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Catolicismo de maneira inclusiva

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Padre Julio Lancellotti revela atitude inédita de Rita Lee

Na manhã deste domingo (14), durante a missa na Capela da Universidade São Judas Tadeu, na Mooca, o Padre Julio Lancellotti revelou algo surpreendente sobre a cantora Rita Lee. Segundo o padre, ao invés de ganhar dinheiro com suas roupas emblemáticas, Rita Lee optava por doá-las para ele.

Mas o mais impressionante não para por aí: Padre Julio não vendia as roupas, mas sim as entregava diretamente aos moradores de rua da região. De acordo com o religioso, os beneficiados ficavam emocionados e orgulhosos por receberem as roupas de uma celebridade tão renomada como Rita Lee.

Em tempos em que a solidariedade é tão necessária, a atitude de Rita Lee e Padre Julio Lancellotti é um exemplo a ser seguido. É possível ajudar ao próximo de diferentes formas, e a doação de roupas foi uma delas.

Padre Julio Lancellotti, conhecido por seu trabalho de ajuda aos moradores de rua de São Paulo, já recebeu diversas doações de celebridades e personalidades públicas, que vão desde roupas até alimentos e dinheiro. A iniciativa do padre é um sopro de esperança em meio a tantos desafios que a sociedade enfrenta.

A atitude de Rita Lee demonstra que a solidariedade não tem fronteiras e que a ajuda ao próximo pode vir de diferentes lugares e pessoas. A entrega das roupas aos moradores de rua é uma forma de garantir que essas peças tão valiosas sejam utilizadas por aqueles que realmente precisam delas.

A história revelada pelo Padre Julio Lancellotti na missa deste domingo mostra que pequenas ações podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas. E que, mesmo em momentos de incertezas e dificuldades, a generosidade e a solidariedade podem transformar o mundo em um lugar melhor para todos.

Mauro Nascimento 

Referência:

Missa do 6º Domingo da Páscoa, presidida pelo Padre Julio Lancellotti. Acesso em: 14 mai. 2023.

Mãe: o infinito em três letras

“Mãe! São três letras apenas
As desse nome bendito:
Três letrinhas, nada mais…
E nelas cabe o Infinito
E palavra tão pequena
– confessam mesmo os ateus –
É do tamanho do Céu!
E apenas menor que Deus…” (Mario Quintana, Mãe).

No Dia das Mães, somos convidados a refletir sobre a importância dessa figura em nossas vidas, inspirados pelo poema “Mãe”, de Mario Quintana. Através de suas palavras, somos lembrados de que, em apenas três letras, cabe o infinito amor e a imensidão do universo.

Mães são seres que transcendem a compreensão humana, pois carregam em si a capacidade de amar incondicionalmente, de se doar sem limites e de serem a força motriz que nos impulsiona a seguir em frente. Mesmo os que não acreditam em divindades reconhecem a grandiosidade do amor materno, tão vasto quanto o céu e apenas menor que Deus.

Neste dia especial, é importante refletir sobre o papel das mães em nossas vidas e agradecer por tudo o que elas fazem por nós. Elas são nossas primeiras professoras, nossas confidentes e nossas protetoras. São elas que nos ensinam a enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação, e que nos mostram o verdadeiro significado do amor.

As mães são a personificação do amor e da dedicação, e é por isso que devemos honrá-las e celebrá-las não apenas neste dia, mas em todos os momentos de nossas vidas. Afinal, o amor de uma mãe é um presente que nos acompanha desde o nosso primeiro suspiro e que nos guia ao longo de toda a nossa existência.

Então, neste Dia das Mães, vamos nos inspirar no poema de Mario Quintana e expressar nossa gratidão e amor por essas mulheres incríveis que nos deram a vida e nos ensinaram a viver. Vamos celebrar o infinito que cabe em apenas três letras: Mãe.

