Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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09 de junho – Monsenhor André Sampaio

APRENDER A VIVER COM A DESAPROVAÇÃO DOS OUTROS

“Uma lição básica da vida é aprender a viver com a desaprovação dos outros. A primeira condição é se lembrar de que ninguém em tempo algum, foi capaz de agradar a todos o tempo todo. Cada pessoa avalia o outro de acordo com seus valores e as suas expectativas. Sábio e útil é não esperar aplausos e tratar de estar satisfeito consigo mesmo. Se tudo for dito ao nosso favor isto irá massagear o nosso ego, e nos tornará orgulhoso e acomodado. Se nem Jesus, o nosso Redentor, não agradou a todos porque seria nós de fazê-lo. Lembrando sempre que as divergências e contrariedades fazem parte do nosso aprimoramento, e da nossa santificação. Uma vez que não somos o dono da verdade, cabe a nós ouvir e acatar o que diz o nosso semelhante, e passar pelo crivo de nossa razão para vermos se não estamos errados realmente. Imagine como o mundo ficaria mais fácil e mais agradável sem o azedume da critica. A tolerância e o não julgamento afastam os sentimentos negativos e refrescam a atmosfera. É preciso antes de tudo saber que estamos na escola da vida nos aprimorando e aprendendo para melhorarmos a cada dia. Ninguém de nós tem a capacidade e autorização de julgar quem quer que seja, por qualquer inflação que nossos semelhantes venham a praticar. Imperioso lembrar ainda que muitas vezes não só julgamos, mas também condenamos por atos inclusive superior aos que nós mesmos praticamos. Da mesma forma como julgares seremos julgados também!”

Monsenhor André Sampaio

09 de junho – Santo Efrém

Santo Efrém

“As árvores do Éden / foram dadas como alimento ao primeiro Adão. / Para nós, o jardineiro do Jardim / tornou-se pessoalmente comida / para as nossas almas”. Estes versos vêm do alvorecer da Igreja, precisamente do século IV, criados e escritos por um diácono do Oriente, chamado Efrém, natural de Nísibis, uma cidade da antiga Mesopotâmia, onde nasceu em 306. A tradição da Igreja o recorda como “Efrém da Síria” e o venera como Doutor da Igreja.

Uma das suas características é a de ser um profundo pensador cristão – um dos mais famosos do seu tempo – como também um poeta fino. Efrém era capaz de revestir suas intuições sobre a fé com a harmonia de versos, que tocavam o coração. O que ele escreveu, para nós, é uma lição.

Gênio e coração

A inteligência e erudição de Efrém combinam com seu notável temperamento humano.

Aos 15 anos, defrontou-se com o Evangelho e o estudou com paixão. Porém, isto lhe custou a perseguição do seu pai, sacerdote pagão. Aos 18 anos, recebeu o batismo e seguiu o bispo Tiago no Concílio de Nicéia (325). Depois, retornou a Nísibis, onde abriu uma escola bíblica.

Quando a cidade foi invadida, várias vezes, pelos persas, Efrém foi obrigado a deixar sua cátedra, tornando-se herói da resistência. Logo, foi um teólogo de pulso, combatente e homem de caridade.

Para diminuir o impacto da escassez, que em certo momento atingiu Edessa, ele arregaçou as mangas para garantir ajuda humanitária à população.

Fé nos paradoxos

O pensamento e os escritos de Efrém foram, portanto, seus melhores talentos, além da música. Ele escreveu muito e de tudo com grande qualidade espiritual e estilo. Seus poemas e sermões em versos, seus hinos (as obras mais abundantes), e comentários bíblicos em prosa abordavam, com inteligência e beleza, os pilares da fé que o fascinavam: Deus, Criador, a virgindade de Maria, a redenção do Cristo… Ele afirmava que nada na criação era isolado; no entanto, o mundo, além da Escritura, era a Bíblia de Deus.

Enfim, a poesia foi o instrumento que lhe permitiu se aprofundar na reflexão teológica “através de paradoxos e imagens”, como, há alguns anos, Bento XVI observou ao comentar sobre a vida de Efrém.

Um santo em Edessa

Edessa, ajudada por Efrém durante o drama da escassez, foi a cidade para aonde o Santo se transferiu e se estabeleceu após uma peregrinação em 362. Ali prosseguiu seu trabalho como teólogo e pregador, continuando a ajudar as pessoas, em primeira linha, quando, mais do que a caneta, sentiu a necessidade urgente de se curvar para os que sofriam.
O cuidado dos doentes de peste foi a última obra-prima, que Efrém da Síria escreveu com a tinta da caridade.

Santo Efrém faleceu em Edessa, acometido pela pestilência, em 373. As crônicas não narram, com certeza, se ele foi ou não um monge. Certo é que sempre foi um diácono exemplar, um servo de todos, por amor a Deus, um seu cantor e “Harpa do Espírito Santo”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 07 jun. 2023.

Comunidade de Matão (SP) cria tapete de rua em homenagem ao Padre Julio Lancellotti no feriado de Corpus Christi

Comunidade de Matão (SP) celebra o feriado de Corpus Christi com uma homenagem emocionante ao Padre Julio Lancellotti. Nesta quinta-feira, dia 8 de junho, os moradores da cidade se uniram para criar um tapete de rua excepcionalmente dedicado ao estimado “Padre dos Últimos”.

Matão, uma pequena e acolhedora cidade localizada no interior de São Paulo, é conhecida por sua forte devoção religiosa e pelo espírito comunitário que permeia seus habitantes. Neste feriado religioso tão significativo, os moradores decidiram expressar sua gratidão e apreço pelo trabalho incansável do Padre Julio Lancellotti, que tem sido uma figura inspiradora na luta pelos direitos humanos e na defesa dos mais vulneráveis.

Voluntários se reuniram nas primeiras horas da manhã para iniciar a confecção do tapete de rua, formando um elaborado desenho. O projeto artístico retrata a imagem do Padre Julio Lancellotti, com suas feições características e um sorriso acolhedor.

Os moradores aguardam ansiosamente pela procissão de Corpus Christi para exibir sua criação e prestar sua homenagem. À medida que os fiéis passavam pelo tapete, admiravam a arte meticulosamente elaborada, refletindo sobre a dedicação e a generosidade do Padre Julio Lancellotti.

A comunidade de Matão demonstrou, com essa bela iniciativa, que o reconhecimento e a gratidão podem ser expressos de diferentes maneiras. O tapete de rua, com sua arte efêmera, é um testemunho do poder da união e do respeito entre os indivíduos, além de ser um símbolo do compromisso de Matão em valorizar aqueles que dedicam suas vidas a ajudar os mais necessitados

Mauro Nascimento

08 de junho – São Medardo, bispo de Noyon

Estátua de São Medardo em Saint-Médard-d’Eyrans

Alguns de seus milagres ajudaram os ladrões que o estavam roubando. Talvez, tenha sido esta sua generosidade a inspirar Víctor Hugo a escrever seu Myriel na obra “Os miseráveis”. São Medardo era filho de um dos conquistadores francos da Gália. Tornou-se Bispo da atual Saint-Quentin e faleceu em 561.

Fone: Vatican News. Acesso em: 06 jun. 2023.

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Por Mauro Nascimento