor, irritação, raiva são sentimentos que nos envenenam pouco a pouco. Estes sentimentos nos tornam amargos e acabam por nos afastar de tudo o que é Bom. Além disso, esses sentimentos tão negativos nos fazem adoecer. Doença da alma que acaba por nos afetar na parte física, causando males, muitas vezes de difícil diagnóstico. Por isso, de que vale viver sentimentos tão nocivos a nós e aos que nos cercam? A alegria nos acalma, nos traz esperança e aumenta a nossa Fé. A alegria é sentimento que cura todos os males e atrai para nós tudo o que é Bom. Então, cultivemos a alegria em nossos corações, esse sentimento que só faz bem a nós e aos outros.”

Monsenhor André Sampaio

25 de abril – São Marcos, Evangelista

São Marcos, Evangelista (© Biblioteca Apostolica Vaticana)

Sobre o Evangelista Marcos, nascido em uma família judaica opulenta, sabe-se o que dizem os Atos dos Apóstolos e algumas Cartas de São Pedro e São Paulo. Ele não foi discípulo do Senhor, não obstante alguns estudiosos o identifiquem com o rapaz, filho da viúva Maria, que, coberto com um lençol, seguiu a Jesus, depois da sua prisão no Horto das Oliveiras. Porém, colaborou com o apóstolo Paulo, que conheceu em Jerusalém, com o qual foi a Chipre e, depois, a Roma. No ano 66, São Paulo escreveu a Timóteo da prisão romana: “Procure Marcos e traga-o com você, porque ele pode ajudar-me no ministério” (2Tm 4,11).

São Marcos em Roma e noutras viagens

Não se sabe se Marcos chegou a tempo a Roma para presenciar ao martírio de Paulo, mas, na capital do Império, certamente, pôs-se a serviço de Pedro. A Basílica romana de São Marcos, em pleno centro histórico, testemunha a sua presença, visto que, – se diz, – a sua casa foi construída sobre o lugar onde surgia a casa onde o Evangelista viveu.

Pedro citou várias vezes o nome de Marcos. Na sua primeira Carta, por exemplo, lemos: “A comunidade que vive em Babilônia (Roma), escolhida como vocês, manda saudações. Marcos, meu filho, também” (1Pd 5,13). E ainda, nos Atos dos Apóstolos, após a libertação “milagrosa” de Pedro da prisão: “Pedro então refletiu e foi para a casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muitos se haviam reunido para rezar” (Atos 12,12).

Depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, não se têm mais notícias de Marcos. Uma antiga tradição diz que ele foi evangelizar o Egito, onde fundou a Igreja de Alexandria. Outra, narra que, antes de chegar ao Egito, esteve em Aquileia, para reconfirmar a evangelização no nordeste do Império. Ali, converteu Hermagoras, que se tornou o primeiro Bispo da cidade. Ao deixar Aquileia, parece que Marcos ancorou, por causa de uma tempestade, nas Ilhas Rialtenses, núcleo original da futura cidade de Veneza. Durante o sono, sonhou que um anjo lhe avisara que deveria permanecer naquela terra, à espera do último dia.

Derradeiro testemunho de São Marcos

O evangelista Marcos morreu, provavelmente, entre os anos 68 e 72, talvez como mártir de Alexandria, no Egito. Assim escrevem os Atos de Marcos, no IV século: “No dia 24 de abril, os pagãos o arrastaram pelas ruas de Alexandria, amarrado com uma corda no pescoço. Jogado na prisão, foi confortado por um anjo. Mas, no dia seguinte, sofrendo atrozes suplícios, morreu. Seu corpo devia ser queimado, mas, salvo pelos fiéis, foi sepultado em uma gruta. Dali, no século V, foi trasladado para uma igreja”.

Segundo uma lenda, no ano 828, dois mercantes venezianos teriam levado o corpo de São Marcos, ameaçado pelos árabes, para a cidade de Veneza, onde ainda hoje descansa na Basílica a ele dedicada. Algumas de suas relíquias são conservadas também no Cairo, Egito, na catedral de São Marcos, sede do Patriarca copta-ortodoxo, Tawadros II.

O Evangelho “concreto” de Marcos

Marcos foi considerado o “estenógrafo” de Pedro e seu Evangelho foi escrito entre os anos 50 e 60. Segundo a tradição, ele transcreveu a pregação e as catequeses de Pedro, dirigidas, sobretudo, aos primeiros cristãos de Roma; porém, ele as escreveu sem elaborá-las ou adaptá-las a um esquema pessoal. Eis porque o seu Evangelho demonstra a vivacidade e a singeleza de uma narração popular. A língua era o grego, a mais falada naqueles tempos; o objetivo das suas narrações era mostrar o poder de Jesus Cristo, Filho de Deus, que se manifesta na realização de muitos milagres.

As palavras do Evangelho de Marcos “Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas” – explicou, uma vez, o Papa Francisco, indicam, claramente, o que Jesus quer dos seus discípulos.

Marcos, Padroeiro de Veneza

Em 1071, São Marcos foi escolhido como titular da Basílica e principal Padroeiro da Sereníssima. Na época, Veneza era, indissoluvelmente, ligada à pessoa do Evangelista, cujo símbolo, um leão alado, – que traz um livro com a escrita: “Pax tibi, Marce, evangelista meus” (Paz a ti, Marcos, meu evangelista) – se torna o brasão da cidade, colocado em todos os lugares dominados pela Sereníssima, título dado à República de Veneza.