Mauro Nascimento

14 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Parece difícil mesmo entender que as pessoas pensam diferente. Errados e certos, será? Somos tão subjetivos em tudo, e derramar seu ódio ao modo de pensar alheio não te faz mais ou menos inteligente, só mostra sua intolerância e desrespeito com o outro. Defender opinião e ideais é lindo, grosserias e insultos te fazem tão pequeno. Pense bem, não é xingando e aos gritos que se muda algo, pensamentos se constroem através de debate e boa educação. Sim educação, o mínimo que se espera de um ser pensante e civilizado.”

Monsenhor André Sampaio

 

14 de maio – São Miguel Garicots, presbítero, fundador dos sacerdotes missionários do Sagrado Coração de Jesus

São Miguel Garicots

“Nada mais posso fazer a não ser admirar, adorar e amar a iniciativa da Providência divina. Oh, quanto é importante esta condição: ser pobres instrumentos!”

Miguel nasceu em Ibarre, entre as montanhas dos Pireneus, não muito distante da fronteira com a Espanha. Estudou pouco, porque, em sua família, havia outros quatro filhos, e faltava dinheiro. Por isso, foi obrigado a ser pastor de rebanho.

Enquanto pastoreava seu rebanho, detinha-se a conversar com outros pastores, sobre assuntos difíceis de se entender, inadequados para um jovem como ele. Tanto é verdade que ele foi, logo, denominado “doutorzinho”. Mas, foi precisamente a partir das suas origens humildes e da sua família, rica apenas de coragem, que Miguel obteve a força de empreender o caminho para a santidade.

Quando o exemplo é tudo

A educação e o testemunho, que recebemos de nossos pais, quando ainda éramos crianças, não são tudo, mas muito. Seus pais, por exemplo, viviam uma fé tão autêntica, a ponto de os levar a “fugir” para os países Bascos, na Espanha – pouco distante da fronteira francesa – para se casar na igreja e batizar seus cinco filhos.

Além do mais, durante os anos de Terror da Revolução Francesa, a avó, correndo risco de vida, esconde e ajuda, em sua casa, um sacerdote, que, por reconhecimento, dava as primeiras lições a Miguel, que demonstrava uma inteligência excepcional.

Porém, ele não conseguiu fazer a Primeira Comunhão, antes dos 14 anos, que lhe foi motivo de grande tristeza.

Em 1819, finalmente, conseguiu entrar para o seminário em Dax. Recebeu o sacerdócio, em 1823, e, dois anos depois, foi enviado ao seminário de Bétharram, onde foi professor de filosofia e, por fim, realmente doutor.

A França após a Revolução

A época, em que Miguel viveu, era particularmente difícil para a Igreja na França. A Revolução havia destruído tudo: igrejas, obras religiosas, muitas Congregações desapareceram e não foram substituídas. Até no seio da própria Igreja havia sacerdotes chamados “constitucionalistas”, – que juravam lealdade à nova Constituição imposta pelo Estado, – contrários aos ditos “refratários”, que permaneceram fiéis ao Papa.

Naquele contexto dilacerado, o jovem Padre Miguel, que era confessor das Filhas da Cruz, entrou em contato com a vida religiosa, sendo confidente de muitos Bispos que se queixam da queixa de insubordinação de tantos padres; ele então decidiu adotar total obediência a seu próprio bispo como o princípio básico de sua missão. A semente é lançada.

O santo de “Aqui estou eu!”

Deixamos Michele em Betharram, no belo seminário às margens do Gave. Aqui ele leva uma existência atormentada e vê ao seu redor: sacerdotes despreparados e desorientados, tateando no escuro, em vez de trazer aos outros a luz da fé. Algo está amadurecendo dentro dele: ele entende isso em 1833, quando reúne o primeiro grupo de padres que voluntariamente assumem a missão de re-cristianizar o campo abandonado e educar os jovens. Essas são as duas atividades mais urgentes. Muitas são as adesões que ele recebe e, dois anos depois, nasce a nova família religiosa dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus – então conhecidos como sacerdotes de Bétharram – uma comunidade concebida para servir a Igreja e o clero, com voluntários para enviar para apoiar. do clero em seminários, paróquias e faculdades com o objetivo de revitalizar a fé. Logo, um grupo de padres partiu para uma missão na Argentina, onde a Igreja tem as mesmas necessidades. Mas também existem conflitos com o bispo, que gostaria de manter o trabalho dentro da diocese, enquanto Michele aspira ao reconhecimento pontifício, que ocorrerá somente em 1875, após sua morte.

