Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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06 de junho – Monsenhor André Sampaio

“Se você vive infeliz, perdeu a alegria de viver e deseja encontrar uma saída, o primeiro passo é deixar a cômoda posição de vítima, seja lá do que for, a assumir a responsabilidade por sua vida. Você vai desfilar um rosário de queixas, alegar que a vida é dura, que as pessoas não a compreendem, que são cruéis e que tudo para você tem sido difícil, que você tenta, não consegue e, por esse motivo, perdeu a esperança de ser feliz. Só lhe resta ‘aguentar’ a convivência complicada com a família, as dificuldades financeiras, os problemas de saúde… Para você, nada dá certo. Pensando assim, você vai continuar sendo infeliz e a cada dia sua situação vai piorar. A vida vai prosseguir ‘apertando o cerco’ até que você chegue a seu limite. Nesse dia vai descobrir que sua felicidade só depende de você. Passará da passividade à ação.

Deus não criou ninguém menos. Embora existam diferentes níveis de evolução, e alguns estejam mais conscientes do que outros, a essência divina está em todas as pessoas. Você tem tanto poder quanto os que ‘têm sorte’. A diferença é que eles o usam de maneira certa, enquanto você, não.

Os resultados são diferentes, mas cada um colhe exatamente o que plantou. Se você está infeliz e as coisas dão errado, é hora de rever suas crenças e perceber como está atraindo isso. O fracasso não existe. A vida dá de acordo com o que recebe. Se só crê no negativo, se apenas enxerga o lado negro das coisas, é isso o que vai ter. Buscar a lição, o lado produtivo, aprender, é resolver as dificuldades com inteligência, abreviar e até dispensar a dor. Comece se perguntando:

‘Como é que eu me deprimo?’

Aí vão algumas dicas:

  1. Você não confia em si mesmo(a), espera tudo dos outros, paralisa sua criatividade.
  2.  Você se julga menos, não confia no seu desempenho, não quer ousar: só faz o que os outros aprovam.
  3.  Sonha ser herói (heroína). Não faz nada para aprender mais, porém quer ser maravilhoso(a), nunca errar. Adora elogios e não tolera críticas.

É assim que você se fecha, enfraquece a própria força e condena sua alma a viver infeliz. Todos os limites de sua vida é você quem impõe. A alegria, o prazer, a felicidade vêm da alma. Ela deseja expressar sua luz, alargar a consciência, abrir-se para as grandezas futuras, evoluir! Jogue fora a tristeza, cultive o otimismo. Converse com Deus, peça inspiração. Você é muito mais do que pensa que é. Confie na vida, que trabalha a seu favor!”

Monsenhor André Sampaio

Os mistérios do STF: ministros que desafiam o tempo e as expectativas

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm uma característica peculiar: eles tendem a durar mais tempo em seus cargos do que os próprios presidentes e os grupos de poder que os indicaram. Essa realidade pode ser exemplificada por casos como o de Alexandre de Moraes, que foi duramente criticado pela esquerda quando foi indicado por Michel Temer. No entanto, contrariando as expectativas, Moraes desempenhou um papel crucial na defesa da nossa democracia contra os avanços extremistas.

Essa dinâmica imprevisível do STF e a influência das circunstâncias externas no trajeto de um ministro mostram que é necessário pensar a longo prazo ao considerar a indicação de alguém como Cristiano Zanin para a Suprema Corte.

Ninguém poderia prever que Alexandre de Moraes se tornaria um baluarte em defesa da democracia. Sua trajetória no STF foi moldada por suas ações e pelas circunstâncias que enfrentou ao longo do caminho. Isso nos faz refletir sobre a complexidade do papel de um ministro no Supremo e como ele pode ser influenciado por fatores externos.

A indicação de um ministro para o STF não deve ser baseada apenas em ideologias políticas ou interesses momentâneos. É preciso considerar a capacidade do indicado de se adaptar e agir de acordo com as necessidades da sociedade em diferentes contextos. O exercício da função requer sabedoria, equilíbrio e uma compreensão profunda das nuances jurídicas e políticas do país.

O STF desempenha um papel fundamental na salvaguarda dos direitos e garantias constitucionais, e sua composição influencia diretamente o rumo do país. Portanto, é essencial que os ministros sejam capazes de lidar com as demandas e desafios do presente, mas também de antever e enfrentar os desafios futuros.

Embora seja impossível prever com precisão como um ministro se desenvolverá ao longo de sua trajetória no STF, é importante refletir sobre a importância de escolhas criteriosas e de longo prazo. As decisões tomadas por esses indivíduos podem moldar o destino de uma nação e afetar a vida de milhões de pessoas.

Portanto, devemos estar atentos à capacidade dos indicados em se adaptar, evoluir e defender os princípios democráticos e constitucionais ao longo do tempo. Aqueles que desempenham um papel significativo no STF são forjados pela experiência, pelas demandas da sociedade e pelas próprias circunstâncias externas. É nesse contexto complexo que os ministros se tornam figuras centrais na proteção do Estado de Direito e na garantia dos direitos dos cidadãos.

Mauro Nascimento

Julgar com justiça e respeito à dignidade humana

“É fundamental reconhecer a necessidade de se recuperar a seriedade e o discernimento a respeito da gravidade que representa avaliar a moral do outro, para que não se lese dignidades. Quem julga severa e injustamente o outro escancara as portas para ser assim tratado pela justiça, particularmente pela justiça divina” (Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte – MG).

Em uma sociedade marcada pela diversidade e pluralidade de valores, é comum que sejam levantadas questões acerca da moralidade das atitudes e comportamentos alheios. No entanto, é fundamental reconhecer a importância de avaliar essas questões com seriedade e discernimento, para evitar que sejam cometidos abusos e lesões à dignidade das pessoas.

Ao julgar severa e injustamente o outro, abrem-se portas para que sejamos julgados da mesma forma pela justiça, inclusive a divina. Isso porque o julgamento injusto é uma forma de violação da dignidade humana, o que pode gerar consequências negativas para quem o pratica.

É importante destacar que a avaliação da moral do outro deve ser feita com base em critérios claros e objetivos, sem preconceitos ou julgamentos superficiais. O respeito pela dignidade humana deve ser uma prioridade em todas as situações, independentemente das crenças e valores individuais.

Nesse sentido, é fundamental que a sociedade como um todo se empenhe em promover o diálogo construtivo e o respeito mútuo, de forma a evitar que sejam cometidas injustiças e violações à dignidade humana. Somente assim será possível construir uma sociedade mais justa e equitativa, onde todos possam ser respeitados em sua singularidade e diversidade.

Mauro Nascimento

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Por Mauro Nascimento