São Marcos é Padroeiro dos tabeliões, escrivães, vidraceiros e ópticos. É venerado como Santo por várias Igrejas cristãs, além da Católica, como a Ortodoxa e a Copta, que o considera seu Patriarca.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 24 abr. 2023.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elege Dom Jaime Spengler como novo presidente

Nesta segunda-feira, dia 24 de abril, foi realizada a eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante a 60ª Assembleia Geral da entidade. O resultado foi a eleição do arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, para o cargo de presidente.

Dom Jaime Spengler nasceu na cidade de Gaspar, em Santa Catarina, em 1960. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1982 e, desde então, tem dedicado sua vida à Igreja Católica. Ele possui especialização em Sagradas Escrituras, doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e já atuou como professor em diversos institutos teológicos.

Em 2011, Dom Jaime foi nomeado bispo titular de Patara e auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre. Mais tarde, em 2013, ele foi elevado à dignidade de arcebispo e se tornou o metropolita da Arquidiocese de Porto Alegre. Desde então, ele tem se destacado em diversas atividades dentro da Igreja Católica, como a sua participação na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, onde foi um dos bispos brasileiros escolhidos para ministrar catequeses aos jovens.

Em 2015, Dom Jaime foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e, no mesmo ano, foi eleito presidente do Regional Sul 3 da CNBB, para a gestão 2015-2019.

Agora, como novo presidente da CNBB, Dom Jaime terá a importante missão de liderar a entidade em um momento de grandes desafios para a Igreja Católica no Brasil e no mundo. A CNBB é a principal instituição representativa da Igreja Católica no Brasil e tem um papel fundamental na defesa dos direitos dos católicos e na promoção da justiça social. A eleição de Dom Jaime Spengler para a presidência da CNBB representa uma importante escolha para a liderança da entidade e para o futuro da Igreja Católica no Brasil.

Mauro Nascimento

Disputa acirrada pela presidência da CNBB reflete diversidade de opiniões dentro da Igreja Católica no Brasil

Nos bastidores da Igreja Católica, uma disputa acirrada está em andamento pela presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Enquanto o franciscano Dom Jaime Spengler, atual arcebispo de Porto Alegre (RS), é cotado como favorito, o cardeal Dom Paulo Cezar, arcebispo de Brasília (DF), continua fazendo uma campanha vigorosa.

A CNBB é uma organização que reúne os bispos da Igreja Católica no Brasil e tem como objetivo coordenar a pastoral da Igreja, promover a evangelização e defender os direitos humanos e sociais. A presidência da CNBB é uma posição de grande influência na Igreja no país e é disputada por líderes religiosos de todo o país.

Dom Jaime Spengler é um líder religioso muito respeitado, com vasta experiência pastoral e teológica. Ele é visto como um líder moderado e tem sido um defensor ativo dos direitos humanos e sociais no Brasil. Sua possível eleição como presidente da CNBB pode ser vista como um sinal de mudança e renovação dentro da Igreja no país.

Por outro lado, o cardeal Dom Paulo Cezar é um líder religioso experiente, que já ocupou diversos cargos de destaque dentro da Igreja no Brasil. Ele é visto como um líder conservador e tem sido um defensor ativo da doutrina da Igreja Católica.

A disputa pela presidência da CNBB reflete a diversidade de opiniões dentro da Igreja Católica no Brasil. Enquanto alguns líderes religiosos defendem uma abordagem mais progressista, outros preferem uma abordagem mais conservadora. A escolha do próximo presidente da CNBB terá um grande impacto na direção que a Igreja tomará no país nos próximos anos.

Mauro Nascimento

Padre que viralizou na internet cantando “Tá Escrito” não pertence à Igreja Católica Romana

Na última semana, um vídeo de um padre cantando a música “Tá Escrito”, de Xande de Pilares, viralizou nas redes sociais e chamou a atenção de muitos fiéis católicos. No entanto, foi revelado que o sacerdote Ataniel Silva, responsável pela interpretação da canção, não pertence à Igreja Católica Romana.

De acordo com informações obtidas, o padre Ataniel Silva é ligado à Igreja Católica Brasileira, fundada em 1945 pelo bispo Carlos Duarte Costa, que se separou da Igreja Católica Romana. A Igreja Católica Brasileira não é reconhecida pelo Vaticano, mas conta com milhares de fiéis em todo o Brasil.

A divulgação do vídeo do padre Ataniel cantando “Tá Escrito” gerou uma grande repercussão nas redes sociais, com muitos católicos comentando sobre a beleza da voz do sacerdote e a emoção que sentiram ao ouvi-lo cantar. No entanto, alguns fiéis questionaram a posição do padre Ataniel em relação à Igreja Católica, já que muitos acreditavam que ele pertencia à instituição romana.

A Igreja Católica Romana, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas alguns líderes religiosos afirmam que é importante que os fiéis estejam cientes das diferenças entre as diversas denominações similares a Igreja Católica Apostólica Romana.

Mauro Nascimento

« Posts anteriores Posts recentes »

© 2026 Katholikos

Por Mauro Nascimento