Os últimos anos e morte

Mas há também bispos que consideram Michael muito atencioso, como o de Tarbes, que em 1858 o envia duas vezes para encontrar Bernadette Soubirous, que tem aparições regulares da Virgem Maria nas proximidades de Lourdes. Michele se torna um dos maiores apoiadores da pequena vidente e agora também sente o conforto da proximidade de Madonna. Enquanto isso, ele já está doente: em 1853, ele foi vítima de uma paralisia e depois venceu, mas a doença não o descansa e quase sempre o obriga a dormir por 9 anos, até que ele retorne à casa do pai em 1863. Seus padres, a essa altura, eles estão espalhados por toda a América do Sul. Pio XII proclamou-o santo em 1947.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 13 mai. 2023.

O perigo da pregação baseada no medo e na culpa 

“[…] Digo-vos sinceramente que receio a rigidez, tenho medo. Fuja dos sacerdotes rígidos! Eles Mordem. Vem-me ao pensamento aquela expressão de santo Ambrósio, do século IV: «Onde há misericórdia há o espírito do Senhor; onde há rigidez há apenas os seus ministros». O ministro sem o Senhor torna-se rígido, e este é um perigo para o povo de Deus. Pastores, não funcionários” (Papa Francisco, 20/11/2015).

Desde os tempos mais remotos, o papel dos líderes religiosos tem sido fundamental na formação das sociedades e na orientação espiritual das pessoas. Ao longo dos séculos, esses líderes têm desempenhado um papel crucial na transmissão de valores e crenças, e, muitas vezes, na promoção da paz e da harmonia entre os povos.

No entanto, nem todos os líderes religiosos têm desempenhado esse papel de forma saudável e construtiva. Infelizmente, existem aqueles que se aproveitam de sua posição para impor suas crenças e valores, muitas vezes com base no medo e na intimidação.

Um exemplo disso são os padres que enxergam pecados em tudo e que, mais do que isso, acusam e ameaçam os fiéis com o inferno caso não cumpram certos mandamentos ou regras. Esse tipo de pregação é extremamente danosa, pois se baseia no medo, na culpa e na vergonha, e não na misericórdia e no amor que Deus nos ensina.

É importante lembrar que, segundo as Escrituras, Deus é sumamente bom e infinitamente misericordioso. Ele não nos criou para nos punir, mas sim para nos amar e nos guiar em nossa jornada espiritual. Por isso, a ideia de um Deus que exige sacrifícios ou castigos é uma distorção da verdadeira natureza divina.

Infelizmente, essa visão distorcida de Deus tem sido usada ao longo da história para justificar todo tipo de violência e opressão, desde as Cruzadas medievais até a Inquisição espanhola. Hoje, ela ainda persiste em certas correntes religiosas que pregam a exclusão e a intolerância em nome da “verdadeira fé”.

Diante disso, é preciso ter muito cuidado com os líderes religiosos que se baseiam no medo e na intimidação para impor suas crenças. É importante lembrar que, em última análise, somos todos responsáveis por nossa própria jornada espiritual, e que ninguém pode nos dizer o que é certo ou errado em termos absolutos.

Portanto, ao escolher um líder espiritual, é importante buscar aqueles que promovam a compaixão, a misericórdia e o amor incondicional, em vez do medo e da culpa. Somente assim poderemos encontrar o verdadeiro caminho para a paz interior e para uma relação autêntica com o divino.

Mauro Nascimento

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Por Mauro Nascimento