Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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30 de maio – Monsenhor André Sampaio

EI FILHO, CALMA, É NO MEU TEMPO, NÃO NO SEU QUE TUDO SE RESOLVERÁ

“Não é porque temos Deus que não choramos, que não caímos e não temos medo, ou sentimos raiva, ficamos triste ou ficamos angustiados. A diferença é que quando choramos Ele nos consola. Quando caímos, Ele estende a sua mão e nos levanta. Quando temos medo Ele nos ensina a ter coragem. E nos lembra que não precisamos temer nada, porque Ele é o nosso refúgio. A diferença também é que quando sentimos raiva Ele nos ensina a não guardar rancor. E quando estamos angustiados, com o coração apertado e com a mente confusa, Ele nos lembra que já está cuidando de nós e diz: Você pode está passando por essa tempestade, mas se houver fé dentro do seu coração, não há motivos para querer desistir. Confie em Mim e tudo dará certo. Deus continua ao nosso lado dizendo: Ei filho, calma, é no meu tempo, não no seu que tudo se resolverá, descansa seu coração e confie em Mim.”

Monsenhor André Sampaio

29 de maio – São Paulo VI, papa

São Paulo VI, Papa, Basílica de São Paulo Extramuros

João Batista Montini nasceu em Concesio, uma cidadezinha nas proximidades de Brescia, em 26 de setembro de 1897, no seio de uma família católica, muito comprometida com a política e a sociedade.

No outono de 1916, entrou para o seminário em Brescia e, quatro anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal na catedral. Foi enviado a Roma para continuar a estudar filosofia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e Ciências Humanas na universidade estadual. Formou-se em Direito Canônico, em 1922, e em Direito Civil, em 1924.

Ofícios no Vaticano

Em 1923, Montini recebeu seu primeiro encargo pela Secretaria de Estado do Vaticano, que o designa à Nunciatura Apostólica de Varsóvia. No ano seguinte, foi nomeado Minutador. Naquele período, participou, de perto, das atividades de estudantes universitários católicos, organizadas pela FUCI, da qual foi assistente eclesiástico nacional, de 1925 a 1933.

João Batista Montini foi um estreito colaborador do Cardeal Eugênio Pacelli, ao lado do qual permaneceu sempre, até quando foi eleito Papa, em 1939, com o nome de Pio XII. Foi Montini que preparou o esboço do inútil extremo apelo pela paz, que o Papa Pacelli lançou, através do rádio, em 24 de agosto de 1939, às vésperas do grande conflito mundial: “Com a paz, nada se perde! Com a guerra, pode-se perder tudo!”

Da Igreja Ambrosiana ao Trono Pontifício

Em 1954, João Batista Montini tornou-se, repentinamente, Arcebispo de Milão. Com isto, demonstrou o verdadeiro pastor oculto em si, dedicando atenção especial aos problemas do mundo do trabalho, à imigração e às periferias: promoveu a construção de mais de cem novas igrejas, lugares apropriados para desenvolver sua “Missão de Milão”, em busca dos “irmãos distantes”.

Dom Montini recebeu, antes, a púrpura cardinalícia de João XXIII, em 15 de dezembro de 1958, e participou do Concílio Vaticano II, onde apoiou, abertamente, a linha reformadora.

Após a morte de Ângelo Roncalli, foi eleito Papa, em 21 de junho de 1963, escolhendo o nome de Paulo, com uma clara referência ao Apóstolo dos Gentios.

A força reformadora do Concílio

Um dos objetivos fundamentais de Paulo VI foi dar continuidade, em todos os aspectos, à obra do seu predecessor. Por isso, retomou os trabalhos do Concílio Vaticano II, conduzindo-os com atenciosas mediações, favorecendo e moderando a maioria reformadora, até à sua conclusão, em 8 de dezembro de 1965. Mas, antes, foi anulada a mútua excomunhão, ocorrida, em 1054, entre Roma e Constantinopla.

Coerente com a sua inspiração reformadora, atuou uma profunda ação transformadora das estruturas do governo central da Igreja, criando novos organismos para o diálogo com os não cristãos e os infiéis, instituindo o Sínodo dos Bispos e encaminhando a reforma do Santo Ofício. Comprometido com a difícil tarefa de implementar e aplicar as orientações, que emergiram no Concílio Vaticano II, Paulo VI deu impulso também ao diálogo ecumênico, mediante encontros e iniciativas relevantes. O impulso renovador, no âmbito do governo da Igreja, traduziu-se, depois, na reforma da Cúria, em 1967.

As Encíclicas em diálogo com a Igreja e com o mundo

O desejo de Paulo VI de dialogar no âmbito eclesial, com as várias confissões e religiões e com o mundo, esteve ao centro da sua primeira encíclica “Ecclesiam suam” de 1964, seguida por outras seis, entre as quais a “Populorum progressio” de 1967, sobre o desenvolvimento de os povos, que teve uma ampla ressonância, e a “Humanae vitae” de 1968, dedicada à questão dos métodos de controle da natalidade, que suscitou inúmeras controvérsias, até em muitos ambientes católicos.

Outros documentos importantes do pontificado de Paulo VI foram a Carta apostólica “Octogesima adveniens” de 1971, pelo pluralismo do compromisso político e social dos católicos, e a Exortação apostólica “Evangelii nuntiandi” de 1975, sobre a evangelização do mundo contemporâneo.

A novidade das Viagens Apostólicas

As ideias inovadoras de Paulo VI não se restringiram apenas no âmbito do Vaticano. Ele foi o primeiro Papa a dar início ao costume de fazer viagens, desde a sua eleição: ao período conciliar, remontam suas três primeiras Viagens, das nove, que, durante seu Pontificado, o levaram aos cinco Continentes. Em 1964, foi à Terra Santa, depois à Índia e, em 1965, a Nova Iorque, onde fez um discurso histórico diante da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em território italiano, fez dez Visitas pastorais.

A aspiração mundial deste Papa pode ser percebida também na obra de maior ênfase do caráter de representação universal do Colégio Cardinalício e do papel central da política internacional da Santa Sé, sobretudo pela paz. A propósito, instituiu o Dia Mundial da Paz, celebrado todos os anos, desde 1968, no dia 1º de janeiro.

Seus últimos anos e falecimento

A fase final do Pontificado de Paulo VI foi assinalada, dramaticamente, pelos fatos históricos do sequestro e morte do seu amigo, Aldo Moro, pelo qual, em abril de 1978, fez um apelo às Brigadas Vermelhas pedindo a sua libertação, mas em vão.

Paulo VI faleceu, quase improvisamente, na noite de 6 de agosto do mesmo ano de 1978, na residência apostólica de Castel Gandolfo, e foi sepultado na Basílica Vaticana. Foi proclamado Beato, em 19 de outubro de 2014, pelo Papa Francisco, que também o canonizou na Praça de São Pedro, em 14 de outubro de 2018.

Oração de Paulo VI

Eis a oração que Paulo VI rezava nos momentos de dificuldade:
Senhor, eu creio; eu quero crer em vós.
Senhor, fazei que a minha fé seja plena.
Senhor, fazei que a minha fé seja livre.
Senhor, fazei que a minha fé seja firme.
Senhor, fazei que a minha fé seja forte.
Senhor, fazei que a minha fé seja alegre.
Senhor, fazei que a minha fé seja ativa.
Senhor, fazei que a minha fé seja humilde.
Amém.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 29 mai. 2023.

29 de maio – Monsenhor André Sampaio

“Se pararmos para pensar e analisar todas as aflições que nos atingem, poderemos perceber que grande parte dos problemas que surgem em nossas vidas são e foram criados por nós mesmos. Estamos sempre buscando algo que muitas vezes nem sabemos o que é. A nossa falta de tolerância, de paciência com o próximo geralmente nos coloca em situações difíceis, seja em casa, no trabalho, no trânsito. Por que nos maltratamos tanto? Sim, porque com essa forma de agir somos os primeiros a sofrer. Complicamos aquilo que é simples, querendo sempre o impossível, e nos esquecendo de que para sermos felizes não precisamos de tantas coisas que se encontram no mundo material. A paz e a felicidade se encontram dentro de nós. Todo o resto é ilusão. Por isso busquemos viver simplesmente, sendo mais tolerantes, mais compassivos, menos orgulhosos, mais humildes, mais caridosos, mais amorosos. A vida é simples, nós é que a complicamos…”

Monsenhor André Sampaio

28 de maio – Monsenhor André Sampaio

“A decepção acontece quando você descobre que o caráter de uma pessoa não combina com o belo sorriso que ela expressa, ou toda a beleza física que ela possui. E a prova fica por conta das atitudes.

Caráter é um conjunto de características e traços particulares que caracterizam um indivíduo ou um grupo. É uma qualidade inerente a uma pessoa desde o seu nascimento, refletindo o seu modo de ser.

O caráter não sofre as influências do meio, uma vez que ele é próprio de cada pessoa. Já a personalidade, o humor e o temperamento podem sofrer alterações em função da adaptação familiar, pedagógica e social do indivíduo.

O conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar a sua conduta e a sua moralidade. Os seus valores e firmeza moral definem a coerência das suas ações, do seu procedimento e comportamento.

Uma pessoa conhecida como ‘sem caráter’ ou ‘mau caráter’, geralmente é qualificada como desonesta, pois não apresenta firmeza de princípios ou de moral. Por outro lado, uma pessoa ‘de caráter’ é alguém com formação moral sólida e incontestável.

O caráter quando é forte, não se deixa levar por alguma proposta de uma via mais fácil para a realização de algo. Mesmo se naquele momento parece ser o melhor caminho a seguir, é o caráter que vai determinar a escolha do indivíduo.

O caráter é modelado através da experiência, cultura, educação e formação familiar e pode ser sempre aperfeiçoado com perseverança e determinação.

O que é ter caráter? É fazer o que é certo quando ninguém está olhando. É fazer o que é certo mesmo quando se sabe que ninguém descobrirá o que você fez.

Há muitos que pensam que o que define o certo é se virar, se ajudar, dar um jeito para conseguir as coisas, não importa os meios – e a única coisa errada é ser pego. Essa é a definição de mau caráter.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento